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12 julho 2026

All-Girlz Galore

All-Girlz Galore foi apresentado no V Festival Internacional Banda Desenhada de Beja, assinala o regresso da iniciativa All-Girlz, um projecto iniciado em 2006 com o objectivo de destacar o trabalho das autoras nacionais de bd.
Reunindo uma dezena de artistas, e privilegiando as estéticas mais alternativas, "indo de propostas mais plásticas a técnicas (ou tecnológicas) e passando por uma panóplia de estilos gráficos: do ousado lápis e grafite às colagens, até à sofisticada arte digital, com estilização em line-art a preto/branco ou em tonings a cinza.
Tematicamente, o leque estende-se por contos intimistas e de humor, mas sempre com teor pessoal e sexualidade à mistura, que duma forma mais declarada ou subtil não deixa de reflectir o cunho autoral destas narrativas.
Abrindo a edição, a ilustradora Inês Casais (também autora da capa) adapta em 'O Mito de Actéon' o conto clássico grego (de voyeurismo), no qual um caçador é vítima dos próprios cães após espiar a deusa Diana a banhar-se.
As profissionais de ilustração Marta Monteiro e Ana Biscaia contribuem com contos introspectivos onde reafirmam as suas linguagens gráficas próprias, em 'Is that all there is' e 'Fechou a Loja', respectivamente.
E a dupla Sara Franco (arte) e Raquel Alves Coelho (texto), com tradução para inglês por Richard Lewis, apresentam a malograda vida amorosa da epónima heroína, em 'Code-name: Berta'.
Da arquitecta e também experiente capista Sónia Oliveira chega 'Desencontros', que contraí numa mesma história dois contos sobre abandonos com os quais a autora participou em concursos no país vizinho.
A polivalente Kati Zambito assina 'Múuu!', um conto absurdista de equívocos de identidade, figurando duas bizarras criaturas e uma vaca.
E de outras colaboradoras, que haviam participado em BDs no prozine original: Andreia Rechena regressa com 'Annushka, a Boneca', onde satiriza o romantismo entre os brinquedos da nossa infância; a designer gráfica e cartoonista Joana Sobrinho narra mais desventuras urbanas, via a personagem 'Natália'; e por fim, da designer e artista plástica Cláudia Dias, temos dois enamorados numa sequência cujo título 'Osmose' diz tudo."
All-Girlz Galore, Maio de 2009, 36 págs, offset a preto & branco; capa a cores, 15,4x22,5cm. Tiragem: 150 exemplares. Edição: Arga Warga. Montijo.

09 abril 2025

[R]Eject Zine

[R]Eject Zine #1
[R]Eject tem como subtítulo "Os Ficheiros Esquecidos" e segundo Andreia Rechena, o fanzine "junta duas acções; o eject/ejectar e o reject/rejeitar. é então o fanzine que ejecta obras rejeitadas!". Ainda segundo a editora, o conceito "surgiu quando vasculhava as minhas gavetas de desenho conciliado com a necessidade de encontrar um tema para o projecto de paginação do curso de design gráfico na etic."
A primeira obra rejeitada, é neste caso, uma joia abandonada por João Martins, que não conseguiu concluir para participar num evento de joalharia.
Depois é apresentada a banda desenhada "Transporte", de Andreia Rechena, que foi participante no concurso realizado pelo Festival da Amadora 2004. A autora obteve uma menção honrosa com esta bd, e resolveu dar-lhe mais alguma visibilidade, uma vez que nunca chegou a ser publicada anteriormente.
Por seu lado, Daniel Maia apresenta a ilustração a preto & branco que tinha preparado para a capa do fanzine Sketchbook #3 e que acabou por recusar publicar devido a divergências com um dos coordenadores da referida publicação.
Pelo meio, há também algumas notícias avulsas sobre "má arte" e obras rejeitadas. O lançamento deste [R]Eject, ocorreu na Tertúlia BD de Lisboa.
[R]Eject Zine #1, Setembro de 2007, 16 págs, fotocópia a preto & branco; capa a cores, 14,9x21cm. Edição: Zarzanga's Comix. Lisboa.

[R]Eject Zine #2
O segundo número do [R]Eject Zine assume como tema central "Os Acidentes" e abre muito apropriadamente com uma imagem retirada do filme "Crash" de David Cronenberg, baseado no livro homónimo de J. G. Ballard.
Depois "Desastre Natural" é uma banda desenhada de Andreia Rechena sobre Milézia Kurnikova, contabilista de profissão, que segue uma rígida rotina diária há mais de uma década. No entanto, essa rigidez impede-a de conseguir reagir atempadamente a um desastre natural.
"O Problema localiza-se no estômago", uma bd em duas pranchas, da autoria de André Oliveira (desenho), Pedro Vieira (argumento).
Há outros exemplos de trabalhos rejeitados como cartazes (Hugo Teixeira), flyers (Andreia Rechena) ou ilustrações (Phermad).
O "Jornal Complementar" (4 páginas em tamanho A4) - Ano Zero - Número Zero, surge inserido no meio do [R]Eject Zine e espelha também as vicissitudes porque passou este segundo número numa sucessão acidentes como inundações, ficheiros eliminados e adiamentos consecutivos. No interior, várias imagens alusivas ao 11 de Setembro, diversas aberrações da natureza misturadas com divindades hindus e outros insólitos.
[R]Eject Zine #2, Novembro de 2008, 20 págs, fotocópia a preto & branco; capa a cores, 14,9x21cm. Tiragem: 30 exemplares. Edição: Zarzanga's Comix. Lisboa.

