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08 abril 2026

Contador-Mor

Contador-Mor #1

O artigo de abertura "Troca de Tintas" expõe uma perspectiva optimista de João Paulo Cotrim sobre a internacionalização e intercâmbio da Bedeteca e da bd portuguesa. Na página seguinte, Marcos Farrajota qualifica a edição de 2000 do Festival de Angoulême como decepcionante e seguindo um modelo esgotado.
As páginas centrais são dedicadas aos dois volumes de "História de Lisboa" da autoria de A. H. Oliveira Marques e Filipe Abranches.
Seguem-se algumas referências a novas edições com a chancela da Bedeteca e doações de espólio. Uma nota curiosa para a publicação de uma tira cómica de Joana Figueiredo, realizada no âmbito da frequência do curso de iniciação à linguagem da bd.
A última página é dedicada a pequenas notícias e breves apontamentos registados pelo editor Marcos Farrajota.

Contador-Mor #1, Fevereiro de 2000, 8 págs, impresso a duas cores, 21x25cm. Edição: Bedeteca de Lisboa.

Contador-Mor #3
O Contador-Mor era o boletim mensal da Bedeteca de Lisboa dirigida por João Paulo Cotrim. O destaque deste número foi a programação do Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada 2000.
Todas as ilustrações publicadas nesta edição foram resgatadas no caderno de viagem de Dupuy & Berberian, em residência artística em Lisboa.
Merece especial referência a polémica epistolar entre o autor José Pires e o director da Bedeteca João Paulo Cotrim.
A última página é dedicada a pequenas notícias e breves apontamentos registados pelo editor Marcos Farrajota. 
Contador-Mor #3, Maio de 2000, 8 págs, impresso a duas cores, 21x25cm. Edição: Bedeteca de Lisboa.

Contador-Mor #6
Abre com um texto assinado por João Paulo Cotrim que é um 
obituário / homenagem a Júlio Pinto, um dos autores de Filosofia de Ponta. Na página seguinte, nota para uma exposição de João Francisco Vilhena com fotografias de uma vintena de ilustradores nacionais.
Nas páginas centrais, referência para os títulos publicados na colecção LX Comics. Depois surgem diversas notícias sobre eventos e lançamentos na área da banda desenhada.
Contador-Mor #6, Outubro de 2000, 8 págs, impresso a duas cores, 21x25cm. Edição: Bedeteca de Lisboa.

Contador-Mor #9
Na nota de abertura, referem-se várias iniciativas e edições da Bedeteca, com destaque para a obra Das Conferências do Casino à Filosofia de Ponta. Segue-se a apresentação do livro Bug de André Ruivo. As fotografias de João Francisco Vilhena captadas no atelier de Manuela Bacelar divulgam a exposição patente na Bedeteca.
Nas páginas centrais apresentam-se 12 bonecos desenhados por outros tantos autores para serem recortados em três partes, permitindo múltiplas combinações. Uns brincalhões!...
Segue-se uma entrevista a Luís Leiria um dos fundadores do 
Árgon, considerado um dos primeiros fanzines nacionais.
A revista para miúdos O Papagaio é recenseada num pequeno texto assinado por Adalberto Barreto. Depois é publicado um texto de Domingos Isabelinho enquadrando a polémica observada com a publicação de Borda d'Água de Miguel Rocha na revista Pública. Tanta puritanice que há neste país...
A última página é dedicada a diversas notícias e anúncios curtos. A grande novidade é a inclusão do suplemento 'Contadorzinho' dedicado aos mais novos.
Contador-Mor #9, Janeiro / Fevereiro de 2001, 12+4 págs, impresso a duas cores, 21x25cm. Edição: Bedeteca de Lisboa.

09 novembro 2025

Nemo (2.ª Série)

Nemo #1
Nemo #1 (2.ª Série), Novembro de 1989, 32 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 100 exemplares. Póvoa de Varzim.

