Mostrar mensagens com a etiqueta 2019. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 2019. Mostrar todas as mensagens

15 maio 2026

The Fall of the Idol

Todo o conteúdo do fanzine The Fall of the Idol foi escrito entre Julho e Setembro de 2019, excepto a entrevista a Samael (datada de 1992). Este primeiro número, é focado quase exclusivamente em entrevistas a bandas de metal extremo que o editor JG aprecia.
Pode ler-se a entrevista a Sagatrakavashen, uma banda italiana activa desde os anos oitenta. Várias bandas brasileiras são também destacadas como Holocausto, Impurity, Behemoth, bem como a editora Voz da Morte, que tem lançado diversos registos importantes dentro deste espectro sonoro.
As bandas nacionais também têm o seu espaço, como os veteranos Black Cross e Decayed, e os mais novos Caixão (banda onde participa JG). O trabalho do graffiter Embalmer, conhecido por pintar logotipos metaleiros nas paredes, também é destacado.
As outras bandas entrevistadas são os Bloody Cross, Cemetery Lights e Yamatu.
Alguns exemplares deste primeiro número traziam uma cassete compilando 15 temas das bandas referenciadas no fanzine.
O estilo clássico de corta e cola artesanal, com títulos manuscritos e textos com aspecto dactilografado, caracterizam esta publicação altamente blasfema escrita exclusivamente em inglês.
The Fall of the Idol #1, Setembro de 2019, 48 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Almada.

13 maio 2026

Revista Decadente

Revista Decadente #65
A abrir este número, Alice Geirinhas fala sobre "A Vaca que Veio do Espaço", editora de fanzines dos anos 80. Os dinamizadores da editora foram Alice Geirinhas, João Fonte Santa e José da Fonseca e entre 1986 e 1988, editaram os fanzines Facada Mortal, "Joe Indio", "Tom Sida Magazine" e "Grafpopzine".
"O Antropoceno é uma Moda?" é uma reflexão de Ana Cristina Cachola e Xavier Almeida.
Gonçalo Duarte fala dos passes sociais em Lisboa e do problema da habitação em Lisboa em "Conversas Vadias".
A perspectiva das novas amizades e o seu efeito nos velhos amigos, por Sreya em modo virtual em "Deixar a Música e Dedicar-me à Potaria".
Ana Menta aborda questões ligadas à administração da justiça e sobre o papel dos juízes.
Pete Sar avança com algumas "Ideias para a Neo-Decadência" e o uso de WC femininos por homens.
Em "Luxação", Xavier Almeida narra os primórdios da sua experiência ciclista em Lisboa.
Revista Decadente #65,
 Março de 2019, 12 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 60 exemplares. Edição: Estrela Decadente. Lisboa.

Revista Decadente #69
Para assinalar a 69ª edição da Revista Decadente, os participantes aproveitaram para explorar a temática de cariz sexual, com especial enfoque na posição kamasutriana associada ao número. A primeira prancha, assinada por SAR, apresenta a sua fixação e predilecção pelo 69. Depois, Sreya referencia a mutação para duas pernas em vez de uma, de modo a ajustar-se à posição 69.
Na rúbrica "Mulheres na B.D.", Alice Geirinhas destaca "QCDA #2000 - 4 Cavaleiras do Apocalipse", edição que reúne trabalhos de Hetamoé, Sofia Neto, Sílvia Rodrigues e Amanda Baeza.
Depois, mais um capítulo de "Luxação" série desenvolvida por Xavier Almeida sobre andar de bicicleta em Lisboa.
"O Evangelho Segundo Santa Vulva" é uma elegia ao lesbianismo e feminismo, anti-machismo e depilação, por Carolina Elis.
Ana Cachola e Xavier Almeida baseiam a bd "Artista Sem Trabalho a Pensar no Trabalho da Arte" na obsessão de António Caramelo pelo número 69.
Ana Menta aproveita o número 69 para reflectir sobre a importância dos preliminares nas relações sexuais  e também na episiotomia, também conhecida como "O Ponto do Marido".
Este número especial conta ainda com a participação de Aimé Pedezert, João Gabriel Pereira, Filipe Felizardo e André Trindade.
Revista Decadente #69, Agosto de 2019, 16 págs, fotocópia digital a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 69 exemplares (2.ª edição). Edição: Estrela Decadente. Lisboa.

