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07 julho 2026

In the Dust of Our Planet

In the Dust of Our Planet #1
In the Dust of Our Planet é uma publicação independente da autoria de Daniel da Silva Lopes, que fica a meio caminho entre a revista e o fanzine, apresentado com grande qualidade gráfica e de impressão.
Este primeiro volume contém três histórias interligadas entre si e todas escritas em inglês, num estilo de bd pós-apocalíptica e sci-fi.
A primeira história é "Trim Them Down" apresentada a cores nas capas internas. A história acompanha a visita à Terra de um dos Solar Sailors, fornecendo apenas um contexto do que será a história.
As outras duas bd são a primeira parte de "The Same Old Mistakes" onde um jovem personagem investiga a ausência de comunicações de uma colonização humana num novo planeta.
Depois em "Down the Hole We Go" acompanhamos o último dia da vida de um caçador de demónios, cujas acções determinarão o futuro de uma personagem importante da banda desenhada.
A resenha publicada no blogue Vinheta 2000 diz o seguinte "No universo futurista de Solar Sailors, a raça humana encontra-se disseminada por toda a galáxia, sendo perseguida, escravizada e vítima de abusos por parte das outras criaturas e espécies dominantes. E caberá aos Solar Sailors - chamemos-lhe uma espécie de milícia armada que luta para se estabelecer enquanto comunidade - assegurar um lugar próprio da galáxia para aí viver. O autor não nos dá muitas mais informações além destas, o que eleva o nível de mistério da trama e aguça o interesse do leitor.
Com efeito, à medida que vamos lendo estas histórias, são mais as questões que formamos na nossa mente, do que, propriamente, as respostas que obtemos. E, quanto a mim, essa é uma forma hábil de manter vivo o interesse dos leitores pelas personagens, pelas suas demandas e pela origem deste universo distópico. Portanto, devo dizer que o formato de revista acaba por funcionar muito bem para o tipo de história em questão.
Também gostei da história principal de In The Dust Of Our Planet, mas como é algo que parece estar ainda longe de demonstrar o caminho que quer seguir em termos de enredo, ainda está um pouco imberbe na conceção. Até mesmo a breve história que aparece na revista In The Dust Of Our Planet #1, denominada Down The Hole We Go, que parece funcionar como prequela ao universo de Sweet Wind, me deixou bastante satisfeito.
Quanto às ilustrações, devo dizer que fiquei muito convencido com o trabalho de Daniel da Silva Lopes. O estilo de desenho é bastante diferenciado e as paisagens áridas imaginadas pelo autor fazem com que esta revista tenha uma aura muito própria. Com um traço a preto e branco estilizado, Daniel da Silva Lopes oferece-nos uma imagética bem concebida que fica na nossa retina já depois de finalizadas as leituras destas revistas.
É verdade que, em termos cénicos, as ilustrações nunca são muito detalhadas, mas isso não é algo que, quanto a mim, prejudique a imersão nas histórias, já que toda a aridez e desolação deste universo pós-apocalíptico também não pressuporiam uma paisagem cénica tão detalhada assim. Acaba por funcionar bem.
Gostei também da planificação que é feita, levando o relato a assumir uma postura mais dinâmica e cinematográfica.
Utilizando a parte interior das capas, são-nos dadas pranchas a cores que, a meu ver, funcionam bastante bem. E embora aprecie o registo do autor a preto e branco, considero que estas imagens a cores aumentam a minha vontade de ter lido a totalidade das revistas a cores, já que as paletas cromáticas utilizadas parecem tornar as ilustrações ainda mais vibrantes e impactantes."
In the Dust of Our Planet #1, Junho de 2023, 32 págs, impresso a preto & branco; capa a cores, 21x28cm, Tiragem: 100 exemplares (3.ª edição - Dez. 2023). Edição: Gorila Sentado. Porto.

