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11 dezembro 2025

Cleópatra

Cleópatra #2
Fanzine de Tiago Baptista ao melhor estilo dos fanzines pessoais. O autor informa no editorial que o nome da publicação não tem nada a ver com o conteúdo. Seria uma homenagem às Cleópatras, mas que essa ideia trágico-romântica deixou de fazer sentido logo no primeiro número, tornando-se o fanzine numa complexa massa de informação aparentemente desconectada.
O Cleópatra tem ilustrações, pequenas bandas desenhadas, um texto / manifesto anti, intitulado "O Meu Portugal", que é uma excelente diatribe, ainda hoje plena de actualidade. A finalizar o fanzine, são apresentadas notas críticas a diversos fanzines e outras publicações e também a discos de música da preferência de Tiago Baptista.
Cleópatra #2, Agosto de 2007, 32 págs., 21x29,7cm., fotocópia a preto & branco. Edição: Façam Fanzines, Cuspam Martelos. Caldas da Rainha / Leiria.

Cleópatra #3
Passaram-se 17 meses desde a publicação do número anterior e Tiago Baptista questiona-se para que servirá editar um fanzine? "Vejo neste tipo de publicação uma espécie de pedra. Uma pedra num charco. Um charco lamacento, pantanoso este que é a sociedade, num sentido mais vasto o nosso mundo, isto em que vivemos".
O tom do fanzine é extremamente pessimista e desiludido com o sistema da arte e com a sociedade capitalista no geral. Os trabalhos publicados, sejam banda desenhada ou desenhos são todos excelentes.
A fechar este número, uma página dedicada à divulgação de diversas publicações alternativas.
Cleópatra #3, Dezembro de 2008, 16 págs., 21x29,7cm., fotocópia a preto & branco; capa em cartolina serigrafada. Edição: Façam Fanzines, Cuspam Martelos. Caldas da Rainha / Lisboa / Leiria.

Cleópatra #4

As angústias, dúvidas e demais perplexidades com que se confronta o jovem artista, constituem um fio condutor deste Cleópatra. A primeira BD de 3 págs. "Artista Agarra a tua Oportunidade", constata que apesar do talento e do trabalho árduo, o artista pode facilmente cair no canto da sereia e acabar como uma atração de circo. A BD "The Titles of the Exhibition Still Sound Better in English", também reflecte sobre as questões que se colocam aos artistas nas suas exposições.
De forma bastante mais descontraída, a banda desenhada "Surrealist Adventure", apresenta um desvario com as personagens montadas em skates na berma de um vulcão em erupção e a acabarem a beber gasosa com tintura de iodo!
A finalizar o fanzine, são apresentadas críticas aos fanzines Cooltura, Phantastes, Lola Folga às Quartas e à publicação brasileira Chiclete Com Banana; na música, é destacado o álbum dos Swans "1983 - Filth/Body to Body, Job to Job 1982-85". 
Cleópatra #4, Abril/Maio de 2009, 20 págs., 21x29,7cm., fotocópia a preto & branco; capa em stencil colorido. Edição: Façam Fanzines, Cuspam Martelos. Caldas da Rainha / Leiria.

Cleópatra #5
Na sequência de um período de cerca de ano e meio a trabalhar num cinema nas Caldas da Rainha, Tiago Baptista reflecte sobre as questões da precariedade laboral, dos salários miseráveis, enfim, da exploração capitalista do assalariado. No entanto, estando a trabalhar num cinema, o autor não poderia deixar de reflectir também sobre o modelo vigente de distribuição e exibição de cinema em Portugal. As bandas desenhadas apresentadas partem da premissa do autor estar a assistir aos filmes que são exibidos na sala onde trabalha, na companhia de alguns dos realizadores que mais admira. O autor , assumindo o alter-ego Zé Cabeludo, tem a companhia de François Truffaut, Manoel de Oliveira, Andrei Tarkovski e Ingmar Bergman. Nos três primeiros casos, a cena decorre no interior da sala de cinema e os personagens vão discorrendo sobre o filme em exibição. No caso de Bergman, a cena decorre na ida para o cinema e na escolha do filme a ver, que se revela infrutífera, uma vez que não há nada interessante para assistir. 
As 4 bandas desenhadas são intercaladas por imagens fotográficas de manequins de moda, a afirmarem as coisas mais improváveis, através da utilização da técnica do détournement.
Uma nota final para a excelente qualidade geral da impressão do fanzine.
Cleópatra #5, Dezembro de 2010, 32 págs., 21x29,7cm., fotocópia a preto & branco. Edição: Façam Fanzines, Cuspam Martelo. Caldas da Rainha / Lisboa / Leiria.

Cleópatra #7
Sequências de fotografias pessoais e familiares, reproduções de obras de arte de diversas proveniências e épocas históricas, referências musicais expressas através das capas dos álbuns "The Burning World" dos Swans, "Moon Pix" de Cat Power e "Scott" de Scott Walker, ou uma imagem video de "The Third Reich 'N' Roll" dos The Residents.
A imagem da capa, uma pintura que reproduz uma fotografia que surge logo na primeira página protegida por um manto diáfano de papel vegetal. Praticamente não há legendas, nem qualquer texto, apenas uma natureza selvagem e indómita, associada ao poder xamânico da arte e da força de trabalho do homem, produzindo significado profundo e intemporal. A magia das imagens e das associações operadas por Tiago Baptista impõe-se com a força telúrica que sonda os mistérios nas profundezas da alma humana, dividida entre a tradição e a modernidade, entre o sagrado e o profano, entre a arte e o vernáculo.
"Que se devolva o segredo às imagens", eis a muito apropriada epígrafe deste Cleópatra.  
Cleópatra #7, Junho de 2012, 44 págs., 21x29,7cm., impressão laser a preto & branco; capa a cores. Edição: Façam Fanzines, Cuspam Martelos.

