Mostrar mensagens com a etiqueta 1991. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 1991. Mostrar todas as mensagens

21 julho 2026

Shock

Shock #0
Primeiro número (experimental) do fanzine Shock, subordinado ao tema "O Chapéu" e os desenhos e bandas desenhadas têm como denominador comum a inclusão de chapéus.
Luis Beira dá o mote, escrevendo sobre os diversos tipos de chapéu e a sua utilização. Seguem-se diversas ilustrações por Luis Costa, Luis Nunes, Pedro Morais, Augusto Trigo, João Neves, Luvi, Artur Correia, José Ruy, Estrompa e Eugénio Silva e bandas desenhadas por Francisco Lança, José Abrantes, Hervé Chételat, Fernando Bento, Mitsushirato, Edgar Marcelo.
O fanzine encerra com textos de Geraldes Lino sobre o Festival de BD de Lisboa 83 e também sobre as actividades desenvolvidas pelo Centro Português de Banda Desenhada (CPBD).
Shock #0, Julho de 1983, 24 págs, offset a 2 cores, 21x29,7cm., Tiragem: 500 exemplares. Lisboa.

Shock #2
Neste número dedicado ao belga Edgar-Pierre Jacobs, a Tertúlia é aberta por Luiz Beira. Os célebres personagens Blake, Mortimer, Olrik são parodiados pelos seguintes desenhadores: Augusto Trigo, Artur Correia, Luis Louro, Vassalo Miranda, Estrompa, José Paulo, Luis Diferr, Rá, Renato Abreu, H. Carrilho e Rebelo da Silva.
Há também uma página com notícias breves sobre alguns acontecimentos relacionados com a banda desenhada nacional.
Segue-se uma entrevista (um questionário, mais propriamente) superficial e desinteressante ao Dr. Chaves Ferreira.
Termina com um artigo biográfico sobre Edgar-Pierre Jacobs escrito por António José Simões.
Shock #2, Novembro de 1989, 18 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel de cor, 21x29,7cm.,  Lisboa.

Shock #5
O quinto número do Shock surge renovado com um novo grupo de editores, constituído por Estrompa, António Simões, Luis Louro, Gisélia Lourenço e José Paulo. Este número é dedicado à dupla René Goscinny e Albert Uderzo e os diversos participantes homenageiam a sua principal criação - Astérix e Obélix. Há uma mescla de autores consagrados e de jovens emergentes.
Os autores dos desenhos e pranchas inspiradas na dupla de irredutíveis gauleses, são: Augusto Trigo, José Abrantes, Victor Borges, João Cabrita, José Pedro Costa, João Cabrita, Diniz Conefrey, Manuel Brum, Pepedelrey, Rui Lacas, Luis Louro, Francisco Legatheaux, Renato Abreu, José Paulo Marques, Hélder Carrilho, José Ruy e Estrompa.
Há também uma secção de notícias, referenciando a realização da Feira do Livro de Lisboa e principalmente o lançamento do primeiro número de LX Comics.
Segue-se um entrevista de perguntas e respostas directas a José Ruy e para finalizar, um texto assinado por Luis Filipe Sebastião, homenageando a dupla de criadores de Astérix.
Shock #5, Maio de 1990, 24 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel de cor, 21x29,7cm., Tiragem: 120 exemplares. Lisboa.

Shock #9
O autor homenageado neste número é Hugo Pratt e o seu Corto Maltese. Contribuem com desenhos Augusto Trigo, Marina Palácio, Xanxa Cabrita, Guima, João Fazenda, Rui Lacas, Luís Louro e Ricardo Blanco.
Há também diversas banda desenhadas curtas como 'Balada do Ego Falhado' de Pepedelrey, 'Porto Maltês' de Brum, 'O Perfume do Sonho' de José Abrantes, uma crise de inspiração desenhada por Irene Trigo, a divertida 'Tosco Malteze' de Estrompa, e 'Histórias de Aventureiros por Lisboa' por José Paulo.
Depois dos cartoons e das bd, apresenta-se uma página com frases curtas, onde os autores expressam as suas opiniões pessoais sobre Hugo Pratt e a sua obra.
Segue-se uma entrevista rápida e incisiva a Vasco Granja. Para terminar, Pepedelrey pubica o texto 'Um Pratt Salgado, Por Favor'
Shock #9, Junho de 1991, 24 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel de cor, 21x29,7cm., Tiragem: 100 exemplares. Lisboa.

