Mostrar mensagens com a etiqueta Noé Touraldo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Noé Touraldo. Mostrar todas as mensagens

28 abril 2026

Espiral

Espiral #1

Noé Touraldo anuncia que pretende apresentar uma publicação alternativa, descontraída e sem preconceitos.
As primeiras páginas são preenchidas com a rúbrica "Fikção vs Realidade" - de um lado, a Catwoman; do outro, o Al Capone. Depois, publica-se uma breve biografia do artista austríaco Egon Schiele.
"Fulipo", a primeira das bd da autoria de Noé Touraldo, é uma história passada numa loja de animais, onde um gato é desprezado por toda a gente, até que surge alguém que o adopta.
De seguida, uma apresentação das receitas e feitiços de "Valkizia".
Novas bandas desenhadas protagonizadas por felinos, com destaque para "T.S. O Gato". A fechar, são publicados alguns grafismos com sombras e recortes.

Espiral #1, 2002, 24 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Porto.

Espiral #5

Na rúbrica "Fikção vs Realidade" - de um lado, Anne Frank; do outro, o 'Principezinho' de Saint-Exupéry. Segue-se uma intervenção gráfica de Martinho Mendes recuperando antigos anúncios que publicitavam artigos tão exóticos como 'truces para menino' e 'chales para recém-nascidos'!
Noé Touraldo publica 'Do Meu Quarto', 'Sheilla, A Princesa da Selva', 'Inquisição', 'T.S., O Gato em: Duas Caras', tudo bandas desenhadas curtas apresentadas em estilos bastante diferenciados.
O pintor austríaco Gustav Klimt é destacado na rúbrica 'Karater Extra'.
A 'Agenda Cooltural' é preenchida com diversas notas sobre filmes ('O Corvo'), livros ('As Horas' de Michael Cunningham), fanzines (Gambuzine), discos ('Greatest Hits' de Björk) e alguns sítios na internet.
As duas últimas páginas apresentam dois trabalhos de Teresa Câmara Pestana.

Espiral #5, Julho-Setembro de 2003, 36 págs, impressão digital a preto & branco, 13,5x13,5cm. Tiragem: 200 exemplares. Águas Santas - Maia.

Espiral #6
No editorial, Noé Touraldo refere que o Espiral tem progredido a cada nova edição, discorrendo também sobre a importância da publicação de fanzines.
Neste número, são apresentados trabalhos de Martinho Mendes, de Nestor Pestana e de Ana Ribeiro. No tocante à banda desenhada, Noé Touraldo apresenta duas histórias: a primeira "...e fez-se luz!" retratando o processo de perda de fé católica e outras vicissitudes religiosas. Segue-se "Sheilla em: um sonho reprimido", incidindo sobre a relação dos humanos com os seus animais de estimação. Num estilo mais experimental, Leonardo Dias apresenta a bd "Sex Without Body".
Na rúbrica "Karacter Extra" Moritz Stieffell, aborda o livro "O Medo" de Al Berto, e uma breve biografia do escritor falecido em 1997.
Na "Agenda Cooltural" são apresentadas breves críticas aos filmes "Eduardo Mãos de Tesoura", "As Horas" de Stephen Daldry, ao disco "Film" dos The Gift, à série televisiva "Sete Palmos de Terra", e ao lançamento do livro "Lunário: Poema Polifónico".
Surgem também breves referências aos fanzines "Durtykat" e ao "Gambuzine", bem como a algumas páginas da net e pontos de venda de fanzines na cidade do Porto.
Como muitas publicações desta época que optaram pela impressão / fotocópia digital, resultou que a qualidade gráfica saiu prejudicada devido à excessiva pixelização das imagens e ao predomínio das manchas cinzentas, nunca obtendo um preto sólido.
Espiral #6, Outubro-Dezembro de 2003, 40 págs, impressão digital a preto & branco, 14x14cm. Tiragem: 200 exemplares. Águas Santas - Maia.

Espiral #9
Fanzine integralmente composto por trabalhos e textos de Noé Touraldo, começando com uma sequência de desenhos a grafite, onde um Sol com bigode chinês faz o seu movimento habitual, mas acaba por chegar atrasado.
Depois vem "Encontro" juntando versos e fotografias. Segue-se uma banda desenhada sobre como prender um homem e alguns desenhos.
A parte final do fanzine é dedicada à "Agenda Cooltural" constituída maioritariamente por resenhas a filmes como "Raparigas de Sucesso" de Mike Leigh, "O Estranho Mundo de Jack" de Tim Burton, "O Sargento Negro" de John Ford e "Elena e os Homens" de Jean Renoir. A agenda inclui ainda uma breve referência à obra "Romance da Raposa" de Aquilino Ribeiro. 
Espiral #9, Julho-Setembro de 2004, 24 págs, impressão digital a preto & branco, 13,2x18,5cm. Tiragem: 200 exemplares.