Cleópatra #8
Nesta edição, integralmente constituída por trabalhos de Tiago Baptista, os textos foram completamente abolidos e as bandas desenhadas também. Há muitos desenhos preparatórios para cartazes, para pinturas, e outros trabalhos. Este fanzine acaba por constituir um repositório de estudos, esboços, mas também de outros trabalhos mais desenvolvidos, tudo com excelente qualidade gráfica e uma identidade autoral muito vincada de Tiago Baptista.
Cleópatra #8, Dezembro de 2012, 40 págs., 20,5x28,3cm., fotocópia digital a preto & branco e cores. Edição: Façam Fanzines, Cuspam Martelos.

30 abril 2025

Embroidered Muscles

A décima edição da Opuntia Books é Embroidered Muscles de André Lemos. Todos os exemplares têm a particularidade de apresentarem nas capas um padrão diferenciado cosido à mão com linha vermelha, fazendo com que cada exemplar seja único e irrepetível.
No blogue LerBD, Pedro Moura escreveu extensivamente sobre esta edição: "O trabalho de André Lemos poderá levar à ideia de que se trata de uma obra “obscura”, no sentido banal da palavra, isto é, em que o seu suposto sentido unívoco não é de fácil interpretação e recuperação por estar soterrado numa pilha de escombros que dele desviam. (Uma segunda atitude é dizer que “não tem sentido nenhum”, mas o próprio esforço a seguir para provar isso demonstraria um sentido). Todavia, bastará que o leitor, ou espectador, ou folheador destas publicações (ou todos os papéis a um só tempo) se entregue a uma disponibilidade sensorial e sensitiva para perceber que se está perante algo que se revela afinal simples, directo, e interpretável de um modo seguro e fácil se se seguirem as instruções dadas.
Embroidered Muscles apresenta as suas instruções de modo claro. “Look closer/You’ll find it” é a primeira frase encontrada nesta série de imagens, uma por página. Olhemos de perto, então, na ideia de virmos a encontrá-lo, ao sentido.Numa mais clássica publicação de banda desenhada, de séries de caricaturas ou de ilustrações organizadas segundo algum princípio lógico-semântico, o acto de a folhear, de virar cada uma das páginas, coincide com o da construção, nítida e cumulativa, da narrativa apresentada. O acto em si torna-se subsumido ao da leitura, logo, dissipa-se, torna-se invisível.
As publicações de André Lemos, tal como a de muitos outros artistas que fazem assim desta liberdade metastásica a sua liberdade, tornam o acto do folhear visível, destacado, forte de maneira a que assume toda a importância. Os livros de Lemos tem menos uma estrutura do que uma textura (aproveito-me aqui de uma ideia de Henri Van Lier), e esse folhear apenas sublinha essa mesma natureza textural. A ordem das imagens e dos seus elementos constituintes não é, por isso, importante, uma vez que este livro obriga sempre a uma sua releitura (é quase como se a sua leitura não fosse possível, e apenas uma segunda experiência passasse a dar-lhe acesso), e o mais livre possível, de trás para a frente, saltando páginas, sem qualquer respeito para com as sequências circunstanciais da montagem do livro-objecto.
A primeira imagem mostra-nos uma mulher com as mãos colocadas numa posição muito particular, equilibrando em dois dedos dois pauzinhos na ponta dos quais se sustenta um pequeno cubo. Menos do que a anedota que parece apontar (analisável?, interpretável?, desvendável?), parece-nos que o mais importante se encontra nas relações frágeis estabelecidas entre o corpo humano e os objectos com que interage, ou sobre os quais age, ou aos quais reage: essa é uma situação que se repete em muitas das imagens em Embroidered Muscles. Mais, desenhos nos quais existem linhas mais ou menos rectilíneas que ligam a personagem a objectos são vários, o que faz pensar na exploração de um qualquer sentido esotérico, num ritual secreto perpetrado por estas criaturas. O lado obscuro surge assim claramente.
A presença de criaturas não-humanas ou de estruturas semi-vivas em companhia de seres humanos, ou de homens e mulheres que parecem ter permitido uma invasão parcial dos seus corpos por essas outras instâncias do vivo e do não-vivo corroboram essa ideia de uma centralidade temática trabalhada no interior desta publicação. “There are some quite disturbing funguses on my kitchen walls” é a segunda frase que surge na publicação, e é ela mesma a ilustração frásica do modo como o crescimento dos temas, das imagens, dos sentidos, é permitido por Lemos: menos por estruturação, do que por texturização de crescimento e exponenciação livre. As criaturas que vivem nestas páginas, deste a larva gigante de “Menstrual” ao “Walimoide” (cada desenho é intitulado), mas também os lábios afectados de “Lady Leech”, são uma continuação, uma textura extrema, desses primeiros e textuais fungos.
O próprio título, fruto dos contínuos jogos paradoxais e burroughianos de Lemos, constroem um encontro pouco provável entre tecidos contrácteis e o desenho possível da agulha. Se a imagem de dor, ou lesão, ou perigo surgem de imediato, não é surpresa, já que muitos dos sentidos, texturais, dos livros de Lemos apontam muitas vezes mais para os perigos inerentes do desenho livre (que Lemos, ao instituir, ultrapassa) do que para sentidos claros e seguros da ilustração mais banal."