Nemo #2
Nemo #2 (2.ª Série), Fevereiro de 1990, 32 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 100 exemplares. Póvoa de Varzim.

Nemo #3
A segunda série do Nemo apresenta-se com o subtítulo "O Fanzine dos que Gostam de B.D.", em tamanho A4 e periodicidade trimestral. Neste terceiro número, um dos destaques é o extenso artigo "Mickey e Gottfredson" assinado por M. Nöel Hantonio (pseudónimo de Manuel Caldas) sobre o longo período em que Floyd Gottfredson foi responsável pelo desenvolvimento das tiras do célebre rato.
A rúbrica "Miudezas" discorre sobre a rivalidade entre o norte e o sul no campo da bd, envolvendo o CPBD de Lisboa e o CNBDC do Porto. Referência também para a publicação da série "Calvin & Hobbes" em Portugal e para o livro "America's Great Comic-Strip Artists".
O outro destaque é a versão completa do artigo "A BD italiana vista por um leitor português" de João Paiva Boléo, que havia sido publicado truncado anteriormente.
A finalizar, Jorge Guerra escreve sobre "Maus" de Art Spiegelman e Manuel Caldas referencia a passagem de Jacques Martin, criador de Alix, pela Póvoa de Varzim.
Na última página, é reproduzida uma prancha intitulada "Um Dia Escorregadio" do desenhador norte-americano A. B. Frost, publicada no longínquo ano de 1883, com a curiosidade de ser 10 anos anterior à data oficial do nascimento da bd americana.
Nemo #3 (2.ª Série), Maio de 1990, 32 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 100 exemplares. Póvoa de Varzim.

Nemo #4
Nemo #4 (2.ª Série), Agosto de 1990, 32 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 100 exemplares. Póvoa de Varzim.

Nemo #6
Nemo #6 (2.ª Série), Fevereiro de 1991, 32 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 100 exemplares. Póvoa de Varzim.

Nemo #8
Nemo #8 (2.ª Série), Agosto de 1991, 32 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 100 exemplares. Póvoa de Varzim.

Nemo #10

Nemo #10 (2.ª Série), Fevereiro de 1992, 30 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Póvoa de Varzim.

Nemo #12
Nemo #12 (2.ª Série), Agosto de 1992, 32 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 100 exemplares. Póvoa de Varzim.

Nemo #13
Nemo #13 (2.ª Série), Dezembro de 1992, 32 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 100 exemplares. Póvoa de Varzim.

Nemo #19


Nemo #19 (2.ª Série), Junho de 1994, 30 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 100 exemplares. Póvoa de Varzim.

Nemo #20
Nemo #20 (2.ª Série), Novembro de 1994, 32 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 100 exemplares. Póvoa de Varzim.

Nemo #21
Nemo #21 (2.ª Série), Março de 1996, 32 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 100 exemplares. Póvoa de Varzim.

Nemo #22
O Nemo é, indiscutivelmente, um dos melhores fanzines editados em Portugal sobre a temática da banda desenhada (e não é apenas devido à concorrência não ir a jogo - o Nemo é mesmo bom!!).
Este número, apresenta na capa "Concrete" de Paul Chadwick. São publicados textos e ensaios de praticamente toda a gente que escrevia sobre bd em Portugal, como Domingos Isabelinho, João Ramalho Santos, João Miguel Lameiras, António Dias de Deus (texto sobre a obra do argentino Horacio Altuna) e do editor Manuel Caldas.
Nota também para a publicação do texto onde Bill Watterson explica as suas razões para ter terminado com a famosa série "Calvin and Hobbes".
Nemo #22 (2.ª Série), Junho de 1996, 30 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 99 exemplares. Póvoa de Varzim.

Nemo #23
Nemo #23 (2.ª Série), Setembro de 1996, 30 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 99 exemplares. Póvoa de Varzim.

Nemo #24
Nemo #24 (2.ª Série), Dezembro de 1996, 30 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 99 exemplares. Póvoa de Varzim.