Revista Decadente #73
A primeira prancha de bd é da autoria de Odete. Depois, Rod apresenta uma cena de fist fucking.
Ana Cristina Cachola e Xavier Almeida baseiam a bd "Artista Sem Trabalho a Pensar no Trabalho da Arte", numa troca de mensagens através do Tinder, que descamba na reflexão sobre a pertinência da curadoria na Arte.
"ACAB" de Ana Menta é uma conversa de surdos sobre racismo e violência policial. Sintonizada na mesma temática, Carolina Elis comenta a afirmação "Em Portugal não há racismo". 
Na rúbrica "Mulheres na B.D.", Alice Geirinhas publica uma breve apresentação de Isabel Carvalho, fundadora do Colectivo A Língua e do Satélite Internacional e também autora e editora de muitas outras publicações.
Sreya relata as dificuldades da feitura do seu segundo disco e da catarse que representou. Difícil também está encontrar salas para apresentar o trabalho ao vivo.
Depois, o oitavo capítulo de "Luxação", série desenvolvida por Xavier Almeida sobre andar de bicicleta em Lisboa.
"Quando for Grande" novamente uma história de racismo e violência policial, escrita por Gisela Casimiro.
EU, UE, EU, um ego do tamanho do umbigo por Filipe Felizardo. A terminar, mais uma sequência de "Envuelto em Llamas" por Santi. 
Revista Decadente #73, Agosto de 2020, 12 págs, fotocópia digital a preto & branco, 21x29,7cm. Edição: Estrela Decadente. Lisboa.

Revista Decadente #75
Em tempos de pandemia e confinamentos, a Revista Decadente ressurge com um vigor inesperado. André Lemos contribui com trabalhos da fase DEKOMIKONSTRUTIVISMUSSegue-se uma prancha de Carlos Santola, e uma sequência de Muriel Bellini recapitulando os melhores momentos musicais e outros do ano 2020.
Alice Geirinhas continua a sua saga, destacando o trabalho das mulheres na bd. Desta vez, o foco incide no fanzine Your Mouth is a Guillotine. Mais à frente, o destaque vai para Teresa Câmara Pestana, editora do excelente Gambuzine.
Por seu lado, Xavier Almeida apresenta um novo capítulo de 'Luxação' sobre andar de bicicleta em Lisboa.
Ana Margarida Matos ensaia uma nova perspectiva sobre o eu e outro (estrangeiro), decantando signos e grafismos que reconhecemos dos programas e plataformas virtuais.
Este número conta também banda desenhada de Ana Menta, Sreya, Santi Z, Carla Protozoo, Sweevill e um tutorial para confeccionar uma projéctil de arremesso por Bedbug.
Na contracapa, Nuno Saraiva é surpreendido pelo vírus.
Revista Decadente #75, Fevereiro de 2021, 20 págs, fotocópia digital a preto & branco; capa a cores, 21x29,7cm. Tiragem: 35 exemplares. Edição: Estrela Decadente. Lisboa.

Revista Decadente #77
Nas primeiras páginas deste número da Revista Decadente, Pachiclon apresenta uma banda desenhada que parte de um caçador de Pokemons para expor todo o sistema de alienação virtual. Depois vem uma história incendiária de Santi, que acaba com a sorte grande a esfumar-se entre os dedos.
Segue-se uma prancha de Bedbug e proletarização do mundo. Depois, Sar explica muito detalhadamente tudo o que precisamos de saber sobre a blockchain e os NTF.
Nas páginas centrais, um trabalho misteriosos de Hetamoé, carregado de noise, com texto em inglês, muitas vezes ilegível, mas onde os sentimentos reverberam com toda a violência.
Fazendo uma aproximação à banda desenhada em tons negros petrolíferos, André Lemos convoca as magias invertidas, sob os auspícios fantasmáticos de Julião Sarmento.
"Virus for Promotional Use Only", é uma sequência cadenciada dos efeitos do vírus mais conhecido dos últimos tempos, pela mão de Muriel Bellini.
Alice Geirinhas, apresenta "Mulheres na B.D." destacando individualmente as autoras Joana Estrela e Júlia Barata.
Para terminar uma ilustração intrincada de José Haz e a banda desenhada "Luxação" de Xavier Almeida expondo as perplexidades de um utilizador frequente de bicicleta na cidade de Lisboa.
Revista Decadente #77, Fevereiro de 2022, 16 págs, fotocópia digital a preto & branco; capa a cores, 21x29,7cm. Tiragem: 50 exemplares. Edição: Estrela Decadente. Lisboa.

Revista Decadente #79
A abrir este número, Sara Chitas reflecte sobre a incapacidade do ser humano aprender com a História e com os erros do passado. Depois temos Santi em mais um momento "Envolto em Chamas", desta vez à beira de cair no precipício.
Se Basquiat fosse vivo e fizesse banda desenhada com ferramentas digitais, certamente não seria muito diferente das duas pranchas apresentadas por Hetamoé.
Em "Positividade Above it Halls" Maria Quintas parte de um fenómeno observado no mundo animal para fazer uma analogia com a vida quotidiana.
A vida bipolar de um artista retratada por R.I.P., protagonizada por um personagem com um sorriso sempre estampado no rosto.
Xavier Almeida apresenta mais um capítulo de "Luxação" com temática ciclista citadina.
Na rúbrica "Mulheres na B.D." Alice Geirinhas destaca o trabalho de Ana Matilde Sousa (Hetamoé).
A terminar, as bestialidades de André Lemos eivadas de tons bíblicos muito negros.
Revista Decadente #79, Setembro de 2022, 20 págs, fotocópia digital a preto & branco, 21x29,7cm. Edição: Estrela Decadente. Lisboa.