Embroidered Muscles, Dezembro de 2008, 36 págs, capa impressa a laser sobre papel Guarro Iris Cuero 185 gr.; miolo impresso a laser sobre papel branco 100 gr., 14,6x21cm. Tiragem: 75 exemplares. Edição: Opuntia Books [OB-0010].

09 abril 2025

[R]Eject Zine

[R]Eject Zine #1
[R]Eject tem como subtítulo "Os Ficheiros Esquecidos" e segundo Andreia Rechena, o fanzine "junta duas acções; o eject/ejectar e o reject/rejeitar. é então o fanzine que ejecta obras rejeitadas!". Ainda segundo a editora, o conceito "surgiu quando vasculhava as minhas gavetas de desenho conciliado com a necessidade de encontrar um tema para o projecto de paginação do curso de design gráfico na etic."
A primeira obra rejeitada, é neste caso, uma joia abandonada por João Martins, que não conseguiu concluir para participar num evento de joalharia.
Depois é apresentada a banda desenhada "Transporte", de Andreia Rechena, que foi participante no concurso realizado pelo Festival da Amadora 2004. A autora obteve uma menção honrosa com esta bd, e resolveu dar-lhe mais alguma visibilidade, uma vez que nunca chegou a ser publicada anteriormente.
Por seu lado, Daniel Maia apresenta a ilustração a preto & branco que tinha preparado para a capa do fanzine Sketchbook #3 e que acabou por recusar publicar devido a divergências com um dos coordenadores da referida publicação.
Pelo meio, há também algumas notícias avulsas sobre "má arte" e obras rejeitadas. O lançamento deste [R]Eject, ocorreu na Tertúlia BD de Lisboa.
[R]Eject Zine #1, Setembro de 2007, 16 págs, fotocópia a preto & branco; capa a cores, 14,9x21cm. Edição: Zarzanga's Comix. Lisboa.

[R]Eject Zine #2
O segundo número do [R]Eject Zine assume como tema central "Os Acidentes" e abre muito apropriadamente com uma imagem retirada do filme "Crash" de David Cronenberg, baseado no livro homónimo de J. G. Ballard.
Depois "Desastre Natural" é uma banda desenhada de Andreia Rechena sobre Milézia Kurnikova, contabilista de profissão, que segue uma rígida rotina diária há mais de uma década. No entanto, essa rigidez impede-a de conseguir reagir atempadamente a um desastre natural.
"O Problema localiza-se no estômago", uma bd em duas pranchas, da autoria de André Oliveira (desenho), Pedro Vieira (argumento).
Há outros exemplos de trabalhos rejeitados como cartazes (Hugo Teixeira), flyers (Andreia Rechena) ou ilustrações (Phermad).
O "Jornal Complementar" (4 páginas em tamanho A4) - Ano Zero - Número Zero, surge inserido no meio do [R]Eject Zine e espelha também as vicissitudes porque passou este segundo número numa sucessão acidentes como inundações, ficheiros eliminados e adiamentos consecutivos. No interior, várias imagens alusivas ao 11 de Setembro, diversas aberrações da natureza misturadas com divindades hindus e outros insólitos.
[R]Eject Zine #2, Novembro de 2008, 20 págs, fotocópia a preto & branco; capa a cores, 14,9x21cm. Tiragem: 30 exemplares. Edição: Zarzanga's Comix. Lisboa.

[R]Eject Zine #2 e Meio
Recolha de trabalhos que ficaram excluídos do número anterior. Os acidentes continuam a dar o mote ao [R]Eject Zine. A primeira bd de Andreia Rechena inspira-se na letra da música "Goodbye Blue Sky" do álbum The Wall dos Pink Floyd. Da mesma autora, segue-se uma sequência muda e sem título, desenhada enquanto visualizava um telejornal em 2001.
Petra Marcos contribui com uma ilustração e uma prancha de bd em estilo manga.
Uma ilustração para a banda Purple Angel e a apresentação dos participantes na publicação, antecedem uma pequena bd assinada por João Joalheiro.
Inserido no meio da publicação, em jeito de encarte, surge "Desenhos Autistas II", correspondendo a uma folha de tamanho A3 dobrada ao meio, e contendo alguns desenhos de Andreia Rechena.
[R]Eject Zine #2 e Meio, Maio de 2009, 16+4 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. 
Tiragem: 50 exemplares. Edição: Zarzanga's Comix. Lisboa.

