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16 julho 2026

Ode Lusitana


Ode Lusitana é um fanzine de divulgação do metal português, apresentando neste número uma entrevista com Victor Matos, guitarrista e fundador da histórica banda portuense Web. A outra entrevista é realizada a Lunah Costa, promotora da iniciativa Headbang Solidário, que através da música apoia várias causas sociais, e da Cthulhu Productions.
São publicadas também diversas notícias breves sobre concertos, lançamentos discográficos e outros eventos, tais como The Unborn Fest, Sonneillon BM, Brutal Brain Damage, Dark Oath, Dethmor, Thorvus, H.O.S.T, Toxic Attack e Gorgásmico Pornoblastoma.
Ode Lusitana #13, Março de 2016, 12 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm.

07 janeiro 2026

CoopAzine

CoopAzine #1
Após a constituição da CoopA - Associação Aldeia Cooperativa de Artes em Fevereiro de 2016, é editado esto número inaugural do CoopAzine no âmbito da realização de uma Mostra Internacional de Fanzines. A publicação reflecte e regista as diversas actividades realizadas como concertos de música, encontro de estátuas vivas, mas também os gostos e as preocupações da Associação.
Neste primeiro número, surgem diversas bd curtas da autoria de Fábio Veras, André Pacheco, Tiago Pimentel, Sandra Pires e Abel Raposo. Há também textos assinados por Rui Carvalho, Fernando Ferreira sobre a publicação do livro "O Infante", de inspiração manga, da autoria de Daniela Viçoso.
Geraldes Lino, apresenta uma breve resenha sobre o fanzinato nacional e elenca uma listagem exaustiva sobre os fanzines de banda desenhada publicados em Portugal nos anos 2015 e 2016.
António Caeiro escreve sobre o Festival "Cantigas do Maio" e sobre a Orquestra Popular de Paio Pires. Thina Curtis apresenta uma resenha sobre a publicação de fanzines no Brasil. Há também textos poéticos de António Leonardo e de Paulo José Miranda.
A paisagem industrial e os problemas provocados pela poluição ressoam em muitas páginas desta publicação.
CoopAzine #1, Novembro de 2016, 52 págs,  fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: CoopA. Aldeia de Paio Pires.

CoopAzine #2

O segundo número do CoopAzine é dedicado exclusivamente ao evento Sons na Aldeia, que levou à Aldeia de Paio Pires diversas grupos de música.
A 1.ª edição do Sons na Aldeia decorreu em 24 de Setembro de 2016 e apresentou as seguintes bandas: - A Jigsaw & The Great Moonshiners Band, de Coimbra; e - Recanto, de Almada.
A 2.ª edição do evento, contou com a presença dos belgas Coffee Or Not e dos lisboetas Alma Mater Society.
Por ocasião do lançamento deste fanzine a 09 de Dezembro de 2017, decorreu a 3.º edição do Sons na Aldeia, com as bandas nacionais LUR LUR e IAMTHESHADOW.
CoopAzine apresenta breves biografias das bandas participantes no evento Sons na Aldeia, a respetiva discografia detalhada e fotografias dos concertos realizados.
CoopAzine #2, Dezembro de 2017, 28 págs,  fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: CoopA. Aldeia de Paio Pires.

