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11 junho 2026

Canções Usadas

Canções Usadas é uma edição colectiva que junta a poesia e a ilustração. Trata-se de uma mini-antologia de nove poemas de José Miguel Silva, Manuel de Freitas e Rui Pires Cabral, ilustrados por Jucifer, Bárbara Assis Pacheco, José Feitor, Luís Henriques, André Lemos, Piggy, Filipe Abranches, Maria João Worm, Daniela Gomes e Bruno Borges.
As ilustrações foram impressas em serigrafia e criadas pelo método directo (os ilustradores desenharam directamente na seda de impressão, em positivo).
Pedro Moura referiu o seguinte no blogue LerBD "Em torno de um tema comum, precisamente as “canções” do título, para mais “usadas”, tecem-se poemas narrativos, de nostalgia por uma juventude violenta, perdida, drogada, ternurenta, sempre entrosando essa experiência na imagem desencadeada por um nome de uma canção ou de uma banda para chegar a um qualquer súbito descobrimento, em todos os sentidos da palavra. E, para mais, surgem outras imagens, estas reais, tangíveis, partilháveis, criadas por 10 ilustradores, num diálogo tanto individual entre cada imagem e poema como entre todos os elementos da publicação."
Canções Usadas, Dezembro de 2009, 24 págs, texto impresso em tipografia de chumbo; ilustrações em serigrafia sobre papel Accademia 200g.; capa impressa com tipos de madeira, a duas cores em cartolina castanha 300g., 24,5x20,5cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: Oficina do Cego. Lisboa.

28 março 2026

The Winner Takes It All

Da tertúlia do “Grande Prémio de Desenho”, programada com o irónico título “A Táctica do Quadrado! Estilo & Substância”, anota-se alguns pontos que interessa revelar. Apesar de nem todos os artistas participantes terem estado presentes, e, se não houver engano, contando apenas com duas presenças exteriores ao concurso, focaram-se três principais pontos que importa reunir: O primeiro ponto refere a importância da formação ao nível da disciplina do desenho administrado no curso da Faculdade de Belas Artes do Porto e a sua influência nas opções artísticas mais emergentes, sendo que a maioria dos convocados a concurso são alunos e ex-alunos desta escola, tirando alguns casos provenientes de Lisboa como André Lemos, Bruno Borges, e Mauro Cerqueira de Guimarães.
O segundo ponto prende-se com a acessibilidade do desenho, pois sendo uma prática paralela à escrita exige no mínimo uma folha e um lápis para concretizar um raciocínio, e assim justifica-se como um meio sem grande exigência de custos materiais no desempenho da sua eficácia.
Num terceiro ponto, de um modo mais fugaz, tentou-se discutir o virtuosismo que persegue esta prática. Se, por um lado, o virtuosismo ligado ao domínio técnico é compreensível se não for um fim, por outro há uma necessidade de desvirtuação. Os mais emblemáticos desenhos que se inserem nesta discussão são, pelo primeiro lado, dos autores Nuno Sousa, Carlos Pinheiro, Isabel Carvalho, Marco Mendes, Arlindo Silva, Miguel Carneiro, Francisco Roldão, Bruno Santos Silva e Joana da Conceição. Todos apresentam formalmente o desenho virtuoso, aquilo que na prática do desenho se destaca mais superficialmente, mas subvertido e moderado pelos conteúdos. O trabalho de Carlos Pinheiro e Nuno Sousa tem sido muito forte na ironização do talento e da qualidade de mestria, enquanto o da artista Isabel Carvalho faz uso para apresentar uma certa deformação catita-visceral. O trabalho de Marco Mendes e Arlindo Silva que se prende na representação de uma realidade íntima, na maior parte dos exemplos, notoriamente imprópria e desviada, mas apresentada sem pudor. E ainda o trabalho de Miguel Carneiro, o vencedor desta primeira edição, que se constrói quase sempre como projecto de desenho, e muito próximo de um processo de investigação, reúne referências desde as mais triviais às mais eruditas. Neste caso uma homenagem ao grupo de Chicago “Hairy Who” consegue actualizar o ênfase crítico, absurdo e ambíguo do desenho no contexto do prémio. “Eu faço o que quero com o meu cabelo”, slogan mediático de um gel, é premeditadamente escrito pelos caracóis de um cabelo feminino.
No segundo lado os protagonistas mais evidentes serão Mauro Cerqueira, Carla Cruz, André Sousa, Pedro Nora, João Marrucho, Mónica Faria e Carla Filipe. Saliento ainda duas situações evidentemente politizadas, e muito bem conseguidas, no desenho apresentado por Inês Azevedo e Tatiana Santos. O desenho em quase todos os casos citados, e na generalidade dos participantes, é uma ferramenta de acção conceptual que carrega um ímpeto performativo, quer dizer de acção, permitindo verificar uma emergência que forçosamente reúne um certo número de artistas.
Devo apenas deixar como nota que a votação foi um círculo hermético, ou seja, os únicos que tiveram direito a voto foram os participantes, e o prémio foi a própria colecção constituída a propósito do concurso — “The Winner Takes it All”. O mecanismo de reconhecimento de um vencedor deste circuito que se quis fechado, e provavelmente metáfora, consciente e talvez irónica, dessa emergência do desenho. Que, sendo provocatório, pode correr o perigo de querer representar e acentuar uma certa geração de artistas do Porto que, apesar do trabalho persistente, não se pode fechar numa única forma operativa.
('Da Emergência do Desenho no Porto' de Aida Castro, publicado a 12-05-2007 em Arte Capital).
The Winner Takes It All, Maio de 2007, 44 págs, impresso a preto & branco; capa em papel colorido, 19x27cm. Edição: Senhorio / Mula. Porto.

