My Precious Things
My Precious Things #7
Juntando o My Precious Things (MPT) e o catálogo da distribuidora Esquilo Gigante, Marcos Farrajota radiografa o que se vai fazendo no circuito mais alternativo. Prestando atenção a coisas tão díspares como uma colecção de autocolantes políticos da autoria de Luis Félix e outra com caderneta e tudo, com cromos desenhados por diversos artistas nacionais, o lançamento do CD de estreia dos Desire e várias publicações em papel.
As críticas são curtas, sinceras e incisivas. São referenciados os fanzines Carneiro Mal Morto #2, Dead Doll House #0, Pimpolho #1, Safety Zone #5, Underworld / Entulho Informativo #7, Zig Zag Zine #2.
Nota também para outras publicações de banda desenhada como os primeiros números da colecção LX Comics da Bedeteca de Lisboa e "Loverboy, O Rebelde".
O nono capítulo d'A Lista de Ódio (de Marcos) é constituir família, uma tira onde o autor, na altura com 24 anitos, aproveita para vituperar a instituição nuclear da sociedade.
São exibidas também algumas pranchas rejeitadas do livro "Loverboy, O Rebelde", editado pela Polvo.
O catálogo da Esquilo Gigante apresenta as publicações disponíveis da Chili Com Carne, bem como diversas outras, e uma pequena secção de artigos em segunda mão. As encomendas faziam-se por carta e o pagamento por cheque ou vale-postal. Outros tempos...
My Precious Things #7, Abril de 1998, 12 págs, fotocópia a preto & branco em papel reciclado, 29,7x21cm. Edição: Associação Chili Com Carne.
My Precious Things #9
Juntando o My Precious Things (MPT) e o catálogo da distribuidora Esquilo Gigante, Marcos Farrajota radiografa o que se vai fazendo no circuito mais alternativo. Prestando atenção a coisas tão díspares como uma colecção de autocolantes políticos da autoria de Luis Félix e outra com caderneta e tudo, com cromos desenhados por diversos artistas nacionais, o lançamento do CD de estreia dos Desire e várias publicações em papel.
As críticas são curtas, sinceras e incisivas. São referenciados os fanzines Carneiro Mal Morto #2, Dead Doll House #0, Pimpolho #1, Safety Zone #5, Underworld / Entulho Informativo #7, Zig Zag Zine #2.
Nota também para outras publicações de banda desenhada como os primeiros números da colecção LX Comics da Bedeteca de Lisboa e "Loverboy, O Rebelde".
O nono capítulo d'A Lista de Ódio (de Marcos) é constituir família, uma tira onde o autor, na altura com 24 anitos, aproveita para vituperar a instituição nuclear da sociedade.
São exibidas também algumas pranchas rejeitadas do livro "Loverboy, O Rebelde", editado pela Polvo.
O catálogo da Esquilo Gigante apresenta as publicações disponíveis da Chili Com Carne, bem como diversas outras, e uma pequena secção de artigos em segunda mão. As encomendas faziam-se por carta e o pagamento por cheque ou vale-postal. Outros tempos...
My Precious Things #7, Abril de 1998, 12 págs, fotocópia a preto & branco em papel reciclado, 29,7x21cm. Edição: Associação Chili Com Carne.
My Precious Things #9

Num outro tempo, quando a internet ainda estava a dar os primeiros passos, a comunicação e a troca de informações processava-se por via postal. O My Precious Things era uma newsletter escrita pelo Marcos Farrajota com inúmeras reviews sobre publicações alternativas, a correspondência recebida dos leitores, uma tira de bd e com o catálogo da distribuidora Esquilo Gigante. Este número apresenta-se em quatro folhas A4 impressas frente e verso em papel reciclado e tudo dobrado em três, criando uma espécie de folheto desdobrável.
O conteúdo incluía duas páginas dedicadas às críticas ou reviews, onde eram analisadas diversas publicações espanholas e portuguesas ligadas à música (Ancient Ceremonies, Dark Oath) e à banda desenhada (Autobiografias Ilustradas, Bactéria, BoDe, Cru, Com a Mesma Moeda!, BadSummerBoysBand, Filhos do Holocausto, Vermental, Primata Comix, Sub, etc.).
O catálogo da distribuidora Esquilo Gigante ocupava quatro páginas. Esquilo Gigante foi a distribuidora que a Associação Chili Com Carne "criou para divulgar formatos independentes difíceis de encontrar". E sim, entre os produtos listados encontrava-se algum do material mais interessante do underground nacional. Havia uma vontade genuína de conhecer, divulgar e expandir o público para as cenas mais alternativas e independentes, embora numa escala relativamente reduzida. Uma vontade e uma energia que se manifestaram talvez antes do tempo certo, pois não estavam ainda reunidas as condições necessárias para criar um público e um mercado mais consistentes. Hoje, mais do nunca, fazia falta uma estrutura agregadora, atenta ao melhor que se vai fazendo em Portugal.
Depois, já no novo século, o My Precious Things deixou de se publicar em papel e passou a newsletter virtual, enviada através de correio eletrónico. Por esta altura, as emissões das TVs nacionais eram preenchidas com um tal Manuel Subtil que se barricou nas casas de banho da RTP. Fim de transmissão.
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