21 abril 2026

Punk Comix

O livro-duplo Corta-e-Cola: Discos e Histórias do Punk em Portugal (1978-1998) / Punk Comix: Banda Desenhada e Punk em Portugal (CCC+Thisco; 2017), da responsabilidade de Afonso Cortez e Marcos Farrajota, vinha acompanhado por um CD compilando 12 temas inéditos e exclusivos das bandas Grito!, Mandrake, Albert Fish, Melanie is Demented, Dr. Frankenstein, The Dirty Coal Train, Putan Club, Presidente Drógado com Banda Suporte, FDPDC, GG Allin´s Dick, Estilhaços Cinemáticos e dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS.
O livro teve uma tiragem global de 1000 exemplares, mas apenas os exemplares do livro adquiridos directamente às editoras foram acompanhados pelo CD. Os cerca de 300 livros que foram vendidos pelas grandes cadeias livreiras não dispunham do disco incluído.
O facto de haver 300 discos sobrantes, incentivou os editores a criarem um livreto desenhado por treze criadores que ilustraram as músicas, também elas inspiradas fluidamente no universo da banda desenhada.
Contribuíram com desenhos e ilustrações os seguintes autores: Ana Louro, Ana Caspão, André Coelho, José Smith Vargas, Marcos Farrajota, Mauro Coelho, Neno Costa, Nunsky, Rudolfo, Rui Moura, Vicente Nunes, Xavier Almeida e Jucifer (desenho da capa).
Punk Comix, 2019, 24 págs., risografia a duas cores, 12x12cm. Tiragem: 300 exemplares. Edição: Chili Com Carne / Zerowork Records.

29 dezembro 2025

Sketch Book

No caderrno de desenhos de Marco Gomes, vemos gémeos siameses, duas cabeças unidas no mesmo corpo, expressões faciais excruciantes, caveiras e enforcados a baloiçar ao vento sob o olhar vigilante das aves de rapina nocturnas. O confronto do bem e do mal, a iconografia cristã, cruzes ao alto e o grande chifrudo sempre à espreita para a sua colheita fatal.
Os desenhos impressos a preto ou a vermelho (por vezes, com estas cores sobrepostas) foram realizados entre os anos de 2016 e 2019, mantendo-se uma grande homogeneidade estilística e temática ao longo deste período de tempo. São desenhos isoladas em cada página, e apenas nas páginas centrais parece surgir um esboço de narrativa sequencial, numa floresta negra e ameaçadora.
A emergência do estranho e do anormal, as situações inusitadas o homem-nariz a conversar com o homem-olho sobre os seus sentidos que o outro desconhece. O absurdo e inversão pervertida da realidade/humanidade, tudo ao contrário. 
Paradas de freaks e de zombies, um mundo submerso nas mais sinistras trevas, que nem um tsunami de água-benta é capaz de redimir.
Sketch Book, Junho de 2019, 48 págs, risografia a duas cores em papel arcoprint milk 120g.; capa em papel craft 180g., 14x19,7cm. Edição: Paper View Publishing. Leiria.

04 novembro 2025

Cardos Maduros

Uma soberba publicação vagueando entre a banda desenhada e as paisagens poeirentas e perigosas dum México imaginado pelo desenhador Diniz Conefrey e por Maria João Worm. Uma estranha geografia, mais mitificada que real, povoada por criaturas faunos e cinocéfalos acossados, enredados num destino tingido de fogo e sangue. Ao longe, escutam-se os sinos nos campanários e o riso das crianças.
Esta publicação foi apresentada assim: "Cardos Maduros expõe uma reflexão sem tempo. Uma viagem dentro de viagens e momentos vividos entre a experiência pessoal e o universo literário de Juan Rulfo exposto nas imagens. Ecoando nessa multiplicidade, a constatação dos indícios sobrepostos nas vivências mais simples, que atravessam a narrativa, para se encontrarem numa elegia onde os afectos emergem entre a crueza de histórias perdidas."
Cardos Maduros, Junho de 2019, 40 págs., risografia a duas cores sobre papel Favini Burano Grigio Pietra 200g (capa), Favini Burano Grigio 140g (guardas) Munken Print White 90g (miolo), encadernação com costura ponto corrido, 16,3x21,7cm. Tiragem: 93 exemplares. Edição: Atelier 3|3 / Mundo Fantasma / Quarto de Jade. Porto.