CoopAzine #4

Excelente número do CoopAzine elaborado no âmbito da Mostra de Fanzines organizada pela CoopA em Maio de 2025. São 100 páginas preenchidas com as contribuições de inúmeros participantes, com trabalhos de banda desenhada, fotografia, texto poético, ensaio, crítica e divulgação, desenho e ilustração, etc.
As primeiras páginas apresentam uma entrevista aos Ameeba, já com dois registos discográficos lançados. Mais para o final, Jorge Canadá escreve um artigo sobre a banda alternativa Alcatune, já com diversos registos lançados em edição de autor.
Na banda desenhada participam Amadeu Escórcio, Carlos Paes com "A Mosca", originalmente publicada no Diário de Lisboa em finais dos anos 80 e agora recuperada e também uma prancha de "Tó Greg" desenhada na mesma época. Paulo Buchinho, autor do desenho da capa desta edição, também recupera um conjunto heterogéneo de desenhos datados dos anos 80. Muito boa a contribuição de Pepedelrey com "O Fogo de Kümme", com música e neura tecnológica. Phermad oferece duas pranchas caninas.
Textos de Victor Moreira, António Leonardo, Miguel Leonardo, António Santos, Marcos Marado, Cláudia Carola, Carlos Raimundo, Fernando Ferreira sobre o filme "Electric Dragon 80.000V" de Gakuryu Ishii. 
Mário Lino escreve sobre o panorama heavy metal nos Açores em 2024. António Vitorino contribui com um longo texto experimental em modo copy-paste hackeado no Facebook. Publica-se a resenha ao livro "Brazineiras: O Protagonismo Feminino nos Fanzines" organizado por Thina Curtis.
Edgar Rendeiro escreve sobre o enigma da data da fundação do clube de futebol de Paio Pires, bem como sobre a origem do nome "Paio Pires".
Grafismos, composições e colagens de Abel Raposo, Paulo José Miranda e António Caeiro, Iolanda Rolo, Eurico Coelho, José Almeida, Fátima Rocha, Pedro Morgado, Sónia Nobre, Sérgio Gomes.
Há também espaço para falar sobre a actividade da CoopA, e também sobre as edições da editora independente Anti-Demos-Cracia.
CoopAzine #4, Maio de 2025, 100 págs,  fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Edição: CoopA. Aldeia de Paio Pires.

06 setembro 2025

MucoMorphia

MucoMorphia é uma publicação antológica auto-editada por Filipe Felizardo. Contém trabalhos bastante diversos de ilustração, textos e ensaios-bd, banda desenhada como 'Gods & Frogs', 'Anus Lunaris. Pt '1,' J’ocularity!' e 'What is it?'. Inclui também o avanço do primeiro capítulo do seu próximo livro, trabalho resultante de uma residência artística realizada no Moinho da Fonte Santa.
Assumindo-se como "um espaço de investigação sobre geologia, patafísica e pornografia na forma de banda-desenhada, ilustração e pouca prosa. O que é que Wittgenstein tem em comum com meteoritos, clitóris hipertrofiados e dildos literários? A resposta está nas páginas de Mucomorphia."
Marcos Farrajota referiu o seguinte no blogue da Chili Com Carne: "Se tivesse de fazer as listas dos melhores do ano, este primeiro número do zine de Filipe Felizardo merecia estar no Top 3 de Melhores Fanzines de BD ao lado do Outro Mundo Ultra Tumba de Rudolfo Mariano e A Day de Mariana Pita... Com a ligeira vantagem de que editorialmente Mucomorphia é um desafio como poucos nos dias de hoje. Tal como o Gato Mariano (raios, o Mariano #1 devia estar também nesse Top 5 e o catano!) também eu não faço listas de zines no final de ano...
Pretende-se serializado, tiragem ilimitada (yes! é d'omem!!!) e é uma publicação smörgåsbord do output desta área de criação de Felizardo, não esquecendo que ele é mais conhecido por músico mas também como artista plástico e fotógrafo. Nestas páginas também está incluída a construção do seu próximo romance gráfico, A Conference of Stones and Things Previous. Muito mais solto do que em O Subtraído à Vista não deixa de estar também muito mais rigoroso no plano técnico. De resto, tal como na música e outras áreas de intervenção de Felizardo, há processos de pesquisa que se vão metamorfoseando num plano cosmogónico que nem toda a gente está a fim de lá entrar. Azar! Título a acompanhar esperando o seu editor cartas à antiga [R. dos Douradores, 202, 5ºD, 1100-208 Lisboa] para uma secção de leitores (ó que belo gesto anacrónico que desejo que corra bem!)"
MucoMorphia #1, Outubro de 2016, 28 págs., fotocópia a preto & branco; capa em cartolina amarela, 21x29,7cm.

