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18 agosto 2026

D.Flagra

Fanzine de cariz punk libertário, que funciona como repositório em papel do conteúdo publicado anteriormente no blogue.
Neste número, há alguma banda desenhada, apelos à mobilização pelos arguidos da Fontinha, artigos sobre direitos de autor e pirataria, notícias breves sobre eventos e novas edições, manifestos e poemas punk e alguns contactos.
"DYE or DIE, opção ou onda?" foi o tema da 1.ª Tertúlia Punk realizada na CasaViva em Janeiro de 2013, da qual se publica um breve relato.
Também existe espaço para as entrevistas às bandas Dokuga, Dead By Pregnancy e aos Eskizofréncos. 
D.Flagra, Abril de 2013, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 14,8x21cm. Porto.

31 julho 2026

Fim de Emissão

Publicação que reúne a série de 12 cartazes concebidos por André Lemos para o ciclo de programação musical "Fim de Emissão", organizado pela Nariz Entupido - entre Abril de 2025 e Março de 2026. Aqui, os cartazes surgem despojados da informação habitual: artistas, data e hora, local e organizador e os desenhos apresentam-se numa sequência diferente da original, assumindo novas e diferentes leituras.
No blogue Mesinha de Cabeceira foi referido que "o que seria normal era a publicação reproduzir os cartazes como eles são e ficarmos com um arquivo, ponto final. Mas o André tem vindo a brincar - aliás, sempre brincou - ao "DJ das imagens" como se tem testemunhado com os Opuntias intitulados de Reforma. Se o seu trabalho sintetiza surrealismos e vanguardas mortas com que ele ressuscita como um Comissário de Arte em Ácidos - LOL - quando pega nos seus desenhos e ainda os remonta é preciso apreciar os resultados com calminha... ufa! Neste "Fim de Emissão", menos radical, Lemos decide isolar os elementos do cartaz, os desenhos, o título do ciclo (e sua respetiva numeração) e o nome dos artistas ou dos espectáculos, separando-os e colocando em secções de forma a que os desenhos respirem e a informação exista na mesma."
Fim de Emissão, Junho de 2026, 28 págs, risografia a preto e amarelo; capa em cartolina amarela, 16,8x23,5cm. Tiragem: 50 exemplares. Edição: Nariz Entupido.

20 julho 2026

Utopia Platafórmica


A Utopia Platafórmica foi criada em Setembro de 2019, iniciando-se com a criação do blogue e a consequente presença nas redes sociais.
O passo seguinte foi o lançamento de Abasy, um fanzine focado quase exclusivamente na cena portuguesa black metal dos 90. Após a edição de dois números, o projecto revelou-se demasiado restrito e foi criado o Rock em Chamas (homenagem aos programas radiofónicos 'Rock em Stock' e 'Lança-Chamas), abarcando um espectro musical mais abrangente que ia do heavy metal mais extremo, ao punk/oi! mais aguerrido, passando por sonoridades mais 70s. Diversas vicissitudes impediram o lançamento em formato físico, pelo que o Rock em Chamas limitou-se à edição online.
Depois destas experiências, estavam lançadas as bases para a criação de Utopia Platafórmica, que pretendia "partilhar opiniões, novas – e velhas – descobertas, ter a oportunidade de colocar questões a músicos que, com o seu trabalho, me transmitem algo, e fazer toda essa informação chegar a vós!
Não se procura reinventar a roda ou esquematizar todo o género do Heavy Metal, nem sequer dar "lições" sobre A ou B. Num género musical tão vasto como aquele em que nos inserimos, a diversidade é, mais que presente, desejada! Seja evolução musical ou um recuperar de velhas premissas, por estas páginas passarão bandas novas e velhas, músicos de hoje e de ontem… um pouco daquilo que a mim me faz SENTIR. Ao contrário do blogue, este fanzine será (quase) exclusivamente dedicado ao Black Metal, dos 80 aos dias de hoje, seja a Música ou a perspectiva dos músicos acerca do género e de toda a "estrutura" do mesmo."
A base desta edição materializa-se em cinco questões, colocadas a cinco músicos de black metal. Cinco perspectivas diferentes da mesma realidade. As bandas entrevistadas são: Conjuro (Espanha), Forbidden Tomb (Tailândia), Funeral Fullmoon (Chile), Grievance (Portugal) e Nuit Noire (França).
Utopia Platafórmica #1, Outubro de 2020, 40 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 30 exemplares. Porto.

