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21 julho 2026

Shock

Shock #0
Primeiro número (experimental) do fanzine Shock, subordinado ao tema "O Chapéu" e os desenhos e bandas desenhadas têm como denominador comum a inclusão de chapéus.
Luis Beira dá o mote, escrevendo sobre os diversos tipos de chapéu e a sua utilização. Seguem-se diversas ilustrações por Luis Costa, Luis Nunes, Pedro Morais, Augusto Trigo, João Neves, Luvi, Artur Correia, José Ruy, Estrompa e Eugénio Silva e bandas desenhadas por Francisco Lança, José Abrantes, Hervé Chételat, Fernando Bento, Mitsushirato, Edgar Marcelo.
O fanzine encerra com textos de Geraldes Lino sobre o Festival de BD de Lisboa 83 e também sobre as actividades desenvolvidas pelo Centro Português de Banda Desenhada (CPBD).
Shock #0, Julho de 1983, 24 págs, offset a 2 cores, 21x29,7cm., Tiragem: 500 exemplares. Lisboa.

Shock #2
Neste número dedicado ao belga Edgar-Pierre Jacobs, a Tertúlia é aberta por Luiz Beira. Os célebres personagens Blake, Mortimer, Olrik são parodiados pelos seguintes desenhadores: Augusto Trigo, Artur Correia, Luis Louro, Vassalo Miranda, Estrompa, José Paulo, Luis Diferr, Rá, Renato Abreu, H. Carrilho e Rebelo da Silva.
Há também uma página com notícias breves sobre alguns acontecimentos relacionados com a banda desenhada nacional.
Segue-se uma entrevista (um questionário, mais propriamente) superficial e desinteressante ao Dr. Chaves Ferreira.
Termina com um artigo biográfico sobre Edgar-Pierre Jacobs escrito por António José Simões.
Shock #2, Novembro de 1989, 18 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel de cor, 21x29,7cm.,  Lisboa.

Shock #5
O quinto número do Shock surge renovado com um novo grupo de editores, constituído por Estrompa, António Simões, Luis Louro, Gisélia Lourenço e José Paulo. Este número é dedicado à dupla René Goscinny e Albert Uderzo e os diversos participantes homenageiam a sua principal criação - Astérix e Obélix. Há uma mescla de autores consagrados e de jovens emergentes.
Os autores dos desenhos e pranchas inspiradas na dupla de irredutíveis gauleses, são: Augusto Trigo, José Abrantes, Victor Borges, João Cabrita, José Pedro Costa, João Cabrita, Diniz Conefrey, Manuel Brum, Pepedelrey, Rui Lacas, Luis Louro, Francisco Legatheaux, Renato Abreu, José Paulo Marques, Hélder Carrilho, José Ruy e Estrompa.
Há também uma secção de notícias, referenciando a realização da Feira do Livro de Lisboa e principalmente o lançamento do primeiro número de LX Comics.
Segue-se um entrevista de perguntas e respostas directas a José Ruy e para finalizar, um texto assinado por Luis Filipe Sebastião, homenageando a dupla de criadores de Astérix.
Shock #5, Maio de 1990, 24 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel de cor, 21x29,7cm., Tiragem: 120 exemplares. Lisboa.

Shock #9
O autor homenageado neste número é Hugo Pratt e o seu Corto Maltese. Contribuem com desenhos Augusto Trigo, Marina Palácio, Xanxa Cabrita, Guima, João Fazenda, Rui Lacas, Luís Louro e Ricardo Blanco.
Há também diversas banda desenhadas curtas como 'Balada do Ego Falhado' de Pepedelrey, 'Porto Maltês' de Brum, 'O Perfume do Sonho' de José Abrantes, uma crise de inspiração desenhada por Irene Trigo, a divertida 'Tosco Malteze' de Estrompa, e 'Histórias de Aventureiros por Lisboa' por José Paulo.
Depois dos cartoons e das bd, apresenta-se uma página com frases curtas, onde os autores expressam as suas opiniões pessoais sobre Hugo Pratt e a sua obra.
Segue-se uma entrevista rápida e incisiva a Vasco Granja. Para terminar, Pepedelrey pubica o texto 'Um Pratt Salgado, Por Favor'
Shock #9, Junho de 1991, 24 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel de cor, 21x29,7cm., Tiragem: 100 exemplares. Lisboa.