17 abril 2025

Peripécias de uma Ilustradora

Peripécias de uma Ilustradora reúne diversas histórias autobiográficas de Catarina Gomes, contadas em várias pranchas de banda desenhada. O fanzine funciona como catálogo da exposição que esteve patente na Ó! Galeria do Porto, em Abril de 2016.
Os momentos retratados vão desde memórias de infância e da família, aulas de desenho, alegrias e desilusões, visita a uma exposição de Giacometti, questões profissionais, recordações e relacionamentos familiares e sentimentais.
Cada história preenche uma página, com as amizades, os colegas de escola e de café, os hábitos e rotinas, até às preferências futebolísticas, a ressurgirem em momentos divertidos, inusitados, em ocasiões que, de alguma forma, ficaram marcadas na memória pessoal da autora.
Peripécias de uma Ilustradora, Abril de 2016, 28 págs., offset a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 100 exemplares. Porto.

04 abril 2025

Thrills & Spills

 
Thrills & Spills reúne cinco bandas desenhadas curtas da autoria de Jorge Coelho produzidas entre os anos de 2006 e 2010. O autor refere que todas as pequenas histórias foram "feitas depois de uma longa pausa de desenhar bd e antes de realmente entrar no mercado americano de comics. Este livro incorpora a alegria de redescobrir e fazer banda desenhada, à minha maneira."
As histórias são magistralmente desenhadas e ambientadas em tonalidades muito sombrias e desesperançadas, ao estilo do film noir. Em "A Fisgada - The Catch", um engate ocasional na paragem de autocarro serve de engodo para o tráfico de órgãos humanos. A incomunicabilidade e os insondáveis mistérios femininos são tocados ao ritmo jazzístico do "Contrabaixo Solitário" (publicada no fanzine JAZZbanda #2).
A fatalidade do "Destino" e o filho que procura o rasto da mãe e apenas encontra o círculo inescapável da pobreza e da violência.
Em "Mais um Dia" há duas histórias que se entrecruzam em planos distintos: no plano superior uma casal aparentemente normal e relativamente feliz; simultaneamente, no plano inferior, um "outro" par tenta sobreviver num mundo pós-apocalíptico. Na última história, intitulada "Zambujas", todos os excessos da juventude condensados num personagem maior que a vida e com um volte-face surpreendente (publicada originalmente no Eros #10).
Duas das histórias são inéditas e as restantes tinham sido publicadas previamente em fanzines.
Thrills & Spills foi disponibilizado em edições em língua portuguesa e inglesa. Cada exemplar contem uma estampa desenhada por Jorge Coelho.
Thrills & Spills, Outubro de 2016, 32 págs., risografia a preto & branco, 16,2x21,8cm. Edição: Comic Heart / Mundo Fantasma, Porto.

15 novembro 2024

Durtykat

Durtykat #7
Este número do Durtykat abre com um texto de "O Céu da Boca", narrando uma viagem de carro e a observação do exterior, fixando especialmente um pormenor do capacete de um motociclista. Essa fixação, acaba por provocar um acidente e o ferimento do rapaz da mota, tudo gratuito e sem sentido.
Seguem-se alguns desenhos de Martinho Mendes. Depois, a editora Ana Ribeiro relata alguns pormenores da história de Maria Cidalina e da sua vida amorosa, através de texto, desenhos e colagens.
Noé Touraldo apresenta duas páginas situadas no WC e sala de estar, com ratos e pénis espalhados pelas divisões da casa.
Ana Ribeiro apresenta mais alguns desenhos e ilustrações, tendo como pano de fundo diversas temáticas como a música (The Smiths, Joy Division), cenas de gajas, estudantes e também hedonismo.
Durtykat #7, Outubro de 2003, 28 págs, impresso a preto & branco; capa a cores, 10,5x14,5cm.