28 setembro 2025

Diários do Corona

Diários do Corona
Diários do Corona é uma compilação de tiras desenhadas por Bruno Borges, numa tentativa de exercício diarístico relativo aos dias de confinamento durante a pandemia do Covid. 
O livro foi apresentado assim: "em pleno cativeiro forçado Bruno Borges abriu quatro janelas da sua casa e deixou-nos espreitar o desenrolar dos seus dias de confinamento, a braços com a família irrequieta e um par de animais que forçaram a entrada. Levar uma vida com tantos bichos não deve ser tarefa simples, mais ainda quando o mundo lá fora é um osso duro de roer. São assim os Diários do Corona. Quarenta entradas do diário desenhado do autor, agora compiladas em livro. Espelham quatro meses dos efeitos da pandemia de Covid-19 em Portugal, e o absurdo, medo e paranóia que a ela estão associados. O sentido de humor e ironia patente nos abraços ao medo, e nos pontapés às pedras do caminho, parecem ser a maneira mais saudável de evitar que os leões nos comam vivos."
Diários do Corona, Setembro de 2020, 64 págs., impresso a preto & branco, capa em serigrafia, 22x14,5cm. Edição: Fojo / O Gorila.

Diários do Corona #2
Um ano após a edição de Diários do Corona, e uma vez que a série continuou, eis que surge o segundo volume relatando um pouco do que se passou a seguir. O registo continua próximo do diarístico, mas com vários hiatos temporais pelo meio. O autor confessa que "desenhei o que me apetecia e quando apetecia - sendo que foram muitos os dias em que não desenhei."
A primeira prancha é datada de 01 de Setembro de 2020 e  a última é de 19 de Julho de 2021. Os desenhos vão aparecendo espaçados no tempo, mas com alguma regularidade. No entanto, entre 28 de Janeiro e 04 de Junho, não há qualquer desenho.
Os confinamentos, as relações pessoais e familiares, as obrigações profissionais e parentais, as perplexidades perante as situações mais inusitadas, a omnipresença noticiosa, as fake news, as vacinas e o vírus, e muitos outros temas, vão sendo decantados através do olhar acutilante de Bruno Borges.
Utilizando um esquema relativamente rígido baseado num rectângulo horizontal dividido em quatro quadrículas e apresentando um desenho de traço minimalista, acompanhado de texto manuscrito em maiúsculas, Bruno Borges oferece-nos um olhar pessoal e muito original sobre um período excepcional das nossas vidas.
Diários do Corona #2, Setembro de 2021, 60 págs., impresso a preto & branco; capa em cartolina de cor, 22x14,5cm. Edição: Fojo / O Gorila.