In the Dust of Our Planet #2
A segunda parte de 'The Same Old Mistakes' procede à abertura deste novo tomo de aventuras no espaço sideral. Os tempos são sombrios para o que resta da humanidade e a última esperança reside nos Solar Sailors que viajam através do universo para libertarem todos os humanos que conseguirem.
A segunda história é 'Blood of a Reptile' concebida por Daniel da Silva Lopes imersa no chão implacável dos campos de concentração, onde se acumulam vidas exploradas, organizadas por níveis hierárquicos inflexíveis. Escravos, para trabalho e carne permanentemente disponível, nada mais. O poema de Carlos Barbosa pontua um final tingido de sangue e cor.
A última parte intitulada 'A Last Shadow' criada em conjunto por Daniel da Silva Lopes com Pedro Moura, explora os cantos sombrios da personalidade individual e os seus reflexos sociais.
In the Dust of Our Planet #2, Setembro de 2023, 32 págs, impresso a preto & branco; capa a cores, 21x28cm, Tiragem: 100 exemplares (3.ª edição - Dez. 2023). Edição: Gorila Sentado. Porto.

17 junho 2026

Setembro 23

Pequena brochura com desenhos de Matilde Feitor, fixando mulheres em posições tântricas, meditativas ou relaxadas. Vislumbram-se Vénus púdicas, cobrindo-se com as mãos. Animália diversa vigilante ou apenas de passagem. Algumas frases em inglês.
Um pequeno breviário tingido pelas dúvidas existenciais, as escolhas e os caminhos que se estreitam. 
Setembro 23, Setembro de 2023, 8 págs, fotocópia a preto em papel colorido, 10,5x14,8cm. Edição: Bancarrota.

03 junho 2026

Shithole

Shithole #1

Shithole é um regresso ao passado, anunciado como uma colecção de desenhos e rascunhos antigos (feitos entre 2009 e 2011), encontrados perdidos numa gaveta. De facto, é evidente a linha de continuidade entre Shithole e o Carneiro Mal Morto, mas neste novo fanzine a parte textual assume um relevo muito mais evidente, e os desenhos, embora bastante expressivos, funcionam como complemento e ilustração.
As primeiras páginas são dedicadas a uma pretensa nota de aviso dos editores e subsequente resposta do autor. Depois "The Garden", um local perigoso e amaldiçoado, onde acontecem inexplicáveis fenómenos.
Continua no mesmo registo em "Cedric: A Short Story", narrando o misterioso desaparecimento de Cedric, cocainómano e irritante. Pelo meio, surge um par de coelhos muito na onda Donnie Darko.
A metáfora do "trabalho perdido na gaveta" serve de pretexto para celebrar o café Estádio, encerrado em 2016, enquanto se vai desfiando a história de amor não correspondido entre Manel e Maria da Fé.
Entretanto, as personagens de "The Garden" regressam para a alucinação final, com promessas de novas edições. Tudo escrito em inglês e algum português.
Shithole #1, Dezembro de 2023, 24 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Edição: Dead Cat Publishers / The International Fanzine Front. Lisboa - Berlim.

Shithole #2
O segundo volume de Shithole retoma o dispositivo anteriormente experimentado de apresentar uma nota de aviso dos editores sobre a qualidade do material contido no fanzine e a subsequente resposta do autor.
A primeira bd é 'The Three Witches' subintitulada 'a bedtime story by the author formerly know as Rafael Gouveia, e o trio dá azo aos seus instintos incendiários.
Segue-se uma digressão pelo bairro mais podre que se possa imaginar, descrevendo a miséria humana e a sujidade que grassa por todo lado. Mas apesar disso tudo, é essa imundice geral que afasta o turista, o visto gold, a gentrificação e a especulação imobiliária. Vivemos tempos desesperados...
As páginas finais são dedicadas a 'Insurrection through Psychogeography (Part 1)' uma bd muda, acompanhando o personagem através de uma paisagem citadina em estilo japonês cheia de neons publicitários.