Durtykat #9
Abrindo com uma epígrafe do escritor Paul Auster, o nono número do Durtykat apresenta diversos trabalhos de Ana Ribeiro, misturando aleatoriamente o inglês com o português, que associado ao pequeno formato (A6) adoptado, dificulta a leitura e a inteligibilidade de algum conteúdo. O reduzido tamanho do texto e uma paginação algo confusa, que obriga a virar e revirar sistematicamente as páginas são os aspectos menos conseguidos.
Pelo contrário, a excelente qualidade dos desenhos e vinhetas são os destaques mais salientes. Por vezes, o estilo gráfico e narrativo adoptado por Ana Ribeiro está próximo dos trabalhos de Isabel Carvalho, mantendo, no entanto, uma identidade própria bem vincada. Ana Ribeiro preenche as páginas com nesgas do universo feminino e sentimental, salpicado com alguma neurose e impaciência, mas também de uma aura poética sonhadora.
No que toca a colaborações, é publicada a banda desenhada "Ida a Casa do Meira" da autoria de João Losa, completamente esgrouviada e delirante. Há também desenhos e ilustrações de Victor Hugo, Nicolau Fernandes; Vasco Sequeira e textos de Daniel Pernil e de 
Pedro Ferreira.
Durtykat #9, 2006, 48 págs, fotocópia a preto sobre papel azul, 11x15,5cm.

Durtykat #10
Após um longo interregno, o Durtykat ressurge dedicado à esquizofrenia e aos delírios religiosos. Começando com um desenho de Dina Barbosa. Seguem-se trabalhos de Ricardo Alves e Sara Pinho.
Depois Ana Ribeiro, através de uma sequência de ilustrações, desfia os medos e fobias, as vozes que ecoam na cabeça, os pressentimentos e presságios, o mau-agoiro, as rezas e crendices, os anti-psicóticos e a música para tentar não ficar louca.
Segue-se uma fotografia da autoria de Francisco Janes. A terminar, Francisco Sousa Lobo escreve sobre os seus defuntos que teimam em reaparecer-lhe nos sonhos, desfiando uma série de histórias tristes de suicídio e de morte.
Durtykat #10, Março de 2016, 32
 págs, fotocópia a preto & branco, 11,2
x16,7cm.

Durtykat #11
Texto extraído do sítio Bandas Desenhadas: "no final de 2018, é publicado o Durtykat #11. Desta feita, contém uma única história, escrita e ilustrada por Ana Ribeiro. Graficamente, a obra acompanha a maturidade do trabalho que a autora tem vindo a desenvolver na área da ilustração digital, sendo influenciada pelas mais diferentes fontes, desde a técnica de détournement a Klimt. Nesta história ilustrada, a autora relembra ainda as suas influência das banda desenhada, com os balões de fala ao longo da obra, quase omnipresentes.
Quanto ao texto, utiliza as recordações do final do primeiro namoro da protagonista para explorar a estranheza do conto infantil Barba Azul, escrito por Charles Perrault no século XVII."
No editorial está escrito: "O durtykat está de volta para esta décima primeira aventura. Aparentemente, sobre um homem terrorífico que se conta às crianças e não só. Envolvi-me e viajei com ele (o durty), ou melhor, “na maionese”. Este zine é também para ele, que não pare de “viajar”."
Durtykat #11, Dezembro de 2018, 20 págs, impresso digital a cores, 11,2x16,7cm. Tiragem: 27 exemplares.