10 março 2025

Zundap

Zundap #01
Apesar de estar identificado com o número #01, esta corresponde efectivamente à quarta edição do Zundap. Na época em que foi publicado, havia uma maluqueira com a numeração dos fanzines (veja-se os casos do Bizarro, O Hábito Faz o Monstro, Mesinha de Cabeceira, etc.) para dar cabo da cabeça dos coleccionadores e arquivistas.
O Zundap é absolutamente extraordinário, mantendo intacta a sua frescura e jovialidade apesar de já terem passado mais de 20 anos do seu lançamento. O design sóbrio e arejado de José Feitor, as escolhas editoriais, a qualidade das ilustrações e dos textos, fazem deste fanzine um caso singular na edição alternativa em Portugal.
Uma mistura certeira de temas que inclui música, literatura, design gráfico, humor e bizarrias várias. Neste número, há artigos sobre The Slits, Camper Van Beethoven, Robert Wyatt, Luiz Pacheco e Jim Flora. Ensaios sobre "música & democracia" e "liberdade & violência", iniciação à filosofia kantiana, uma selecção das notícias em 3 linhas publicadas por Félix Fénéon do género "Louis Lamarre não tinha trabalho nem casa, mas tinha uns trocos. Comprou, numa drogaria de Saint-Denis, um litro de petróleo e bebeu-o."
O suplemento juvenil "Zundapinho" pretende esclarecer e iludar todas as dúvidas existenciais da juventude mais precoce.
A lista do Top 50 dos nomes de empresas, onde constam a "Chupóleo" e o "Moisés dos Leitões" e as páginas da sebenta do Dr. Manel que explicam todos os passos a dar na criação de uma designação  empresarial apelativa e irresistível. Há também uma prancha de banda desenhada da autoria de Artur Varela.
Tudo isto e muito mais, compõe um conteúdo altamente surpreendente e exuberante!!
Zundap #1 [#4], 2001, 36 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Lisboa.

Zundap #06
A numeração continua equívoca, pois este é o quinto número da mota sonora dos trolhas da minha terra. A linha editorial zundapiana está  consolidada, denotando uma atenção especial pelos artistas marginalizados e pelas curiosidades passadas.
A primeira metade é preenchida com textos sobre Gil Scott-Heron, Gram Parsons, Damien Jurado e Carlos Paredes.
As páginas centrais incluem o suplemento Zundapinho, que inclui o muito educativo artigo científico "A Pilinha em 7 Lições", versando desta vez sobre a terrível questão do tamanho da mesma. Publica-se também o poema pós-modernista "Bolsar Tia".
"As Aventuras do Dr. Manél", uma banda desenhada por Artur Varela, sobre o vazio opinativo estudantil.
Depois, o ensaio sócio-satírico "As Leituras de Ágata" sobre a cantora que celebrizou a "mãe solteira" e que abdicou da casa, do carro e da conta no banco, mas não do menino.
Nas páginas da sebenta do Dr. Manel, aprendemos como se pode insultar em bom português com toda a educação!
Nova selecção de notícias em 3 linhas publicadas por Félix Fénéon em 1905 no jornal "Le Matin" do calibre: "Num café, à Rue Fontaine, Vautour, Lenoir e Atanis trocaram, a propósito das suas mulheres ausentes, algumas balas entre si."
Termina com "O Sortilégio do Sexo" sobre as múltiplas derivações do mesmo, com incursão na vertente ciberespaço.
Os textos são acompanhados por diversas ilustrações de José Feitor, Bruno Borges, Nuno Neves, Artur Varela, entre outros.
Zundap #6 [#5], 2002, 36 págs, fotocópia a preto & branco, 14,7x21cm. Lisboa.