Shock #13
Em véspera de comemorar uma década de existência, este número é inteiramente dedicado a homenagear o autor Enki Bilal. Participam com desenhos e bd, inspirados na obra do autor nascido na antiga Jugoslávia, os seguintes autores: Deodato, Estrompa, João Fazenda, Manuel Brum, José Ramalho, Pepedelrey, Miguel, Pedro Brito, Ricardo Blanco, Tozé e Rui Abrantes. Maré participa com uma pequena biobibliografia de Bilal.
O desenho inserido na capa é da autoria de Miguel, a maqueta e o arranjo gráfico é de Estrompa. A composição ficou a cargo de Sofia Cruz e de Ana d'Almeida.
Shock #13, Fevereiro de 1993, 20 págs, offset a 2 cores, 21x29,7cm., Tiragem: 100 exemplares. Lisboa.

Shock #18
No editorial, Estrompa assinala que o Shock venceu o prémio de melhor fanzine no Festival Amadora BD pelo segundo ano consecutivo. Jorge Margarido é o autor de duas bd, ambas em tons negros e desfechos trágicos. 
"Breve História dos Heróis de Banda Desenhada no Cinema", é um breve apanhado de filmes protagonizados por personagens de bd. Por seu lado, Tozé Lopes publica o quarto tomo da série "A BD e a Música".
Rui Gamito assina "Dente por Dente" um bailado ao ritmo de tiros e execuções sumárias, em estilo Cães Danados anos 20. "A Sede do Mal" é outra aparição de Gamito em estilo gangster performativo.
Nas páginas centrais, surge o suplemento "Café no Park", em papel tipo jornal, publicando uma crónica de M.A.L.S., e pranchas de Amadeu Pinto, Estrompa, M. Jorge com uma história de Leopoldo já publicada em O Piolho #2.
Ana Branco retoma uma bd com gaivotas, Tejo e ponte ao fundo, publicada anteriormente no Boom #2.
Carlos Gonçalves disponibiliza um detalhado artigo sobre o famoso detective Dick Tracy, também transposto para o cinema.
Nas últimas páginas, é publicada 
"Fraternidade" um episódio de guerra em bd muda e negra, da autoria de Vitor Borges e Paulo Moreiras.
Shock #18, Fevereiro de 1996, 36 págs, impresso a preto & branco, 20,5x27,5cm., Tiragem: 100 exemplares. Lisboa.

Shock #27
O Shock completamente mergulhado em estilo noir, pelas mãos de Estrompa e de José Lopes. O cenário é a América mitificada dos gangsters e das mulheres fatais, gente ambiciosa e gananciosa sem escrúpulos ou moral.
São publicadas as bandas desenhadas "Ciúme" e "Vingança Macabra" e "O Destino Escreve-se Por Linhas Tortas", por Estrompa e José Lopes.
Há ainda o texto "Balada para 3 Defuntos" escrito por Arold Rubins, "Mulheres nu Shock" por Apolinário S. e "Pesadelo" por Pérce Vactiv.
Shock #27, Dezembro de 2007, 32 págs, fotocópia a preto & branco; capa a cores, 19,6x27,2cm. Lisboa.

08 julho 2026

N.º 13

O editor A. J. Ferreira apresenta assim esta sua publicação: "O que é o N.º 13? - O N.º 13 é o prolongamento, em todos os sentidos, do dicionário enciclopédico 'O JORNAL INFANTIL PORTUGUÊS ILUSTRADO'.
Essa publicação - JIPI, por comodidade - que levámos a bom termo, em doze tomos, no decurso de 1990, constitui um NÚCLEO de informações racionalmente estruturadas, capaz de orientar e absorver os resultados de futuros trabalhos "de campo", isto é, de leitura nas fontes, já que as transcrições e as memórias não têm aqui cabimento.
Uma nova recolha de informações, desde já em curso, será feita nesta folha de aparição irregular e de pequeno número de páginas, intitulada N.º 13.
Não havendo, para o N.º 13, limites de páginas ou tempo, também o período coberto não terá limites; serão mais livremente admitidas formas de livro e de álbum, e tolerada a deficiência de ilustrações; e as "notas históricas" poderão ter as dimensões de artigos.
Seja este o nosso programa."
N.º 13 #1, Maio de 1991, 8 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Lisboa.

20 novembro 2025

Epitáfio

Epitáfio #4


Epitáfio #4, Setembro de 1991, 34 págs, impresso a preto & branco, 21x29,7cm. Matosinhos.