07 fevereiro 2025

Long Knives Through The Grapevine

Long Knives Through The Grapevine é um projecto colaborativo muito curioso editado pela Opuntia Books. Reunindo oito poemas de Les D. Turley escritos em 1968, acompanhados por oito desenhos de Filipe Abranches e por um CD com oito faixas compostas por Miguel Mocho.
Os poemas de Turley são apresentados em inglês e na mesma página também traduzidos para português por Marta Elias. Na página oposta, surgem os desenhos de Filipe Abranches, que estabelecem uma relação muito aberta com os poemas de Turley.
A edição é numerada, com capa em cartolina metalizada desenhada por André Lemos, e o CD contendo as músicas de Miguel Mocho está fixado à contracapa através de um grampo. Como separador, surge uma cartolina preta de 185 gr, com janela circular cortada à mão, permitindo um primeiro vislumbre para o interior.
Os poemas de Turley são estranhamente simples e inusitados, com uma certa dose de loucura divertida. No final, subsiste o grande mistério de sabermos quem é afinal este Les D. Turley?
Sobre esta publicação, Pedro Moura referiu o seguinte no blogue LerBD: "Os poemas de Turley são de 1968, e um especialista saberá identificá-lo, ou integrá-lo melhor, seguramente, mas creio que caem fora daquele contínuo estilo bombástico e musculado que começou em Whitman e que continuou com a beat generation. São todos composições curtas, de verso branco, espaçado, falsamente coloquial, com um equilíbrio muito particular entre o que parecem ser frases absolutamente diárias e metáforas (como todas as felizes, na poesia) inesperadas – “Feeling better/like a recently pumped up tire”).
As imagens de Filipe Abranches seguem o método de trabalho que o tem ocupado nos últimos tempos, uma certa soltura, como se costuma dizer, magistralmente atingida somente por quem atravessou uma estrita disciplina anterior. São desenhos directos, sem uma planificação dolorosa, e que seguem mais uma intenção de quem sabe que a memória de um bom desenho é anterior ao desenho mesmo, e que reside no pulso e no seu domínio. As ilustrações têm um certo peso em relação aos textos, na medida em que as figuras coincidem num ou outro elemento com o que surge textualmente nos poemas. São como que âncoras."
Long Knives Through The Grapevine, Junho de 2008, 28 págs, Capa em cartolina metalizada POPWorld 250 gr; miolo impresso a laser sobre papel branco 100 gr, 14,8x21cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: Opuntia Books [OB-009].

24 julho 2024

Super Pig

Super Pig #3
No terceiro capítulo de Super Pig criado por Mário Freitas, o porco atinge os 30 anos de idade e adquire as condições para assumir a sua cadeira no conselho de administração da Fundação Calouste Pig, criada pelo seu pai. Na primeira reunião do conselho sobressai uma certa animosidade relativamente ao novo membro. Paralelamente no submundo do crime, o Senhor Medonho e seus homens procuram pistas para aniquilar o delator Toshiba (agora Tó Chibo).
A arte e as ilustrações de Gevan misturam vários estilos, fazendo uso extensivo de ferramentas informáticas de desenho.
Na parte final, surge uma nova história "Olho por Olho" desenhada por Eduardo Rebelo, com muitas órbitas oculares a serem disparadas para o espaço e com o porco raptado e enviado para um planeta inóspito.
Super Pig #3, Outubro de 2007, 36 págs, impresso a cores, 18,2x26,1cm. Tiragem: 200 exemplares. Edição: Kingpin Comics. Lisboa.

Super Pig #4
No seguimento do número anterior, o transporte do Tó Chibo acaba num banho de sangue, com três agentes e vários criminosos todos mortos. Desconhece-se se o delator morreu ou ainda está vivo e o velho Inspector Franco vê-se na contingência de ter que recorrer aos préstimos do Super Pig.
Entretanto na zona do Cais do Sodré, no interior do sórdido Clube Kinshasa, embalado pelo torpor etílico, Tino Navalha promete revelações que podem ajudar a identificar o Lorde do submundo, o sinistro Senhor Medonho.
Neste número de Super Pig criado por Mário Freitas, na arte, no desenho e nas cores, conta-se com as colaborações de Gevan, Carlos Pedro, Gisela Martins & Sara Ferreira, Catarina Oliveira e Filipe Teixeira.
Super Pig #4, Maio de 2008, 36 págs, impresso a cores, 18,2x26,1cm. Tiragem: 150 exemplares. Edição: Kingpin Comics. Lisboa.

08 junho 2024

Papermind

Papermind. The After 8 Fanzine é originário de Barcelona, e o sexto número é uma edição especial dedicada a Portugal. A publicação é constituída por um conjunto de separatas e objectos diversos inseridos dentro de uma saqueta plástica.
Cada um dos participantes inclui um trabalho único e personalizado, utilizando diferentes técnicas e suportes, desde bigodes recortados, desenhos costurados, postais com colagens e pinturas manuais, fotografias originais, etc..
Os participantes neste número dedicado a Portugal foram: Ana Sabino, Baratov, Blak\Blok, Design,etc, Exemplar!, Inês Maldonado, Joana Areal, Maria Remédio, Mia, Pedro Cid Proença, Richard Câmara, Sara Santos, Teresa Cortez, Teresa Lima e Vivóeusébio.
Papermind #6, Junho de 2008, 30 págs, impresso a cores, 17,4x24,7cm. Tiragem: 100 exemplares.

11 maio 2024

A Carga

A Carga narra a lenda dos corvos de S. Vicente, começando nos tempos da ocupação da Península Ibérica pelos mouros e na viagem empreendida pelos cristãos de Valência para salvaguardar os restos mortais do mártir S. Vicente, levando-os para as Astúrias, que era a única região que ainda permanecia cristã.
A lenda dos corvos de S. Vicente é adoptada na sua forma canónica, mas sem nunca nomear S. Vicente, referindo-se a ele apenas como o santo. Com o desenvolvimento da narrativa / fuga, a abordagem dos piratas, o navio encalhado na costa do Algarve, a viagem que se interrompe indefinidamente, o estabelecimento dos cristãos no Algarve, a vingança dos mouros, o posterior resgate das relíquias e a viagem de navio para Lisboa, sempre acompanhado por dois corvos.
Susa Monteiro adopta uma lenda sobejamente conhecida, com uma abordagem visual muito bem conseguida, vertida num desenho magistralmente sombrio, alcançando assim uma perspectiva surpreendente sobre uma história deveras extraordinária.
A Carga [Colecção Toupeira #4], Maio de 2008, 20 págs, impressão a preto & branco; capa com segunda cor, 20,2x24cm., Tiragem: 400 exemplares. Edição: Bedeteca de Beja.