Shithole #2, Fevereiro de 2024, 24 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Edição: Dead Cat Publishers / The International Fanzine Front. Lisboa - Berlim.

24 maio 2026

Terminal

Terminal #0
O número inaugural do Terminal teve o formato de uma folha A3 dobrada em tamanho A5. Na apresentação do programa do fanzine, constava a vontade de constituir um espaço de divulgação de banda desenhada, ilustrações, caricaturas, textos, poemas e também alguma informação e entrevistas.
A ilustração da capa é da autoria de José Carlos Fernandes. Também é publicada "A Noite de Núpcias", um pequeno storyboard de Fernando Madeira para uma campanha antitabagismo.
Abrindo totalmente a folha, surgia um poster a anunciar a bd "De Trute Ise Aute Der.", uma história de Cris Carteiro e desenhos de Fernando Madeira.
Terminal #0, Verão de 1998, 4 págs., fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 150 exemplares. Edição: TerminalStudios. Faro.

Terminal #14
No seguimento das edições anteriores, também este número é dedicado ao Caos. A abrir, um desenho de Phermad, seguido de uma banda desenhada de Teresa Câmara Pestana, discorrendo sobre as vantagens da solidão, comparativamente com a companhia de certos amigos.
A banda desenhada mais extensa é "My Name is..." de Oljaca Mladen sobre um repórter farto do bulício da grande cidade, que parte em direcção à província, à procura de ser surpreendido por novas histórias.
O brasileiro Laerçon apresenta uma prancha preenchida com uma história de violência gratuita.
As páginas centrais são preenchidas com um desenho / poster de José Carlos Fernandes, que é altamente prejudicado pela digitalização, que pixelizou exageradamente todos os traços do desenho.
Serafim assina o desenho da capa e também um cartoon. Depois, o autor macedónio Zlatko Krstevski publica três pranchas, exibindo cada uma delas um estilo gráfico diferenciado.
"This is Generation" e "Desacontecimentos" são vislumbres dos problemas candentes no virar do século, apresentados por Aranha. A terminar, um desenho de Marcuse. 
Terminal #14, 2002, 20 págs., fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: TerminalStudios. Faro.

Terminal #15
Nesta fase, o Terminal estava já convertido em publicação anual e este número é composto maioritariamente por trabalhos relativamente antigos dos participantes. A capa e algumas páginas do interior são da responsabilidade de Vitor Hugo.
A conexão alemã de Teresa Câmara Pestana continua a valer pontos, pois alguns dos melhores trabalhos são de autores germânicos, destacando-se Wittek com duas excelentes bandas desenhadas - uma envolvendo extraterrestres que querem conquistar a Terra com feixes de raios transformadores, nazis zombies e turistas japonesas em trajes menores, tudo em delirante balbúrdia.
Mas há mais: desenhos avulsos de Maurício Tadeu e de Leonel Perna, bonecos Transformers de Luis Correia e vários textos de Clai.
Por seu lado, Teresa Câmara Pestana contribui com quatro pranchas, enquanto Diogo Carvalho disponibiliza uma prancha do seu "Herói Lusitano" em estado de necessidade.
O brasileiro Laerçon publica duas bd divertidas. No mesmo registo, Serafim também acrescenta duas páginas de bd e cartoon com bom humor.
As últimas páginas são compostas com desenhos de José Carlos Fernandes.
Terminal #15, 2004, 44 págs., fotocópia a preto & branco, 13,5x18,8cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: TerminalStudios. Faro.