[R]Eject Zine #2 e Meio
Recolha de trabalhos que ficaram excluídos do número anterior. Os acidentes continuam a dar o mote ao [R]Eject Zine. A primeira bd de Andreia Rechena inspira-se na letra da música "Goodbye Blue Sky" do álbum The Wall dos Pink Floyd. Da mesma autora, segue-se uma sequência muda e sem título, desenhada enquanto visualizava um telejornal em 2001.
Petra Marcos contribui com uma ilustração e uma prancha de bd em estilo manga.
Uma ilustração para a banda Purple Angel e a apresentação dos participantes na publicação, antecedem uma pequena bd assinada por João Joalheiro.
Inserido no meio da publicação, em jeito de encarte, surge "Desenhos Autistas II", correspondendo a uma folha de tamanho A3 dobrada ao meio, e contendo alguns desenhos de Andreia Rechena.
[R]Eject Zine #2 e Meio, Maio de 2009, 16+4 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. 
Tiragem: 50 exemplares. Edição: Zarzanga's Comix. Lisboa.

01 novembro 2023

24h Volta a Portugal em BD

Projecto concebido por Fernando Madeira (fanzine Terminal), reunindo 24 histórias, em 24 horas em 24 locais diferentes. Este tipo de projecto, apesar de ter por base uma ideia interessante, raramente são bem sucedidos, e este não é excepção.
Cada autor dispõe de uma página para apresentar o seu trabalho e há algumas pranchas bastante interessantes, enquanto outros são inócuos ou descabidos, podendo estar inseridos neste volume ou em outra qualquer publicação.
Por outro lado, há alguns trabalhos que não são propriamente bd, como o apresentado por Paulo Fonseca (Ilha de Porto Santo), que se assemelha a uma apresentação virtual de um projecto arquitectónico; também Rui Alex (Braga) apresenta um trabalho mais próximo do urban sketch do que da bd; e a participação de Luís Correia / Segme (Tavira) é uma ilustração computorizada do tipo Transformers.
Apesar de tudo é um projecto meritório, juntando autores menos conhecidos a outros mais experientes e revelando algumas pranchas de boa qualidade.
Os autores publicados, por ordem de apresentação, são os seguintes: Andreia Rechena (Aldeia de Monsanto), Phermad (Serra de Monchique), Paulo D'Alva (Avanca), Leonel Perna (Faro), Alexis (Mértola), Diogo Carvalho (Coimbra), João Mascarenhas (Lisboa), Derradé (Alverca), Nuno Sarabando / Hugo Jesus (Matosinhos), Serafim (Ilha do Pico), Paulo Fonseca (Ilha de Porto Santo), Rui Alex (Braga), José Carlos Fernandes (Vilamoura), Nuno Sarabando / Alexis (Açores), Teresa Câmara Pestana (Castelo de Vide), Nuno Rodrigues / João Pereira (Belém), Xavier de Almeida (Ria de Aveiro), Luís Correia / Segme (Tavira), Diana Waldschreck (Lousã), Miguel Saial (Castro Marim), Jeffrey Ferreira (Granja), Rocha (Olhão), David Rafael Silva (Abrantes), Phermad (Serra da Estrela).

24h Volta a Portugal em BD, Maio de 2006, 32 págs., impresso a preto & branco, 14x21cm. Tiragem: 300 exemplares. Edição: I.P.J.- Delegação de Faro / Drmakete. Faro.

06 abril 2023

Zoobótica

Em Zoobótica, Andreia Rechena apresenta ilustrações de animais quitados com tecnologia, numa estranha simbiose entre maquinaria diversa e circuitos eletrónicos incorporados no corpo dos bichos.
Num mundo onde os animais reais já estão extintos, servindo apenas de paradigma para morcegos mecânicos, borboletas mutantes eletrónicas ou lobos lobotomizados.
A animália de Andreia Rechena já é mutante, metade ave outra metade uma misturadora eléctrica, cabos hdmi pendurados, lâmpadas fundidas com a cabeça de cão. Neste mundo, nem as ratazanas sobreviveram.
Zoobótica, 2012, 20 págs, fotocopiado a preto & branco; capa em cartolina preta com ex-libris, 21x29,7cm. Tiragem: 30 exemplares. Edição: Dona Zarzanga. Lisboa.

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