Shock #13
Em véspera de comemorar uma década de existência, este número é inteiramente dedicado a homenagear o autor Enki Bilal. Participam com desenhos e bd, inspirados na obra do autor nascido na antiga Jugoslávia, os seguintes autores: Deodato, Estrompa, João Fazenda, Manuel Brum, José Ramalho, Pepedelrey, Miguel, Pedro Brito, Ricardo Blanco, Tozé e Rui Abrantes. Maré participa com uma pequena biobibliografia de Bilal.
O desenho inserido na capa é da autoria de Miguel, a maqueta e o arranjo gráfico é de Estrompa. A composição ficou a cargo de Sofia Cruz e de Ana d'Almeida.
Shock #13, Fevereiro de 1993, 20 págs, offset a 2 cores, 21x29,7cm., Tiragem: 100 exemplares. Lisboa.

Shock #18
No editorial, Estrompa assinala que o Shock venceu o prémio de melhor fanzine no Festival Amadora BD pelo segundo ano consecutivo. Jorge Margarido é o autor de duas bd, ambas em tons negros e desfechos trágicos. 
"Breve História dos Heróis de Banda Desenhada no Cinema", é um breve apanhado de filmes protagonizados por personagens de bd. Por seu lado, Tozé Lopes publica o quarto tomo da série "A BD e a Música".
Rui Gamito assina "Dente por Dente" um bailado ao ritmo de tiros e execuções sumárias, em estilo Cães Danados anos 20. "A Sede do Mal" é outra aparição de Gamito em estilo gangster performativo.
Nas páginas centrais, surge o suplemento "Café no Park", em papel tipo jornal, publicando uma crónica de M.A.L.S., e pranchas de Amadeu Pinto, Estrompa, M. Jorge com uma história de Leopoldo já publicada em O Piolho #2.
Ana Branco retoma uma bd com gaivotas, Tejo e ponte ao fundo, publicada anteriormente no Boom #2.
Carlos Gonçalves disponibiliza um detalhado artigo sobre o famoso detective Dick Tracy, também transposto para o cinema.
Nas últimas páginas, é publicada 
"Fraternidade" um episódio de guerra em bd muda e negra, da autoria de Vitor Borges e Paulo Moreiras.
Shock #18, Fevereiro de 1996, 36 págs, impresso a preto & branco, 20,5x27,5cm., Tiragem: 100 exemplares. Lisboa.

Shock #27
O Shock completamente mergulhado em estilo noir, pelas mãos de Estrompa e de José Lopes. O cenário é a América mitificada dos gangsters e das mulheres fatais, gente ambiciosa e gananciosa sem escrúpulos ou moral.
São publicadas as bandas desenhadas "Ciúme" e "Vingança Macabra" e "O Destino Escreve-se Por Linhas Tortas", por Estrompa e José Lopes.
Há ainda o texto "Balada para 3 Defuntos" escrito por Arold Rubins, "Mulheres nu Shock" por Apolinário S. e "Pesadelo" por Pérce Vactiv.
Shock #27, Dezembro de 2007, 32 págs, fotocópia a preto & branco; capa a cores, 19,6x27,2cm. Lisboa.

29 junho 2024

56 - Cinquenta e Seis

56 - Cinquenta e Seis é um curioso fanzine publicado pela Associação Jogo de Imagens, da autoria de Pedro Paes, certamente um pseudónimo de Pedro Morais.
A sequência de desenhos aqui apresentados derivam da mesma linhagem de "Histórias da Cidade_Canyon", a mesma estranheza e desolação, situados num local e tempo indefinidos. Por um lado, aparentam características futuristas, mas vislumbram-se acumulações sucessivas de signos e sinais de épocas distintas, com muita matéria em decomposição.
Em todos os desenhos está inscrito um número e uma data - a primeira data remonta a 27.JUL.1987 e a última data é 02.JUN.1996, podendo indiciar que os desenhos foram executados ao longo desse intervalo temporal. No total, são publicados 26 desenhos numerados de 01 a 49, pressupondo-se que foi feita uma selecção dos desenhos e que eventualmente alguns foram descartados. Qual será o significado do número 56?
Na página inicial, está escrito "Mutação" e também a sua tradução em inglês. Depois, há pouco mais texto - apenas a referência a metalith crónica, uma doença dos metais.
Ao longo da sequência de desenhos surge somente um homem isolado em diversos cenários proto-futuristas, e de forma persistente também uma maleta cujo conteúdo nunca é revelado - uma espécie de M
acGuffin hitchcockiano.
O jovem divaga através da paisagem com os olhos fixos em alguma coisa que poderia ser a eternidade ou a chave da eternidade, se não fosse por os seus olhos serem rasos, estarem vazios, nada dizerem, como marcos assinalando um tempo que findou.
56 - Cinquenta e Seis, Fevereiro de 1998, 32 págs., impresso a preto & branco; capa a cor, 14,6x21cm. Tiragem: 200 exemplares. Edição: Jogo de Imagens. Lisboa.

