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30 maio 2026

Blood Oath

Blood Oath foi originalmente criado em 2021 para a convenção online Fujocon e depois reimpresso para a Y/CON 2024 realizada em Paris, a maior convenção europeia dedicada às homo-ficções. Esta 10.ª edição foi especial para os fãs de SK8 the Infinity, constituindo um ponto de encontro privilegiado para os criadores de fanzines inspirados na série nipónica.
Daniela Viçoso, com mestria, explora os primórdios da relação entre Tadashi e Ainosuke (par TadaAi), o filho dos criados, um pouco mais velho, e o filho dos senhores.
O substracto da história reside nos laços romanescos que os envolvem, com pactos de sangue e promessas de amor eterno, num contexto latente de tensão de classes (patrão / empregado).
Blood Oath, Novembro de 2024, 16 págs, impresso a cores, 14,5x21cm.

23 outubro 2025

Espaço Marginal

Espaço Marginal #0
Espaço Marginal teve a sua génese no Instituto Politécnico de Beja, organizado pelos docentes Ana Lopes e Marco Silva. Incluindo ilustração e banda desenhada de alunos, docentes e alguns autores convidados, esta edição não esteve sujeita a qualquer imposição temática ou estilística, tendo como únicas especificações o formato quadrado e arte final monocromática. 
A ilustração apresentada na capa é de Ana Lopes, com produção em serigrafia de António Inverno. Nas páginas centrais, o convidado Geraldes Lino faz uma breve apresentação da Tertúlia BD de Lisboa.
No interior, são publicados desenhos de Ana Gomes, Célia Mestre, João Alves, Viviane Soares Silva, João Mendes, Clemente Tsamba, Tiago Brito.
As ilustrações são de Ana Velhinho, Catarina Santos, Manuel Ribeiro, Catarina Sobral, Henrique Pereira, Marta Pinheiro, Sara Castanho e Daniela Viçoso.
Na banda desenhada, são apresentadas pranchas de Pedro Horta, Catarina Gil, Manuel Ribeiro, Henrique Pereira, Bruno Rafael, Phermad, Marco Silva e Ana Lopes.
Na ilustração científica, temos excelentes exemplares de Ana Lopes, Ana Rita Afonso, Catarina Lima, Miguel Azevedo, Lúcia Antunes e Aldo Passarinho.
Espaço Marginal #0, 2013, 64 págs, impresso a preto & branco; capa em serigrafia, 19,5x19cm, Tiragem: 120 exemplares. Edição: Laboratório de Arte e Comunicação Multimédia do IP Beja.

Espaço Marginal #1
Decorrido um ano após o lançamento da edição inicial, o segundo número de Espaço Marginal mantem as suas coordenadas essenciais: compilação de trabalhos de ilustração, banda desenhada e design de diversos autores lusófonos.
São apresentados desenhos e ilustrações de Diana Marques, Catarina Santos, Célia Mestre, Cristina Dias, João Alves, Aina Bexell, Lúcia Antunes (ilustração científica), Pedro Leite, Catarina Bico, João Machado, Catarina Lima, Sebastião Peixoto, Cristina Santos, Marco Silva, Ana Lopes, Catarina Gil, Ana Velhinho, Rui Ferreira, Marta Pinheiro, Daniel Antunes, Susa Monteiro, Paulo Monteiro e Mafalda Duarte.
As bandas desenhadas são curtas, que não excedem as cinco pranchas de Cau Gomez, da dupla Kwashu e Max, Manuel Ribeiro, Pedro Horta, Bruno Rafael, Pedro Leite, Henrique Lobo e Fernando Madeira.
Geraldes Lino contribui com um texto sobre o pouco comum fanzine de tipo biográfico, referenciando a publicação de A Banda Desenhada na Obra de Carlos Botelho, editado por J. Machado-Dias.
Espaço Marginal #1, 2014, 80 págs, impresso a preto & branco; capa em serigrafia, 20x20cm, Tiragem: 120 exemplares. Edição: Laboratório de Arte e Comunicação Multimédia do IP Beja.