T25A
Edição comemorativa dos 25 anos de existência do Terminal. Lançado inicialmente no Verão de 1998 por Terminal Studios - Núcleo de BD e Animação do Algarve, com o apoio da Delegação de Faro do IPJ, após um longo interregno, o fanzine de BD Terminal regressa em 2023 para assinalar o seu quarto de século, convidando 49 participantes oriundos de Portugal, Alemanha, Bélgica, Espanha e Marrocos.
Sob os temas Festa / Liberdade Criativa, este número é dedicado ao grande entusiasta da BD, Geraldes Lino, falecido em 2019. T25A foi coordenado por Terminal Studios e Drmakete, incluindo trabalhos de texto, desenho e ilustração da autoria de: Miguel Saial, Jorge Oliveira, Nuno Beato, Paulo Monteiro, Sara Glória, Daniel Maia, Vitor Hugo Rocha, Tiago da Silva, Maria João Levita, Ruben Botelho, Paulo José Martins / Paulo Viegas, Alexandra Pratas, Alice Magalhães, Luci, Leonel Perna, Marta Castro, Ana Lu, Suse, Bruno Boto da Cruz, José Carlos Fernandes, Nuno Murta, Serafim, Filipe Coelho.
As bd apresentadas neste número comemorativo foram criadas por: Phermad, Axel Blotevogel, Xavier Almeida, Martina Meier, João Pinto, Diogo Carvalho, Paulo D'Alva, Andreia Rechena, Paulo Montes, Carlos Rocha, Teresa Câmara Pestana, Joana Dias, Markus, Luís Guerreiro, João Mascarenhas, Oli Gfeller, Paulo Silva / Rui Alex, Marco Fraga da Silva / Rafael Antunes, Guifo, Hugo Vieira da Silva, Wittek, Inocência Dias, Inês Alecrim.
Como seria expectável numa publicação com estas características e com esta dimensão, os trabalhos são muito variados e alguns perdem alguma da sua força, devido à impressão a preto & branco, uma vez que originalmente foram elaborados a cores. Destaque especial para a excelente bd "Chocas" de Teresa C. Pestana. Com nota elevada também para "Uma Linda Quadra" de Luis Guerreiro, para "A Festa" da dupla  Marco Fraga da Silva (texto) e Rafael Antunes (desenho) e "Mandamentos Canalhas" de Guifo.
T25A, Junho de 2023, 124 págs., fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 150 exemplares. Edição: TerminalStudios. Faro.

Terminal #T24E
Esta edição compila um conjunto de bandas desenhadas anteriormente publicadas no BDjornal #27 lançado em Maio de 2011, onde o Terminal foi o fanzine convidado. Esta reedição constitui também uma homenagem ao editor Jorge Machado-Dias (1953-2020) responsável pelo 
BDjornal e editor da Pedranocharco.
São publicadas seis bd curtas de Xavier Almeida, com argumento de Kaja Sirok, sobre o Sr. Kovac e o seu estranho emprego na empresa Missed Calls Center. Filipe Coelho apresenta 'Era uma vez...' um mergulho nos mistérios edílicos e insinuantes da floresta pouco encantada. Phermad elabora uma história de cariz mais político, incidindo sobre o acesso ao ensino, os vícios do funcionalismo público e as atitudes ditatoriais. Diogo Carvalho transporta-nos para um futuro próximo onde o papel foi banido e a sua utilização criminalizada.
'Bobi' é um cão protector de uma criança, numa história de mistério e suspense composta  em 3D por Rodrigo Machado (argumento), Filipe Messias (escultura) e Luís Correia (fotografia).
A última bd é 'As Crónicas de Martim Nunes' por Nuno Sarabando, uma fábula de matriz histórica da época da fundação de Portugal.
Terminal #T24E, Outubro de 2024, 20 págs., impresso a preto & branco, 14x20cm. Tiragem: 30 exemplares. Edição: Drmakete / Terminal Studios. Faro.

02 maio 2026

Petit Bourgeois

>>>>Publicação<<de<<Hetamoé>>>produzida com>gráficos;;;;;computadorizados_-_ressoando><uma solidão desencantada que se..distendeee..ao longo dos circuitos.....do complexo da rede....neuronal;.:_..uma desesperança inapelavelmente fria e (((| |))) infinita na humanidade. ## A __juventude__em colapso iminente. 
Petit Bourgeois, Outono de 2023, 36 págs., impresso a cores sobre papel amarelo, 14x17,7cm. Tiragem: 30 exemplares. Edição: Massacre. Lisboa.