16 julho 2026

Ode Lusitana


Ode Lusitana é um fanzine de divulgação do metal português, apresentando neste número uma entrevista com Victor Matos, guitarrista e fundador da histórica banda portuense Web. A outra entrevista é realizada a Lunah Costa, promotora da iniciativa Headbang Solidário, que através da música apoia várias causas sociais, e da Cthulhu Productions.
São publicadas também diversas notícias breves sobre concertos, lançamentos discográficos e outros eventos, tais como The Unborn Fest, Sonneillon BM, Brutal Brain Damage, Dark Oath, Dethmor, Thorvus, H.O.S.T, Toxic Attack e Gorgásmico Pornoblastoma.
Ode Lusitana #13, Março de 2016, 12 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm.

15 julho 2026

Sinfonia do Oculto

Depois da anterior abordagem ao deathrock, Miguel Moreira regressa aos fanzines prestando homenagem ao gothic rock.
Apresentando como epígrafe "Para os que procuram o preenchimento da alma pela obscuridade..." o fanzine Sinfonia do Oculto move-se nos ambientes do gótico e das sonoridades mais sombrias. A porta de entrada é aberta por Edgar Allan Poe, sendo referenciada a sua influência no universo gótico.
Seguem-se diversas biografias resumidas de bandas musicais do espectro do rock gótico nos anos 80 e 90 do século passado, algumas relativamente reconhecidas como Madre Del Vizio, Love Like Blood e Faith and the Muse. Há referência também para outros conjuntos musicais mais obscuros e com existências meteóricas como os Seraphin Twin, Preachers of Twilight, Restoration, Pictures of Agony e Altered States.  
Sinfonia do Oculto, Fevereiro de 2026, 12 págs, fotocópia a preto & branco, 14,8x21cm. Porto.

09 julho 2026

Blind Dumb Deaf

Blind Dumb Deaf é um fanzine de Rita Mota elaborado no decurso da 4.ª Feira Autónoma realizada em finais de Novembro de 2025 em Almada. O programa da Feira incluía um workshop dinamizado por O Gato Mariano, cuja proposta consistia em realizar um exercício de abordagem autoral à banda desenhada a partir da sobreposição de elementos musicais, literários e gráficos.
Rita Mota assumiu a música 'Blind Dumb Deaf' inserida no álbum 'Garlands' dos Cocteau Twins, como ponto de partida para a sua abordagem pessoal ao estrépito das guitarras e à reverberação comovente da voz de Liz Fraser.
Rita Mota já tinha dado nota de possuir um requintado gosto musical, confirmado agora com a escolha desta canção sublime (especialmente a versão registada na Peel Sesssion).
Blind Dumb Deaf, Janeiro de 2026, 8 págs, impresso a preto sobre papel salmão, 14,9x21cm.

24 junho 2026

Mehr Licht!

Mehr Licht! #4
As coisas eram bem diferentes em finais da década de 90 do século passado!... Luis Oliveira escrevia o seguinte no editorial: "No Verão de 93 houve uma enxurrada de concertos para todos os gostos e em vários pontos do país mas depois disso pouco ou nada mais aconteceu e então tem-se que questionar:
Porque é que tudo se tem que passar em Lisboa? Porque é que desde Setembro de 1995 (Young Gods no Porto, Coliseu) não há um concerto de jeito no norte? Como é possível fazer-se um concerto dos DEATH IN JUNE (Non, Kapo, Strength Through Joy e Scorpion Wind) em Lisboa e passar quase despercebido? Ainda por cima um concerto limitado aos amigos e que quando se tenta comprar bilhete já tudo está esgotado? Qual é o direito essa gente tem de nos privar de um espectáculo desses? Ou de qualquer outro espectáculo semelhante? Teremos nós que ir viver para Lisboa para usufruir daquilo a que, noutros países, qualquer pessoa tem direito? Sendo assim mais vale emigrar..."
Neste número, são apresentadas entrevistas ao autor de banda desenhada Jhonen C. Vasquez e às bandas The Garden of Delight, Midnight Call, e aos alemães Passion Noire.
Reportagem sobre as edições de 1996 dos festivais 
de Vilar de Mouros e de Reading.
É apresentado um extenso artigo sobre os Virgin Prunes, cobrindo toda a sua existência e também artigos sobre as bandas The Shroud e The Prophetess.
Nos registos discográficos, são apresentadas críticas aos trabalhos de The Garden Of Delight, Love Spirals Downwards, Black Tape For A Blue Girl, Vidna Obmana, The Merry Thoughts, Abcess, Umbra Et Imago e o sublinhado especial ao primeiro registo dos The Astonishing Urbana Fall.
Na rúbrica 'Filmes Maiores que a Vida' assinada por Vítor Ribeiro, é destacado o filme "O Acossado" realizado por Jean-Luc Godard em 1959.
Mehr Licht! #4, Março de 1997, 40 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Póvoa de Varzim.

