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19 agosto 2026

Enfarta Brutos

Enfarta Brutos #0
Enfarta Brutos é um pequeno fanzine da autoria de Tetrateles, que começa com uma criativa divagação desenhada sobre os dilemas existenciais do artista / desenhador e as suas ansiedades e sentimentos de culpa: "ou por me isolar para desenhar ou por não desenhar!"
A reflexão sobre os momentos de desmotivação no desenho e na escrita e na constatação que para uma obra ter qualidade e obter reconhecimento público, implica esforço e preparação sobre o que se vai escrever e desenhar antes de começarmos a fazê-lo.
No final do fanzine são apresentadas duas pequenas histórias: - uma sobre a falta de vontade de ir para o ginásio e a aversão ao esforço físico e aos berros motivacionais dos treinadores. A outra, brinca com humor e sentido lúdico com a analogia entre a cadeia prisional e a quadrícula do papel.
Este fanzine tem distribuição gratuita, sendo possível contactar o autor através do endereço electrónico: tetrateles88@gmail.com.
Enfarta Brutos #0, Setembro de 2024, 20 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel colorido, 10,1x14,2cm. Tiragem: 33 exemplares.

Enfarta Brutos #1
Resenha escrita por M.F. e publicada no jornal A Batalha n.º 303, de Dezembro de 2025: "Talvez seja sinal de maturidade da BD falar dela própria. Ou dos autores exporem as suas dúvidas existenciais. Se calhar estas BDs poderiam estar num volume da antologia Massa Crítica... Depois de um número zero, eis um Tetrateles a avançar na sua carreira de BD, com todo o sarcasmo - acompanhado por um coro de gato e cão a gozarem com a cara do ser humano - a largar os seus dramas de artista em dúvida para ir conquistando uma confiança para criar BD. Estranho mundo o nosso, com tanta merda a acontecer e os artistas sem saber o que contar... Já a convidada especial deste zine, a Beatriz Brajal, faz um teatrinho com figuras de cerâmica do período Olmeca (900-600 a.c.), para gozar de alto e com nudez com as ânsias de fim de mundo."
Enfarta Brutos #1, Abril de 2025, 40 págs, impresso a preto sobre papel reciclado; capa em papel colorido, 13x18cm. Tiragem: 44 exemplares.

Enfarta Brutos #2

O convidado para participar neste Enfarta Brutos é André Pereira, que contribui com a banda desenhada 'Dream Journal - 17 Nov, 2025' num registo diaristico surreal. Por seu lado, Tetrateles apresenta três pequenas histórias, começando com 'Enfarta Brutos' onde os animais adquirem comportamentos humanos e exibem também as piores características das pessoas.
A segunda bd intitula-se 'Eremita', muito bem conseguida em termos narrativos no tocante ao texto e ao desenho, afigurando-se como um dos trabalhos mais conseguidos de Tetrateles.
Ao longo da publicação surgem diversos desenhos soltos a servirem de separadores, terminando com a prancha 'Magia'.
Enfarta Brutos #2, Dezembro de 2025, 28 págs, impresso a preto sobre papel reciclado; capa em papel colorido, 12,8x18cm. Tiragem: 44 exemplares.

18 julho 2026

O Meu Gato Morreu e as Estrelas Também

O Meu Gato Morreu e as Estrelas Também é uma banda desenhada da autoria de Ruim (Rui Monteiro), tendo como substracto o sentimento de tristeza e de perda relativamente a um gato. A história é também atravessada por diversos momentos de dúvida na fé católica - Jesus Cristo acaba por surgir numa breve aparição, mas mesmo ele não resolve cabalmente os dilemas espirituais.
As marcas evidentes da juventude solitária, as crises existenciais e os estados depressivos, a comida e os videojogos, pairando 'One Step Closer' dos Linkin Park como música de fundo.
Apesar do tom geral da história, há também uma sensação geral de irrisão e de desvario divertido.
O Meu Gato Morreu e as Estrelas Também, Outubro de 2024, 16 págs, impresso a preto & branco, 16x22,5cm.