05 janeiro 2025

Ecrã

Ecrã #1
Fanzine com desenhos de Bruno Borges. Traçados com pincel e tinta da china, os desenhos apresentam uma figuração muito simplificada e abstratizante, onde, por vezes, as manchas negras invadem e espalham a sombra, negando qualquer tentativa de identificação.
combinação dos diversos elementos, sejam traços, manchas, com configurações diversas, mas com as arestas praticamente ausentes, perseguem um movimento, uma reconstrução subjectiva, prevalecendo um  forte efeito gráfico e visual.
Ecrã #1, Março de 2018, 20 págs., impressão digital a preto & branco; capa em cartolina de cor, 14,8x21cm. Edição: O Gorila.

Ecrã #3
No terceiro Ecrã, mantêm-se as características presentes nos números anteriores: desenhos a tinta da china onde a linha e a mancha livre, prevalecem sobre qualquer tentativa de figuração mais objectiva.
Nestes desenhos de Bruno Borges sobressai, acima de tudo, uma notável capacidade gráfica, criando imagens simultaneamente simples e concentradoras de grande potência visual.    
Ecrã #3, Setembro de 2018, 20 págs., impressão digital a preto & branco; capa em cartolina de cor, 14,8x21cm. Edição: O Gorila.

31 dezembro 2024

Surto

Surto foi a revista trimestral (?) do Coletivo Sarna, constituído pelos artistas multidisciplinares Alexandra Saldanha, Nuno Duarte, Diogo Costa e João Silvestre. Os três primeiros compõem igualmente o núcleo do projecto musical Unsafe Space Garden.
Entre 2017 e 2019, o Coletivo Sarna ambicionou alargar o campo de possibilidades e "trazer um foco maior às artes visuais e para a edição independente de BD e ilustração em Guimarães. Fosse através da criação de eventos em colaboração com artistas nacionais, para incitar à conexão e entreajuda destes, ou apenas colaborações nas edições trimestrais intituladas de Surto, convidando assim artistas de todo o país a partilhar um trabalho seu no que viria a ser uma série de coletâneas ecléticas de diferentes formas de expressar o ser-se criativo."
Neste segundo e derradeiro Surto, impresso em risografia azul pela Desisto, participam diversos autores com trabalhos variados de texto, desenho e banda desenhada, como Bruno Borges, Aníbal Couto, uma banda desenhada sobre corridas de carros escrita por Oliveira Martins e desenhada por Gonçalo Duarte, outra bd de Jana Rata sobre a urgência de pensar a cidade, sob os auspícios do Arq. Fernando Távora.
Os restantes participantes foram Frederic Felinn, Guru Mestre Jorge, Daniel Lima, João Silvestre, João Ferreira e Dj Pombogo.
Surto #2, Junho de 2019, 28 págs., risografia azul, 20,2x26,3cm. Edição: Coletivo sarna. Guimarães.