Mehr Licht! #5
Uma detalhada biografia dos primeiros anos de Mão Morta preenche a primeira dezena de páginas. Depois, fala-se num concerto dos Clockwork, acompanhados pelos Orange e Parkinson. Nota também para o lançamento dos disco homónimo dos Clockwork pela Lowfly Records, com entrevista à banda.
Logo a seguir, surgem diversas resenhas críticas a novas edições discográficas, com destaque para Caspar Brötzman Massaker e Impressions Of Winter.
Nas páginas centrais, lê-se uma crónica sobre o festival poveiro Cais do Rock 97, que desiludiu um pouco.
Os americanos Man...Or Astro-Man? merecem um olhar atento de Luís Oliveira, bem como a listagem da sua discografia detalhada. Um pouco abaixo surge uma curiosa referência para a edição de uma demo dos Bildmeister.
A banda de metal vimaranense Kormoss merece uma referência de Paulo Martins. O mesmo colaborador referencia o projecto Moyaghem / NoyAghem.
Nas páginas seguintes , ainda há espaço para a divulgação da Sociedade Internacional da Terra Plana, para a edição da demos dos This Isn't Luxury pela Deixe de Ser Duro de Ouvido, e também para o concerto dos Astonishing Urbana Fall e respectiva entrevista conduzida por Paulo Martins.
Para finalizar, na rúbrica 'Filmes Maiores que a Vida' destaque para 'Os 400 Golpes' de François Truffaut e 'Hiroshima Meu Amor' de Alain Resnais.
Sem dúvida, um excelente fanzine, que peca apenas pela escolha de alguns tipos de letra que embaraçam muito a leitura.
Mehr Licht! #5, Julho de 1997, 40 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Póvoa de Varzim.

Mehr Licht! #6
Este número, inicia com a publicação da primeira parte de um longo artigo sobre os Death In June, assinado por Luis Oliveira. Seguem-se, pelo mesmo autor, uma resenha sobre o Festival Sacrosanct 97, realizado em Londres. Depois os suecos Funhouse também são destacados. Há também duas páginas dedicadas à análise e criticas de novas edições.
Paulo Martins divulga as novas maquetas das bandas nacionais The IDS e Love And The Will. O mesmo autor apresenta um artigo intitulado "Breves apontamentos sobre alguns aspectos esotéricos do III Reich - Subsídios para a compreensão de um fenómeno".
Regressa depois a vertente musical, com um artigo sobre os ingleses The Venus Fly Trap.
Para terminar, são transcritos alguns textos e diálogos do filme "Paris, Texas" de Wim Wenders. Na rúbrica "Filmes Maiores que a Vida", Vítor Ribeiro destaca a obra do realizador americano John Cassavetes. 
Mehr Licht! #6, Janeiro de 1998, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Póvoa de Varzim.