15 abril 2026

A Última Arte

A Última Arte é uma curta banda desenhada da autoria de Henrique Gandum (argumento e desenho) e Inês Pires (argumento), ambientada numa Lisboa deserta, num cenário sombrio e apocalíptico. Este trabalho foi concebido no âmbito de uma disciplina de curso na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, tendo sido posteriormente um pouco mais desenvolvido.
O personagem principal vagueia distraidamente de bicicleta pela cidade (a primeira parte do filme "Eu Sou a Lenda" é referencial) acabando por entrar no que resta da Faculdade de Belas Artes. Os vestígios do ensino artístico e os sinais de morte, convivem silenciosamente, despertando reminiscências de um mundo que não voltará a ser como dantes.
A Última Arte, Janeiro de 2023, 8 págs, impressão digital a preto & branco, 14,9x21cm. Edição: Mudnag.

13 março 2026

Aprender a Ser Mais Sincero

Aprender a Ser Mais Sincero foi a primeira publicação individual de Emília Silva, reunindo diversos desenhos e ilustrações. Neste fanzine de pequeno formato, as técnicas utilizadas pela autora são muito variadas, desde colagens, desenhos a tinta-da-china, lápis de cor, pastel, digital, etc.
Observa-se também uma grande heterogeneidade estilística, onde se vão experimentando diferentes formas representativas, onde os humanos e os animais domésticos (cães e gatos) interagem em grande convivialidade.
Além do título na capa, não existe qualquer outro texto nas páginas seguintes. Toda a expressividade emocional é transmitida através dos desenhos e dos signos que vão surgindo amiúde.
Aprender a Ser Mais Sincero, 2023, 12 págs, impressão a cores; capa em cartolina colorida, 10,5x15cm.

22 fevereiro 2026

Zinescopia

Zinescopia #1

Primeiro percurso temporal e visual, disfuncional e errático, sobre a actividade da associação Sonoscopia durante os meses de Dezembro de 2021 e Janeiro de 2022, com diversas imagens captadas no espaço do Carvalhido no Porto.
O registo dos concertos, das exposições e instalações artísticas, bem como do jardim selvagem da casa e como é habitual nas actividades dinamizadas pela Sonoscopia, há sempre refeições vegetarianas confeccionadas pelo "chef" Gustavo Costa para toda a comunidade.

Zinescopia #1, Fevereiro de 2022, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 14,2x20,1cm. Tiragem: 50 exemplares. Edição: Sonoscopia. Porto.

Zinescopia #2
Este número assinala o segundo percurso temporal e visual, disfuncional e errático, sobre a actividade da associação Sonoscopia durante os meses de Fevereiro e Março de 2022.
Nesse período, realizaram-se três sessões de Microvolumes com Sara Persico, Will Guthrie e de Emilie Skrijelj & Tom Malmendier.
Assinalam-se também as gravações perto de Pedroso durante a residência de Henrique Fernandes na Associação Fogo Lento. Em finais de Fevereiro, realizou-se o workshop de construção dos sintetizadores analógicos e digitais.
Destaque total para o concerto de Fred Frith & Susana Santos Silva e a oficina "Tuning People Birds and Flowers", ambas no âmbito da iniciativa "Cultura em Expansão".
As últimas páginas são dedicadas à culinária comunitária, com receitas e refeições confeccionadas pela cozinheira Catarina Lopes.
Zinescopia #2, Abril de 2022, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 14,2x20,1cm. Tiragem: 50 exemplares. Edição: Sonoscopia. Porto.