15 novembro 2024

Durtykat

Durtykat #7
Este número do Durtykat abre com um texto de "O Céu da Boca", narrando uma viagem de carro e a observação do exterior, fixando especialmente um pormenor do capacete de um motociclista. Essa fixação, acaba por provocar um acidente e o ferimento do rapaz da mota, tudo gratuito e sem sentido.
Seguem-se alguns desenhos de Martinho Mendes. Depois, a editora Ana Ribeiro relata alguns pormenores da história de Maria Cidalina e da sua vida amorosa, através de texto, desenhos e colagens.
Noé Touraldo apresenta duas páginas situadas no WC e sala de estar, com ratos e pénis espalhados pelas divisões da casa.
Ana Ribeiro apresenta mais alguns desenhos e ilustrações, tendo como pano de fundo diversas temáticas como a música (The Smiths, Joy Division), cenas de gajas, estudantes e também hedonismo.
Durtykat #7, Outubro de 2003, 28 págs, impresso a preto & branco; capa a cores, 10,5x14,5cm.

Durtykat #9
Abrindo com uma epígrafe do escritor Paul Auster, o nono número do Durtykat apresenta diversos trabalhos de Ana Ribeiro, misturando aleatoriamente o inglês com o português, que associado ao pequeno formato (A6) adoptado, dificulta a leitura e a inteligibilidade de algum conteúdo. O reduzido tamanho do texto e uma paginação algo confusa, que obriga a virar e revirar sistematicamente as páginas são os aspectos menos conseguidos.
Pelo contrário, a excelente qualidade dos desenhos e vinhetas são os destaques mais salientes. Por vezes, o estilo gráfico e narrativo adoptado por Ana Ribeiro está próximo dos trabalhos de Isabel Carvalho, mantendo, no entanto, uma identidade própria bem vincada. Ana Ribeiro preenche as páginas com nesgas do universo feminino e sentimental, salpicado com alguma neurose e impaciência, mas também de uma aura poética sonhadora.
No que toca a colaborações, é publicada a banda desenhada "Ida a Casa do Meira" da autoria de João Losa, completamente esgrouviada e delirante. Há também desenhos e ilustrações de Victor Hugo, Nicolau Fernandes; Vasco Sequeira e textos de Daniel Pernil e de 
Pedro Ferreira.
Durtykat #9, 2006, 48 págs, fotocópia a preto sobre papel azul, 11x15,5cm.

Durtykat #10
Após um longo interregno, o Durtykat ressurge dedicado à esquizofrenia e aos delírios religiosos. Começando com um desenho de Dina Barbosa. Seguem-se trabalhos de Ricardo Alves e Sara Pinho.
Depois Ana Ribeiro, através de uma sequência de ilustrações, desfia os medos e fobias, as vozes que ecoam na cabeça, os pressentimentos e presságios, o mau-agoiro, as rezas e crendices, os anti-psicóticos e a música para tentar não ficar louca.
Segue-se uma fotografia da autoria de Francisco Janes. A terminar, Francisco Sousa Lobo escreve sobre os seus defuntos que teimam em reaparecer-lhe nos sonhos, desfiando uma série de histórias tristes de suicídio e de morte.
Durtykat #10, Março de 2016, 32
 págs, fotocópia a preto & branco, 11,2
x16,7cm.

Durtykat #11
Texto extraído do sítio Bandas Desenhadas: "no final de 2018, é publicado o Durtykat #11. Desta feita, contém uma única história, escrita e ilustrada por Ana Ribeiro. Graficamente, a obra acompanha a maturidade do trabalho que a autora tem vindo a desenvolver na área da ilustração digital, sendo influenciada pelas mais diferentes fontes, desde a técnica de détournement a Klimt. Nesta história ilustrada, a autora relembra ainda as suas influência das banda desenhada, com os balões de fala ao longo da obra, quase omnipresentes.
Quanto ao texto, utiliza as recordações do final do primeiro namoro da protagonista para explorar a estranheza do conto infantil Barba Azul, escrito por Charles Perrault no século XVII."
No editorial está escrito: "O durtykat está de volta para esta décima primeira aventura. Aparentemente, sobre um homem terrorífico que se conta às crianças e não só. Envolvi-me e viajei com ele (o durty), ou melhor, “na maionese”. Este zine é também para ele, que não pare de “viajar”."
Durtykat #11, Dezembro de 2018, 20 págs, impresso digital a cores, 11,2x16,7cm. Tiragem: 27 exemplares.

  © Ourblogtemplates.com