06 julho 2025

Autumn. The Wind in the Tree, the Wind in the Water

Inserido num projecto de publicação de quatro livros de banda desenhada a serem lançados ao longo do tempo, cada um dedicado a uma estação do ano e apresentando um conto surrealista baseado nos sonhos da artista Joana Escoval. Autumn. The Wind in the Tree, the Wind in the Water é a primeira das quatro estações do ano, e nela Joana Escoval convidou Hetamoé para colaborar num formato específico de mangá.
Publicado pela Kunsthalle Lissabon, em colaboração com a Galeria Vera Cortês, está escrito em japonês e inglês, e teve design de Atlas.
Hetamóe apresenta este trabalho como “mangá global” para ser lido na direção de leitura japonesa (direita para a esquerda), desenhado digitalmente usando programas populares nas fandoms de animé, como o Comipo! e o PaintTool SAI. O som, representado através das onamatopeias em hiragana (o único texto nesta BD “muda”), assume um papel particularmente importante no desenrolar da história.
"Baseado num sonho da Joana sobre raparigas caminhando pela floresta, Autumn retrata a viagem da Heroína e das suas mutações, à medida que segue uma Matriarca e o seu exército feminino entre as árvores e o vento, penhascos e lagoas. Os vestidos vermelho-vivo, as folhas que caem, os cogumelos e a luz refletida na superfície da água e nos olhos das raparigas tudo envolvem em tons outonais fogosos, contrastando com os ocasionais silêncios e espaços em branco. Ao longo da história, reina a ambiguidade. Serão estas raparigas humanas ou engrenagens num organismo maior, como um fungo? Serão os seus vestidos anacrónicos à la Marie-Antoinette uma peça de vestuário, ou a sua própria pele? O que é o estranho apêndice em forma de cobra no peito da Matriarca? E a mancha preta no da Heroína?
Como qualquer sonho, Autumn apresenta um enigma a ser decifrado, revelando silenciosamente os seus segredos quando o inspecionamos a fundo. Ainda assim, as respostas podem escapar-se, levadas como uma folha nas correntes de água."

Autumn. The Wind in the Tree, the Wind in the Water, Dezembro de 2019, 28 págs, offset a cores, 16,5x23,3cm. Tiragem: 400 exemplares. Edição: Kunsthalle Lissabon. Lisboa.

31 dezembro 2024

Surto

Surto foi a revista trimestral (?) do Coletivo Sarna, constituído pelos artistas multidisciplinares Alexandra Saldanha, Nuno Duarte, Diogo Costa e João Silvestre. Os três primeiros compõem igualmente o núcleo do projecto musical Unsafe Space Garden.
Entre 2017 e 2019, o Coletivo Sarna ambicionou alargar o campo de possibilidades e "trazer um foco maior às artes visuais e para a edição independente de BD e ilustração em Guimarães. Fosse através da criação de eventos em colaboração com artistas nacionais, para incitar à conexão e entreajuda destes, ou apenas colaborações nas edições trimestrais intituladas de Surto, convidando assim artistas de todo o país a partilhar um trabalho seu no que viria a ser uma série de coletâneas ecléticas de diferentes formas de expressar o ser-se criativo."
Neste segundo e derradeiro Surto, impresso em risografia azul pela Desisto, participam diversos autores com trabalhos variados de texto, desenho e banda desenhada, como Bruno Borges, Aníbal Couto, uma banda desenhada sobre corridas de carros escrita por Oliveira Martins e desenhada por Gonçalo Duarte, outra bd de Jana Rata sobre a urgência de pensar a cidade, sob os auspícios do Arq. Fernando Távora.
Os restantes participantes foram Frederic Felinn, Guru Mestre Jorge, Daniel Lima, João Silvestre, João Ferreira e Dj Pombogo.
Surto #2, Junho de 2019, 28 págs., risografia azul, 20,2x26,3cm. Edição: Coletivo sarna. Guimarães.

10 novembro 2024

Outras Bandas

Outras Bandas #1

Neste número, são apresentados trabalhos inéditos dos autores que compõem o Atelier Tágide. A capa é da responsabilidade de Susana Resende.
A primeira BD "Não te Deixarei Morrer Miriam Lane!" de Pedro Cruz, aparentando ser apenas uma banal história de super-heróis, acaba por concluir de forma surpreendente.
Depois Shania Santos apresenta "Obscuro", ambientada num castelo com templários e silêncios à mistura.
Seguem-se duas BD por Mário André, a primeira "Tarrafal" expõe ao longo de três páginas a vivência daquele desterro para os presos políticos. A segunda BD "O Espelho", mais curta e simples.
A banda desenhada "O Livro" de Sérgio Santos tem um muito interessante dispositivo narrativo, para uma história com fundamento em problemas psicológicos. António Coelho apresenta a BD "Yeti", história simples no meio da neve e do frio.
Do caderno de desenhos de António Pires, é publicada uma selecção de desenhos de excelente fan-art.
Patrícia Costa apresenta "Chá das 5", banda desenhada sobre amores e traições, corações despedaçados e vingança, tudo muito bem conseguido.
A última banda desenhada "Aurora Boreal" é assinada por Daniel Maia, baseada em personagens criados por José de Matos-Cruz.
O fanzine termina com breves biografias dos participantes.
Outras Bandas #1, Outubro de 2019, 44 págs, impresso a preto & branco, capa a 2 cores, 18,4x24,8cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: Tágide - Colectivo de B.D.

