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29 julho 2026

Dead Doll House

Dead Doll House #3

Partindo do problema da contemporaneidade, sintetizado através das ideias de ruína e de saturação, décadas acumuladas de escombros, mentiras e falsas promessas, e assumindo a lógica específica do fanzine, Dead Doll House apropria-se de uma linguagem construída com recortes, pilhagens, colagens, buscando uma certa reconfiguração visual da percepção.
Rafael Gouveia assume que esta publicação vai manobrando "num certo 'affichismo' orientado para uma maximização do sentido de toda a matéria escrita-visual".
Produto do tédio citadino, de uma juventude inquieta, aditivada a tabaco, café e vapores etílicos nocturnos, o Dead Doll House usurpa imagens de revistas, absorve fotografias a preto e branco e aplica-lhes uma legenda (na onda de Jenny Holzer), em inglês ou em português, ou então as directivas dos 'The Ten Commandments of Gilbert and George', assumindo inteiramente as premissas intrínsecas ao renascido artista drástico.
Dead Doll House #3, Março de 1999, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 30 exemplares. Cascais.

Dead Doll House #5
Este número é um "especial modelos" e o conteúdo constitui um olhar crítico sobre o mundo da moda e dos modelos fotográficos. Dead Doll House assume-se como o órgão oficial dos artistas drásticos, tendo Rafael Gouveia na direcção artística.
Sucedem-se diversas imagens de manequins femininas típicas dos anos 90, acrescentadas com balões de diálogo ou pensamentos completamente inusitados e descontextualizados, em forma de estranha fotonovela.
Rafael Gouveia utiliza extensamente a técnica do "détournement" para subverter o significado primário das imagens carregando-as com ironia laminosa e humor corrosivo.
Amália Rodrigues surge nas páginas centrais como Amália morta, numa espécie de homenagem por altura do seu falecimento.
No entanto, o conteúdo mais interessante deste quinto número do Dead Doll House é o respectivo editorial e também a reprodução do Comunicado n.º 1 da Frente Fanzinistica Internacional - Comando Operacional de Lisboa.
Dead Doll House #5, Maio de 2000, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 30 exemplares. Lisboa.

27 julho 2026

Mofo

Mofo - Magazine Outsider publica neste terceiro número, textos, entrevistas, projectos e divagações em torno do tema 'a noite'. Um excerto do livro 'A Noite em Arquitectura' de Jorge Figueira lança as coordenadas espaciais em torno da crise sistémica da crítica - a pós-crítica.
As memórias mais ou menos longínquas de Antonieta Correia desde a sua chegada a Oliveira de Frades e as muitas histórias passadas ao longo dos anos são desfiadas ao sabor de um sorriso tocante.
A abrir e a fechar o Magazine, publica-se um projecto foto-sequencial, inspirado na obra 'La Jeteé' de Chris Marker.
'A Noite o que é?', serve de título a um conjunto de textos publicados ao longo de três anos nos blogues 'Aviz' e 'A Origem das Espécies', dentre os quais Francisco José Viegas seleccionou alguns fragmentos para serem publicados nesta edição.
Há também uma entrevista meia caótica a dois dos fundadores de 'A Colmeia', um dos primeiros espaços de diversão nocturna de Oliveira de Frades.
A terminar, 'Pago Mil Euros a Quem me Der um Beijo' reunindo um conjunto de quatro poemas da autoria de Tiago Rodrigues.  
Mofo #3, Inverno de 2011, 16 págs, offset a duas cores, 27x27cm. Tiragem: 300 exemplares. Oliveira de Frades.