Nemo #25
Nemo #25 (2.ª Série), Março de 1997, 30 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 99 exemplares. Póvoa de Varzim.

Nemo #26
Nemo #26 (2.ª Série), Junho de 1997, 30 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 99 exemplares. Póvoa de Varzim.

Nemo #27

Neste número, João Miguel Lameiras escreve um breve apontamento sobre os primeiros trabalhos de José Carlos Fernandes. Domingos Isabelinho discorre sobre diversos tópicos em volta da arte e da banda desenhada, retomando alguns tópicos do ciclo 1996 - Hoje, a BD, passando por "Maus" de Art Spiegelman e pela "A Arte Suprema" de Zink e Gonçalves.
O regresso em força dos heróis é o tema desenvolvido por João Ramalho Santos. O mesmo autor escreve sobre a série "As Torres de Bois-Maury" de Hermann.
Num artigo de maior fôlego, intitulado "Dois Europeus no Sertão" João Miguel Lameiras cruza as obras "Caatinga" de Hermann e "O Homem do Sertão" e "Samba com Tiro Fixo" de Hugo Pratt, versando o universo dos cangaceiros do interior do estado da Baia.
"BD Escolar" é o tema escolhido por António Dias de Deus, fazendo uma digressão sobre a utilização da ilustração e da banda desenhada no ensino em Portugal.
"Os Argumentos Económicos para a (In)existência de uma Revista de BD em Portugal" é o título de um artigo de Álvaro Silveira.
Nas "Crónicas de Saturno" Domingos Isabelinho apresenta a segunda parte de "Simplismo e Distanciação - Do "Midcult" à Autenticidade".
"O Crepúsculo do Herói" é o título de um texto de Leonardo de Sá sobre a distribuição de publicações brasileiras em Portugal, remontando ao mensário "O Herói". 
Nemo #27 (2.ª Série), Setembro de 1997, 30 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 80 exemplares. Póvoa de Varzim.

Nemo #28
Nemo #28 (2.ª Série), Dezembro de 1997, 30 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 99 exemplares. Póvoa de Varzim.

Nemo #29
Nemo #29 (2.ª Série), Março de 1998, 30 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 99 exemplares. Póvoa de Varzim.

Nemo #30

Nemo #30 (2.ª Série), Junho de 1998, 30 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 99 exemplares. Póvoa de Varzim.

16 abril 2023

Azul BD Três

Nove meses depois do número inaugural, regressa o Azul BD Três, com uma capa desenhada por António Jorge Gonçalves. A primeira banda desenhada, na contracapa, é 'Carta' de José Paulo Marques. Depois, o brasileiro Arthur Garcia apresenta um dos episódios de 'Piratininga'. 
Na rúbrica Novidades de..., Geraldes Lino destaca o autor Fernando Relvas e as vicissitudes que têm rodeado a edição dos seus trabalhos em álbum.
Segue-se 'Madagascar' com texto de Rosie B. e desenhos de Jorge G. (António Jorge Gonçalves), uma sequência plena de odores tropicais, natureza luxuriante, cacofonia de sons e guinchos, o marulhar das ondas, a simplicidade das coisas boas da vida.
Luís Graça apresenta a segunda parte do dossier 'Cinema de Animação em Portugal', referenciando-se as produções de Rui Gonçalves, de Joaquim Pinto (G.E.R.- Grupo de Estudos e Realizações) e Carlos Cruz (Burity & Co). A finalizar este tema, o incontornável Vasco Granja.
Arlindo Yip Sou apresenta 'Curiosidade', num estilo entre o digital e a pintura a aerógrafo, e incidindo sobre a curiosidade despertada num gato por uma misteriosa caixa.
O director Rui Brito, referencia as desventuras do dinossauro Ferrari de Luis Diferr, nas Edições Asa e outros assuntos no âmbito da banda desenhada nacional.
'Hard Look', de Miguel Alves e Boris Bluff, uma história sobre um miúdo fascinado por um penteado à punk, que acaba por correr mal.
'A Mesma História' de João Mendonça e Francisco Sengo, uma história em loop entre um argumentista e um desenhador, em busca de uma história...
Domingos Isabelinho discorre sobre bd alternativa, destacando, entre outros, a autora norte americana Lynda Barry.
Ana Cortesão apresenta a banda desenhada 'Radiações Terminais', com a televisão a dominar a vida dos espectadores mais passivos.
'A Descoberta Desconhecida' do francês Blanquet, uma estranha alucinação com animais extintos há milhares de anos e agora redescobertos, que acabam por expirar.
Segue-se o conto 'O Príncipe e a Maçã' de Nuno Varandas, com ilustrações de João Tinoco.
'7 72', de Diniz Conefrey ambientada na selva africana durante o período da guerra colonial, com soldados objectores de consciência que minam a moral das tropas e emboscadas fatais.
A fechar, Luis Diferr com 'Diálogos dos Enormes Sistemas'.
Azul BD Três #2, Verão de 1994, 52 págs, impresso a preto & branco; capa a cores, 20,5x27,5cm, Tiragem: 1000 exemplares. Edição: Jogo de Imagens. Amadora.