Epitáfio #5

Fanzine dirigido por Nuno A. N. Correia e por José Rui Fernandes, versando essencialmente sobre banda desenhada e música. Neste número, são apresentadas inúmeras resenhas a publicações lançadas no mercado nacional, mas também sobre alguns títulos estrangeiros. Nas críticas, é utilizado um sistema de classificação de claps! (quanto mais claps! melhor) e buuhs!!.
A primeira banda desenhada é "Estou Farto de Estar Deitado" com argumento de Tiago Castro e desenho de Pedro Castro.
Segue-se uma secção de divulgação e crítica, abordando temas como Angoulême 92, a Playboy e a BD, as Edições ASA, Prince em BD, as sobras brasileiras, a Meribérica, LX Comics, etc.
Nuno A. N. Correia apresenta o álbum dissecado música a música, incidindo sobre o clássico "Out of Time" dos R.E.M.
"Balada de Uma Manhã de Inverno" é uma bd realizada por Ricardo Cabrita entre 1985-86. Ao longo de 15 páginas vemos desfiar diversas conversas filosóficas entre dois personagens adultos masculinos, enquadrados em cenários de requintado design sóbrio modernista. As vinhetas nocturnas estão primorosamente desenhadas e ainda assim o impacto visual fica diminuído devido às insuficiências da impressão. A história deriva para estranhos incidentes, envolvendo raptos e desaparecimentos misteriosos, culminando com uma intervenção militar musculada.
Depois é traçado o percurso criativo de Dave McKean entre os anos de 1987 e 1991, prometendo-se uma entrevista ao autor britânico a ser publicada no próximo número.
A finalizar, uma artigo sobre a edição do álbum homónimo dos Rain Tree Crow, integrando os elementos dos extintos Japan.
No geral, Epitáfio é uma excelente publicação, pecando apenas pelas deficiências na digitalização das imagens e também na qualidade da impressão.
Epitáfio #5, Novembro de 1991, 34 págs, impresso a preto & branco, 21x29,7cm. Matosinhos.

Epitáfio #6
Por volta de 1992, a banda desenhada passava por um período depressivo em Portugal, com o término das duas revistas especializadas, com escassas editoras activas (a Meribérica com alguns bons autores e boas obras, mas com edições relativamente fracas; e a ASA, com excelentes edições, mas muito direccionada para um público conservador). Os fanzines também andavam bastante irregulares.
Neste contexto sombrio, o sexto número do Epitáfio surge como uma lufada de esperança - bem impresso, com um grafismo moderno e com um conteúdo bem sintonizado com o que era publicado na Europa e nos EUA. Para mais, no editorial refere-se uma ambição renovada - ter periodicidade trimestral e surgir com maior número de páginas.
Na capa, é apresentado um desenho de José Carlos Fernandes sob os auspícios de "The Sky's Gone Out" dos Bauhaus. Esta mesma influência surgirá nas duas pranchas publicadas com o título "This Is For" baseadas no poema / epígrafe impresso no álbum "Mask" dos Bauhaus. Não é referido, mas esse texto / poema com todas as linhas iniciadas com "This Is For When" é assinado por Brilburn Logue, pseudónimo utilizado por Alan Moore nos anos 80.
A outra banda desenhada publicada nesta edição corresponde à segunda parte de "Os Extraterrestres" da autoria de Agonia Sampaio, cuja primeira parte foi iniciada no jornal “Público”.
Há ainda cartoons da autoria de Rui Duarte e de Pedro Castro.
As páginas iniciais estão repletas de informações variadas sobre o mundo bedéfilo, com textos breves da autoria de Pedro Cleto, Nuno A. N. Correia e José Rui Fernandes.
Os mesmos autores também assinam diversas críticas e análises a novas edições nacionais e internacionais, atribuindo classificações com base em “Claps” & “Buuhs!!!”.
José Rui Fernandes escreve sobre a Lynx, uma iniciativa para acabar com a caça e morte de animais com a finalidade de extrair as suas peles, utilizadas em adornos.
O destaque especial desta edição é a publicação de uma entrevista exclusiva a Dave McKean, um dos autores mais prestigiados na época.
Na vertente musical, Nuno A. N. Correia escreve sobre “Hipocrisy Is The Greatest Luxury” dos The Disposable Heroes Of Hiphoprisy. Referências ainda para os álbuns “Uh-Ho” de David Byrne e “Heartbeat” de Ryuichi Sakamoto.
Esta sexta e derradeira edição do Epitáfio é o epítome do que pode ser um fanzine dedicado à banda desenhada, mas aberto a outras temáticas, bem apresentado e apelativo. O resto da história já surgirá sob outra designação – Quadrado - com um formato diferente, pronta para uma nova vida e várias reincarnações.
Epitáfio #6, Setembro de 1992, 36 págs, offset a preto; capa a duas cores, 21x29,7cm. Edição: Associação Neuromanso. Matosinhos.