22 junho 2026

Another Zine About Depression

Pequeno fanzine lançado por Ana Arsénio abordando a sua experiência pessoal vivida durante os períodos de crise emocional e depressão.
A saúde mental é um tema muito negligenciado comparativamente com os outros temas relacionados com a saúde e o bem estar. No entanto, capitalismo tardio, os problemas de saúde mental são cada vez mais preocupantes e generalizados, potenciados pela desregulação do trabalho, pela competitividade desenfreada, formas de consumo e de organização social.
A autora referiu que concebeu o fanzine "durante um período de crise emocional, fiz alguns rabiscos e escrevi os meus pensamentos... Sinceramente, foi muito bom transformar os meus pensamentos de merda em algo de que me posso orgulhar (mesmo com as suas muitas falhas)."
Num contexto de despolitização da dor, transtornos como a depressão e a ansiedade passam a ser tratados apenas com intervenções químicas e terapias focadas na resiliência individual, ignorando fatores como a precariedade laboral, baixos salários e ausência total de perspectivas de futuro.
Mais do que nunca, é vital falar abertamente sobre estes temas e partilhar experiências. Porque ninguém está sozinho.
Another Zine About Depression, 2024, 12 págs, fotocópia a preto & branco, 10,5x14,8cm. Edição: Awful Ana.

03 junho 2026

Shithole

Shithole #1

Shithole é um regresso ao passado, anunciado como uma colecção de desenhos e rascunhos antigos (feitos entre 2009 e 2011), encontrados perdidos numa gaveta. De facto, é evidente a linha de continuidade entre Shithole e o Carneiro Mal Morto, mas neste novo fanzine a parte textual assume um relevo muito mais evidente, e os desenhos, embora bastante expressivos, funcionam como complemento e ilustração.
As primeiras páginas são dedicadas a uma pretensa nota de aviso dos editores e subsequente resposta do autor. Depois "The Garden", um local perigoso e amaldiçoado, onde acontecem inexplicáveis fenómenos.
Continua no mesmo registo em "Cedric: A Short Story", narrando o misterioso desaparecimento de Cedric, cocainómano e irritante. Pelo meio, surge um par de coelhos muito na onda Donnie Darko.
A metáfora do "trabalho perdido na gaveta" serve de pretexto para celebrar o café Estádio, encerrado em 2016, enquanto se vai desfiando a história de amor não correspondido entre Manel e Maria da Fé.
Entretanto, as personagens de "The Garden" regressam para a alucinação final, com promessas de novas edições. Tudo escrito em inglês e algum português.
Shithole #1, Dezembro de 2023, 24 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Edição: Dead Cat Publishers / The International Fanzine Front. Lisboa - Berlim.

Shithole #2
O segundo volume de Shithole retoma o dispositivo anteriormente experimentado de apresentar uma nota de aviso dos editores sobre a qualidade do material contido no fanzine e a subsequente resposta do autor.
A primeira bd é 'The Three Witches' subintitulada 'a bedtime story by the author formerly know as Rafael Gouveia, e o trio dá azo aos seus instintos incendiários.
Segue-se uma digressão pelo bairro mais podre que se possa imaginar, descrevendo a miséria humana e a sujidade que grassa por todo lado. Mas apesar disso tudo, é essa imundice geral que afasta o turista, o visto gold, a gentrificação e a especulação imobiliária. Vivemos tempos desesperados...
As páginas finais são dedicadas a 'Insurrection through Psychogeography (Part 1)' uma bd muda, acompanhando o personagem através de uma paisagem citadina em estilo japonês cheia de neons publicitários.

Shithole #2, Fevereiro de 2024, 24 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Edição: Dead Cat Publishers / The International Fanzine Front. Lisboa - Berlim.

30 maio 2026

Blood Oath

Blood Oath foi originalmente criado em 2021 para a convenção online Fujocon e depois reimpresso para a Y/CON 2024 realizada em Paris, a maior convenção europeia dedicada às homo-ficções. Esta 10.ª edição foi especial para os fãs de SK8 the Infinity, constituindo um ponto de encontro privilegiado para os criadores de fanzines inspirados na série nipónica.
Daniela Viçoso, com mestria, explora os primórdios da relação entre Tadashi e Ainosuke (par TadaAi), o filho dos criados, um pouco mais velho, e o filho dos senhores.
O substracto da história reside nos laços romanescos que os envolvem, com pactos de sangue e promessas de amor eterno, num contexto latente de tensão de classes (patrão / empregado).
Blood Oath, Novembro de 2024, 16 págs, impresso a cores, 14,5x21cm.