09 março 2024

Cheiras Mal dos Pés!

Cheiras Mal dos Pés! é um fanzine produzido pelos alunos do 2.º ano do curso de BD e Ilustração da ESAP - Guimarães. À semelhança do fanzine Cheira a Mofo, esta nova publicação também contém banda desenhada por Diogo Granjo e Ana Pinto; e ilustração da autoria de Patrícia Guerra e David Horta.
A bd apresentada por Diogo Granjo ao longo de quatro pranchas, é bastante penalizada pela fraca qualidade da digitalização, mas ainda assim denota uma ideia de narrativa ancorada na linguagem dos videojogos e da bd japonesa.
Por seu lado, Ana Pinto publica duas bd - a primeira de apenas uma prancha, sem texto e expondo uma espécie de número de magia. A segunda banda desenhada, que se reproduz infra, já apresenta outra profundidade e complexidade técnica.
As ilustrações de Patrícia Guerra (que também é a autora da capa) são estranhas e normalmente apresentam figuras destacadas de qualquer contexto, com uma acentuada carga erótica e transgressiva.
David Horta apresenta quatro ilustrações - três com caveiras e num estilo próximo da tatuagem e do metal, enquanto a última ilustração aproxima-se do universo dos personagens da série Blacksad.   
Cheiras Mal dos Pés!, Dezembro de 2008, 20 págs., fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Guimarães.

20 janeiro 2024

Blues Control

Blues Control reúne um conjunto de desenhos realizados por Pedro Lourenço entre Janeiro e Novembro de 2008. Os desenhos altamente pormenorizados, potenciados pela excelente impressão e pelo efeito contrastante do cinzento prateado, apresentam-nos animais diversos em contexto selvagem, mas também inseridos em cenários urbanos pós-apocalípticos, no meio de ruínas e destroços, movendo-se com grande desenvoltura, como se esse fosse o seu habitat natural. 
Surgem também jovens criaturas élficas com corpos nus e cabeças animalescas, sejam cabeças / máscaras de veado ou urso. De repente, irrompem hordas animalescas reunindo rinocerontes, tigres e leões e um macaco disc jockey montado num elefante.
Terra em ebulição, vulcões em erupção soltando nuvens de fumo, fósseis de aves, criaturas aladas e novas esfinges, rodopiando com antigos soldados com a cabeça fumegante. As estranhas paradas encenadas por Pedro Lourenço não cessam de nos surpreender e aprisionar no seu mistério.
Esta edição foi lançada durante a 12ª Feira Laica, integrada no evento Furacão Mitra, que decorreu na Interpress, no Bairro Alto.
Blues Control, Dezembro de 2008, 32 págs, impressão a laser grayscale [Epson Aculaser] em papel branco de 100g; capa em cartolina Guarro de 160g, 14,2x20cm, Tiragem: 150 exemplares. Edição: Imprensa Canalha (IC #010).

17 janeiro 2024

Bolso

Bolso #2
A pressão e o entusiasmo levaram Tiago Baptista a começar este segundo número, mesmo antes de concluir o primeiro. A vontade de fazer coisas e realizar algo concreto como uma corrida desenfreada contra a morte e o esquecimento.
São publicados trabalhos de diversos participantes (por ordem alfabética): André Catarino, António Tudella, Carlos Nascimento, David Bastos, Eduardo Ferreira, Laurindo Marta, Marta Veludo e Verónica Baptista.
Os trabalhos publicados são muito variados como desenhos em diversos estilos, banda desenhada (Tiago Baptista), textos, apontamentos e esboços rasgados de cadernos diários, colagens e montagens fotográficas.
Bolso #2, Outubro-Dezembro de 2005, 52 págs, fotocópia a preto & branco; capa em serigrafia, 15x10,5cm. Tiragem: 40 exemplares. Caldas da Rainha.

Bolso #8
 
O oitavo número do Bolso, é lançado sob o signo da dúvida e da descrença. Tiago Baptista refere que "cada vez mais me custa publicar fanzines, por questões monetárias, por falta de tempo e por vezes mesmo por falta de vontade mas, isto vai saindo e acho que é realmente importante ir sendo publicado." E de facto, esta edição está muito boa. Com desenhos de Isabel Ferreira, Tiago Baptista, Eduardo Ferreira, Raquel Figueira, Teresa Pestana, Xiana, UIU, Pedro Oliveira, André Catarino, Berto Fojo, Lupi e uma foto de Minerva Carvalho,
João "Moca" Martins apresenta a excelente banda desenhada, inspirada no tema de Zeca Afonso "Sem Manejos de Tropos Ferramentas".
O Monsieur Pignon de Miguel Carneiro também faz a sua aparição em diversas páginas.
"Cold Coffee in a Cup of Fool" de Heike Anacker, estende-se ao longo de diversas páginas, começando numa imersão primordial e depois numa metamorfose final.
A história da literata prostituta Virgínia, é narrada por Tiago Baptista, num crescendo de violência, sexo, Céline e vingança exterminadora.
Na rúbrica "Os meus fanzines", o editor destaca "Magic Boy" de James Kochalka e "Le Fromage du Bastard" de Pedro Azevedo.
Nos discos, o destaque vai para o álbum "New Mother" dos Angels of Light de Michael Gira.
Bolso #8, Maio / Junho de 2008, 84 págs, fotocóopia a preto & branco, 10,5x15cm. Edição: Façam Fanzines, Cuspam Martelos, Caldas da Rainha.

