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02 dezembro 2023

Bomboca

Logo na primeira página, num balão que, curiosamente, não tem origem na boca da personagem, a afirmação - "I am a good girl". E nós acreditamos! Sabemos que o mundo pode ser uma lugar bastante cruel e que no jogo do amor nem todos ficam a ganhar.
Christina Casnellie vai desfiando um universo muito particular moldado por desenhos simples ou muito minuciosos, intercalados por frases em inglês, afirmações ou declarações desencantadas, inquietas, sentimentais, almejando um amor incondicional maior que a vida, sabendo de antemão que é um desejo impossível de satisfazer. Porque na vida real, aquilo com que se sonha, normalmente não acaba particularmente bem.
Alguns desenhos constituem quadros isolados, outras vezes apresentam uma determinada sequência narrativa ao jeito da banda desenhada.
As máscaras que se vão assumindo e trocando no plateau dos afectos e das relações, os sentimentos exacerbados. 
O tom geral de Bomboca é bastante confessional e desiludido, com a solidão a espreitar ao virar da página, mas sempre intuindo que depois da queda no fundo, vai subsistir um alento para recomeçar tudo de novo outra vez, de coração aberto.
Bomboca, Dezembro de 2010, 48 págs., offset a preto & branco; capa a 2 cores, 16,8x24cm. Tiragem: 300 exemplares. Edição: Plana Press. Porto.

27 dezembro 2022

Home is Where the Heart Is

Fanzine desenhado e impresso em Berlim por Délia Silva & Christina Casnellie. A impressão é em serigrafia a 3 cores (verde, vermelho e azul), adicionado da aplicação de uma camada em tom prateado na capa. Os exemplares são numerados e encadernados manualmente, com as páginas cosidas com linha verde.
Não se vislumbra uma linha narrativa sequencial, coexistindo o texto em inglês com diversos elementos gráficos e figurações, procurando intuir sensações e estados de espirito sentido existencial. 
Home is Where the Heart is, Junho de 2010, 16 págs, impressão serigráfica a 4 cores, 12x15,6cm. Tiragem: 60 exemplares. Berlim.

23 fevereiro 2010

Cry Baby

Christina Casnellie editou Cry Baby num estilo muito pessoal, desfiando pequenas histórias de pendor reflexivo e/ou autobiográfico, utilizando ou a linguagem da banda desenhada (curtas de duas páginas, no máximo), ou um formato mais próximo da ilustração. Os textos maioritariamente em inglês, versam vários temas, com pendor especial para as questões de género, feminismo, relações de poder e preconceitos vários são as principais linhas condutoras de Cry Baby, sendo natural a sua inserção (criação?) no contexto dos trabalhos e das exposições “All My Independent Women”.
Na última página é apresentado um texto em colunas e letra de imprensa com ilustrações vintage apontando vários conselhos “úteis” aos jovens esposos e cavalheiros, num registo de ironia e humor próximo das histórias da pilinha do saudoso Zundap.
Cry Baby, 2006, 20 págs., fotocópia a preto & branco; capa em cartolina de cor, 14,8x21cm. Edição: Edições Doi Doi.

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