Mehr Licht! #7

Neste número, é publicada a segunda parte do artigo dedicado aos Death In June e conclui-se também  o artigo intitulado "Breves apontamentos sobre alguns aspectos esotéricos do III Reich - Subsídios para a compreensão de um fenómeno". É transcrita uma entrevista transmitida no programa "Nova Vaga" da Rádio Fundação aos mentores da editora discográfica independente "Deixe de Ser Duro de Ouvido".
Na rúbrica "Filmes Maiores que a Vida", destaca-se o realizador norte-americano Martin Scorsese.
Os germânicos Still Patient? são entrevistados por Luis Oliveira, que também perspetiva o que será o Festival Wave Gotik Treffen 1998.
A cena de Manchester é radiografada, destacando-se as suas principais bandas e discografias.
O fanzine termina com duas páginas dedicadas à crítica e divulgação das novas edições discográficas nacionais (Kola!, Sadcow, Desire e Cais do Rock Vol. 2) e internacionais (Love Like Blood, Clan Of Xymox, Raison D'Être, etc.).
À semelhança do número anterior, o arranjo gráfico de algumas páginas dificulta sobremaneira a leitura dos textos devido à sua sobreposição com imagens.
Mehr Licht! #7, Abril de 1998, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Póvoa de Varzim.

Mehr Licht! #8
Neste número, a banda em destaque são os americanos The Cramps. Seguem-se algumas entrevistas: - a primeira, a Adolfo Luxuria Canibal, por altura da edição do disco dos Mão Morta "Há já muito tempo que nesta latrina o ar se tornou irrespirável"; - depois, aos barcelenses The Astonishing Urbana Fall e aos leirienses Phase.
Nas páginas centrais, surge a cobertura ao Festival Cais do Rock '98 na Póvoa de Varzim. Depois mais umas entrevistas às bandas nacionais Plus, Raindogs e Simplex, The Boozman.
Paulo Martins publica um texto "Considerações sobre a Swastika" onde discorre sobre a persistência deste símbolo ao longo do tempo.
Na rúbrica "Filmes Maiores que a Vida", continua o destaque ao realizador norte-americano Martin Scorsese.
O fanzine conclui com duas páginas de críticas e classificações a novas edições discográficas.
Uma nota final para a melhoria do grafismo e da paginação, tudo muito mais limpo e legível.
Mehr Licht! #8, Setembro de 1998, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Póvoa de Varzim.

09 junho 2026

Goth n' Rock - VII Chapter

Os capítulos anteriores materializaram-se em edições em formato CD compilando bandas dos mais variados estilos musicais, lançadas entre os anos de 2010 e 2014. Agora, os dinamizadores pretendem alargar o seu âmbito de acção publicando entrevistas às bandas com quem vão trabalhando e alguns textos de ficção.
As entrevistas repetem um guião rígido de perguntas direccionadas às seguintes bandas: Mauro Passos, Fios de Raiva, Ash Is A Robot e The Ramblers.
No tocante à literatura, são apresentados os textos 'A Busca do Nada' de Sérgio Pereira e excertos de 'Demónios Urbanos' da autoria de Emanuel R. Marques.
A parte final, intitulada 'Rebimbómalho', é dedicada à descontracção e conta com um horóscopo, palavras cruzadas e diferenças entre duas fotografias, tudo recheado com algum humor.
O Goth n' Rock - VII Chapter apresenta-se encadernado com espirais pretas e oferece como extra um CD de uma banda lá da casa (o meu exemplar trazia o CD-R 'Yer Vinyl' dos The Ramblers.
Goth n' Rock - VII Chapter, Novembro de 2015, 52 págs, impresso a preto sobre papel amarelo, 15x21cm. Edição: Goth n' Rock Productions.

05 junho 2026

Script

Não deixa de ser surpreendente o surgimento na Covilhã de uma revista dedicada ao cinema!... Depois das apresentações, é publicada uma entrevista ao realizador João Botelho. Segue-se uma recensão crítica bastante contundente ao filme 'Tráfico' escrita por Rui Pelejão.
São publicadas notas de análise aos filmes 'Elizabeth' realizado por Shekkar Kapur, 'Gato Preto, Gato Branco' de Emir Kusturica e a adaptação de 'Psycho' por Gus Van Sant.
Os filmes 'O Jogo' de David Fincher, 'Dark City' de Alex Proyas e 'Truman Show' de Peter Weir constituem o pretexto perfeito para discorrer sobre as várias dimensões do que se convencionou chamar de realidade.
O grande plano desta edição é dirigido para o actor e realizador italiano Roberto Benigni.
Na rúbrica 'Mafioteca' destacam-se alguns filmes do género mafioso, com enfoque na trilogia 'O Padrinho' de Francis Ford Coppola.
Há também espaço para as referências musicais, com apontamentos sobre discos de Mercury Rev, Belle and Sebastian e Beck. Nota também para os novos lançamentos no mercado videográfico, com destaque para 'Gattaca', que não estreou em sala e foi directo para o vídeo...
Há rúbricas deliciosas como 'Net Café' onde se referem sitíos na net onde pesquisar e ver tópicos variados sobre cinema, desde o Dogma 95, à t-shirt oficial do 'Titanic'.
Script #1, Mar / Abril de 1999, 32 págs, offset a preto & branco, 16x23cm. Tiragem: 1000 exemplares. Edição: Cineclube Universitário da Beira Interior. Covilhã.