06 janeiro 2024

Underworld - Entulho Informativo

Underworld - Entulho Informativo #11
Underworld - Entulho Informativo #11, Julho de 2004, 32 págs, impressão a cores, 21,5x28cm. Tiragem: 7500 exemplares. Lisboa.

Underworld - Entulho Informativo #12

Underworld - Entulho Informativo #12, Julho de 2004, 32 págs, impressão a cores, 21,5x28cm. Tiragem: 7500 exemplares. Lisboa.

Underworld - Entulho Informativo #13
Esta edição assinala os 10 anos de publicação do Underworld - Entulho Informativo. Na capa, Adolfo Reflectido, e no interior uma extensa entrevista ao vocalista dos Mão Morta, um merecido destaque por ocasião do lançamento de "Nus", um dos melhores álbuns da banda bracarense.
Como é habitual nesta publicação dirigida por Joaquim Pedro, um olhar atento ao trabalho das bandas nacionais, com artigos e entrevistas a More Than A Thousand, Aside, Les Baton Rouge, Ramp, Decayed e Mão Morta. No tocante às bandas internacionais, entrevistas com Suffocation, Ratos de Porão, Place of Skulls, The Vision Bleak, Orphaned Land.
Diversas críticas a demos de bandas nacionais, como Dr. Salazar, Eleven High, Kneeldown, Liriscumbrus, E.A.K., Colisão Frontal, Aphelion Aphrodites, Azia. Seguem-se diversas páginas com pequenas críticas e análises a edições discográficas nacionais (Diverg3ncias.com, The Temple, Matazoo, Pó D'Escrer, Simbiose, The Great Lesbian Show, Acromaníacos, Antisistema) e inúmeros discos internacionais de bandas das áreas do metal, punk, alternativo, etc., destacando-se a pontuação máxima dada aos discos "The Eye of Every Storm" dos Neurosis e a "Evolution Purgatory" de Persuader.
No tocante a livros e publicações, é apresentada uma resenha sobre "Mão Morta - Narradores da Decadência" de Vitor Junqueira, alguns apontamentos sobre o Mesinha de Cabeceira #17 e destaque  a "Palestina" de Joe Sacco, com nota máxima atribuída por Marte.
A terminar, uma breve entrevista a MAUAMOR (Edgar Raposo), autor da ilustração apresentada na capa.
Underworld - Entulho Informativo #13, Julho de 2004, 32 págs, impressão a cores, 21,5x28cm. Tiragem: 9000 exemplares. Lisboa.

Underworld - Entulho Informativo #14
Underworld - Entulho Informativo #14, Julho de 2004, 32 págs, impressão a cores, 21,5x28cm. Tiragem: 9000 exemplares. Lisboa.

Underworld - Entulho Informativo #15
Underworld - Entulho Informativo #15, Julho de 2004, 32 págs, impressão a cores, 21,5x28cm. Tiragem: 9000 exemplares. Lisboa.

Underworld - Entulho Informativo #16

Underworld - Entulho Informativo #16, Julho de 2004, 32 págs, impressão a cores, 21,5x28cm. Tiragem: 9000 exemplares. Lisboa.

Underworld - Entulho Informativo #17

Underworld - Entulho Informativo #17, Julho de 2004, 32 págs, impressão a cores, 21,5x28cm. Tiragem: 9000 exemplares. Lisboa.

Underworld - Entulho Informativo #18
Aumentou o número de páginas, alargando o âmbito para cobrir mais cinema, bd e outros áreas, para além da música. O design da capa ficou a cargo de Phobos Anomaly (Pedro Daniel). Na rúbrica "O Disco da Minha Vida", JG Thirlwell (Foetus) escolhe o álbum "Third Reich and Roll" dos The Residents.
Como é o primeiro número de 2006, os colaboradores fazem um balanço do melhor e do pior do ano que findou.
Há também uma reportagem "Amor à Maria" sobre o auto-cultivo de cannabis em Portugal. Depois, o primeiro entrevistado é Daniel  Cardoso dos Head Control System, bem como uma resenha sobre o disco de estreia "Murder Nature". Segue-se, Carla Simões, de outro projecto luso-norueguês, os Ava Inferi.
Entrevista aos Bolt Thrower, Mécanosphère, a Carl McCoy, vocalista dos Fields of the Nephilim. Nas páginas centrais, destaque aos Lightning Bolt e ao disco "Hypermagic Mountain".
Neste número, temos também artigos sobre os irlandeses God is an Astronaut, The Toasters, Last Exit, Melt Banana, sobre os brasileiros Autoramas e os portugueses If Lucy Fell.
Na rúbrica "Mitos Urbanos", Marcos Farrajota escreve sobre o autor norte-americano Robert Crumb. Segue-se uma excelente bd de Aleksandar Zograf sobre Jonathan Richman dos The Modern Lovers.
No "Tubo D'Ensaio" são analisadas diversas demos e edições de autor de novas bandas. Depois surgem várias páginas com resenhas e críticas a novas edições discográficas nacionais e internacionais.
Na rúbrica "Pérolas a Porcos", Joaquim Pedro destaca o disco "Invenções Livres" de António Victorino d'Almeida e Carlos Paredes.
No "Entulho de Marte" são destacadas diversas colectâneas patrocinadas pelas Câmaras Municipais, como "À Sombra de Deus" em Braga, "Caixa de Música" em Paredes, e outras lançadas ou apoiadas pela Fonoteca de Lisboa.
No tocante ao cinema, o destaque vai todo para o realizador espanhol Jess Franco.
Underworld - Entulho Informativo #18, Janeiro de 2006, 48 págs, impressão a cores, 21,1x28cm. Tiragem: 9000 exemplares. Lisboa.