24 maio 2026

Terminal

Terminal #0
O número inaugural do Terminal teve o formato de uma folha A3 dobrada em tamanho A5. Na apresentação do programa do fanzine, constava a vontade de constituir um espaço de divulgação de banda desenhada, ilustrações, caricaturas, textos, poemas e também alguma informação e entrevistas.
A ilustração da capa é da autoria de José Carlos Fernandes. Também é publicada "A Noite de Núpcias", um pequeno storyboard de Fernando Madeira para uma campanha antitabagismo.
Abrindo totalmente a folha, surgia um poster a anunciar a bd "De Trute Ise Aute Der.", uma história de Cris Carteiro e desenhos de Fernando Madeira.
Terminal #0, Verão de 1998, 4 págs., fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 150 exemplares. Edição: TerminalStudios. Faro.

Terminal #14
No seguimento das edições anteriores, também este número é dedicado ao Caos. A abrir, um desenho de Phermad, seguido de uma banda desenhada de Teresa Câmara Pestana, discorrendo sobre as vantagens da solidão, comparativamente com a companhia de certos amigos.
A banda desenhada mais extensa é "My Name is..." de Oljaca Mladen sobre um repórter farto do bulício da grande cidade, que parte em direcção à província, à procura de ser surpreendido por novas histórias.
O brasileiro Laerçon apresenta uma prancha preenchida com uma história de violência gratuita.
As páginas centrais são preenchidas com um desenho / poster de José Carlos Fernandes, que é altamente prejudicado pela digitalização, que pixelizou exageradamente todos os traços do desenho.
Serafim assina o desenho da capa e também um cartoon. Depois, o autor macedónio Zlatko Krstevski publica três pranchas, exibindo cada uma delas um estilo gráfico diferenciado.
"This is Generation" e "Desacontecimentos" são vislumbres dos problemas candentes no virar do século, apresentados por Aranha. A terminar, um desenho de Marcuse. 
Terminal #14, 2002, 20 págs., fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: TerminalStudios. Faro.

Terminal #15
Nesta fase, o Terminal estava já convertido em publicação anual e este número é composto maioritariamente por trabalhos relativamente antigos dos participantes. A capa e algumas páginas do interior são da responsabilidade de Vitor Hugo.
A conexão alemã de Teresa Câmara Pestana continua a valer pontos, pois alguns dos melhores trabalhos são de autores germânicos, destacando-se Wittek com duas excelentes bandas desenhadas - uma envolvendo extraterrestres que querem conquistar a Terra com feixes de raios transformadores, nazis zombies e turistas japonesas em trajes menores, tudo em delirante balbúrdia.
Mas há mais: desenhos avulsos de Maurício Tadeu e de Leonel Perna, bonecos Transformers de Luis Correia e vários textos de Clai.
Por seu lado, Teresa Câmara Pestana contribui com quatro pranchas, enquanto Diogo Carvalho disponibiliza uma prancha do seu "Herói Lusitano" em estado de necessidade.
O brasileiro Laerçon publica duas bd divertidas. No mesmo registo, Serafim também acrescenta duas páginas de bd e cartoon com bom humor.
As últimas páginas são compostas com desenhos de José Carlos Fernandes.
Terminal #15, 2004, 44 págs., fotocópia a preto & branco, 13,5x18,8cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: TerminalStudios. Faro.

T25A
Edição comemorativa dos 25 anos de existência do Terminal. Lançado inicialmente no Verão de 1998 por Terminal Studios - Núcleo de BD e Animação do Algarve, com o apoio da Delegação de Faro do IPJ, após um longo interregno, o fanzine de BD Terminal regressa em 2023 para assinalar o seu quarto de século, convidando 49 participantes oriundos de Portugal, Alemanha, Bélgica, Espanha e Marrocos.
Sob os temas Festa / Liberdade Criativa, este número é dedicado ao grande entusiasta da BD, Geraldes Lino, falecido em 2019. T25A foi coordenado por Terminal Studios e Drmakete, incluindo trabalhos de texto, desenho e ilustração da autoria de: Miguel Saial, Jorge Oliveira, Nuno Beato, Paulo Monteiro, Sara Glória, Daniel Maia, Vitor Hugo Rocha, Tiago da Silva, Maria João Levita, Ruben Botelho, Paulo José Martins / Paulo Viegas, Alexandra Pratas, Alice Magalhães, Luci, Leonel Perna, Marta Castro, Ana Lu, Suse, Bruno Boto da Cruz, José Carlos Fernandes, Nuno Murta, Serafim, Filipe Coelho.
As bd apresentadas neste número comemorativo foram criadas por: Phermad, Axel Blotevogel, Xavier Almeida, Martina Meier, João Pinto, Diogo Carvalho, Paulo D'Alva, Andreia Rechena, Paulo Montes, Carlos Rocha, Teresa Câmara Pestana, Joana Dias, Markus, Luís Guerreiro, João Mascarenhas, Oli Gfeller, Paulo Silva / Rui Alex, Marco Fraga da Silva / Rafael Antunes, Guifo, Hugo Vieira da Silva, Wittek, Inocência Dias, Inês Alecrim.
Como seria expectável numa publicação com estas características e com esta dimensão, os trabalhos são muito variados e alguns perdem alguma da sua força, devido à impressão a preto & branco, uma vez que originalmente foram elaborados a cores. Destaque especial para a excelente bd "Chocas" de Teresa C. Pestana. Com nota elevada também para "Uma Linda Quadra" de Luis Guerreiro, para "A Festa" da dupla  Marco Fraga da Silva (texto) e Rafael Antunes (desenho) e "Mandamentos Canalhas" de Guifo.
T25A, Junho de 2023, 124 págs., fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 150 exemplares. Edição: TerminalStudios. Faro.