06 março 2026

Flanzine

"2013 - Portugal
Um primeiro-ministro a incentivar os jovens portugueses a pegar nas malas e a fazerem-se à oportunidade da crise económica. Estranha forma de promoção da Família.
Enquanto professor, assisti, ao desinteresse mais profundo e legítimo de uma geração que, sem voto na matéria, via a ideia de Futuro desvanecer-se. Estranha forma de promoção da Família.
A Flanzine foi a minha reacção perante a fatalidade. Criada num tempo onde as redes sociais ainda não estavam contaminadas pelo ódio, inveja, amargura. A maré era de feição. Apesar da feiura da realidade, era possível sonhar com a luta, por mais ingénua que fosse.
Hoje, já pouco estranho. Desde a falta de memória de uns, à sede de poder e protagonismo de outros. O circo dos horrores está montado sobre a ignorância de demasiados de nós. É claro que isto não vai lá com poesia. Mas sem ela, só nos resta a longa e fria noite. E, enquanto houver um filho da puta a tentar apagar a luz, hei-de lhe morder os calcanhares com esta insolência que me resta. E a gula por um mundo mais doce." (João Pedro Azul - editor de Flanzine).
Flanzine #1, Setembro de 2013, 48 págs, offset a preto & branco; páginas centrais a cores, 15,6x22,5cm. Tiragem: 300 exemplares.

24 novembro 2025

Puro Capricho

Puro Capricho é um exercício de encenação sem acompanhamento de qualquer tipo de texto ou diálogo, interpretado por quatro jovens mulheres: Raquel Mendes, Inês Leiria, Soraya Vasconcelos e Vanessa Santos.
Apresentando-se sob a forma de fotonovela retratando o processo de caracterização e maquilhagem, culminando esse acto de embelezamento feminino num ritual frio e clínico de amputação. Fotografia por Soraya Vasconcelos e João Fitas.
Marcos Farrajota referiu o seguinte no blogue da Chili Com Carne: "não é muito vulgar aparecerem "fotonovelas" em Portugal. Assim de repente só me lembro do Puro Capricho (2003) do colectivo In Útil (com colaboração de Miguel Rocha) ou as da Ondina Pires com João Pedro Gralha mostradas algumas vezes em exposições e uma vez ou outra na revista Umbigo. Ainda assim, sobre estes dois exemplos, o Puro Capricho era um objecto artístico (uma brochura que acompanhava uma exposição numa galeria) e que fugia aos temas pueris da Fotonovelas (tratava-se quase de um "gore" sobre as questões da Beleza) e as "bds" de Ondina e João eram realizadas com bonecos / brinquedos.
(Na paginação), o Puro Capricho era de referência dado os conhecimentos de Miguel Rocha em bd - para que não se pareça apenas uma brincadeirinha de amigos."

Puro Capricho, 2003, 28 págs., offset a cores, 15x21cm. Tiragem: 300 exemplares. Edição: In Útil. Lisboa.

07 setembro 2024

Music is a Big Fucking Deal

Music is a Big Fucking Deal é uma publicação com fotografias de Helena Granjo, que é apresentada assim: "A música e a fotografia sempre estiveram bem presentes no quotidiano de Helena Granjo a qual desde alguns anos atrás tem vindo a retratar o que se passa nos mais variados palcos do país, de concertos a festivais com um especial gosto por sonoridades mais alternativas e públicos intensos na sua devoção musical. Autodidacta, é no “fosso” que estabelece a sua aprendizagem e onde faz a sua escola, colaborando com vários meios online... A música como escape, como libertação. o ambiente, os músicos, o público, os concertos."
As fotografias apresentadas são datadas de 2014 a 2016, captando bandas e público em concertos e festivais mais alternativos ou extremos, como o SWR Barroselas, Amplifest, Entremuralhas, Vagos Metalfest, etc.
O design gráfico da publicação, muito sóbrio e competente, ficou a cargo de Duodesign. O livro vem inserido numa capa e é acompanhado por um print dos Putan Club no Hard Club em 2017.
As fotografias de Helena Granjo captam a força e a energia das actuações ao vivo de bandas como os Oathbreaker, Neurosis, Dead Elvis, Spasm, Phantom Vision, Huntress, Marduk, entre outros.
Pressente-se igualmente a emoção e o sentido de comunidade do público que assiste aos concertos, vivenciando profundamente essas experiências ao vivo.
Music is a Big Fucking Deal, Maio de 2017, 32 págs, risografia a duas cores, 16,3x21,7cm. Tiragem: 93 exemplares. Edição: PhosPrint. Porto.