Underworld - Entulho Informativo #19
Capa + Editorial · Devil In Me · Cinemuerte · : Fotoreportagem : · Moonspell · Sunn O))) · Enslaved · Mats Gustafsson · Acid Bath · Propagandhi · Day Of The Dead · Erro! · The Act-Ups · Phantom Vision · Dossier: Rockabilly Portugal · : Mitos Urbanos : · : BD · Diamantes... : · : Tubo d'Ensaio · DVD's : · : Zona Crítica : · : Cinema · Fantasporto : · : Literatura · David Soares : · : Livros e Publicações : · : Linhas Tortas : · : Conto

Underworld - Entulho Informativo #19, Abril de 2006, 52 págs, impressão a cores, 20,8x28cm. Tiragem: 9000 exemplares. Lisboa.

Underworld - Entulho Informativo #20
Este número teve duas capas diferentes, ambas assinadas por Mackintóxico. Tom Angelripper (Sodom, Onkel Tom) selecciona como disco da sua vida “Welcome to Hell” dos Venom. Na rubrica “Em Foco” são entrevistados os Assemblent na sequência do lançamento do álbum “Equilibrium”; e também os Dapunksportif com novo disco “Ready! Set! Go!”. Na Fotoreportagem publicam-se algumas fotografias de concertos e festivais.
O MySpace, um espaço virtual muito em voga no inicio do século, é apresentado e destacado. Seguem-se diversas entrevistas a bandas nacionais como os Namek, Dead Combo, Hyubris, EasyWay, Aside,
Destaque para o disco “Radiovenom” dos TwentyInchBurial e para o passatempo promovido pela revista para os leitores/fãs desenharem uma possível t-shirt alusiva à banda.
Entrevista aos Acid Mothers Temple, aos californianos Lagwagon, Sick Of It All, Killing Joke e a Max Cavalera dos Soulfly.
Artigo sobre o alemão Peter Brötzmann, lenda do free jazz, e resenha sobre dois discos lançados, um em parceria com Han Bennink e outro com o o Peter Brötzmann Group. Na rúbrica “Mitos Urbanos” Jello Biafra escreve sobre Joey Ramone.
Na Zona Crítica: Tubo d’Ensaio, são publicadas as análises a diversas maquetas e discos de bandas nacionais, como os Forgotten Winter, The Ladder, [F.E.V.E.R.], Kronos, Insaniae, Target35, No-Tribe, Painted Black, Schematta, Day Of The Dead e ao primeiro volume “Kix Shake” da Marvelous Tone + Soopa.
Na zona “Entulh’Auditivo” são analisados diversas reedições e também os novos discos de artistas internacionais como The Black Heart Procession, Current 93, Boris, Das Ich, Sonic Youth, Peeping Tom e muitos outros. Também são publicadas críticas aos novos discos de bandas portuguesas como os Bypass, Cinemuerte, Houdini Blues e Inkisição. Na rúbrica “Pérolas a Porcos”, o director Joaquim Pedro destaca o disco “The Complete Organ Works “Apparition de l’Église éternelle” - Vol. 1” de Olivier Messiaen.
São publicadas duas pranchas de “Joy is a Jewel” uma banda desenhada diabólica de Danny Hellman. No que toca ao cinema, escreve-se sobre prequelas, sequelas e remakes no âmbito do filme do género terror “The Omen”. Mónica Casqueira e Rick Thor escrevem sobre o género literário Pulp e a sua influência sobre cinema, televisão, bandas desenhadas, etc. Resenhas aos livros “Memórias do Rock Português “ de Aristides Duarte, “Lucrécia” de Rafael Dionísio e “Metamorfina” de Miguel Mocho e João Sequeira.
Na secção “Linhas Tortas” Benjamim Brejon escreve sobre JG Ballard e a sua obra literária. A ilustração é de Ana Rodrigues. Na altura, Ballard vivia numa pequena casa na anónima periferia londrina, “porque o subúrbio é a vanguarda da hiper-modernidade, o posto avançado de onde melhor se pode antever o futuro.”
A fechar, é publicado o pequeno conto “A Imitação de Fausto” da autoria de Rafael Dionísio.
Underworld - Entulho Informativo #20, Julho de 2006, 52 págs, impressão a cores, 21,1x28cm. Tiragem: 9000 exemplares. Lisboa.

Underworld - Entulho Informativo #21
Capa · Editorial + Disco da Vida · João Maio Pinto · Process of Guilt · Fotoreportagem · Mundos: Scarification · Melvins · MQN · Pennywise · More Than A Thousand · Noxagt · Made Out of Babies · Ashram · : Linhas Tortas : · : Livros e Publicações : · : Cinema : Imago · : Zona Crítica : · : Tubo d'Ensaio : · : BD : Mike Diana · : Mitos Urbanos : · : Instituição : Thisco · Liars · : Metal Inquisitor : Trivium? · Slaves to the GRIND · Terror · : Conto :


Underworld - Entulho Informativo #21, Outono de 2006, 52 págs, impressão a cores, 20,8x28cm. Tiragem: 10000 exemplares. Lisboa.