Terminal #T24E
Esta edição compila um conjunto de bandas desenhadas anteriormente publicadas no BDjornal #27 lançado em Maio de 2011, onde o Terminal foi o fanzine convidado. Esta reedição constitui também uma homenagem ao editor Jorge Machado-Dias (1953-2020) responsável pelo 
BDjornal e editor da Pedranocharco.
São publicadas seis bd curtas de Xavier Almeida, com argumento de Kaja Sirok, sobre o Sr. Kovac e o seu estranho emprego na empresa Missed Calls Center. Filipe Coelho apresenta 'Era uma vez...' um mergulho nos mistérios edílicos e insinuantes da floresta pouco encantada. Phermad elabora uma história de cariz mais político, incidindo sobre o acesso ao ensino, os vícios do funcionalismo público e as atitudes ditatoriais. Diogo Carvalho transporta-nos para um futuro próximo onde o papel foi banido e a sua utilização criminalizada.
'Bobi' é um cão protector de uma criança, numa história de mistério e suspense composta  em 3D por Rodrigo Machado (argumento), Filipe Messias (escultura) e Luís Correia (fotografia).
A última bd é 'As Crónicas de Martim Nunes' por Nuno Sarabando, uma fábula de matriz histórica da época da fundação de Portugal.
Terminal #T24E, Outubro de 2024, 20 págs., impresso a preto & branco, 14x20cm. Tiragem: 30 exemplares. Edição: Drmakete / Terminal Studios. Faro.

27 abril 2026

Last Call

Last Call apresenta dois capítulos iniciais de duas histórias diferentes, mas ambas ambientadas naquele universo 'trash' tipicamente americano. A primeira história, 'Triple Threat Terror' decorre nos ringues do wrestling, com os combates envoltos em suor, saliva e muita fanfarronice. Pelo meio, os candidatos perdedores dos combates vão aparecendo misteriosamente mortos. Depois, a história evolui para um estilo policial, com o interrogatório a um suspeito dos crimes, deixando antever que a história terá contornos mais complexos.
A segunda história intitulada 'Land of The Free', criada por Gonçalo Fernandes em co-autoria com Mauricio Borges, inicia-se em velocidade furiosa numa perseguição automóvel pelas estradas e desfiladeiros poeirentos ao estilo 'Mad Max'. O motivo da perseguição é uma mala - o típico macguffin do filme americano, elevado ao expoente no filme 'Pulp Fiction' de Tarantino. Ficamos sem saber qual o segredo que esconde o mapa guardado na mala.
O desenho de Gonçalo Fernandes privilegia o dinamismo e a acção, pontuado pelas sombras cinematográficas do filme noir e do policial mais retorcido.
Ambas as histórias serão desenvolvidas em continuidade, cujos desfechos apenas descobriremos nos próximos capítulos.
Last Call #1, Maio de 2024, 39 págs, impresso a preto & branco; capa e algumas páginas a cores, 21x28cm, Tiragem: 100 exemplares. Edição: Gorila Sentado. Porto.

