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05 julho 2026

Bizarro

Bizarro #1
No editorial, Bruno Campos refere que o Bizarra representa uma evolução no seu percurso de faneditor e autor. Refere igualmente que o nome adoptado é uma homenagem a John Willies e à sua revista 'Bizarre' publicada entre 1946 e 1959.
No Bizarro, os fetiches não serão só sexuais, serão também bedéfilos, cinematográficos, musicais e literários.
Nas primeiras páginas apresenta-se 'Fragmentos I' uma divagação gráfica erótica desenhada por Bruno Campos. Logo depois, a 'Marca' de Pitchu com Arnaldo e o seu rafeiro de marca.
Ana Branco publica 'Narciso', uma excelente bd conjugada em tom de poesia divagante e com grande elegância gráfica.
'O Sentido da Vida' é uma viagem no túnel da existência, onde o destino das gerações é traçado por Daniel Baptista.
Derradé apresenta 'The BadSummer Boys Band' destilando as agruras da vida moderna em 'Stress' em ritmo de musical punk.
As últimas páginas são preenchidas com uma prancha de Pepedelrey e uma prancha repleta de brutais desenhos pornográficos de J. Coelho.
Bizarro #1, Julho de 1997, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 16,8x23,8cm, Edição: Phetysh Komix. Vila Franca de Xira.

Bizarro #2
As primeiras páginas são dedicadas às diatribes "Os meus inimigos da bd" de Marcos Farrajota, cuja primeira parte já havia sido publicada no fanzine Aardvark, anteriormente editado por Bruno Campos. Republica-se o texto sobre Fernando Vieira / Bedelho, e acrescenta-se novo texto corrosivo sobre M.A.L.S.
No tocante à banda desenhada, Janus apresenta "Toinho e Maria", um jovem casal ardendo de desejo. Segue-se o Boletim da Oficina Insana com diversos apontamentos sobre álbuns, fanzines, editoras e distribuidoras independentes.
Segue-se "Dark City III", baseada na música "Dentro da Cidade", da banda punk Caos Social, e desenhada por Law num estilo sado-maso cyberpunk.
Bruno Campos publica a bd "Nominion" e escreve também uma radiografia detalhada  sobre "The Invisibles" criada por Grant Morrison.
O autor brasileiro Edgar Franco contribui com a bd "A Estagnação" num desenho de estilo fantasista cósmico-psicadélico, com criaturas alienígenas levemente inspiradas por H. R. Giger, e texto poético filosófico, a lembrar os trabalhos do português Nuno Nisa.
A terminar, uma secção de recortes de imprensa e de cartas dos leitores. Na última página, é inserida uma citação de Edgar Allan Poe.
Bizarro #2, Novembro de 1997, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 16,8x23,8cm, Edição: Oficina Insana. Vila Franca de Xira.

Bizarro #21 (5)

Originalmente previsto para sair em Dezembro de 1998, o Bizarro #21 apenas vê a luz do dia no novo milénio e com uma numeração não sequencial, uma vez que esta é apenas a quinta edição do fanzine. E saiu em Agosto de 2000, e não em Maio de 2000, como consta na capa. 
Este número está com muito boa apresentação e conta com a colaboração de Derradé (com a prancha "Bizarro" e com a bd "Panfleto"), de Janus (+ Piadas Estúpidas), Melvin, Gamito com "Poesia de Merda", a bd "E Nunca Mais se Ouviram Gritos...", o brasileiro Law Tissot com três excelentes pranchas, Daniel Silva com a bd "Macabro" datada de 1996, Pitchu com a prancha "Selva", uma ilustração de Borel datada de 1787, várias tiras de Jorge Coelho, Peter Kuper com "It's Obscene!!" narrando o caso da condenação em tribunal de Mike Diana pela publicação de "Boiled Angel".
Na rúbrica "Caldeirada", Bruno Campos referencia o aparecimento do fanzine Gambuzine, a continuação do Terminal, um novo tomo do "Macaco Tó Zé" de Janus e a publicação do splitzine "Haraquiri n.º 1/Os Positivos".
Participam também neste número, com desenhos, banda desenhada ou texto os seguintes autores: Absinto, Cria2, JB, Pepedelrey, Pr. Pereira e Rémi.

Bizarro #21 (5), Maio de 2000, 40 págs, fotocópia a preto & branco, 16,5x24cm, Edição: Oficina Insana. Vila Franca de Xira.