Underworld - Entulho Informativo #22
Editorial + Disco da Vida · Pedro Zamith · : Entulho Sonoro : · Born a Lion · Hills Have Eyes · Tara Perdida · The Evens / Fugazi · Converge · Isis · Opeth · Íon · The Texabilly Rockets · [f.e.v.e.r.] · Rose Tattoo · Orange Goblin · The Angelic Process · : Mitos Urbanos : · : Tubo d'Ensaio : · : Zona Crítica : · : BD - Pietá : · : Instituição - Saída de Emergência : · : Linhas Tortas - Necronomicons : · Capa: Pedro Zamith
Underworld - Entulho Informativo #22, Inverno de 2006/07, 52 págs, impressão a cores, 20,8x28cm. Tiragem: 9000 exemplares. Lisboa.

Underworld - Entulho Informativo #23
Capa: Xico (Atomic Tattoo) · Editorial + Disco da Vida · : Entulho Sonoro : · Francisco (Atomic Tattoos) · Capitão Fantasma · Neurosis · Apse · Mad Caddies · The Hidden Hand · Porcupine Tree · Scarve · Celtic Frost · The Real McKenzies · Men Eater · Clutch · Machine Head · : Mitos Urbanos : · : Tubo d'Ensaio : · : Zona Crítica : · : BD - O Sentido da Vida : · : Conto : · : Cinema · Fantasporto : · : Passatempo

Underworld - Entulho Informativo #23, Primavera de 2007, 52 págs, impressão a cores, 20,8x28cm. Tiragem: 10000 exemplares. Lisboa.

Underworld - Entulho Informativo #24
Capa · Editorial + Disco da Vida · Fotoreportagem · Entulho Sonoro 3 · Monogono · Peste & Sida · Mão Morta · Blood Safari vs Wraygunn · The Young Gods · Wolf Eyes · Jesu · Dwelling · Thesyre · Immolation · Decayed · Simbiose · Tomahawk · : Mitos Urbanos : · : Zona Crítica : · : BD - Mr. Adams : · : Tubo d'Ensaio : · : Conto : · : Fim :

Underworld - Entulho Informativo #24, Verão de 2007, 52 págs, impressão a cores, 20,8x28cm. Tiragem: 10000 exemplares. Lisboa.

Underworld - Entulho Informativo #25
Capa · Editorial + Disco da Vida · : Fotoreportagem : · Studioreport: Thanatoschizo · Entulho Sonoro 4 · [BeforeTheRain] · Banshee ASEWCR · Ministry / Paul Raven [RIP] · The Ocean · Agnostic Front · Down · Witchcraft · E. Neubauten · Om · The Allstar Project · Raccoo-oo-oon · Dossier: Electrónica · : Mitos Urbanos : · : Tubo d'Ensaio : · : Zona Crítica : · : BD : · : Pena Críptica : · : Linhas Tortas : · : Conto : · : Fim :

Underworld - Entulho Informativo #25, Inverno de 2007, 52 págs, impressão a cores, 20,8x28cm. Tiragem: 10000 exemplares. Lisboa.

Underworld - Entulho Informativo #26
João Ribas (Censurados, Tara Perdida) escolhe "Fresh Fruit for Rotten Vegetables" dos Dead Kennedys como o disco da sua vida. Há uma breve apresentação das 21 bandas que participam no CD "Entulho Sonoro #5" oferecido pela revista.
Segue-se uma entrevista a Seldon Hunt, autor da capa desta edição. Em foco estão diversas bandas nacionais na sequência do lançamento de novos discos como os We Are the Damned, nascidos dos escombros dos TwentyInchBurial; os Overcome, os Oblique Rain e os If Lucy Fell.
Entrevista aos californianos Good Riddance, artigo sobre os Brutal Truth, entrevistas e resenhas aos novos discos dos Earth e Kingdom Of Sorrow.
Na literatura, o destaque vai para a entrevista ao escritor George R.R. Martin, autor da saga "As Crónicas de Gelo e Fogo".
As páginas centrais são dedicadas a Lydia Lunch, entrevistada antes do seu concerto na ZDB. Depois surge o artigo "Oriente Extremo" com uma breve abordagem a algumas sonoridades oriundas do Japão.
O compositor alemão Karlheinz Stockausen é homenageado na rúbrica "Mitos Urbanos".
O músico e coleccionador F. J. Dias (Dawnrider, The Sadists, Subcaos) selecciona sete registos discográficos nacionais de grande raridade.
Na rúbrica "Tubo D'Ensaio" são divulgadas diversas maquetes de bandas emergentes. Depois, as habituais páginas dedicadas à análise e divulgação dos novos lançamentos discográficos, destacando-se Akron / Family e Angels Of Light, ambos lançados pela editora de Michael Gira dos Swans. Nota também para os japoneses Boris, nos portugueses Epping Forest e Riding Panico.
A banda desenhada está representada por "Bad Skin" de Andrew Ferguson, com direito a impressão a cores sobre papel couché!
No que toca ao cinema, referência para as estreias dos filmes ""Este País Não é para Velhos", "Persepólis", "Tropa de Elite" e "O Assassino  de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford".
Na rúbrica "Pena Críptica", notas sobre as edições de livros e fanzines.
Fernando Ribeiro escreve sobre o multifacetado autor norte-americano Hart D. Fisher.
Na última página, publica-se o conto "Do Mal o Menos" da autoria de Rui Zink.  
Underworld - Entulho Informativo #26, Primavera de 2008, 52 págs, impressão a cores, 20,8x28cm. Tiragem: 10000 exemplares. Lisboa.

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