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27 agosto 2025

JAZZbanda


Fanzine que se propôs mesclar o mundo da banda desenhada com a música jazz, idealizado e editado por Geraldes Lino. O JAZZbanda nasceu a partir de um encontro com três jovens músicos de Jazz no final de um concerto. Os músicos eram José Pedro Leitão (contrabaixista), Miguel Cordeiro (pianista) e Ana Bacalhau (voz), membros da banda "Tricotismo". Os textos de índole musical seriam da responsabilidade dos músicos e as bandas desenhadas seriam obtidas por Geraldes Lino.
A capa do primeiro número é uma composição realizada por Susa Monteiro a partir de uma ilustração de José Carlos Fernandes.
A primeira banda desenhada é a extraordinária "Todos Profissionais" da autoria de Pedro Massano, ambientada no meio fumarento dos bares das big bands de Nova Iorque, onde músicos tarimbados ganham a vida, para depois, no fim da noite, poderem ser livres e tocarem o verdadeiro jazz.
Depois é apresentada uma entrevista ao contrabaixista José Pedro Leitão, onde ficamos a conhecer o seu percurso musical, que inclui o encontro com Ana Bacalhau nos Lupanar e os estudos no Hot Clube e no Conservatório Nacional.
Segue-se “The God Tracking Station”, por Ricardo Cabral, envolta num mistério de fim dos tempos, onde os dias e as noites se perpetuam, cinzentos e inalterados. Na segunda parte da história, o preto e branco das notas do piano finge sobrepor-se ao cinzentismo do quotidiano, mas um mensageiro traz uma perturbante missiva com estranhas notícias de Deus.
Para finalizar, o texto "Jazz: Origens" de Ana Bacalhau, esmiuçando as raízes do jazz e formulando uma breve cronologia da música afro-americana.
JAZZbanda #1, Maio de 2005, 36 págs, miolo a preto & branco; 
capa a cores, 17x25,8cm. Tiragem: 300 exemplares. Lisboa.

11 fevereiro 2025

Ovo

 
O Ovo apresentava-se com planos muito ambiciosos: "Ovo-zero é o n.º experiência que precede, inicia e anuncia a série-ovo (1, 2, etc.) "álbuns" de banda-desenhada a sair lá mais pró Inverno". Como na esmagadora maioria dos casos, os planos não são concretizados e o que fica é apenas este número experimental, que por sinal é excelente!
Com desenhos e pequenas bandas desenhadas da autoria de Nuno Amorim, Peter Froias (Pedro Massano) e Carlos Zíngaro, temos a inspiração e a velha história do ovo e da galinha destrambelhada e reconfigurada com a maçã da Eva e do Adão.
Desenhos psicadélicos, utilização de cores directas em modo artesanal, fluídos a escorreram em espessas ligaduras de albúmen com líquido seminal e terminando no ovo de Colombo. Esta gente que andou pelo &etc. e pela Visão não fazia a coisa por menos!
Ovo #0, 1976, 20 págs., impressão a cores, 14,9x20,9cm. Tiragem: 500 exemplares. Edição: Produções Culturais Engrenagem, Lda. Lisboa.

08 outubro 2023

Aleph

Aleph #1
Aleph apresenta-se como revista sobre Banda Desenhada, propondo-se assumir a divulgação e a análise crítica da forma, conteúdo e demais aspectos deste modo de expressão. Aleph  foi realização de um Grupo de Amigos da Banda Desenhada, resultante da reunião das equipas provenientes dos fanzines Saga e Yellow Kid.
Neste primeiro número, há artigos de Machado da Graça, Luís Leiria, Joaquim A. Leal, António Magalhães Garcia e José de Matos-Cruz (director).
Publicação de três pequenas bandas desenhadas por Luís Dias Ferreira (Luis Diferr), Nelson Dias / Augusto Mota e Maria João.
No meio do fanzine, estão inseridas duas folhas dactilografadas de cor esverdeada, com diversas notícias sobre publicações e eventos de bd.
Aleph #1, Julho de 1973, 28 págs, offset a preto & branco, 21x28,8cm. Tiragem: 1500 exemplares. Amadora.

Aleph #2
No segundo número, o Aleph altera substancialmente o rumo anterior, com uma linha editorial muito politizada de tendência extrema-esquerda (maoísta) e com a inclusão de alguns trabalhos de autores estrangeiros - note-se que o subtítulo passa de "Revista Portuguesa de Banda Desenhada" para "Revista de Banda Desenhada".
São publicados diversos textos não assinados de crítica muito incisiva e dura sobre autores de bd (Vitor Mesquita), intervenientes (Vasco Granja) e publicações (fanzines Impulso, Copra, QuadrinhosPloc).
Carlos Pessoa apresenta um extenso ensaio sobre "João Tempestade: Elementos para uma Leitura da Obra de Frank Robbins".
Do autor americano Ron Cobb, é apresentada uma entrevista e diversos cartoons. São publicadas várias tiras dos jovens autores João Malheiro (texto) e Fernando Sarzedas (desenho).
Aleph #2, Março de 1974, 32 págs, offset a preto & branco, 21x29,5cm. Amadora.

Aleph #3
Em pleno fulgor revolucionário decorrente do 25 de Abril, o Aleph assume uma linha editorial declaradamente maoísta, incluindo um editorial que tem como epígrafe uma citação de Mao Tsé-Tung acerca da contradição. A China é declarada como o farol da revolução mundial e conjuntamente com a Albânia!!, a vanguarda das forças revolucionárias contra o sistema capitalista. Neste contexto, é publicada na integra a banda desenhada chinesa "O Destacamento Feminino Vermelho" ao longo de 9 páginas.
Há também uma coluna decorrente de um processo de autocrítica, relativamente a um artigo publicado no número anterior.
As restantes bd são "The One and Only" e "Capuchinho Vermelho" da autoria de Buz (Jaime Pires), "A Galinha Doida" de Pedro (Massano), uma bd de Luis Dias Ferreira (Luis Diferr), envolvendo o "mestre" Vitor Mesquita e o "aluno" Philippe Druillet.
Para terminar, são publicados três cartoons e a bd "A Lenda do Homem Enforcado" da autoria de Patricio.
Aleph #3, Junho de 1974, 24 págs, offset a preto & branco; capa em papel colorido, 28,5x31,4cm. Tiragem: 5000 exemplares. Amadora.

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