08 junho 2025

Zero

Apesar do reduzido número de páginas, o conteúdo deste Zero é bastante variado, pois as histórias tem apenas uma ou duas páginas. Os trabalhos publicados são essencialmente de autores clássicos como Windsor McKay, George Herriman com o "Krazy Kat", Gluyas Williams, H. M. Bateman com uma excelente pantomina intitulada "Um Dia na Vida do Homem de Uma Nota Só", e também uma tira "Sappo" de E.C. Segar.
Dos portugueses temos "Tico-Tico e Rebolinha" com texto de Madressilva e desenho de Madalena Colaço, uma pequena rábula com os personagens a serem apanhados a impingir óleo de fígado de bacalhau ao gato lá de casa.
"Diálogo" é uma conversa transcendente entre um menino e uma estrela que se cruzam casualmente e que vão batalhando verbalmente, percorrendo o caminho juntos e discutindo a existência de Deus.
A história "O Assalto" de J. Morim, tinha sido distinguida em 1988 num concurso promovido pela Unicer em torno da temática da cerveja.
Nota ainda para as pequenas histórias "Filipim" de Fernando Bento " e "Lili" de Artur Correia.
Zero #4, Fevereiro de 1991, 20 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Póvoa de Varzim.

27 fevereiro 2025

Peresgótika


O artigo de abertura incide sobre o processo de transição das chamadas rádios piratas para as legalizadas rádios locais. Depois, uma breve resenha sobre os ingleses Lush, seguido de um artigo da autoria de Miguel Soares intitulado "USA e UK: A Geração Naïf" para enquadrar novas bandas de ambos os lados do Atlântico como os Galaxie 500, LA's, Charlatans, Ride, The High, New Fast Automatic Daffodils, Farm, etc.
Um dos grandes destaques deste edição é a extensa entrevista a Carlos Fortes, guitarrista dos Mão Morta, abordando as indefinições e a situação precária da banda após o lançamento do terceiro álbum "O.D., Rainha do Rock & Crawl".
O suplemento "O Sonho do Porco" ocupa as páginas centrais, preenchido com diversos apontamentos sobre concertos (Genocide, Cabeças de Gado, Bourbonese Qualk, Mão Morta e Killing Joke / Pixies) e edições independentes (cassetes de Cosmic City Blues, Ataraxia e EP de Creaming Jesus).
Há também artigos sobre os alemães Das Ich, Love Like Blood e James Rays Gangwar.
Paulo Vaz escreve "Christian Death - Valor versus Rozz Williams: O Dilema da Criação", confrontando o contributo de ambos os membros para a definição estética e artística da banda.
A filmografia, ainda curta, do realizador Jim Jarmusch é divulgada por João Carlos Gonçalves. Nesta época, Jarmusch era a epítome do cinema independente americano.
O grafismo e a montagem deste Peresgótika ficaram a cargo do editor Miguel T.
Peresgótika #10, Junho-Agosto de 1991, 32 págs., fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Porto.

12 janeiro 2025

LX Comics

LX Comics #1
Revista trimestral dirigida por Renato Abreu e João Paulo Cotrim. Neste primeiro número, apresenta na rúbrica Vinhetas um conjunto de resenhas aos seguintes fanzines: Dossier Top Secret #32, Eros #7, Fandaventuras #2, Comic Cala-te #1, Hips! #1, Cruzeiro do Sul #4, Banda #11/12.
Segue-se uma prancha clássica do norte-americano Cliff Sterret, com diversos apontamentos escritos por Pedro Vasco Saúde.
Depois, "O Manuscrito do Pianista Louco" uma bd em estilo mistério policial, atravessada pelo mito de Orpheu, muito bem gizada por Jorge Mateus, que também assina a capa.
José Manuel Morais publica o texto "A Vida é Sonho". A bd "Um Anjo na Terra" de José Bandeira sobre a descoberta do mistério do sexo dos anjos e a queda em tentação dos mesmos.
"O Circo" de Maria João Worm, fantasia sonhadora envolvendo os bichos e a vida errante da caravana circense, enquanto a personagem devaneia pela cidade e sobe ao alto do farol, tomando consciência que o circo não regressa mais à cidade.
Depois do sonho, a trip drogada de "Flash" de Filipe Abranches, a embriaguez de álcool, misturada com a lambidela do selo de ecstasy, o estado alterado e delirante, uma hipotética violação e a chantagem no dia seguinte.
Nuno Saraiva publica a bd "É Louco", ambientada num mundo em que todos são loucos e os mais sãos têm que fingir que são dementes para escapar ao cárcere. Fuga e deambulação em passo de corrida pelas ruas lisboetas, acabando caído num túnel do metro. 
A participação internacional fica a cargo do galego Miguelanxo Prado com a bd "Sensações" um fragmento da Enciclopédia Délfica, em tom de distopia futurista.
A finalizar, Pedro Burgos com "Curso Abreviadinho de BD", explicitando tudo o que um pretendente a autor de bd deve saber.
LX Comics #1, Primavera de 1990, 52 págs, impressão a cores, capa em papel Duna 120g; miolo em 80g., 22x31,9cm. Edição: MFCR, Lda. Lisboa.