Bizarro #6
O editor Bruno Campos refere a dificuldade de manter alguma regularidade na edição do fanzine e promete apenas mais um número do Bizarro.
A primeira prancha é "Uma Linha Ténue" com texto de Rohke Vorne e desenho de Elma Dias. Seguem-se três tiras de 'Bad Summer Boys Band' da dupla Geral et Derradé.
Sara Costa publica o ensaio "De Duas Artes Surge Uma Nova" sobre o que é a banda desenhada e as suas possibilidades.
Com texto de Cláudio M.S.M. e arte de Law Tissot "The Sex Machine" é um desfile de figurações sado-maso estáticas e exibicionistas.
"Pilgramage" é uma nova bd escrita em inglês de Elina Dias, baseada numa música dos R.E.M.
O conflito de gerações entre mãe e filha e as expectativas goradas são o pano de fundo de "O do Costume" de R. Vorne e desenho de Fermad.
Um trabalho académico é o mote para ressuscitar a mitologia e os "Contos de Fadas" numa história de Dinis Vale.
Tendo por cenário uma América desolada e destruída, Lena S. Diva propõe a prancha "Nova Prole". Ao lado, outra prancha "Metropunks" de Lisa Vale, numa viagem atribulada no metro com a entrada em cena de um grupo de punks.
Seguem-se "Ovo ou Galinha" e "Cuecas em Fogo", duas histórias negras com muito sexo e devassidão  assinadas por Janus. Entre as duas bd, surge o texto "Um Exemplo de Surrealismo na Banda Desenhada: A Literatura e a Pintura de Mãos Dadas", da autoria de Teresa Costa. A banda desenhada "Kabuki: Skindeep" de David Mack é explorada e enquadrada na temática do ensaio. 
As duas últimas páginas servem para breves aparições em jeito publicitário de "Os Positivos" de Valter Matos e do "Tornado" por Estrompa.
Bizarro #6, Setembro de 2001, 36 págs, fotocópia a preto & branco; capa a cores, 19x27,5cm, Edição: Tesos e Falidos, SA. Vila Franca de Xira.

Bizarro #7
Decorridos cinco anos e cinco meses após o lançamento do número inaugural, o Bizarro anunciava a sua partida para a net, abandonando a edição em papel. Mas a despedida é feita em grande estilo, com excelentes BD. Logo a abrir 'A Culpa é do Músico' de Rohke Vorne (argumento) e Janus (desenho), história muito negra e sórdida passada em contexto familiar, onde a violência e todo o tipo de abusos imperam e acabam por se reproduzir geracionalmente.
David Soares apresenta 'Reprogramar a Alma', belíssima narrativa onde sobressaem os sentimentos e um grande sentido de humanidade.
De seguida 'Um Estranho Prazer', com argumento de Rohke Vorne, agora com o desenho a cargo de Marta Soares, para uma história carregada de sedução, atração irresistível e vampirismo.
Por fim, 'Com o Mal dos Outros', novamente com argumento de Rohke Vorne, desta vez com desenho de João Mascarenhas, reentrando no universo doméstico, na defesa dos bons costumes, nos falsos moralismos e sobretudo no cultivo da maledicência, negligenciando os podres próprios.
Bizarro #7, Dezembro de 2002, 36 págs, impressão a preto & branco, 21x29,7cm, Tiragem: 75 exemplares. Vila Franca de Xira.

02 maio 2023

Boom!!!

Fanzine editado por José Pinheiro, com capa desenhada pelo autor em destaque neste número: Manuel Jorge (M. Jorge).
A primeira banda desenhada "A Guerra Acabou" de José Carlos Fernandes, é uma trágica história de inadaptação à paz, depois da habituação provocada por 29 anos na frente de batalha.
Estrompa colabora com um desenho de Tornado. Depois, José Pinheiro entrevista M. Jorge. Segue-se a banda desenhada "O Herói" assinada pelo mesmo autor.
É incluída uma página com diversas informações sobre novas publicações de álbuns e fanzines.
Nuno Nisa apresenta em o "Passageiro da Noite" uma reflexão poética e contemplativa no cais de embarque, com a vida em perspectiva.
"Uma Questão de... Diplomacia" de Carlos Rocha, é uma história bem humorada sobre as desventuras de um vendedor porta-a-porta e da intervenção musculada do seu progenitor para alcançar vendas bem sucedidas.
Mário Elias apresenta o texto "Subsídios para a História da B.D. Portuguesa", essencialmente sobre as revistas e jornais com banda desenhada publicados durante a primeira metade do século passado.
"O Homem que Vendeu o... Mundo" de José Pinheiro, sobre uma transação desastrosa de armamento nuclear.
Rui Lacas colabora com um desenho feito expressamente para este fanzine.
Ana Branco apresenta uma banda desenhada com gaivotas, Tejo e ponte ao fundo.
A fechar este número, Paulo Fernandes coloca o personagem bigodudo Carqueja a questionar o leitor sobre quem é que afinal pertence à chamada "Geração Rasca"? 
Boom!!! #2, Junho de 1995, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Edição: Associação Neuromanso. Porto.