08 outubro 2024

A Day

A Day foi originalmente criado para o concurso Comics Workbook Composition Competition realizado em 2015, onde obteve uma menção honrosa. Posteriormente, este trabalho foi republicado em "Lá Fora com os Fofinhos", colectânea de trabalhos de Mariana Pita.
Escrito em inglês e com balonagem manuscrita (o que por vezes, dificulta um pouco a leitura), A Day apresenta um extraordinário desenho a lápis de cor e permite-nos acompanhar o quotidiano de um jovem casal, começando o dia na praia e seguindo depois para mais uma jornada do seu misterioso trabalho diário. 
A editora O Panda Gordo apresentou assim esta publicação: "É difícil escolher o que mais gostamos nesta banda desenhada, se são as sequências visuais deslumbrantes apresentadas num encantador estilo de lápis de cor ou os divertidos diálogos entre as duas personagens. Se este último é já uma das marcas registadas de Mariana Pita, o primeiro, apesar de não ser uma surpresa total, surpreenderá até os seus maiores fãs."
A Day, Maio de 2016, 16 págs, impressão digital a cores, 17,3x26,9cm. Tiragem: 80 exemplares. Edição: O Panda Gordo.

14 setembro 2024

Altemente

"No início de Julho de 2015, eu e um grupo de colegas da Faculdade de Belas Artes de Lisboa frequentamos uma residência artística Rés-Vés Loulé em Alte, uma pequena aldeia no concelho de Loulé.
Foram duas semanas em que tivemos que desenvolver cada um, um projecto artístico relacionado com a comunidade e com a aldeia."
Esta publicação é o resultado do projecto desenvolvido por Mosi e trata-se de uma mini-série em três partes.
Altemente 1/3, Maio de 2016, 20 págs, impresso a preto & branco; capa a cores, 16,5x23,5cm. Edição: Comic Heart.

"Ao fim de alguns dias em Alte, a azáfama do quotidiano já começa a estabilizar. Passada a novidade, tínhamos agora os nossos projectos por fazer. No entanto, as noites continuavam quentes e as surpresas ainda eram muitas."
Entretanto, o tempo vai passando e os projectos estão pouco adiantados para a exposição final. A data da visita dos professores aproxima-se e 
a ansiedade começa a apertar.
Altemente 2/3, Agosto de 2016, 20 págs, impresso a preto & branco; capa a cores, 16,5x23,5cm. Edição: Comic Heart.

No último tomo da série, faltando poucos dias para a inauguração da exposição final, os estudantes ultimam os preparativos dos trabalhos que vão apresentar no Salão da Casa do Povo. No meio de muito calor, os residentes já estão habituados à juventude que por lá circula e que anima a vida da aldeia.
O anseio de deixar alguma marca que perdure, as pequenas angústias do quotidiano, o convívio e o divertimento, marcam os últimos dias da residência artística em Alte, antes do regresso dos estudantes a Lisboa. Mas os jovens deixam a promessa de regressarem em breve....
Altemente 3/3, Outubro de 2016, 20 págs, impresso a preto & branco; capa a cores, 16,5x23,5cm. Edição: Comic Heart.

19 fevereiro 2024

Sentido de Orientação

Sentido de Orientação (Teoria da Rota Deambulatória) foi concebido por Marta Sales, no decorrer das aulas de Banda Desenhada na Ar.Co, com a orientação do professor Filipe Abranches. O livro foi financiado através de uma campanha de crowdfunding e foi lançado no decurso da primeira Feira Morta realizada em 2016.
A pequena raposa, apesar de viajar sem mapa, vai orientando-se ao longo da trama que começa bastante densa, mas que progressivamente se vai alargando, até constituir-se em apenas duas vinhetas por página.
Enquanto nas primeiras páginas, os pensamentos surgem isolados, depois a raposa vai interagindo com outros personagens, ao princípio dialogando em português e depois em italiano.
Após embrenhar-se num labirinto, encontra uma mulher que ouve vozes macabras, que incitam a raposa a tomar um banho purificador, para depois deitar-se a repousar. No seu sonho, deambula num cais rodeado de estranhas arcadas, onde encontra um homem, que lhe fala em italiano sobre coisas que tem que ser esquecidas, talvez para depois serem novamente reinventadas... 
Sentido de Orientação (Teoria da Rota Deambulatória), Janeiro de 2016, 28 págs, risografia a duas cores, 13x19,3cm. Tiragem: 200 exemplares. Edição: Ostraliana.