Zinescopia #9
O Zinescopia é o fanzine da associação portuense Sonoscopia, que se assume como um espaço de reflexão e criação, onde vários artistas relacionados com a música experimental, improvisada e electroacústica cruzam ideias e desenvolvem trabalhos consistentes num espaço físico com condições técnicas e humanas dignas. A Sonoscopia pretende criar uma dinâmica inclusiva tanto para o colectivo criativo da Sonoscopia, como para outros criadores locais e nacionais, facilitando as experiências internacionais.
O nono volume do Zinescopia procura traçar um percurso visual e temporal sobre alguma da actividade desenvolvida pela Sonoscopia durante os meses de Maio e Junho de 2023.
Com uma cuidada impressão gráfica, temos a oportunidade de rememorar os diversos eventos onde participaram os artistas ligados à Sonoscopia, bem como o registo fotográfico das actividades organizadas pela Associação, como concertos, edições, workshop, residências artísticas, etc.
Zinescopia #9, Julho de 2023, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 14,2x20,1cm. Tiragem: 50 exemplares. Edição: Sonoscopia. Porto.

Zinescopia #10
O décimo número do Zinescopia cobre as actividades realizadas pela Associação Sonoscopia no período compreendido entre 01 de Julho e 20 de Setembro de 2023. Nesse espaço temporal estiveram em residência os  artistas Inês Luzio e Beatriz Rola e também Eric Mattson.
Realizaram-se diversos concertos e apresentações ao vivo de Stereoboy, Ece Canli, Heroins of Sound c/ Angélica Salvi, Ikue Mori e diversos eventos Microvolumes.
Como é habitual nos eventos organizados pela Sonoscopia, o convívio, a interacção e também a gastronomia assumem sempre um lugar de destaque.
Zinescopia #10, Outubro de 2023, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 14,2x20,1cm. Tiragem: 50 exemplares. Edição: Sonoscopia. Porto.

Zinescopia #13
Digressão visual sobre as principais actividades desenvolvidas pela Sonoscopia entre os meses de Abril e Junho de 2024.
Este Zinescopia foi construído por Vicente Mateus e foi impresso em risografia no Estúdio Arco Ignis, apresentando um poster comemorativo dos 25 anos do colectivo, dobrado nas páginas centrais.
Referências para os eventos "Microvolumes", "Infantário Revolucionário", séries de workshops "Sound Adventures" com Wouter Jaspers, transmissão rádio e várias residências artísticas.
Zinescopia #13, Julho de 2024, 24 págs, impresso em risografia, 13,7x,19,5cm. Tiragem: 50 exemplares. Edição: Sonoscopia. Porto.

Zinescopia #14
Nova actualização sobre a actividade da Sonoscopia referente ao período entre Julho e Setembro de 2024 e novamente com grafismo de Vicente Mateus e impresso em risografia no Estúdio Arco Ignis.
Destaque para o evento colectivo "No Noise" com a participação de diversos artistas nacionais e internacionais e para a inauguração nas instalações da Sonoscopia da "Rua Biblioteca", graças à doação de centenas de livros por Vítor Rua.
Zinescopia #14, Outubro de 2024, 24 págs, impresso em risografia, 13,7x,19,5cm. Tiragem: 50 exemplares. Edição: Sonoscopia. Porto.