21 maio 2026

Feedback

Publicação gratuita dedicada à divulgação das sonoridades mais pesadas, com bastantes afinidades estéticas e editoriais com Underworld - Entulho Informativo, mas menos eclética e diversificada. Na capa surgem os noruegueses The Kovenant, por altura do lançamento do disco 'Seti' que marca uma viragem na sua música.
São publicadas entrevistas aos portugueses Squad, e também uma extensa conversa com os suecos Nightingale. As páginas seguintes são todas dedicadas à divulgação e crítica de novas edições discográficas. Na rúbrica 'Sub-Cave', dedicada às maquetes/demos são referenciadas gravações das bandas portuguesas Fear The Name, Invoke e Stream.
Seguem-se umas largas dezenas de resenhas sobre discos de metal (e todas as suas variantes), destacando-se os discos 'Souvenirs' de The Gathering e 'Damnation' de Opeth.
Feedback #3, Abril de 2003, 16 págs, offset a preto & branco; capa a cores, 21x29,7cm.

15 maio 2026

The Fall of the Idol

Todo o conteúdo do fanzine The Fall of the Idol foi escrito entre Julho e Setembro de 2019, excepto a entrevista a Samael (datada de 1992). Este primeiro número, é focado quase exclusivamente em entrevistas a bandas de metal extremo que o editor JG aprecia.
Pode ler-se a entrevista a Sagatrakavashen, uma banda italiana activa desde os anos oitenta. Várias bandas brasileiras são também destacadas como Holocausto, Impurity, Behemoth, bem como a editora Voz da Morte, que tem lançado diversos registos importantes dentro deste espectro sonoro.
As bandas nacionais também têm o seu espaço, como os veteranos Black Cross e Decayed, e os mais novos Caixão (banda onde participa JG). O trabalho do graffiter Embalmer, conhecido por pintar logotipos metaleiros nas paredes, também é destacado.
As outras bandas entrevistadas são os Bloody Cross, Cemetery Lights e Yamatu.
Alguns exemplares deste primeiro número traziam uma cassete compilando 15 temas das bandas referenciadas no fanzine.
O estilo clássico de corta e cola artesanal, com títulos manuscritos e textos com aspecto dactilografado, caracterizam esta publicação altamente blasfema escrita exclusivamente em inglês.
The Fall of the Idol #1, Setembro de 2019, 48 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Almada.

06 maio 2026

O Mouco

Meio Mouco # 4 e 1/2
O primeiro artigo intitulado 'O Inverno Não Podia Ter Sido Mais Frio' parte à descoberta das novas bandas canadianas. Impulsionados pela descoberta dos GYBE!, exploram as sonoridades de outras bandas como Do Make Say Think, Exhaust, A Silver Mt. Zion e 1 Speed Bike.
Depois, algo completamente diferente: - a noticia do regresso de Battlestar Galáctica! 
Continuando a surpreender, um texto que mistura dores de cabeça, medicamento Panadol e o primeiro disco dos suecos Eskobar.
As páginas seguintes são preenchidas com textos sobre os Karate, o concerto de PJ Harvey no Rivoli, o disco de estreia dos Clinic e o concerto de Los Planetas
De rompante, 'Jimmy, The Little Bastard', irrompe alucinado numa bd assinada por Pedro Carvalho.
Notas sobre concertos de Shannon Wright e Calexico, sobre a banda Cop Shoot Cop e sobre os The (International) Noise Conspiracy.
O Meio Mouco servia como cartão de apresentação das bandas integrantes do CD que acompanhava esta edição.
Meio Mouco #4 e 1/2, Maio de 2001, 32 págs, impresso a preto & branco; capa em azul, 12x12cm. Porto.