LX Comics #2
Uma capa extraordinária. Recordo-me perfeitamente de a ver pendurada na montra do quiosque e sobressaia distintamente ao lado das outras revistas. O conteúdo do segundo LX Comics procura consolidar a publicação de uma banda desenhada moderna e cosmopolita, sintonizada com o que se editava na Europa, do novo Portugal na CEE.
Verifica-se um aumento do número de colaboradores relativamente ao número inaugural, reincindo alguns autores, mas acrescentando novos valores e coisa rara, algumas mulheres!
A abrir, a cantiga "Ó Ti Alves" de Zeca Afonso, ilustrada por João Lucas. Segue-se a rúbrica "Prosas do Observatório", onde João Paulo Cotrim acompanha e relata diversos acontecimentos e iniciativas ligadas à banda desenhada.
Depois Filipe Abranches apresenta 
"Amélia" num preto e branco nocturno e experimentalista, uma correria mesclando a tradição afadistada com a fantasia delirante e futurista. A capa é dele.
"Ladislau, ao serviço da pátria Babongo" é Nuno Saraiva a criar uma bd noir, com as atrocidades cometidas na guerra colonial como pano de fundo.
Uma nova prancha de João Lucas "As Angústias de Cininha". Nazaré Álvares apresenta "British Boys (encontro em câmara lenta e com cortes de som)", uma bd ambientada num clube académico masculino na Universidade de Oxford... Coisas de rapazes.
Com texto de José M. Morais e desenho de Jorge Mateus, regressa Vladimiro para desvendar o mistério de "O Quinto Dedo".
Mimi apresenta "Capricho dos Deuses", com vinhetas desenhadas a lápis de cera (ou pastel), onde os diversos personagens deambulam pelo casino de Malibu Beach.
Fernanda Fragateiro contribui com uma suave ilustração naturalista. Depois, um texto animista, cheio de misticismo e magia africana "Chá Doce de Chinhambanine", por Manuela Sousa Lobo.
"A Noite e a Sombra", uma noite pintada com os tons carregados de negro e de poesia por Maria João Worm.
Diniz Conefrey apresenta "Avé Marias Rap" uma sequência de recortes, colagens e recontextualizações, com texto em inglês e português, dando voltas e reviravoltas à sagrada iconografia nacional para turista apreciar.
"Fanzinar", uma coluna assinada por Cotrim destacando algumas publicações como Wampir Hematófago, O Moscardo e divulgando os contactos de diversos fanzines em publicação.
"Aficción" de Zepe, com rebuscados diálogos recheados de jargão tauromáquico homoerótico, seja lá o que isto quer dizer.
A terminar, "El Xis" com um inspector de finanças a passar a pente fino a contabilidade de um desenhador de bd, com promessa de continuação por José Bandeira. 
LX Comics #2, Outono de 1990, 52 págs, impressão a cores, capa em papel Duna 120g; miolo em 80g., 22x31,9cm. Edição: MFCR, Lda. Lisboa.

LX Comics #3
As primeiras páginas são dedicadas às "Prosas do Observatório" de João Paulo Cotrim, desfiando um conjunto abrangente de notícias e algumas resenhas breves a fanzines (KO&SAS, Comic Cala-te e O Búlgaro).
O terceiro número de LX Comics reúne um conjunto soberbo de autores portugueses apresentando histórias curtas, umas mais experimentais, outras poéticas, outras ainda repletas de fantasiosa imaginação.
A primeira bd é "Ladislau, Livre Indirecto" um pretexto para Nuno Saraiva entrecruzar as misérias económicas e sociais com o pontapé na bola.
"Gulf Stream" de Fernando Relvas, surpreende o jornalista Carlos com a chegada de Mort O'Gulf e Billies O'Fell e o mês de Janeiro nunca mais será o mesmo.
Segue-se "Arena" com Renato Abreu num registo nocturno e cubista. Depois, Diniz Conefrey conta "Histórias de Família".
"Postais Nocturnos" em tons azuis, compõem duas belas pranchas de Fernando Martins e Carlos Martins. Com texto de José Eduardo Arimateia e desenho de Alice Geirinhas, apresentam-nos um registo diarístico em estilo pop colorido.
Uma prancha composta ao som solitário do trompete é a proposta de Mimi. Logo a seguir, Maria João Worm apropria-se de um poema de Attila Jozsef.
Renato Godinho sonha um pássaro colorido, envolto num tédio a preto e branco.
"Música de Cegos" é um delirante texto de Ernesto Rodrigues, derivando em redor da Torre de Dona Chama.
A chuva e o diabo entretidos a observarem um cargueiro que atraca no porto de Anvers na Bélgica, e a decidirem qual a sorte dos marujos que se perdem em terra firme, pelo traço de 
Alain Corbel.
"Nocturno Para Voz e Celesta" desfiando a magia sonhadora do desenho de Filipe Abranches, apoiado no texto de Paulo Raposo.
Voltando aos navios, aos favores de Neptuno e ao som das gaivotas, uma história com sabor a desejo e maresia, composta através do negrume do traço de André Lemos.
Há ainda pranchas de Zepe com "El Xis" fiscal das finanças, João Lucas e também de Perdigão.
LX Comics #3,
 Inverno de 1991, 52 págs, impressão a cores, capa em papel Duna 120g; miolo em 80g., 22x31,9cm. Edição: MFCR, Lda. Lisboa.