20 agosto 2024

s/t

Fanzine que apresenta um conjunto de reproduções de fotografias captadas por Matilde Feitor com uma máquina Lumix entre Janeiro e Junho de 2024. As fotografias retratam diversos amigos da autora e foram registadas nas cidades de Lisboa, Caldas da Rainha e Porto.
À semelhança do anterior Corrente de Ar, também este fanzine funciona como uma espécie de álbum de recordações de tempos de convívio aprazíveis passados na companhia de amigos.
A acompanhar as fotografias, há também imagens de recibos de compras de comida e bebida em supermercado, regras de validação de bilhetes em transportes públicos e alguns pequenos desenhos e ilustrações.
Mas o principal são as fotografias a capturar o instante fugaz do desprendimento da juventude a passar o tempo, bebendo, fumando, convivendo de forma despreocupada. Muitas garrafas espalhadas, isqueiros, gente descontraída a conversar, sentada ou estendida no chão, com lixo reciclável em redor.
Aparentemente nada de especial se passa nas fotografias apresentadas, mas também parece que não é isso que verdadeiramente importa aqui - interessa, acima de tudo, a comunidade de amigos, o prazer de conviverem e estarem juntos. Para não ficar tudo isto gravado apenas na volatilidade da memória, urge registar esses momentos, cristalizá-los no fulgor despreocupado e fugaz da juventude.
s/t, Julho de 2024, 28 págs, impresso a preto em papel colorido, 10,5x14,5cm. Edição: Bancarrota.

18 abril 2024

Resina

Resina foi dirigida e editada por Miguel Bernardo e publicava diversos ensaios e projectos artísticos. Neste quarto número, colaboraram os seguintes autores em ensaio e textos diversos: Fernando Guerreiro, Edgar Freitas, Jacinto Anica, Ivo Martins, Dinis Guarda, Rafael Dionísio, Ricardo Santos, Thomas Stemmer e João Maria Martins.
Foram também publicados projectos artísticos de: Vanda, Patrícia João, Carla Santiago; Ligia Correia, Paulo Mendes, Fernando Aguiar, António José Lopes, Rafael Gouveia, Yves dos Santos, Sara Lucas, Almeida e Sousa, Ricardo Silva Santos, Maria Lusitano Santos e Paulo Romão Brás.
Os ensaios e os textos mais poéticos, são maioritariamente escritos em português - a excepção é o ensaio da autoria de Thomas Stemmer, que é publicado em inglês.
A fotografia e o desenho são a base da maioria dos projectos artísticos publicados. O período de transição do século XX para o novo milénio foi marcado pelo surgimento em Portugal de diversas publicações como a Número, Ópio, Bíblia, Op, Resina, etc., com edições profissionais e apoios institucionais, dirigidas a um público cosmopolita, mas muito minoritário.
Resina #4, Junho de 1999, 68 págs, impressão a preto & branco; capa e algumas páginas a cores, 14,3x20,3cm. Edição: Miguel Bernardo. Lisboa.