29 janeiro 2026

Aspirina

Aspirina é uma colectânea de seis histórias curtas desenhadas por Filipe Duarte e publicadas anteriormente em várias edições da revista H-Alt.
Sobressai uma grande diversidade gráfica e narrativa, que vai do terror ao sobrenatural, da ficção científica a histórias de relações homossexuais.
A primeira banda desenhada é "O Relojoeiro", com argumento de Carlos Silva e cores de Nádia Carmo, uma história misteriosa e sobrenatural, onde uma vida desesperada procura a salvação, mas acaba na perdição.
Segue-se "Imortal", escrita por André Mateus, sobre um homem que se debate com os problemas da sua própria imortalidade.
Num registo mais futurista o "Soldado", com argumento de Carlos Silva, debruça-se sobre um ciborgue que não consegue adaptar-se à vida normal em sociedade depois da guerra.
Com argumento e cores de Edgar Ascensão, "Paixão Liquidada" acompanha um homem a atravessar uma crise, que está a procurar uma nova casa para alugar, mas que acaba num submerso num mar de lágrimas.
As duas histórias finais são de temática homossexual: - na primeira "Love, Amor", um homem entrega-se incondicionalmente ao seu amante, correspondendo a todas as suas exigências. O preço foi pago com um pedaço do seu corpo a seguir ao outro, até ser abandonado e trocado por novo amante.
Já "Saindo do Armário dos Monstros", com argumento de Kurt Belcher, é uma divertida história onde dois fantoches marretas saem do armário, assumindo a sua longa relação homossexual, com toda a Rua Sésamo a reagir à extraordinária revelação.
As últimas páginas são preenchidas com vários desenhos e ilustrações. 
Aspirina, Junho de 2023, 60 págs, impresso a cores, 14,9x21cm. Edição: H-Alt / Associação Tentáculo.

08 janeiro 2026

Ideias Presas

Esta publicação apresenta trabalhos realizados por diversos autores e foi desenvolvida no âmbito do Laboratório de Experimentação Artística, que decorreu no Estabelecimento Prisional de Vale do Sousa entre 2022 e 2023.
A iniciativa foi promovida pela Pele - Associação Cultural e Social, que se assume como um coletivo que "desenvolve projetos de criação artística enquanto espaços de reflexão, ação e participação cívica e política, potenciando processos de transformação individual e coletiva." É neste contexto que surge a iniciativa desenvolvida com os reclusos na cadeia de Paços de Ferreira e que teve como dinamizadores / facilitadores do projecto Fernando Almeida e Rui Bourbon (Dr. Urânio).
Os trabalhos publicados contemplam colagens, desenhos, pequenos poemas rimados em estilo popular, fotografias de figurado de barro, montagens com imagens e textos sobrepostos, tudo em cores fortes e apelativas.
Sobressaí uma forte vontade de comunicar e de exprimir ideias e sentimentos de forma sincera e descomplexada, num estilo brutalista, livre de convenções e de barreiras castradoras. Nota-se um intenso impulso criativo, uma necessidade premente de libertar um "grito interior", construindo mundos próprios e testemunhando as suas experiências de vida.
No meio de Ideias Presas surge o encarte solto com o título "...E Outras Histórias", contendo 8 páginas de banda desenhada a preto e branco, num registo biográfico e confessional. 
Ideias Presas, 2023, 32+8 págs, impresso a cores, 21x29,7cm. Edição: Pele - Associação Cultural e Social. Porto.

07 outubro 2025

Olho do Cu

Olho do Cu #23
Desde 2016 que há um novo fanzine a adoptar o nome de "Olho do Cu", denotando uma certa fixação anal no panorama fanzinistico nacional.
O número 23 lançado por alturas do Natal de 2022, abre com o "Vaginetorial" narrando a história de amor impossível entre Lurdes e Aristides.
Samir Karimo apresenta a banda desenhada "A Substância S", outrora muito abundante e agora altamente escassa e procurada por mulheres sedentas e homens em risco de zombificarem.
O Capitão Adega de Sandro relaxa à sombra de boa pinga e boas leituras, até ser despertado por duas fãs apaixonadas.
Seguem-se a bd o "Cidadão" por Lard, o "Tronco de Natal" por Sal e "Natal outra vez?!" por Cutter.
Na banda desenhada "PTR" de Sandro, temos uma sucessão de equívocos com os Zés Pedros, dos Xutos e dos Holocausto Canibal.
Para fechar em beleza este número dedicado ao Natal, ainda temos "Touro Mecânico" por Carcassa e "Fantasias de Natal" por Cutter, com muita genitália e brincadeiras com o Pai Natal, o coelho, o palhaço e não vão todos ao circo... 
Olho do Cu #23, Natal de 2022, 20 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm.