Outras Bandas #2
A primeira banda desenhada é "Le Pinou" de António Coelho, em quatro quadros fixos de uma televisão, em cujo ecrã surgem diversas mistificações sobre as alterações climáticas. Depois o mesmo autor apresenta a BD "O Duelo".
Sérgio Santos com um dispositivo narrativo bem estruturado, apresenta uma BD "Reencarnação" na qual um robô adquire os traços de personalidade do ex-Primeiro Ministro José Sócrates.
"Verdade? Mentira?" de Maria João Claré situa a narrativa num programa televisivo que aborda o problema das notícias difamatórias espalhadas através das redes sociais e dos efeitos devastadores que têm na vida das pessoas visadas. "Onda Negra" da mesma autora, aborda o problema da poluição dos oceanos.
Shania Santos apresenta "Verdadeiro ou Falso" também sobre as informação viral espalhada através da internet e a forma de lidar e filtrar essa informação.
José Bandeira apresenta a excelente ilustração 
Fernando Pessoa - Heterónimos .
Mário André apresenta as bandas desenhadas "Fake News" e "Muros" sobre fronteiras e o problema dos refugiados.
A terminar a BD "Planetas em Guerra" de João Pedro Afonso encena uma fábula futurista sobre a guerra interplanetária.
Outras Bandas #2, Maio de 2020, 44 págs, impresso a preto & branco, capa a cores, 18,4x24,8cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: Tágide - Colectivo de B.D.

Outras Bandas #4
Este número conta com a participação de diversos autores que ainda não tinham publicado no Outras Bandas. A primeira banda desenhada "Pandemia" de Henrique Gandum e a seguinte "Ad Infinitum", são histórias negras e apocalípticas, com a morte como figura tutelar.
O autor da capa, Yves Darbos, apresenta também a BD "Um Sonho de Miau-Noite de Verão", onde um gato sonha que a sua dona se transforma na Catwoman.
Jorge "Rod" Rodrigues apresenta três páginas, cada uma com uma cena do programa da SIC, apresentado por Daniel Oliveira "O que Dizem os Teus Olhos?". O mesmo autor parodia o programa televisivo "Quem Quer Namorar com o Agricultor?"
"Time Out", de Nuno Dias reflecte sobre o trabalho, o talento e esforço dos desenhadores, com com muito cépticismo à mistura. A galeria de Fan Art também é deste autor.
José Bandeira apresenta um conjunto de ilustrações com o título de "Grandes Insultos para Gente Pequenas".
"A Lenda" de Rui Serra e Moura, narra a história das aparições e da devoção à Senhora da Atalaya.
Susana Resende apresenta a BD "Menino Perdido" numa dimensão desconhecida.
A terminar, a banda desenhada "O Círculo" com argumento de Tiago Martins e desenho de Daniel Maia, num ritual negro, ao som do ribombar incessante dos tambores e de buracos negros que albergam estranhos mistérios.
Numa avaliação geral, este número apresenta um nível qualitativo bastante elevado. 
Outras Bandas #4, Fevereiro de 2021, 44 págs, impresso a preto & branco, capa a cores, 18,4x24,8cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: Tágide - Colectivo de B.D.

Outras Bandas #6
Neste número, os autores do Colectivo Tágide recuperam diversos trabalhos que de outro modo ficariam na gaveta. Daniel Maia apresenta 4 páginas de um portfolio de Morcegos (Batman, Batwoman e Joker), feito para a DC Cpmics - brutal!!
"O Soba" é uma história de Américo Dimas e desenho de Susana Resende, sobre um velho chefe tradicional angolano.
Também recuperada uma BD de 1984, de José Bandeira intitulada "Sessão Final", sobre um tempo onde o cinema foi banido e perseguido numa sociedade de vigilância sistemática e autoritária. O mesmo autor apresenta a BD mais recente "Spaghetti", sobre esse género cinematográfico.
Segue-se uma sequência de desenhos de Conan, por José Bandeira, Patrícia Costa, Maria J.Claré e Nuno Dias.
"Façanhas d'Outrora" de Jorge Rodrigues, é uma banda desenhada onde um avô conta aos seus netos as façanhas do Capitão Faneca.
A banda desenhada "Cogumelos" de António Coelho narra uma história alternativa sobre a criação acidental do planeta Terra.
Segue-se um conjunto de pranchas sobre a pandemia Covid-19 e seus efeitos, por diversos autores do Colectivo.
Outras Bandas #6, Outubro de 2021, 44 págs, impresso a preto & branco, capa a cores, 18,4x24,8cm. Tiragem: 75 exemplares. Edição: Tágide - Colectivo de B.D.