O Mouco Bob
No editorial refere-se que esta edição do Mouco deveria ter saído um ano antes, mas apesar desse atraso, não se nota que o conteúdo esteja minimamente desactualizado. A abrir, comenta-se a programação e as bandas incluídas no cartaz do Festival do Porto, e divulga-se o trabalho dos norte-americanos Elk City, na sequência do lançamento do seu segundo disco.
Referência também para os The New Year e para o seu disco "Newness Ends". Recupera-se o surpreendente trabalho de Spike Jones nos anos 40/50 e a sua influência em muita produção musical posterior.
Segue-se uma banda desenhada cruzando ovni's e castigos divinos desenhada por Tiago Lourenço e escrita por João Lourenço.
Na senda da invasão musical nórdica, são destacados os suecos Logh, logo seguido por um pequeno artigo assinalando o vigésimo aniversário da editora Dischord.
Referência também para o concerto dos Karate no bar portuense O Meu Mercedes é Maior Que o Teu.
De seguida, um exercício de futurologia sobre prováveis bandas em destaque naquele ano, nomeando The Raveonettes, Yeah Yeah Yeah's e The Kills, todas tendo em comum elementos do sexo feminino.
Para finalizar, aproveitam para relembrar os britânicos World Domination Entreprises e o seu disco "Let's Play Domination".
Como já vinha sendo habitual nas anteriores edições do Mouco, há um CD extra contendo uma compilação de 12 temas de bandas alternativas como os Hella, Picastro, Volta do Mar, Je Suis France, Murder By Death, The Microphones, Tha Allstar Project, Everybody Uh Oh, Young People, The Advantage e Red Shirt Brigade.
Mouco foi um dos melhores fanzines surgidos em Portugal na mudança de milénio, tendo direito a um lugar cativo na Fanzineteca Ideal.
O Mouco Bob, Junho de 2003, 20 págs, impresso a uma cor, 14x18cm. Porto.

05 maio 2026

Lusitânia

Lusitânia #13
O tema em destaque neste número de Lusitânia é 'Os Filhos do Rock' e são entrevistados diversos músicos que são filhos de outros músicos - uns mais conhecidos; outros mais anónimos. Na capa surge António Corte-Real, filho de António Manuel Ribeiro dos UHF.
As bandas e artistas Decayed, Dúbia, Rui Gaio, Ser, The Voynich Code e Mauro Ramos, são entrevistados na sequência do lançamento de novos registos discográficos.
Há também textos como "Exórdios" sobre os filhos e os bastardos do rock. A rubrica "Perdidos no Sótão" repesca um conjunto de discos clássicos do metal nacional.
As últimas páginas são dedicadas a notícias sobre os lançamentos do mês e à publicação da agenda de concertos e eventos musicais.
Lusitânia #13, Setembro de 2021, 48 págs, impresso a cores em papel couché 135g., 14,9x21cm. Tiragem: 99 exemplares. Edição: Ethereal Sound Works. Lisboa.

Lusitânia #16
O tema desta edição é 'Fora da Banda' projectando alguma luz para todos aqueles que gravitam à volta das bandas, de forma remunerada ou voluntária, e que contribuem decisivamente para as bandas serem aquilo que conhecemos. Tânia Fidalgo apresenta um pequeno ensaio fotográfico sobre o tema de capa.
As bandas em destaque com entrevistas e novos discos são: Cobra ao Pescoço, Cold and Deceased, Ionezed, Murro, Never End, The New Geometry e OZ.
Os 'Exórdios' debruçam-se sobre os ecossistemas musicais incidindo nas áreas do rock e do metal. Na rúbrica 'Perdidos no Sotão' faz-se uma digressão sobre os discos editados na década de 80 no contexto do boom do rock português.
Com o título 'Tudo Isto é Fixe, Tudo Isto é Rock' ensaia-se uma divagação escrita sobre a potencial criação de um circuito alternativo nacional de concertos.
Para terminar, é apresentado o roteiro mensal dos concertos e novos lançamentos discográficos.
Lusitânia #16, Dezembro de 2021, 48 págs, impresso a cores em papel couché 135g., 14,9x21cm. Tiragem: 99 exemplares. Edição: Ethereal Sound Works. Lisboa.