23 novembro 2024

Raio Verde

Raio Verde foi o segundo volume lançado pela Opuntia Books, apresentando uma sequência de desenhos de Bruno Borges, com texto bilingue (português e inglês). Solta no meio do fanzine, surge uma banda desenhada com o título "En Polo Norte es Siempre Invierno", divagando ao longo de quatro páginas escritas em espanhol sobre a depressão emocional causada pela mudança das estações do ano. Este encarte foi fotocopiado em papel cinzento Conqueror de 100 g. 
No verso da contracapa está colado um envelope verde contendo quatro quadrados de papel, três com imagens e outro com um texto enigmático sobre o destino final da humanidade.
Sobre Raio Verde, Pedro Moura, referiu no blogue LerBD: "poucas linhas, mesmo que tremam, o que não revela falta de decisão, mas bem pelo contrário a certeza de querer trabalhar essa insegurança por ser ela a única capaz de dar força, ou forças, a um desenho. Bruno Borges já trabalha e edita fanzines há muito tempo, na companhia de amigos, mas é mais recentemente que tem revelado uma mais decisiva (esta relativa à vereda, por assim dizer, que escolheu) escolha artística, em que a sua “linguagem” vai ganhando contornos e personalidade.
B. Borges parece trabalhar nesse território superficialmente mais ou menos comum com André Lemos, Raymond Pettibon, David Shrigley, Paul Davis, alguns trabalhos de Laylah Ali, etc. (mas cujos fundamentos conceptuais são bem diversos), no qual um aspecto tosco, quase de esboço ao acaso, com correcções e retornos da mão sobre a mancha mal escondem o profundo plasmar com a matéria em uso, e a busca pela mais acertada das tensões da relação entre dizer e mostrar.
Remontando à terminologia de Genette, é como se os textos ganhassem aqui uma perene natureza autográfica, não podendo ser apagados sem o material se dissipar por completo, e ao mesmo tempo os desenhos possuírem ecos alográficos, passíveis de uma tradução em conceitos, situações, virtualidades que mais existirão na nossa convivência mental deles do que na sua existência no papel."
Raio Verde, Março de 2006, 32 págs, fotocópia a preto sobre papel branco; capa em cartolina verde, folha central em papel verde Popset 120 g, 14,8x21cm. Tiragem: 75 exemplares. Edição: Opuntia Books [OB-0002].

16 setembro 2023

Belo Cadáver

Este volume editado pela Imprensa Canalha, reúne um conjunto de desenhos em registo de cadavre exquis realizados por Filipe Abranches, José Feitor, Bruno Borges e André Lemos, com Marcos Farrajota e Joana Figueiredo e participação pontual de Miguel Coelho. Os desenhos foram realizados numa sessão única na madrugada do dia 02 de junho de 2006. O texto da autoria de Miguel Antunes assume uma perspectiva experimental e delirante, numa realidade paralela e aumentada por uma lente de ampliação que tudo distorce até à irrisão. 
A publicação foi apresentada pela editora como "fruto de um serão informal que começou com frango de churrasco e acabou com sakê, os desenhos do Belo Cadáver são resultado de um processo espontâneo, livre e compulsivo. As folhas foram passando de mão em mão e cada desenhador foi preenchendo o vazio, a partir das premissas já lançadas por outros. Desta labuta estonteante resultaram 32 desenhos, muito diferentes entre si. Entre composições que tanto têm de belo como perturbante, pastiches bem humorados, embriões de narrativas e bestiários, o espectro do belo cadáver é amplo. Desenho crú e bruto.
O texto que precede os desenhos, criado à posteriori por Miguel Antunes, é ele próprio um texto-frankenstein. Uma força externa dá unidade a um conjunto informe de pensamentos que se escapam da cabeça de um homem que caminha não se sabe para onde."
Cada exemplar contém uma gravura numerada, executada em impressão tipográfica numa máquina Heidelberg.
O Belo Cadáver foi lançado no dia 22 de julho, no evento Samizdata Club, realizado no Estaleiro Cultural Velha-a-Branca, em Braga.
Belo Cadáver, Julho de 2006, 32 págs, Impressão digital em papel de 100g; capa em cartolina branca de 200g, 14,6x21cm, Tiragem: 50 exemplares. Edição: Imprensa Canalha (IC #003).

29 julho 2023

Combate

Fanzine produzido para assinalar a passagem por Valência da digressão europeia  da Chili Com Carne. A cidade espanhola foi a primeira paragem, tendo sido realizada uma exposição colectiva no espaço Lavakeri. No Combate, participaram 9 autores - 3 espanhóis e 6 portugueses, cada um com duas páginas. Do lado espanhol participaram participaram foram Martin López (Ediciones Valientes), Jorge Parras (Argh!) e Raquel Aparicio. A representação lusitana esteve a cargo de André Lemos, Bruno Borges, Marcos Farrajota, Silvia Rodrigues, João Ortega e Ana Ribeiro.
Combate, Setembro de 2010, 20 págs, impresso a preto & branco; capa a cores, 9,8x13,9cm. Edição: Ediciones Valientes. Valência.