23 abril 2026

Nightmare Ink

Abre com uma breve panorâmica sobre o que Nightmare Ink pretende ser enquanto editora independente dedicada à temática do horror. Esta brochura exibe uma pequena amostra sobre alguns dos trabalhos de Miguel Gonçalves, incluindo um excerto de 'The Scarecrow Man', publicado anteriormente em livro.
Apresenta-se também o primeiro capítulo resumido da história 'The Haunting of Blackwood Manor' e duas histórias curtas inéditas 'Tracks' e 'The Clattering'. Tudo escrito em inglês...
A capa e as ilustrações nas páginas interiores são da autoria de Daniel da Silva Lopes.
Nightmare Ink, 2024, 12 págs, impressão preto & branco, 14,7x21cm. Porto.

02 abril 2026

Culturismo Hardcore

Culturismo Hardcore apresenta-se como fanzine de anime, cinema, comix, gekiga, manga, tokusatsu e videojogos. Parafraseando o editorial "num mundo cada vez mais habituado a uma barragem de informação digital, fazer um fanzine dedicado a nichos dentro de nichos dentro de nichos, pareceu-nos uma boa ideia."
Sem querer dar muitos spoilers, podemos ler notícias sobre o novo ofício gelateiro do Super  Mário, sobre a nova versão do jogo 'Shin Megami Tensei V', a presença em Portugal de Ryan Holmberg, editor e tradutor de japonês, para duas conversas sobre gekiga.
Há também uma interacção entre o corpo redactorial do Culturismo Hardcore e Crude, enquanto se entretêm a jogar 'Crazy Taxi'.
Tem textos e desenhos de Luís Barreto, bad girl, CEO Culturista, REPÓRTER G, e outros. Há também uma banda desenhada de Rudolfo.
No evento de lançamento do fanzine realizado na discoteca Socorro no Porto, foram apresentados três jogos independentes ainda em fase de desenvolvimento e variada animação musical.
Culturismo Hardcore #1, Maio de 2024,  28 págs, impresso a preto sobre papel de várias cores, 14,9x21cm. Edição: Palpable Press.

21 março 2026

José The Fish Slayer

O fanzine é uma folha de tamanho A3, com um corte horizontal central, que permite uma dobragem engenhosa em 8 páginas, narrando a história de uma criança chamada José que é ferida num olho por um peixe-espada capturado pelo seu pai.
Apesar de constituir apenas um pequeno avanço para uma história a ser mais desenvolvida posteriormente, Helena Pereira introduz os elementos essenciais da profecia dos fundos dos mares, que revela que José será a maior ameaça para o reino marinho.
Na última página, é apresentada a reprodução de uma estampa retratando um casal típico de pescadores portugueses vestido a rigor.
José The Fish Slayer, 2024, 8 págs, impressão digital a cores, 11x15cm.

19 março 2026

Merda Frita Mensal

Merda Frita Mensal #1
Merda Frita Mensal é uma publicação colectiva que reúne vários tipos de expressões criativas. Os principais instigadores são Miguel Basto e Matilde Feitor, contando também com a participação de Vasco Olino, Francisco Escada, Manuel Neto e Rosa Aboim.
Inserido numa linhagem de fanzines concebidos por jovens descomprometidos, o conteúdo é caótico e iconoclasta, apresentando sobretudo desenhos, colagens e imagens fotográficas.
Surgem igualmente alguns passatempos e rubricas características de revistas convencionais, mas que aqui são subvertidos num Sudoku aleatório e sem solução; e num questionário proustiano em modo diário de um banana.
A polícia (bófia) também não passa impune, com os jovens autores a desafiarem a autoridade e a ensinarem a confeccionar uma gelatina explosiva em três passos.
Um dos momentos curiosos deste fanzine é uma composição com diversos elementos gráficos e objectos, surgindo um conjunto de maços de cigarros e caixas de fósforos com a fotografia do rosto dos antigos dirigentes do CDS, lado a lado com objectos com inscrições arabescas e posições do kamasutra.
Neste primeiro número de Merda Frita Mensal não há nenhuma mensagem especial a transmitir, sobressaindo antes uma vontade urgente de fazer e publicar aqui e agora, registar para depois seguir em frente.
Merda Frita Mensal #1, Fevereiro de 2024, 32 págs, fotocópia a preto sobre papel amarelo, 14,9x21cm.