21 abril 2026

Punk Comix

O livro-duplo Corta-e-Cola: Discos e Histórias do Punk em Portugal (1978-1998) / Punk Comix: Banda Desenhada e Punk em Portugal (CCC+Thisco; 2017), da responsabilidade de Afonso Cortez e Marcos Farrajota, vinha acompanhado por um CD compilando 12 temas inéditos e exclusivos das bandas Grito!, Mandrake, Albert Fish, Melanie is Demented, Dr. Frankenstein, The Dirty Coal Train, Putan Club, Presidente Drógado com Banda Suporte, FDPDC, GG Allin´s Dick, Estilhaços Cinemáticos e dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS.
O livro teve uma tiragem global de 1000 exemplares, mas apenas os exemplares do livro adquiridos directamente às editoras foram acompanhados pelo CD. Os cerca de 300 livros que foram vendidos pelas grandes cadeias livreiras não dispunham do disco incluído.
O facto de haver 300 discos sobrantes, incentivou os editores a criarem um livreto desenhado por treze criadores que ilustraram as músicas, também elas inspiradas fluidamente no universo da banda desenhada.
Contribuíram com desenhos e ilustrações os seguintes autores: Ana Louro, Ana Caspão, André Coelho, José Smith Vargas, Marcos Farrajota, Mauro Coelho, Neno Costa, Nunsky, Rudolfo, Rui Moura, Vicente Nunes, Xavier Almeida e Jucifer (desenho da capa).
Punk Comix, 2019, 24 págs., risografia a duas cores, 12x12cm. Tiragem: 300 exemplares. Edição: Chili Com Carne / Zerowork Records.

11 abril 2026

Bikini Kill

Bikini Kill é um fanzine devotado à temática feminista, apresentando-se numa folha de tamanho A3, com um corte horizontal central, que permite uma dobragem em 8 páginas, escrito em inglês e criado por Rubkk. Assume-se como um misto de manifesto e de homenagem às mulheres notáveis do punk e do rock.
Começando pelo punk, assinalado como o momento onde as mulheres deixam o papel secundário a que estavam remetida, para assumirem maior protagonismo, ilustrado por Poly Styrene, a líder da banda X-Ray Spex.
O movimento riot grrrl surgido nos primórdios dos anos 90, é apontado como outro dos marcos importantes para a emancipação das mulheres no mundo da música, servindo de inspiração para todas as outras áreas artísticas. 

Bikini Kill, 2025, 8 págs, impressão digital a preto sobre papel colorido, 11x15cm.

06 abril 2026

Musicalíssimo Freak

Musicalíssimo Freak #1
Novo capítulo, em dose dupla, do laborioso trabalho de arqueologia gráfica desenvolvido por José António Moura, lançando um outro olhar sobre publicações perdidas nas brumas do tempo. Agora, o foco são as ilustrações impressas nas páginas do Musicalíssimo. Os desenhos são contribuições criadas pelos leitores e enviadas para o jornal, tendo sido publicadas entre os anos de 1980 e 1982. "Esta janela temporal assinala o segundo arco de vida do jornal. O presente destaque a estas ilustrações resulta de um olhar atento às margens e entrelinhas, uma prática que ajuda a iluminar outros momentos na História, outros projectos e ideias que, não sendo necessariamente os mais impactantes ou populares (aliás, quase nunca o são), desfazem a noção de consenso e narrativa oficial transmitida e divulgada. São ilustrações que revelam relacionamentos íntimos com a música, geralmente apegados a formas de escape ou comentário sócio-político. sintonia de dois pólos no universo da música popular: por um lado, o niilismo punk; por outro, rock mais clássico, prog, 60s, 70s, dieta habitual do freak português.
Se um dos pólos sugere acção, o outro sugere sobretudo um enredo de revolta processado na mente e solto num mapa surrealista sem linhas definidas. São também ilustrações próprias do seu tempo e do contexto português, fantasias artísticas cujo valor estético intrínseco não pode ser desligado dessas circunstâncias mas que, ainda assim, ingénuo ou mais esclarecido, básico ou mais elaborado, figurativo ou abstracto, estimulam e questionam."
Musicalíssimo Freak 1980-82 #1, Março de 2026,  28 págs, impresso a preto sobre papel texturado creme 120g., 14,2x20,2cm. Tiragem: 25 exemplares. Edição: Marte Instantânea / Holuzam. Lisboa.