LX Comics #4
Derradeiro número de LX Comics ao cabo de um ano e quatro edições. No editorial, João Paulo Cotrim questiona: "a LX Comics serviu para alguma coisa? Soube ler o momento e cumprir o movimento?".
De todo o modo, este é um número de continuidade , mas eventualmente à procura de novos caminhos. As páginas iniciais são dedicadas a notícias sobre concursos, salões e exposições de banda desenhada. No observatório, são alinhavadas inúmeras resenhas a novas edições de álbuns em Portugal, Espanha e França.
Jorge Varanda apresenta "As Aventuras de Florindinha" narrando a história da costureira Florindinha, cujo quotidiano banal é abalado por aparições libidinosas de Clark Gable. No final, outro famoso Clark irrompe na vida de Florindinha.
Segue-se uma bd de Luis Louro, com três pranchas onde o feitiço da Lua acomete os noctívagos lisboetas.
"Histórias de Família" de Diniz Conefrey é um mergulho profundo numa família estilhaçada, em expectativas desfeitas e no fim de uma certa inocência juvenil, rumo ao caminho da perdição. Excelente na grande variedade de recursos estilísticos utilizados.
Rufino, obeso e com problemas cardíacos, é o personagem principal de "A Minha Obsessão" de Andrés Fortes, que acaba por sucumbir à sua obsessão sexual, fantasiando sexo à bruta com as mulheres com quem se vai cruzando.
Nuno Saraiva dá continuidade a cores às aventuras de Ladislau pelas noites lisboetas no âmbito de um concurso para encontrar o porteiro de bar mais antipático.
João Ventura publica o texto "Bonecas Russas" com ilustrações de Maria João Worm.
Na rúbrica "Fanzinar", João Paulo Cotrim refere os fanzines Eros e Pintor & Meio, e também o italiano Schizzo.
Alain Corbel apresenta um conjunto de três pranchas numa digressão livre sobre determinadas ideias do que pode ser Portugal.
Também regressa Vladimiro de Jorge Mateus, para uma rocambolesca história com encomendas secretas e loiras renascidas da guerra civil espanhola.
A fechar "El Xis" de Pedro Burgos misturando fiscais das finanças com tartafufas ninja, tudo numa página apenas!
LX Comics #4, Verão de 1991, 52 págs, impressão a cores, capa em papel Duna 120g; miolo em 80g., 22x31,9cm. Edição: MFCR, Lda. Lisboa.

16 outubro 2024

Dossier Top Secret

Dossier Top Secret #34
O destaque deste número do Dossier Top Secret é a conexão espanhola, materializada na publicação da bd "Mas Vale Tarde..." com texto de J. Machota e desenho de M. Andreia, sobre um grupo de soldados entrincheirados, que tiram à sorte qual deles vai sair do buraco para "calar" uma metralhadora.
Também há notícias sobre novas edições do fanzine valenciano "ComicGuia - Caderno de la Historieta" e do fanzine brasileiro "LSD - Luz, Sombra & Dimensão".
A fechar uma banda desenhada curta "Companhia BC" da responsabilidade do editor Victor Borges.
Dossier Top Secret #34, Fevereiro de 1990, 16 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel colorido, 14,9x21cm. Almada. 

Dossier Top Secret #46
O Dossier Top Secret é uma publicação mensal de divulgação jovem / BD, com direcção de Victor Borges. Neste número, publica duas bandas desenhadas e alguns desenhos do portfólio de Pedro Dias. A primeira bd, intitulada "O Ás de Ouros" com texto de Carlos Neto e desenho de Pedro Dias, começa com um galo a cantar fora de horas, seguida de uma tentativa de assassinato que dá para o torto e uma sessão de tortura para obter informações.
A segunda bd, "Máscaras ao Luar - Conto de Carnaval" da autoria de Vítor Andrade, foi originalmente publicada no fanzine Ritmo. Enquanto percorrem as ruas da cidade, uma personagem mascarada vai divagando filosoficamente sobre a vida, sobre a amizade e o amor, enquanto um pierrot escuta pensativamente, permanecendo solitário no cais enquanto a outra personagem se afasta numa barca em direcção ao horizonte longínquo.
Dossier Top Secret #46, Fevereiro de 1991, 16 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel colorido, 14,9x21cm. Almada.