03 fevereiro 2024

Mecónio

Em plena pandemia covidiana, saiu o primeiro Mecónio resultado do trabalho conjunto de Ricardo Leiria e de Margarida Azevedo. Em Outubro de 2019, tinham criado a editora Dark Owl, e é sob esse selo editorial que nasce o fanzine. Ricardo Leiria é artista plástico de formação, enquanto Margarida Azevedo é da área da escrita e das ciências de comunicação. O conteúdo deste número inaugural acaba por reflectir esses interesses, pois os temas principais são a fotografia, literatura, desenho e música.
Nas páginas iniciais os editores apresentam o Mecónio como: "Um trabalho de amor que parte da vontade de partilhar o trabalho de pessoas que admiramos e o nosso trabalho." Os convidados especiais deste número são Rui Baião e a Maria Santos, com um excelente trabalho "Lustrum" envolvendo imagem e poesia minimal.
O músico Paulo Vicente é entrevistado, na sequência da edição do seu disco "West". Segue-se o conto "Curtos...mas presentes", de Margarida Azevedo, com ilustração de Ricardo Leiria.
Depois é publicado um texto sobre a editora discográfica Phonogram Unit e também uma análise ao disco "Vento" do trio José Lencastre, Hernâni Faustino e Vasco Furtado.
Para terminar, um novo conto de Margarida Azevedo "Cê de Cedilha", sobre como os mínimos detalhes fazem toda a diferença.
Cada exemplar do fanzine contém uma fotografia original em formato 10x15, da autoria de Ricardo Leiria.
Mecónio #1, Setembro de 2020, 40 págs, impresso a preto & branco em papel IOR 90g.; capa com segunda cor em papel couché 180g, 14,5x20,4cm. Tiragem: 50 exemplares. Edição: Dark Owl.

22 outubro 2023

Plastic

Excelente publicação desenhada e editada por Nuno Coelho. Em formato quadrado, com um tamanho idêntico a um disco de vinil, e versando diversos temas, desde espaços de diversão nocturna (Lux, Aniki Bobó) e de dinamização cultural, como o projecto Sentidos Grátis, até à discussão sobre a opção CD ou vinil.
Um ensaio de João Sousa Cardoso intitulado "Três Momentos de Eleição / Excepção", designadamente sobre a prestação de Michael gira no Festival Co-Lab/Faladura; o movimento colectivo de reacção ao genocídio do povo timorense; e a representação nos estabelecimentos prisionais, da peça O Veredicto de Kafka, pelo grupo de teatro Visões Úteis.
Gonçalo Furtado publica o texto "O Estatuto da Imagem Arquitectónica e a Alastração do Poder".
São apresentadas algumas imagens e conceitos sobre a colecção Out/Inv:99.00 do estilista Miguel Flor.
No tocante ao design gráfico, são destacados diversos flyers distribuídos ao longo do ano de 1999.
Na área musical, é apresentada uma selecção de temas escolhida por DJ de discotecas e bares localizados em Lisboa e Porto.
No espaço "Galeria" são publicados trabalhos de ilustração (Miguel Cabral, Paula Amaral, Tiago Pina), fotografia (Adriana Oliveira, Catarina Basso, Cláudia Oliveira, Nuno Coelho, Ricardo Caseiro, Rui Lima), colagens (Isabel Carvalho, Margarida Coelho), gravura (António Carlos), desenho (Diniz, Luzia Brandão), montagem (Diana Gonçalves).
Plastic #3, Fevereiro de 2000, 48 págs., impresso a preto & branco, 29,8x29,8cm. Tiragem: 500 exemplares. Porto.