Merda Frita Mensal #2
As primeiras páginas são ocupadas com o registo fotográfico da festa de lançamento do primeiro número, realizada na Casa do Comum.
Os principais dinamizadores deste número de Merda Frita Mensal, continuam a ser Matilde Feitor e Miguel Basto, a quem se juntam as colaborações de António Paté, Manuel Neto, Pedro Reis, Tomás Frusoni e Pedro Silva . Há páginas preenchidas com desenhos, outras assombradas com publicações das Testemunhas de Jeová, dando-lhes a volta com humor. Aliás a boa disposição descontraída é uma das características desta publicação, plasmada em trabalhos como a lobotomia bem sucedida a Miguel Basto.
Também há uma grande entrevista (bastante javardada) aos elementos da banda c-mm, praticantes de rock alternativo experimental.
Além da cena religiosa, o outro tema recorrente é o sexo, com pornografia misturada com tiradas filosóficas anti-capitalismo.
A crítica gastronómica, dedicada a locais inusitados onde se pode comer barato, convive alegremente com relatos desenhados de vomitório nas Belas Artes.
Marcos Farrajota contribui com "japanoise", um curioso ensaio para quem se interessa por sonoridades vindas do Japão.
Merda Frita Mensal #2, Abril de 2024, 48 págs, fotocópia a preto sobre papel laranja, 14,9x21cm.

17 março 2026

Histórias da Guerra

Na introdução, o autor revela que nunca esteve na guerra, confessando ter sido refractário ao serviço militar. Assim, estas Histórias da Guerra são relatos de terceiros, testemunhos dispersos que foram sendo contados por vários antigos combatentes nas guerras coloniais, que Amadeu Escórcio foi escutando ao longo dos anos.
Na primeira parte, constam cinco relatos em texto, ao longo de duas páginas cada um. Na segunda parte, são narrados os episódios em banda desenhada, normalmente em duas pranchas.
Alternando entre episódios bastante dramáticos e outros mais caricatos, sobressai uma recordação indelével deixada em todos os que participaram nas guerras nas antigas colónias africanas, destruindo muitos, estropiando e matando outros, marcando-os física e mentalmente, alterando as suas vidas para sempre. 
Histórias da Guerra, 2024, 36 págs, impressão a preto & branco; capa a cores, 14,5x21cm. Edição: Visconde de Seide / O Gato Que Mia.

10 março 2026

In Defence of the Alien

A autora refere que este fanzine é uma paródia ao primeiro filme da saga 'Alien'. De facto, nas breves páginas da publicação, observamos a reprodução da sequência do ovário Alien, interligando o substracto alienígena com uma jornada de desenvolvimento pessoal e de autoconhecimento, condimentada com uma pitada de sentido de humor.
Nesta banda desenhada curta, Mariana Santos Matos denota uma interessante capacidade técnica e narrativa, ficando no entanto, o sabor a pouco. Aguardam-se novos trabalhos (preferencialmente escritos em português) para se poder confirmar o talento desta autora.
In Defence of the Alien, Setembro de 2024, 8 págs, impressão a preto sobre papel colorido, 14,9x21cm.

07 março 2026

Todo o Amor Para o Mal-Amado

"Todo o Amor Para o Mal-Amado apresenta um roteiro de filmes malditos trilhado por Miguel Arsénio. O zine tece, numa só penada, várias das descobertas feitas pelo autor nas suas deambulações cinematográficas, feitas numa era em que o número limitado (mas crescente) de canais e sistemas peer-to-peer permitia ao espectador fascinar-se com o que de mais estranho se filmava por esse mundo fora. Com esta sua primeira obra em BD, Arsénio dá-nos a mão e convida-nos a irmos com ele numa apreciação de vários objectos relegados para horas menos próprias da grelha de programação ou para canais mais subterrâneos da internet; amemos, então, com ele." (nota de lançamento da Erva Daninha).
Todo o Amor Para o Mal-Amado, Outubro de 2024, 28 págs, impressão a preto sobre papel reciclado; capa em cartolina amarela, 14,2x20cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: Erva Daninha.

22 fevereiro 2026

Zinescopia

Zinescopia #1

Primeiro percurso temporal e visual, disfuncional e errático, sobre a actividade da associação Sonoscopia durante os meses de Dezembro de 2021 e Janeiro de 2022, com diversas imagens captadas no espaço do Carvalhido no Porto.
O registo dos concertos, das exposições e instalações artísticas, bem como do jardim selvagem da casa e como é habitual nas actividades dinamizadas pela Sonoscopia, há sempre refeições vegetarianas confeccionadas pelo "chef" Gustavo Costa para toda a comunidade.