Dossier Top Secret #51
Número dedicado a José Carlos Fernandes, apresentando uma entrevista ao autor, ainda a dar os primeiros passos na banda desenhada. "Singin' In The Rain (As the Ozone Layer Grows Thinner)" é a história publicada, em jeito de catástrofe ambiental e efeitos psiquiátricos ainda por apurar.
Dossier Top Secret #51, Maio de 1992, 16 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel reciclado, 14,9x21cm. Tiragem: 250 exemplares. Edição: J. Machado-Dias / Pedra Pomes. Almada.

01 outubro 2024

Reator

Há 33 anos era lançado o número comemorativo do primeiro aniversário do fanzine Reator, com a oferta de um poster A3, com uma montagem gráfica das capas de todas as edições anteriores.
A primeira banda desenhada é "Real ou Imaginário" assinada por Tor (Tomás José Pires), alternando ficção literária (estava a ler o fanzine Eros!?) e a visualização de uma mulher a banhar-se num rio.
Seguem-se diversas tiras humorísticas da autoria de Bode. Os personagens são estudantes e professores e há algumas piadas bem apanhadas.
Depois, são apresentados dois capítulos da saga de uma mosca num castelo assombrado, com desenho de Moshka e argumento de Tor.
O editor Tomás José Pires escreve uma resenha sobre o álbum "American Flagg - Tempos Difíceis" de Howard Chaykin, lançado pela Abril Jovem.
A última banda desenhada é "Mulheres..." de Tor, com o sugestivo epílogo "nunca confie numa mulher".
A fechar, uma página com diversos contactos de fanzines nacionais.
Reator #9, Outubro de 1991, 24 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Edição: Andróides Assoc. Castelo Branco.

02 maio 2024

Magazine BD

Magazine BD #4
Os destaques deste número são a 2.ª edição do Salão Viseu BD 90 e o super-herói Daredevil da Marvel. A abertura é feita com uma secção de notícias sobre eventos e novas edições de banda desenhada.
O segundo Salão Viseu BD 90 organizado pelo GICAV, contou com várias exposições de autores nacionais consagrados, feira do livro e outras actividades paralelas. A novidade foi o 1.º Encontro Nacional de Bedéfilos, que reuniu diversos entusiastas e editores de fanzines. As conclusões destacadas do Encontro foram a necessidade de criação de uma rede nacional de distribuição de fanzines; edição de um fanzine colectivo com os melhores trabalhos publicados e sensibilização das entidades para apoiarem os fanzines.
A primeira bd é "Liberdade" do brasileiro Joacy Jamys. Segue-se "Uma Pérola Negra", da autoria de João Paulo Soares.
Depois vem um dossier de cinco páginas sobre o Daredevil. A terminar, uma prancha intitulada "Cenas de Um Mundo Doido" de Miguel Andrade.
Magazine BD #4, Agosto de 1990, 20 págs, offset a preto & branco; capa em papel colorido, 21x29,7cm. Tiragem: 100 exemplares. Valadares.

Magazine BD #5
A primeira página contem diversas notícias breves sobre concursos e exposições de banda desenhada. Neste número, são publicadas algumas hsitórias de autores brasileiros do Grupo de Risco. A primeira é "Signos" do brasileiro Iramir Alves, uma bd futurista em busca dos sinais do momento primordial.
Segue-se uma interessante entrevista ao autor Artur Correia, que também assina o desenho da capa.
Depois, uma prancha de outro autor brasileiro Henry Jarpelt.
O editor Miguel Andrade apresenta a bd "Histórias Bizarras" envolvendo um mendigo irascível e vingativo e uma senhora disponível.
A última contribuição brasileira é "Futuro" de Elan Carlos com uma visão distópica eco-futuro-apocalíptica, com a Amazónia como pano de fundo.
Magazine BD #5, Fevereiro de 1991, 20 págs, offset a preto & branco; capa em papel colorido, 21x29,7cm. Tiragem: 100 exemplares. Valadares.