12 dezembro 2023

Zine de Natal da Cafetra

Fanzine com trabalhos gráficos e textos dos artistas da editora Cafetra. Uma pequena banda desenhada de Francisco Correia, seguida de um poema de Miguel Abras.
Muito condizente com a época, um "Conto de Natal" por Lourenço Crespo, narrando a busca de uma prenda para a namorada, encontros com a irmã, idas ao centro comercial, iluminações e iguarias natalícias  e filmes musicais.
Nas páginas centrais, Sallim apresenta um retrato desenhado da família Cafetra.
O fanzine contem ainda diversos outros trabalhos de fotografia, montagens e desenhos, letras de música e banda desenhada de Maria e Júlia Reis, Éme, Leio e amigo(a)s como Moxila, Sofia, Yan-Gant Y-Tan e Sara Rafael.
Zine de Natal da Cafetra, Dezembro de 2016, 32 págs, fotocópia a preto em papel rosa, 14,8x21cm. Tiragem: 20 exemplares.

30 setembro 2023

Controllers.png

Pequeno fanzine autoeditado por Dois Vês, com desenhos de comandos (controllers) de consolas de videojogos. A apresentação dos comandos é visualizada como se fossem abertos ficheiros de uma pasta existente num computador Macintosh da Apple.
Os comandos são variados e com um design muito vincado, desde o comando que acompanhava a primeira versão da Sony Playstation, o comando da consola da Nintendo e o da Super Nintendo, o joystick CX40 da Atari, até clássicos mais obscuros como o Boomerang Controller da PS3.
O fanzine é uma folha de tamanho A4, com um corte horizontal ao meio, que permite uma dobragem engenhosa em 8 páginas. A folha totalmente aberta apresenta os controllers em formato poster.
Controllers.png, 2016, 8 págs., fotocópia a preto & branco, 7,1x10,5cm (aberto 21x29,7cm). 

29 março 2023

Ponta do Corno

Ponta do Corno #1
Publicação humorística com diversos cartoons e também com alguns textos. Versando temas da actualidade nacional e internacional (nesta altura, o terrorismo islâmico estava em alta), com olhar crítico e mordaz. No editorial, José Vilhena é apontado como uma das principais referências para esta publicação.
Os atentados aos jornalistas do Charlie Hedbo, a eleição de Donald Trump como presidente dos EUA, a comunicação social sensacionalista e embrutecedora, são assuntos que não escapam ao traço dos fazedores da Ponta do Corno.
João Garrido é o convidado para apresentar um cartoon da sua autoria.
Ponta do Corno #1, Dezembro de 2015, 12 págs, fotocopiado a preto & branco, 21x29,7cm. Porto.

Ponta do Corno #2
Neste segundo e derradeiro número da Ponta do Corno, as falências do bancos (BANIF, Novo Banco) e a intervenção do Estado para os "salvar" são um dos temas em destaque.
A evolução recente da política francesa, com o crescimento acentuado da extrema direita liderada pelo clã Le Pen, é analisada numa crónica assinada por Guilherme Matos. 
Este número inclui bons cartoons da autoria de Teresa Madalena e de João Garrido. O autor convidado para publicar um cartoon é José Giro.   
Ponta do Corno #2, Janeiro de 2016, 12 págs, fotocopiado a preto & branco, 21x29,7cm. Porto.

12 fevereiro 2023

Aproveita a Vida Cristalys!

Fanzine com desenhos de Pedro Almeida, retratando diversos personagens célebres da banda desenhada e da animação, como o marinheiro Popeye, o Incrível Hulk, a Heidi, Super-Homem, o Mascarilha, entre outros.
Também as marcas comerciais e os logotipos famosos como a Pasta Medicinal Couto, a boca com a língua de fora dos Rolling Stones, Vicks Vaporub, emparceiram com os heróis notáveis. 
A simbologia química, especialmente a que indica material perigoso, bem como o material e os instrumentos de laboratório, surgem frequentemente prenunciando experiências e processos transformativos.
O autor de Aproveita a vida, Cristalys! pretendeu “Instead of glorifying powers, I want to expose the vulnerabilities of cartoon characters and comic book icons usually portrayed as invincible characters who never get sick or die. They become, in the universe of my works, fragile and mortal characters – metaphors of an announced decadence.”
Aproveita a Vida Cristalys!, 2016, 60 págs., impresso a cores em papel de 100 gr, 14,5x21cm. Tiragem: 60 exemplares, Edição: Stolen Books.