Outras Bandas #7
Retomando a iniciativa desencadeada no Outras Bandas #5 onde se homenageou 100 personagens icónicas da banda desenhada nacional, este número retoma a iniciativa e celebra outras 50 personagens.
Assim, pelo traço dos autores do Colectivo Tágide, os personagens adquirem nova vida (desenhador, personagem): António Coelho (Ermal e Zorra Teresa Afonso), Daniel Maia (Alma, Jaca, Random, Vicente e Zama), Filipa Lopes (Aya Najar,The Mighty Gang e Samira), Henrique Gandum (Gentleman, Macho Alfa, Nómada), João Raz (Biorn, Titã), Jorge Rodrigues (Audaz o Cowboy Justiceiro, Bubas, Doc Challenger e Zé Quitolas), José Bandeira (Fernando Pessoa, João Davus, Serpa Pinto e Yves o Lobo), Maria João Claré (Angélica, Aurora Boreal, Horus, Miguel - Júpiter), Mário André (Ave Rara, Balbino, Whitelove, Marcos Audaz), Nuno Dias (Beep Boop, Cavalheiro Guilhão, Encomendador e Luis Vilar), Patrícia Costa (Guemarra, Macaco Tozé, Sentinel - Watchers e Z), Rafael Marquês (Meia-noite & 3), Rui Serra e Moura (Daniel Perez, Wiz e Prima Zuca), Sérgio Santos (Godofredo Leite-Fresco, Tio Pelicas), Shania Santos (Eyren Caeli), Susana Resende (Careto), Yves Darbos (Beirão, Billy - Dream Machine, Kong e Wladymir).
Outras Bandas #7, Maio de 2022, 36 págs, impresso a preto & branco, capa a cores, 18,4x24,8cm. Tiragem: 75 exemplares. Edição: Tágide - Colectivo de B.D.

Outras Bandas #8
Com argumento dos americanos Travis e Liliana Johnson e desenho de Daniel Maia, "Terça-feira" é uma banda desenhada que aborda questões raciais, de organização social, de vigilância permanente e da tentativa de manter os valores e a vida familiar.
Na BD "Livre" de Yves Darbos, as questões securitária e da vigilância permanente e dos constrangimentos à liberdade individual são retomados de forma libertária.
"Quero Morrer Comum Tiro na Cabeça, Assassinado!" com 
desenho de Mário André e argumento de Patrícia Portela, baseado num artigo jornalístico sobre o narcotráfico na Bélgica.
Seguem-se duas bandas desenhadas de uma página da autoria de Maria João Claré, sobre os stresses do dia-a-dia, nos engarrafamentos no trânsito e nos convívios domésticos durante o confinamento do Covid-19.
Jorge "Rod" Rodrigues apresenta "Vida de Palhaço" sobre um palhaço que não consegue fazer rir, nem divertir a sua audiência.
António Coelho apresenta diversos capítulos auto-conclusivos da tira "Century One" com peripécias várias passadas no interior do vasto Imperio Romano.
Outras Bandas #8, Setembro de 2022, 44 págs, impresso a preto & branco, capa a cores, 18,4x24,8cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: Tágide - Colectivo de B.D.

Outras Bandas #9
O Outras Bandas celebra o 4º aniversário e simultaneamente anuncia o seu final, após dez edições produzidas pelo Tágide, grupo de autores do Montijo.
No blogue da Tágide, podemos encontrar esta apresentação: "A edição contém sete bandas desenhadas curtas, inéditas, com um leque variado de temas e de estilos gráficos, entre o macabro e humor negro.
"Otto P.I.,” de António Coelho, transforma o típico pulp noir num conto de humor; “Longa Vida,” de Daniel Maia, torna uma sequência quotidiana numa história de horror; “Curso Prático de Super-Herói,” de Jorge Rodrigues, introduz nesta história cómica o original super-herói português Homem-Merda; “Vinhedos,” de José Macedo Bandeira, com argumento de António Cunha, faz uma adaptação parcial da peça O Jardim das Cerejas, por Andrei Chekov; “Luar Fatal,” de Henrique Gandum, é um exercício narrativo que conclui em conto de terror; “O Segredo,” de Mário André, reflecte sobre os temores sobrenaturais numa aldeia perdida; e “A Câmara,” de Yves Darbos, conta uma história cómica com desfecho sinistro."
Outras Bandas #9, Maio de 2023, 44 págs, impresso a preto & branco, capa a cores, 18,4x25cm. Tiragem: 200 exemplares. Edição: Tágide - Colectivo de B.D.