25 junho 2023

Aforismos do Estádio

Aforismos do Estádioresulta de uma recolha, efetuada por Manuel de Freitas, de desabafos, frases, conversas, amores e desamores, e outras máximas, escutadas no café Estádio, situado no Bairro Alto.
Na introdução, Manuel de Freitas refere: "São esses outros «versos» - versos sem poema nem poeta - que decidi compilar neste volume atípico. Trata-se, em todos os casos, de uma espécie de aforismos involuntários, e invariavelmente alheios, que fui anotando neste café onde não consigo deixar de vir."
Os aforismos seleccionados, foram depois ilustrados por outros frequentadores habituais do referido café, designadamente: Bruno Borges, Maria das Dores / Pedro Moura / João Maio Pinto, Daniela Gomes, Manuel Diogo, Jucifer, André Lemos, Ana Menezes, Isabel Baraona e Tony Wood.
A ilustração da capa é da autoria de José Feitor. O grafismo, fotomontagem e composição ficaram sob a responsabilidade de Luís Henriques.
Aforismos do Estádio, Novembro de 2011, 32 págs, fotocópia digital a preto em papel azul (150 gr.); capa em serigrafia, 14,5x20,4cm. Tiragem: 75 exemplares. Edição: Oficina do Cego.

08 março 2023

Um #1

Um #1 compila várias bandas desenhadas da autoria de Bruno Borges. Todas as bandas desenhadas são de apenas uma página sem texto e foram publicadas anteriormente em antologias colectivas dispersas.
Utilizando uma grelha de quatro ou de seis vinhetas por página, com figuração muito simplificada, mas imbuída de sequenciação, umas vezes maquinal e outras vezes deveras caótica, reminiscentes do cinema mudo.
A combinação dos diversos elementos, sejam traços, manchas, círculos,  configurações diversas, perseguem uma determinada narratividade subjectiva, mas o resultado do efeito gráfico e visual é prevalecente nestas bandas desenhadas de Bruno Borges.   
Um #1, Setembro de 2018, 20 págs., impressão digital a preto & branco, 14,8x21cm. Edição: O Gorila.

10 novembro 2022

O Morto Saiu à Rua

 
Fanzine monográfico de Bruno Borges, com duas BD "Coisas a Cair" e "Formigas", ambas escritas por Bruno Borges e Ralina Marshall. Utilizando o seu habitual estilo minimalista, o autor problematiza diversas questões, como sejam  a força da gravidade ou as proposições, a nomeação das coisas, enfim, o conhecimento do que nos rodeia.
Partindo de situações relativamente banais e fazendo uso dos dispositivos discursivos, os temas assumem um cariz cada vez mais complexo, imbuídos de problemáticas metafísicas e filosóficas e encerram, como um ciclo que se fecha, com um desfecho novamente bastante simples e prosaico... É a vida.  
O Morto Saiu à Rua, Dezembro de 2010, 24 págs., impressão a preto & branco + Print no interior, 14,8x21cm.

08 novembro 2022

Rodrigues Palmtree Zine

 
Fanzine produzido como oferta / homenagem ao Sr. Rodrigues, empregado do Restaurante Palmeira, por altura da sua reforma, ao fim de 57 anos de trabalho. O Restaurante Palmeira, situado no Chiado em Lisboa, serviu de local de reunião de uma tertúlia mais ou menos variável, que se juntava às quintas-feiras, ao final da tarde, durante os meses mais frios do ano. Este fanzine reúne participações de alguns dos tertulianos: André Lemos, Bruno Borges, Diogo Tavares, Filipe Abranches, João Chambel, José Feitor, Jucifer, Luís Henriques, Marcos Farrajota, Miguel Frazão e Piggy.
Rodrigues Palmtree Zine, Dezembro de 2010, 24 págs, capa impressa em serigrafia pelo Atelier Mike Goes West, miolo impresso a laser em papel Navigator 90 gr/m2, 14,4x21cm. Tiragem: 30 exemplares, organizado e editado por André Lemos.

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