30 janeiro 2023

Picaresque

"A premissa de Picaresque é simples: e se a história não estiver na sequência de vinhetas, mas na forma como elas compõem uma página de banda desenhada?
Picaresque pede aos leitores que deixem a leitura vinheta-a-vinheta para trás. Em substituição, cria um ‘sistema ecológico’ para a página, onde os painéis representam entidades dinâmicas que interagem umas com as outras e se transformam. As vinhetas, as suas dimensões e posição relativa tornam-se componentes activos da história. O resultado é uma série de composições abstractas sem sentido narrativo intrínseco e que não têm nada a ver umas com as outras, mas que ainda assim se reúnem para contar uma história."
Picaresque, Abril de 2016, 12 págs., impresso a preto & branco, 19x27,5cm. Tiragem: 40 exemplares, Edição: Clube do Inferno,  Lisboa.

20 janeiro 2023

Imagem Viagem

Foi atribuído a Tiago Baptista o Prémio Geraldes Lino 2016 da Bedeteca de Beja. Em "Imagem Viagem", somos levados para o interior de um mundo onírico, primordial, como as cavernas primitivas onde o jogo de sombras desenhadas pela luz da fogueira, despertava a imaginação e o desenho rupestre. A infância e os jogos lúdicos de fazer de conta, pela mão de Alice e novamente as sombras - o teatro de sombras e os primórdios do cinema. O olho que espreita, curioso.
A angústia da artista perante a tela em branco e a espera pelas musas inspiradoras, que tardam em surgir. Novamente o artista como centro das atenções, qual número de circo, mas um circo sem emoção, de gestos lentos, quase parado.
A escuridão novamente. De repente, uma chama e a caverna fica de novo iluminada, a centelha desperta os seres das trevas que temem a luz e os quadros sucedem-se como numa peça de teatro mudo, a ilusão prestes a perder-se, e por fim um mergulho redentor.  
Imagem Viagem [Colecção Toupeira #9], Maio de 2016, 24 págs, impressão a preto & branco, 18x25,5cm., Tiragem: 400 exemplares. Edição: Bedeteca de Beja.

28 dezembro 2022

III

Pequeno fanzine de Rui Moura, com desenhos de máscaras africanas a fumarem erva. Há desaparecimentos no meio do fumo denso, que talvez tenham passado para outra dimensão submersa em folhas de cannabis. Publicação artesanal, onde o autor experimenta o linóleo, a lombada cozida, a pequena edição, mas já a denotar uma identidade própria.
III, Novembro de 2016, 12 págs, fotocópia a preto & branco; capa a linóleo; 14x19cm. Tiragem: 15 exemplares.

10 dezembro 2022

I'm the Hero of These Stories

 
Fanzine compilando diversas BD em inglês de Lara Luís, versando temas como o medo, a ansiedade, as dúvidas, a depressão, os amores e as todas as paranoias. Num estilo autobiográfico sem filtros, com muito sentido de humor e auto irrisão, a autora fala descomplexadamente de masturbação feminina, de amores falhados, de humores transviados, de pornografia e do Tinder.
A protagonista com feições semelhantes à autora, vai contracenando com diversas figuras como o medo, o unicórnio, o gato, etc. com características antropomórficas, que representam sentimentos, os amigos, a própria consciência, gerando diálogos cheios de ironia e de autocomiseração. Em suma, está muito bem conseguido!
I'm the Hero of These Stories, Novembro de 2016, 28 págs, impressão digital preto & branco, 14,5x20,8cm. Tiragem: 100 exemplares.

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