Zinescopia #1, Fevereiro de 2022, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 14,2x20,1cm. Tiragem: 50 exemplares. Edição: Sonoscopia. Porto.

Zinescopia #2
Este número assinala o segundo percurso temporal e visual, disfuncional e errático, sobre a actividade da associação Sonoscopia durante os meses de Fevereiro e Março de 2022.
Nesse período, realizaram-se três sessões de Microvolumes com Sara Persico, Will Guthrie e de Emilie Skrijelj & Tom Malmendier.
Assinalam-se também as gravações perto de Pedroso durante a residência de Henrique Fernandes na Associação Fogo Lento. Em finais de Fevereiro, realizou-se o workshop de construção dos sintetizadores analógicos e digitais.
Destaque total para o concerto de Fred Frith & Susana Santos Silva e a oficina "Tuning People Birds and Flowers", ambas no âmbito da iniciativa "Cultura em Expansão".
As últimas páginas são dedicadas à culinária comunitária, com receitas e refeições confeccionadas pela cozinheira Catarina Lopes.
Zinescopia #2, Abril de 2022, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 14,2x20,1cm. Tiragem: 50 exemplares. Edição: Sonoscopia. Porto.

Zinescopia #9
O Zinescopia é o fanzine da associação portuense Sonoscopia, que se assume como um espaço de reflexão e criação, onde vários artistas relacionados com a música experimental, improvisada e electroacústica cruzam ideias e desenvolvem trabalhos consistentes num espaço físico com condições técnicas e humanas dignas. A Sonoscopia pretende criar uma dinâmica inclusiva tanto para o colectivo criativo da Sonoscopia, como para outros criadores locais e nacionais, facilitando as experiências internacionais.
O nono volume do Zinescopia procura traçar um percurso visual e temporal sobre alguma da actividade desenvolvida pela Sonoscopia durante os meses de Maio e Junho de 2023.
Com uma cuidada impressão gráfica, temos a oportunidade de rememorar os diversos eventos onde participaram os artistas ligados à Sonoscopia, bem como o registo fotográfico das actividades organizadas pela Associação, como concertos, edições, workshop, residências artísticas, etc.
Zinescopia #9, Julho de 2023, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 14,2x20,1cm. Tiragem: 50 exemplares. Edição: Sonoscopia. Porto.

Zinescopia #10
O décimo número do Zinescopia cobre as actividades realizadas pela Associação Sonoscopia no período compreendido entre 01 de Julho e 20 de Setembro de 2023. Nesse espaço temporal estiveram em residência os  artistas Inês Luzio e Beatriz Rola e também Eric Mattson.
Realizaram-se diversos concertos e apresentações ao vivo de Stereoboy, Ece Canli, Heroins of Sound c/ Angélica Salvi, Ikue Mori e diversos eventos Microvolumes.
Como é habitual nos eventos organizados pela Sonoscopia, o convívio, a interacção e também a gastronomia assumem sempre um lugar de destaque.
Zinescopia #10, Outubro de 2023, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 14,2x20,1cm. Tiragem: 50 exemplares. Edição: Sonoscopia. Porto.

Zinescopia #13
Digressão visual sobre as principais actividades desenvolvidas pela Sonoscopia entre os meses de Abril e Junho de 2024.
Este Zinescopia foi construído por Vicente Mateus e foi impresso em risografia no Estúdio Arco Ignis, apresentando um poster comemorativo dos 25 anos do colectivo, dobrado nas páginas centrais.
Referências para os eventos "Microvolumes", "Infantário Revolucionário", séries de workshops "Sound Adventures" com Wouter Jaspers, transmissão rádio e várias residências artísticas.
Zinescopia #13, Julho de 2024, 24 págs, impresso em risografia, 13,7x,19,5cm. Tiragem: 50 exemplares. Edição: Sonoscopia. Porto.

Zinescopia #14
Nova actualização sobre a actividade da Sonoscopia referente ao período entre Julho e Setembro de 2024 e novamente com grafismo de Vicente Mateus e impresso em risografia no Estúdio Arco Ignis.
Destaque para o evento colectivo "No Noise" com a participação de diversos artistas nacionais e internacionais e para a inauguração nas instalações da Sonoscopia da "Rua Biblioteca", graças à doação de centenas de livros por Vítor Rua.
Zinescopia #14, Outubro de 2024, 24 págs, impresso em risografia, 13,7x,19,5cm. Tiragem: 50 exemplares. Edição: Sonoscopia. Porto.

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