10 maio 2023

Toca Aqui

O projecto Toca foi criado em 2009 e desenvolveu grande parte das suas actividades no n.º 61 da Rua das Oliveiras, no Porto. Este fanzine, da autoria de Ana Portela e José Lucas, capta um conjunto de instantâneos fotográficos a preto e branco dos espaços físicos e de alguns eventos programados pela Toca.
As fotografias não pretendem apresentar apenas um registo meramente documental das actividades realizadas, tentando absorver a ambiência vivenciada na casa e a subjectividade intrínseca dos detalhes e dos enquadramentos captados.
No final de 2010, a centenária casa na Rua das Oliveiras, foi vendida e a Associação Toca viu-se na contingência de abandonar as suas instalações, sinalizando assim a sua situação:
"A formação da toca foge à cronologia e começa muito antes da sua interiorização, quando putos se juntam para revirar numa fábrica enorme, um pequeno espaço seu, onde o chão se varre, se aprecia a ausência de tecto, se cresce na alternativa do lixo, do desperdício e erro. O pensamento pouco difere do de hoje e ainda a situação se repete (não fosse essa mesma fábrica agora um maravilhoso novo centro comercial). Não reclamamos posse de lugares, reclamos sim a sua vida e independência, portanto não é para nós motivo de surpresa tomar conhecimento de que o lugar onde trabalhamos durante este ano foi efectivamente vendido. Existem novas propostas e ideias, mas é preciso relembrar a todos que o projecto TOCA se constrói independente, para que isto continue a ser possível é necessário apoio e essencialmente compreensão das dificuldades a que nos sujeitamos com conhecimento de causa. Isto é, todo o trabalho mostrado durante este período, foi desenvolvido com pleno conhecimento da chegada deste momento. Poucos mandam tijolo abaixo, entulho acima, lavra, couve, tomate, electricidade, canalização e muito mais para ressoar um lugar durante apenas um ano. Talvez pareça coisa pouca, contando com os três séculos que a casa já leva. Mas a verdade é que destes 300 anos, só um conseguiu acolher o trabalho de mais de 60 artistas e performers de Espanha, França, Itália, Brasil, Suécia, Estónia e claro Portugal num lugar onde não era tão pouco possível aceder-se ao jardim. É este trabalho que pretendemos mostrar, não sedentário mas interdisciplinar e livre. A especulação imobiliária continua, terá altos e baixos, novas casas, fábricas, incêndios e devolutos, mas permanecemos com a certeza de que é apenas na condição de não possuirmos um espaço, que somos realmente livres para a sua recriação e interpretação."
Toca Aqui, 2010, 24 págs, fotocópia digital a preto & branco; capa a duas cores, 19x24cm. Porto.

05 março 2023

LWTUA

A publicação LWTUA (Love Will Tears Us Apart) da autoria da dupla formada pela malograda artista Patrícia Almeida e por David-Alexandre Guéniot, reúne vídeo-stills de versões interpretadas por adolescentes da famosa canção Love Will Tear Us Apart dos Joy Division, e comentários sobre esta canção em fóruns na internet.
Mesclando os instantâneos captados em filmagens em vídeo dos jovens a interpretarem covers do tema dos Joy Division impressos a cores, contrastando com as imagens fúnebres a preto e branco, do culto juvenil junto à campa onde está sepultado Ian Curtins, com as t-shirts estampadas, as tatuagens e outros sinais da idolatria.
Pelo meio, impressos a risografia em finas folhas brancas, surgem os comentários sobre as várias experiências e influência que o tema tem nas suas vidas.
Ian Curtis enforcou-se na cozinha da sua casa, na madrugada de 18 de Maio de 1980, com 23 anos de idade, na véspera da primeira digressão dos Joy Division na América. 
LWTUA, Fevereiro de 2012, 40 págs, risografia e impressão digital a cores, 10,5x15,9cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: Ghost editions. 

04 dezembro 2022

Eye Scream Magazine

Com o subtítulo "experimental edition", esta pequena brochura reúne impressões de fotografias a preto e branco de Rafael Gouveia, que é o instigador principal do projecto, com a colaboração de Miguel Bernardo e de Ligia Correia.
As fotos incidem sobre pormenores, sejam expressões faciais, pequenos objectos ou imagens projectadas em ecrãs. Os pormenores surgem com ligeiras variações de enquadramento ou de luminosidade e com ampliações e focagens diversas. A brochura apresenta uma grande consistência e simplicidade.
Eye Scream Magazine, 1999, 16 págs, fotocopiado a preto & branco, 14,5x14,5cm. Edição: Art Boy Publishers, Lisboa.

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