10 abril 2024

2 Histórias de Amor

Segundo Júlia Barata esta duas histórias de amor falam "sobre a procura e reinvenção de um matrimónio, através de duas situações que exploram a abertura da relação. Sugerem-se meandros de entusiasmo ou dor originados pelas experiências, expondo tanto a leveza e a curiosidade como a fragilidade humana nas lides amorosas, quando as emoções e o condicionamento cultural se sobrepõem aos desejos físicos e teóricos."
Impresso a preto e a vermelho vivo, este é um caso notório onde a utilização da segunda cor não é meramente decorativa, desempenhando um papel simbólico importante.
Em Bandas Desenhadas escreveu-se apropriadamente o seguinte sobre 2 Histórias de Amor: "Como o título deixa antever, a obra é composta por 2 bandas desenhadas, denominando-se a primeira “Festa” e a segunda “Somos Todos Bichos”, unidas pelo contexto, temática e soluções gráficas. Em ambas, é-nos apresentado um casal jovem com um filho pequeno, que tanto obriga a encontrarem-se soluções para alheá-lo momentaneamente da vida do casal para se permitirem planos a dois ou em grupo de adultos (“deixar o miúdo e sair à noite”), como surge enquadrado na vida familiar, quer em momentos de convívio (refeições, brincadeiras/dança), quer em momentos menos oportunos como as discussões do casal (com a educação parental a resumir-se a ligar literalmente o seu umbigo à televisão para alheá-lo, se não fisicamente, mentalmente das situações a que não o desejam expor).
É neste contexto que se aborda uma temática pouco trabalhada na banda desenhada no nosso país, o relacionamento íntimo em grupo. Neste caso, descrevem-se duas situações pontuais, sob o ponto de vista feminino, em duas situações distintas, com e sem a participação da protagonista. Como catalisador destas situações, evocam-se fatores externos – “culpando-se” drogas e álcool pela desinibição – sem esquecer alguns fatores internos – a notória libido provocada pelo relacionamento com pessoas do mesmo sexo ou grupal mas também situações menos evidentes, como o tédio.
Deste modo, em “Festa” o leitor é sujeito às reflexões e sentimentos contraditórios da protagonista sobre o relacionamento sexual pontual de dois casais, na qual a protagonista teve um papel ativo. Em “Somos Todos Bichos”, a protagonista é exposta a uma situação que viola o contrato entre o casal, com o seu companheiro a ter uma relação com outro casal na sua ausência. Ao contrário do que o seu companheiro acredita, esta situação, em vez de despertar a libido da protagonista, cria uma tensão no casal e um desgosto na mesma que obriga à procura de um novo equilíbrio.
Graficamente, a autora constrói as narrativas em página dupla, afastando-se, como é seu apanágio, das vinhetas rígidas e dos modelos tradicionais, para experimentar uma organização espacial que origine uma leitura fluída, adivinhando-se neste ou naquele detalhe a sua formação em arquitetura."
2 Histórias de Amor, Agosto de 2019, 40 págs, impresso a 2 cores, 13,5x21cm. Edição: Douda Correria. Lisboa.

24 março 2024

Train Wreck, A Miscellany

Publicação reunindo diversos textos, ilustrações e banda desenhada da autoria de Leonor Hungria. Os trabalhos, escritos em inglês, foram realizados entre os anos 2014 e 2019.
Assumindo um estilo neo-Victoriano e gótico, o primeiro trabalho "The Burnt Tree" é uma história original sobre uma menina que gostava de brincar com o fogo e a maldição a que condena a sua mãe. No corpo do texto, algumas palavras surgem destacadas com tipos de letra diferenciados, provocando alguma desordem propositada na leitura.
Depois vem "The Black Cat", uma homenagem a Edgar Allan Poe, que é representado numa ilustração na página oposta.
Seguem-se duas breves histórias envolvendo estranhas criaturas, bicharocos com formas bizarras e mecânicas.
"Vanessa's Valentine" uma história de amor não correspondido entre dois estudantes do liceu, com nomes começados pela mesma letra, que teoricamente tinha tudo para dar certo, mas que descamba em violência descontrolada no dia de S. Valentim, com Edgar A. Poe novamente como figura tutelar.
A terminar, duas pranchas de banda desenhada "Beasties" e "OBGs" protagonizadas pela autora e por uma espécie de figura imaginária que tudo observa e questiona.
A primeira edição teve uma tiragem de 10 exemplares; a segunda e a terceira, uma tiragem de 25 exemplares cada.
Train Wreck, A Miscellany, Junho de 2019, 20 págs, impresso a cores, 21x29,7cm. Tiragem: 25 exemplares.