03 março 2024

Cadernos Sobreda - BD

O segundo Cadernos Sobreda - BD, coordenado por Luiz Beira, é inteiramente dedicado à autora Manuela Torres, apresentando dois trabalhos de matriz clássica e histórica. A primeira banda desenhada, intitulada "A Peste" contextualiza-se em Lisboa em 1855 durante uma epidemia de cólera, que causou efeitos devastadores na população e grandes tumultos sociais. Neste período crítico, destaca-se a acção altruísta e inspiradora do Rei D. Pedro V.
A segunda história "O Ourives da Corte" conta em três pranchas, uma súmula biográfica de Gil Vicente, enquanto ourives da corte de D. Manuel e depois como precursor e grande autor da escrita teatral em Portugal. 
Na primeira história, Manuela Torres utiliza um traço simples e claro e uma composição convencional, enquanto na adaptação do trabalho dedicado a Gil Vicente, a autora apresenta um desenho mais pormenorizado. Em ambos os casos, sobressai uma grande fluência narrativa e um gosto pela temática histórica nacional.
Cadernos Sobreda - BD #2, 1991, 16 págs, impresso a preto & branco; capa em preto e azul, 21x29,7cm. Edição: Grupo Bedéfilo Sobredense. Almada.

17 fevereiro 2024

Decentemente

Excelente fanzine que acaba prejudicado pelas deficientes condições de produção, a nível técnico e gráfico, com perda de contraste na reprodução (preto acinzentado / branco sujo) devido à fotocópia de baixa qualidade.
O conteúdo inclui textos de Max Aub, Marian d'Arc, uma breve biografia sobre Dolores Ibarruri (A Pasionária). Ana Lima apresenta um texto repleto de ligações e reminiscências locais e pessoais. Por seu lado, Pedro Santos Costa escreve sobre a arte óptica (OP-ART), destacando o trabalho de Victor Vasarely.
Como é habitual nas páginas deste género de fanzine, são divulgados diversos contactos de outras publicações alternativas nacionais e não só. "Der Kosmik Kanibalismus" - tenho a certeza que já ouvi este nome há muitos anos atrás... não consigo recordar o contexto - aqui um anúncio apenas; e um número de telefone com indicativo de Lisboa... Uma publicidade ao Suburbano com Timor-Leste como pano de fundo.
Destaque à editora "Ars Moriendi" de Vila do Conde. Carlos Fernandes publica "Manifesto pelo CINEMA ESPELHO", reivindicando a morte do cinema ficção em prol do surgimento de um cinema ancorado na realidade quotidiana.
Decentemente #5, 1991, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Lisboa.

04 janeiro 2024

Hips!

Cerca de dois anos após o lançamento da edição inaugural, eis que é publicado o segundo número do Hips!. Trata-se de um excelente fanzine produzido pelo denominado grupo de Almada, constituído, entre outros, por Carlos Martins, Fernando Martins, Jorge Mateus e Nuno Saraiva.
Detectam-se bastantes afinidades estilísticas e editoriais com LX Comics, o que não será de admirar, pois ambas as publicações partilham inúmeros autores e colaboradores (Renato Abreu, João Paulo Cotrim, Jorge Mateus, Nuno Saraiva, etc.)
A primeira banda desenhada é "O Acordéon" de Fernando Martins, que também assina a capa. Depois, Juss apresenta o texto "Ar-Fára Môretz", com uma ilustração de Jorge Mateus. Na mesma página, José Xavier de Sena introduz o "Doçier do LEIRIA", assinalando os dez (onze) anos da morte de Mário-Henrique Leiria.
Segue-se uma nova bd "Lipinho" escrita por José Xavier Sena e desenhada Jorge Mateus, narrando as intimidades processuais de um poeta suburbano, gingando pelos bares de Lisboa, aditivado com muito álcool, miúdas e a sogra dos Mata-Ratos em pano de fundo.
"Sobre a Crueldade dos Factos", uma página de Daniel Lima, no limbo do corredor da morte.
"Zé Inocêncio - Uma Questão de Tacto" por Ketch (Nuno Saraiva), às voltas com a correcta aplicação do preservativo.
Segue-se um texto de João José Mendonça sobre a banda industrial francesa Nox. A ilustração que acompanha o texto é da autoria de Carlos Guerreiro.
Nas páginas centrais, o mesmo Carlos Guerreiro escreve o texto " Solstício de Verão" com ilustração de Luís Alvoeiro.
Ricardo apresenta "Eram Três Vezes", páginas rasgadas com histórias humoradas. Segue-se "Memórias d'um Rato" por Jorge Mateus, entre a estupefacção mutista e as eleições legislativas vencidas pelo Animal Silva.
"Documento: Chaland", presta homenagem ao malogrado autor francês Yves Chaland, através de textos, desenhos e bd por Nuno Saraiva, Renato Abreu e Fernando Martins.
Com história de Ketch e desenho de Vera Crespo "Crime Passional", apresenta um volte-face amoroso entre dois casais.
A bd mais extensa "Ted Sponja" por Carlos Martins e Nuno Saraiva, passada no México nos anos 30, com tiros, sombreros e burros aos coices.
A finalizar, a história do corno "Januário", por Fernando Martins e Carlos Martins.
Hips! #2, 1991, 36 págs., offset a preto & branco, 21x29,5cm. Almada.

  © Ourblogtemplates.com