19 outubro 2022

Aardvark

Aardvark #1

Após editar no ano anterior o fanzine Arkham, Bruno Campos regressa com um novo fanzine Aardvark (porco-formigueiro ou porco-da-terra). Este primeiro número, abre com 3 BD curtas da autoria de José Carlos Fernandes, sobre a revolução comunista na Rússia e as suas vicissitudes. Segue-se o primeiro capitulo de "Vector Zero" de Bruno Campos. No meio do fanzine é inserido um suplemento intitulado "Sísifo", impresso em papel diferente e coordenado por Savel, com artigos e BD. Depois são apresentadas mais duas BD: "Os Amigos do Gonçalo" de Mutcha e "A Grande Viagem de Benoit Sagan no País da Realidade" de Nuno Nisa.

Aardvark #1, Junho de 1995 (2.ª Edição), 24 págs. + 8 págs. do Suplemento Sísifo, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Alenquer.

Aardvark #2

No segundo tomo do Aardvark, reincide o autor José Carlos Fernandes com uma banda desenhada de nove páginas intitulada "O Crime Mais que Perfeito", adaptando uma história de Ray Bradbury. Segue-se a BD "Pugilista por Acaso" de Carlos Rocha. O editor / autor Bruno Campos apresenta "Némesis Contra Relógio" e a continuação de "Vector Zero".
Nas páginas centrais, impressas em papel mais amarelado, surge o "Grande Desafio" de Carlos Miguel e também a segunda parte de "O Princípio" de José Pinheiro.
Segue-se Nuno Nisa, também um repetente do número inaugural, com uma nova bd "Berço". Na última parte do fanzine é apresentada uma bd mais extensa de Luis Filipe Peres com o título "O Príncipe, O Livro e os Outros..."
Aardvark #2, Janeiro de 1996, 44 págs + 10 págs. do Suplemento, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm., Alenquer.

Aardvark #3
No terceiro número, o editor refere as dificuldades de manter alguma regularidade na publicação do Aardvark, que vê acrescentado o subtítulo: - O fanzine da Arte Sequencial.
A abrir, a banda desenhada "Os Cagaréus de Aveiro" de Bruno Campos, adaptando uma história do Malhadinhas de Aquilino Ribeiro. Segue-se a 2.ª parte de "O Príncipe, O Livro e os Outros..." de Luis Filipe Peres.
Nuno Nisa apresenta a BD escatológico-surrealista "Vírus". Carlos Miguel também reincide com o regresso de "O Grande Desafio".
Para fechar, o texto "Página Nula" de Marcos Farrajota, sobre edição, divulgação e venda de fanzines, assumindo o seu habitual estilo acutilante, mas surpreendendo pela inclusão de uma tabela de valores, dando um ar mais tecnocrático e formal ao assunto.
Aardvark #3, Junho de 1996, 36 págs., fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm., Alenquer.

Aardvark #4
O 4.º número do Aardvark apresenta algumas novidades numa linha de continuidade. Há novos colaboradores, como Dan Silva com a bd "Bébé Jonas ...Em Busca do Cookie Perdido". Segue-se um texto sobre Wolverine assinado por Pedro Gil. Depois temos a conclusão da história "O Grande Desafio" de Carlos Miguel.
De seguida temos um texto de duas páginas com o sugestivo título "Os Meus Inimigos da BD", assinalando o regresso de Marcos Farrajota mais virulento do que nunca, com uma forte descarga biliar em relação a Fernando Vieira / Bedelho. 
Na sequência dos números anteriores, é apresentado também um novo capítulo da bd "O Príncipe, O Livro e os Outros..." de Luis Filipe Peres.
O editor assina duas páginas com notícias, divulgação e crítica de assuntos relacionados com o mundo bedéfilo.
Outra novidade é a inclusão da bd curta "Era Uma Vez" de Pitchu do fanzine SUB, à qual se segue um texto de M.A.L.S. sobre a personagem sexy Orphan Annie.
O fanzine encerra com uma excelente banda desenhada de Ana Branco intitulada "Narciso". 
Aardvark #4, Fevereiro de 1997, 40 págs., fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm., Edição: Fetiche Komix, Vila Franca de Xira.

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