Musicalíssimo Freak #2
"E rock como veículo simultâneo de encontro colectivo e espaço pessoal de navegação na mente. Juntavam-se, por fim, as paisagens visuais de muita BD fantástica ou de ficção científica - lá fora, a Heavy Metal e a Metal Hurlant, cá dentro a Visão, por exemplo - e os mundos sugeridos por inúmeras capas de rock progressivo. Tudo junto numa palavra talvez resulte Escapismo.
Estas últimas vertentes diluem-se numa tendência mais internacional própria da época, composições abstractas e arquitectónicas, algumas inspirações surrealistas que também se manifestam noutra das tendências principais, neste conjunto de ilustrações, observada num traço mais líquido e rabiscado a fazer lembrar o underground norte-americano da Zap Comix e afins.
Consideração final e especulativa: o desencanto generalizado (talvez evidente num tipo de pessoas mais vocacionadas para as artes) com a experiência abortada da Revolução Socialista, as possibilidades que aí se perderam, a ideia de liberdade "libertária" que se consumiu, o poder aos jovens, uma nova sociedade e mais etceteras sonhados durante o PREC. A frustração tinha de sair por algum lado. Foi isto, também?"
Musicalíssimo Freak 1980-82 #2, Março de 2026,  28 págs, impresso a preto sobre papel texturado creme 120g., 14,2x20,2cm. Tiragem: 25 exemplares. Edição: Marte Instantânea / Holuzam. Lisboa.

05 abril 2026

Fresh

Fresh #0

Revista urbana sobre estilos, identidade, cultura e modas, editado por João Pedro Vasconcelos. Neste número #0, temos um artigo sobre street skaters, dois breves questionários aos Repórter Estrábico e a Maria Gambina, um artigo mais extenso sobre a banda Kick Out The Jams, um artigo sobre música eletrónica e outro sobre a droga da moda na altura - o ecstasy. 
As páginas finais são dedicadas às "Manobras de Maio94" e aos estilistas Dino Alves, Miguel Flor, Júlio Torcato & Paulo Cássio, Maria Gambina e Náná Benjamim.
Fresh #0, Outubro de 1994, 32 págs, offset a preto & branco, 20,5x27,2cm. Esmoriz.

Fresh #2
Cientes do que é um fanzine disposto a abordar temáticas como drogas, música, novas tecnologias, viagens, moda, cinema, de uma forma diferenciada da imprensa mais institucionalizada, Fresh dirige-se a um público jovem e urbano, e o tema desta edição é o sexo. Começa com um surpreendente roteiro nova-iorquino de locais de encontro, seguido de um artigo sobre revistas porno americanas - a depravação no país dos moralistas! O artigo é bastante divertido, percorrendo inúmeras revistas da especialidade tais como a "Close Shave", que apresentava uma certa qualidade amadora que tornava a revista encantadora. Dentro dizem que "A stripper Kitty Navidad "...de 43 anos..." parecia saída da secção + de 50 e, eu posso-vos assegurar que aquela coisa não estava rapada, era careca!"
Depois é publicada uma entrevista a um muito novo Júlio Machado Vaz, um notável na matéria.
As páginas centrais são impressas a cores e preenchidas com uma produção de moda, com roupas oriundas de lojas no Porto, destacando-se as t'shirts de Maria Gambina a glosar o símbolo da Galp.
Segue-se um texto sobre a prostituição. Na página seguinte, Rodrigo Affreixo escreve sobre o filme "As Aventuras de Priscilla, A Rainha do Deserto".
As páginas finais são dedicadas a uma selecção e montagem realizada por Rui Cunha composta com imagens extraídas do universo dos comics com uma pletora de músculos e com primordiais conotações sexuais.
Como encarte dobrado em três, surge um poster de Traci Lords, acompanhado da listagem de toda a sua extensa  filmografia.
Fresh #2, Maio de 1995, 48 págs, offset a preto & branco; capa de cor magenta, 20,2x26,8cm. Esmoriz.

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