21 dezembro 2022

Nuxcuro

Nuxcuro #0

Fanzine lançado com vontade de reagir ao marasmo alentejano. A maior parte das bandas desenhadas são da autoria de Miguel Falcato, todas bastante curtas, mas com estilos gráficos bastante diversificados.
Pica, o editor do Nuxcuro, escreve uma crónica de escárnio e maldizer sobre Miguel Esteves Cardoso, no apogeu do seu prestígio e popularidade (O Independente, revista Kapa, Escrítica Pop, etc.). São publicadas também as BD "Qualquer Coisa" de J. Caxias e "Blues" de Francisco Névoa e Miguel Falcato.
Seguem-se duas páginas dedicadas à indicação de livros e fanzines de BD da preferências do pessoal do Nuxcuro.
A banda alentejana "Ach'Q'Aliás", ainda no inicio, é entrevistada por Pica.
Domingos Isabelinho escreve sobre o nascimento da BD, a produção mecânica e o valor social e simbólico da BD, utilizando o trabalho de Carl Barks para ilustrar o seu ponto de vista.
Nuxcuro #0, Dezembro de 1990, 30 págs, fotocopiado a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 200 exemplares, Estremoz.

Nuxcuro #1
Ressalta uma significativa evolução relativamente ao número anterior, mas mantendo os elementos estruturais do fanzine. Pica e Miguel Falcato continuam a ser as forças motrizes, mas imprimem uma maior ambição aos trabalhos apresentados. A primeira BD é "Espelho" de J. Caxias. Seguem-se diversas BD de Pica e Miguel Falcato. Com maior folego, a BD "Fama & Proveito" de Fernando Vieira (ideia) e Victor Borges (arte), desenvolve-se ao longo de 10 páginas.
Domingos Isabelinho apresenta um novo ensaio desfazendo equívocos relativamente à BD, a sua origem na caricatura,as questões da incomunicabilidade e da BD ser simultaneamente uma arte urbana (Jaime Hernandez e Ramon de España e Montesol) e tradicional (Will Eisner).
Na rúbrica "Publicomics" são divulgadas e comentadas diversas novidades editoriais na área da BD.
Termina com uma BD cheia de estilo da autoria de Fernando Martins.
Este número do Nuxcuro foi impresso em papel fino idêntico ao utilizado pelos jornais, sendo acrescentado com a inclusão de um suplemento de 8 páginas de nome "Coma", à semelhança do suplemento Mau da revista brasileira Animal.
Nuxcuro #1, Março / Abril de 1991, 32 págs, offset a preto & branco, 20,5x29,5cm. Estremoz.

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