03 março 2025

A Casa dos Lilases

Segundo nota explicativa da autora A Casa dos Lilases é uma obra puramente ficcional, que se baseia em diversas obras literárias do século XIX, designadamente de Eça de Queirós e Camilo Castelo Branco.
São vários os tópicos aflorados neste trabalho de Daniela Viçoso, desde a forma como são abordados os clássicos literários no ensino secundário, até à temática dos artefactos culturais perdidos.
No fanzine, a realizadora da série televisiva fictícia "é baseada na Noémia Delgado, uma realizadora do novo cinema português. Ficou conhecida pelo documentário "Máscaras" (1976) e pela adaptação para TV dos "Contos Fantásticos" nos anos 80, uma compilação de contos de ficção especulativa (terror, ficção científica, fantasia), algo bastante inédito à data em Portugal."
Nesta obra, apresenta-se A Casa dos Lilases como o único livro escrito por José de Fonseca em 1882, e que um século depois teria sido objecto de adaptação para uma série televisiva, contemporânea da telenovela "Vila Faia".
Daniela Viçoso compõe magistralmente os cenários e os personagens, realçando a caracterização epocal e os costumes vigentes, sobressaindo a misteriosa e melancólica personagem do primo Ribeiro.
A própria autora reconhece que muito mais havia a "explorar com esta história (sobretudo outras relações e diálogos entre personagens), mas não deu.", ficando o desenvolvimento da narrativa à consideração da imaginação de cada leitor.
A Casa dos Lilases [Colecção Toupeira #18], Junho de 2024, 28 págs, impressão a preto & branco, 17x24cm., Tiragem: 400 exemplares. Edição: Bedeteca de Beja.

21 abril 2024

Fui ao Evento de Anime

Fui ao Evento de Anime da autoria de Daniela Viçoso foi lançado durante o Anisama, evento dedicado à animação e à cultura japonesa, realizado na Escola António Arroio, em Lisboa.
A autora apresentou o fanzine como "uma série de BDs e apontamentos em formato one-shot. São histórias de personagens e suas relações, quotidianos, ansiedades, gostos e desgostos. Têm como elo de ligação o gosto por hobbies geek, mangá, anime, fandom, eventos, cosplay, entre outros."
Daniela Viçoso é uma autora com um excelente domínio técnico e narrativo, as suas histórias, apesar de curtas, conseguem abarcar uma grande variedade estilística e temática, umas mais leves e divertidas, enquanto outras apresentam maior densidade emocional.
Este fanzine foi lançado em duas versões distintas - uma em papel esverdeado e outra em papel rosa.
Fui ao Evento de Anime, Setembro de 2022, 20 págs, fotocópia a preto & branco em papel colorido, 14,9x21cm. Lisboa.

28 outubro 2023

O Meu Colega

O Meu Colega (My Classmate) é um exercício de banda desenhada realizado por Daniela Viçoso para a concurso japonês Silent Manga Audition (SMA), em Janeiro de 2022, cujos temas eram: a pressa, a raiva e os sorrisos.
A história, sem recurso a qualquer texto, é protagonizada por Gaspar, um aluno obcecado por mitologia, que tem uma embirração especial por Fausto, um colega que considera ser apenas um "sabe-tudo" sonso. Por sua vez, Fausto aparenta ser tranquilo e relaxado, escondendo-se atrás de sorrisos. Mas as aparências nem sempre são o que parecem à primeira vista.
Para esta história, Daniela Viçoso inspirou-se em criaturas sobrenaturais (alp) características do folclore alemão. Estas criaturas, similares a elfos ou a vampiros, possuíam a capacidade de mudar de forma e eram associados a doenças e pesadelos.
O fanzine, ao estilo manga, lê-se da direita para a esquerda, e centra-se exclusivamente nas relações entre personagens do sexo masculino. O fanzine inclui algumas páginas com desenhos de estudo e desenvolvimento das personagens.
A bd está integralmente disponível no site do SMA e em Bandas Desenhadas. A história foi também impressa como fanzine para o Y/CON 8 Paris. A autora pondera desenvolver um pouco mais as personagens, mesmo alterando a narrativa.
O Meu Colega, Abril de 2023, 24 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm.

03 setembro 2023

Basket666

Basket666 foi desenhado por Daniela Viçoso, com argumento de Catarina João. A história, da responsabilidade de ambas as autoras, é o primeiro capítulo duma história ao típico estilo shounen, envolvendo desporto e amizade. O fanzine narra as vicissitudes de dois jovens, Ega e Baltasar, que pretendem inscrever-se num torneio de basquetebol na Escola que frequentam, mas não têm jogadores suficientes para constituir uma equipa, à semelhança do que já aconteceu nos anos anteriores.
Após várias tentativas e diligências infrutíferas para conseguir recrutar mais jogadores, decidem recorrer ao sobrenatural, através de um ritual satânico. Surge-lhe o demónio em pessoa, com um pacto em punho, e acompanhado por quatro jogadores vindos directamente do inferno, mas que aparentemente não dispõem de aptidões especiais para o basquetebol. Os dois jovens ficam amedrontados e apreensivos, pois o pacto diabólico poderá custar-lhes a alma... A história fica em suspenso, indiciando a possibilidade de continuação.
Basket666, 2013, 28 págs, fotocópia a preto & branco; capa a cores, 14,2x20cm.