14 março 2024

Uma Cidade Mais que Perfeita

Uma Cidade Mais que Perfeita é a terceira publicação do Gabinete Paratextual de Rui Silva. O autor descreve esta banda desenhada como "uma crítica às políticas de habitação camarárias, ao crescimento do turismo e ao papel da cultura institucional como elemento normalizador de uma situação de desigualdade. Partindo de personagens tipo, os fundos de investimento, o senhorio, o turista, foram recolhidas e trabalhadas imagens da base de dados Gallica de magazines franceses do início do século XX. O texto elabora uma crítica aos vários agentes e à sua contribuição, directa ou indirecta, para a formação do que se designa genericamente por gentrificação."
Esta excelente banda desenhada de Rui Silva certamente teria a aprovação de Stuart Carvalhais.
Uma Cidade Mais que Perfeita #3, Junho de 2019, 20 págs, offset a cores em papel Munken 115g, 24,2x33cm.

24 janeiro 2024

Uma pessoa entra num bar

Maike Bispo é um autor brasileiro multifacetado radicado em Portugal desde 2018. A sua publicação Uma pessoa entra num bar reúne um conjunto de desenhos de pessoas em diversas situações, que podem ser captadas no interior como no exterior do bar. Ficamos com a sensação que o autor vai desenhando à vista pessoas que estão a frequentar o bar; em outras ocasiões, podem ter sido utilizadas fotografias ou memórias como base das ilustrações.
Na maior parte dos desenhos, as figuras estão entretidas a fazer qualquer coisa, a conversar, a folhear o jornal ou alheadas a mexer no telemóvel. Raramente nos encaram de frente.
Há também desenhos que parecem captados através das janelas ou da porta do bar, gente que fuma, gente que descansa ou que espera por algo que tarda em chegar.
A música vai pairando no ar deste bar, tocada ao vivo ou então escolhida pelo DJ de serviço, tremeluzindo entre copos, baforadas de fumo e uma solidão indizível.
Uma pessoa entra num bar, Junho de 2019, 40 págs, risografia a preto & branco sobre papel reciclado, 13x18,5cm. Edição: Paper View Publishing. Leiria.

06 dezembro 2023

Verbalization is Meaningless

Verbalization is Meaningless reune um conjunto de desenhos e algum texto em inglês, da autoria de M. RYLE, um alter-ego maquinal de Rudolfo. Os primeiros desenhos são amontoados de traços, constituindo uma amálgama primordial, metamorfoseando-se em formas indistintas, sólidas e complexas. Progressivamente o texto vai invadindo a página, manuscrito num tipo de letra pixelizado e automatizado, acompanhado de desenhos mais definidos, com figuras robotizadas, mas que também se assemelham ao Homem de Pedra (O Coisa).
As avarias sucedem-se e as formas voltam a adquirir uma aspecto mais primitivo, totens de sucata erguidos à nova ordem pós humana, mecânica e desprovida de sentimentos.
Segundo o autor "Human behaviour analysis can prove useful when you are a machine trying to understand humanity's codes. Understanding each and every variable of human action makes predicting said behaviour as the same as predicting moves in a game of chess. I am not Kasparov. I am not Deep Blue either. But I am certain that I am, and that verbalization is virtually useless when trying to give form to feelings. Acting as machine, what makes me human is hidden in my drawings."
Verbalization is Meaningless, Outubro de 2019, 36 págs, fotocópia a preto & branco sobre papel colorido, 14,9x21cm. Edição: Palpable Press.

14 novembro 2023

Homem-Faca

Publicação em formato revista daquele género intrigante que surge como um cometa e desaparece logo de seguida, sem deixar qualquer rasto. Daquele género de publicação que corresponde à realização do sonho de alguém, que se empenha e luta para lançar a revista, mas depois, por desgaste ou desilusão, não dá sequência. Logo no editorial, assinado por Zé Radical, autodenominado "não-editor", sente-se um sopro de acto impossível, condenado ao fracasso.
De todo o modo, ficamos com este primeiro número, que está muito bom ao nível do conteúdo. Os textos apresentados são: "Plêiades" de Hugo Neves; “C17H14CI2N2O2” por João Silveira, "Queixumes do Costume" e "Dias do Costume" por João Abreu, vários "Bilhetes" por Anónimo e "Criança", texto e ilustração de Zé Radical.
As fotografias são de Guilherme Lima (capa) e no interior de Carlos Adolfo. A ilustração que ocupa as páginas centrais é da autoria de Flávio Vasconcelos. Zé Teibão apresenta diversos desenhos e textos, tecendo uma reflexão filosófico-religiosa em redor da fé e da existência de Deus.
Na banda desenhada, temos a muito nocturna e misteriosa "White Jazz", com texto de  Manuel João Neto e desenho de André Coelho; e uma sequência suburbana mecânica e sufocante, da autoria de Nuno Abrantes.
Em suma, uma excelente publicação, cujo aspecto menos positivo fica a dever-se à digitalização de alguns trabalhos, excessivamente pixelizados e carregados de meios-tons, carenciados de maior definição e contraste.  
Homem-Faca #1, Dezembro de 2019, 40 págs., impresso a preto & branco, 21x29,7cm.

  © Ourblogtemplates.com