02 julho 2023

Hamburger

Numa época em que as ondas de choque da revista Visão já estavam completamente esbatidas, Hamburger pretende publicar bd de jovens autores ainda desconhecidos. Com direcção de José Kuski e arranjo gráfico de Luís Nunes, e edição conjunta de três Associações de Estudantes do Ensino Superior de Lisboa, Hamburger tem uma excelente apresentação.
Começando com a bd "Abismo" de Nuno Nisa, com as suas cosmogonias, imbuídas de forte lirismo e misticismo.
Na rúbrica "Discoburger", Luís M. S. Mello escreve sobre o disco "Long Distance Voyager" dos The Moody Blues. Segue-se uma reportagem sobre a décima edição do Festival de Cinema da Figueira da Foz, assinada por José Pestana.
Francisco Lança apresenta a bd "Pai, Tira os Olhos do Céu", em tom de questionamento filosófico e existencial.
"Manisfesto" de Pedro Morais, compõe-se de duas páginas com desenhos de várias perspectivas de um carro de Fórmula 1.
Luis Nunes apresenta uma bd intitulada "Vortex", com uma ameaça nuclear a ensombrar a humanidade.
"Balué" de Cadi [Carlos Dinis (Conefrey)], escorrendo jactos de lava negra, vislumbres de rinocerontes, máscaras africanas e uma demanda infindável.
Alexandra apresenta "O Herói da Meia Noite" onde estranhos duendes entoam uma ladainha, enquanto criaturas fantasmagóricas e primitivas sobrevoam o céu, ameaçando quem se atreve a sair à rua depois da meia noite.
Uma espécie de Sol (ou buraco) negro é fotografado, mas o fotógrafo não vai escapar impunemente em "Agora... O Fim" de Carlos Carvalho.
A fechar "O Caso do O.V.N.I. Perverso", uma bd humorística de J. Pitágoras, que destoa um pouco do restante conteúdo. 
Passados mais de 40 anos, o único número editado de Hamburger, continua a constituir um estranho monólito insondável, propulsionado a magias negras e projectado para o espaço sideral.
Hamburger #1, Novembro de 1981, 44 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 1500 exemplares. Edição: Associações de Estudantes do Técnico, Arquitectura e Ciências. Lisboa.

14 junho 2023

Sine Die

Sine Die #10
Este número do Sine Die serviu de catálogo para a exposição "Histórias da Cidade_Canyon". Começamos por ser apresentados às personagens, que são os habitantes da Cidade_Canyon, situada num local e tempo indefinidos. A Cidade-Canyon assume traços futuristas, mas vislumbram-se as acumulações sucessivas de signos e sinais oriundos de tempos diversos, como seja uma cruz celta, uma cabine de telefone fixo e no mesmo plano, surge uma nave voadora.
No editorial, Pedro Tudela assinala que "A primeira vez que vi a Cidade Canyon percebi que já lá tinha estado." De facto, sobejam os elementos estranhos, mas simultaneamente familiares e reconhecíveis, sejam eles os elementos paisagísticos ou as características psicológicas e de carácter das personagens.
O cenário futurista, não é apresentado de forma imaculadamente limpa e organizada, está degradado, caótico e desolado, com faróis espalhados pela paisagem, como marcos assinalando um tempo que findou.
Sine Die #10, Julho de 1989, 16 págs., impresso a preto & branco; capa e páginas centrais a cores, 15x19,8cm. Tiragem: 1000 exemplares. Edição: Pierre D'H. Porto.

Sine Die #12

Fanzine da responsabilidade de Pedro Morais, compilando diversos esboços e estudos para ilustrações, capas para cassetes, postais, bandas desenhadas e algumas versões de desenhos de outros artistas. Reúne também documentação para uma bd cujo título provisório era "Horas Mortas". Nas últimas sete páginas, vemos desenhos de manequins famosas em páginas de catálogos de moda ou em capas de revista do género da Vogue ou da Elle.
Em suma, o fanzine apresenta um conjunto de trabalhos que de outro modo ficariam para sempre guardados na gaveta do autor.
Sine Die #12, Fevereiro de 1995, 24 págs., fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 12 exemplares (2.ª edição). Edição: Pierre D'H. Porto.

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