21 abril 2023

Parasitas

Parasitas é uma antologia de banda desenhada que reúne trabalhos de diversos autores que se apresentam sob pseudónimo. A capa foi desenhada por Rudolfo (O Gordo) e a primeira banda desenhada é de Afonso Ferreira (Cilantro) e dá o mote parasitário, uma vez que após ingestão de um megg parasita, o Artur maçã acaba com os seus órgãos internos digeridos pelo megg que depois abandona o corpo anfitrião.
Segue-se uma sequência onde um corpo feminino imberbe é perfurado em todos os orifícios corporais por tentáculos invasores, em estilo oriental por  Ana Matilde Sousa (Hetamoé).
A descrição de um dia normal, desde o acordar matinal até ao deitar tardio, numa sucessão de rotinas entre a manutenção do corpo (banho, vestir, comer) e o trabalho e a recreação virtual por André Pereira (Robô Independente).
Paula Almeida (Pui) apresenta duas pranchas com uma personagem feminina afirmativa e apaixonada por um esqueleto falante.
"Hobolove" é uma banda desenhada completamente tresloucada de Zé Burnay (Fart Limpson) onde um velhote drogado quer dividir com alguém uma pedra de crack e a acaba por apaixonar-se por um parasita que surge por efeito da alucinação.
"Tuáilaite!" é a única banda desenhada do conjunto que excede as duas páginas e onde Daniela Viçoso (Bambi) apresenta dois personagens masculinos, com ares de campinos, com barrete e tudo, que se enrolam numa cena homossexual.
Parasitas, Dezembro de 2013, 20 págs, impressão a preto & branco; capa a duas cores, 14,9x21cm. Edição: Imvencible Comics.

22 março 2023

Minizine

Bruno Campos (editor de Arkham, Aardvark, Bizarro), regressa aos fanzines para matar saudades dos velhos tempos. Os encontros e os desencontros são transversais às diversas bandas desenhadas, começando pela primeira, intitulada "Um Erro" com guião de Chaka Sidyn e desenho de José Lopes. Segue-se um texto "Como Gado", incidindo na despersonalização do humano e no procedimentalismo das instituições.
Depois na "Ladainha da Espera", Álvaro compõe a ilustração de um homem à espera de não se sabe muito bem o quê..
Outro elemento que é transversal ao "Minizine" é a autoria de todos os guiões ser de Chaka Sidyn (que deverá ser mais um pseudónimo de Bruno Campos). Com desenho de Pedro Miranda, a banda desenhada "As Grilhetas Invisíveis", são as mais poderosas, pois não tolhem apenas os movimentos, mas sim a mente das pessoas.
"Perfeita" é uma sequência de características que tornam uma mulher perfeita, mas no final tudo pode não passar de uma perfeita ilusão.
A última BD, intitulada "Um Dia", com desenho de Daniela Viçoso em estilo gráfico tipo manga, com uma surpreendente história boy meets girl.
Minizine #1, Novembro de 2012, 28 págs, impresso a preto & branco, 10,3x14,8cm. Tiragem: 50 exemplares. Edição: Sanktio.

27 janeiro 2023

Italian chocolate, pizza & marshmallow, windy nights

Com o extenso título "Italian chocolate, pizza & marshmallow, windy nights", Daniela Viçoso apresenta em inglês, o seu primeiro doujinshi, relatando uma tarde em que os dois personagens principais (Someoka e Fubuki) se reencontram, e acabam por relacionar-se sexualmente. Someoka é um treinador de futebol, encorpado e com traços fisionómicos masculinos; Fubuki é um jogador de futebol andrógino e com aspecto juvenil. 
A banda desenhada começa com o reencontro dos protagonistas, após o regresso de Someoka de Itália, estando Fubuki à sua espera. Os personagens conversam sobre o que aconteceu nas suas vidas enquanto estiveram separados, vão a uma gelataria comer gelados italianos e depois vão para casa de Fubuki onde se envolvem sexualmente, com cenas explicitas de felação e coito.
No tocante ao desenho e composição, Pedro Moura escreveu em Ler BD o seguinte:
"Uma composição sóbria e retórica, com algumas estruturas montadas em linhas diagonais e vinhetas concentrando-se em gestos, sobretudo íntimos, de toques e olhares. A artista é cultora de uma figuração plástica, estilizada, um equilíbrio entre o arredondado e o anatómico, respeitando o espectro do shoujo mangá, mas em alguns aspectos mais próximo do ratio do shonen. No entanto, emprega um traço mais fluido e nervoso, que garante um charme particular às suas figuras, uma maleabilidade que lhe permite ora empregar técnicas de distorção e simplificação para efeito cómico, como uma maior modelação para expressar emoções. A autora é particularmente feliz na representação de gestos, posições e interacções físicas entre as personagens, fruto de uma compreensão da anatomia dinâmica para o desenho narrativo."
De facto, apesar de eu não ser apreciador de cenas pornográficas gays, ainda por cima com contornos de pedofilia, tenho que concordar que este trabalho está muito bem conseguido e as cenas estão sobriamente enquadradas, com ambiente, romantismo e envolvimento emocional.
Italian chocolate, pizza & marshmallow, windy nights, 2012, 40 págs, impresso a preto & branco; capa a cores, 14,9x21cm.

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