Olho do Cu #25
Novo sortido de javardice em forma de banda desenhada, mas que até começa com uma história atípica intitulada "Mais um Entardecer..." baseada num poema de Thina Curtis e desenho de Wagner Santos.
O Solha desenhado por Lard protagoniza diversas pranchas esquinadas em cenários infectos e com banda sonora condizente.
O etilizado Capitão Adega descobre uma garrafa que ao ser aberta liberta um génio que lhe concede três desejos.
"Sempre que Puder..." de Henry Jaepelt (também autor do desenho da capa) incita-nos a aproveitar as oportunidades que vão surgindo.
Samir Karimo, Felipe Arambarri e Miguel Angel Sanchez criam em conjunto uma "Pistola Dourada" a jorrar líquido seminal em todas direcções.
"PTR" é uma criação de Sandro misturando Holocausto Canibal com Holocausto de Merda.
Há ainda diversas outras bandas desenhadas e até uma fotonovela, servindo doses pantagruélicas de depravação, sexo e genitália.
Olho do Cu #25, Outubro de 2023, 40 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm.

Olho do Cu #27
O "Vaginetorial" é escrito em portunhol e o conteúdo deste Olho do Cu é constituído por bandas desenhadas bem humoradas e alguma brejeirice. A capa, assinada por Irina Covelas, é bastante apelativa e sensual.
A primeira bd é "PRT" de Sandro sobre um concerto de uma banda heavy chamada Rabuje. As bandas, os concertos e a estrada são também o cerne da bd "Comité Motel" de Lard. 
O Capitão Adega conduz-nos numa digressão à adega do Serrote para as provas de uma "pomada" bem estagiada em casco especial.
Carlos Carcassa apresenta dois desenhos "Carcassa" e "Pig". O autor brasileiro Henry Jaepelt apresenta as pranchas "Estrutura do Módulo Base" e "Retera".
São publicadas duas bd de "Surfista Hardcore" de Sal, uma sob os auspícios do Carnaval e dos desenhos desconjuntados e outra com o título de "Mundo Animal", um diálogo desencantado com Neptuno no meio do mar. Seguem-se os "Problemas Existenciais" de Solha, desenhados por Lard.
Esta edição do Olho do Cu traz um extra  especial - uma "Seringrafia" em página solta, da autoria de Rick.
Olho do Cu #27, 2024, 20 págs, fotocópia a preto & branco; capa a cores, 14,9x21cm.

02 outubro 2025

Coisas Feias em Belas Artes

Fanzine lançado no decurso da edição de 2023 da Feira da Alegria realizada nos Jardins da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP). Desenvolvido ao longo do mês de março no contexto da celebração do Dia do Estudante, a Associação da FBAUP esboçou um arco temporal de 30 anos (1993-2023), organizando e desenvolvendo este fanzine que reune diversos testemunhos e memórias de antigos dirigentes da Associação de Estudantes.
As memórias e os relatos dos antigos dirigentes estudantis foram absorvidos e trabalhados pelos novos alunos da Faculdade com recurso ao desenho e à banda desenhada. Participam no fanzine: Óscar Ferreira, António Pereira, Martim Novais, Rita Priscila, Sofia Chitas Gouveia, Pedro Evangelho, Ana Carolina Torrinha e Rita Vieira da Silva.
As memórias dispersas acabam por compor uma certa história do movimento associativo estudantil do ensino superior, "desde a luta contra as propinas, à História com h pequeno das belas artes. Memórias de uma FBAUP dos estudantes, interventiva e de forte pulsação criativa e cultural."
Excelente publicação, merecendo uma entrada directa na Fanzineteca Ideal.
Coisas Feias em Belas Artes, Junho de 2023, 36 págs, fotocópia a preto sobre papel colorido, 14,9x21cm. Porto.

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