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22 abril 2026

JuveBÊDÊ

JuveBÊDÊ #4
Após meio ano de existência, confirma-se a consolidação do projecto, sob a direcção e coordenação de Miguel Coelho. Aumentam o número de páginas e também os apoios públicos e privados ao JuveBêDê.
Há notícias sobre o lançamento de novos álbuns, sobre o fim da histórica revista À Suivre e sobre algumas iniciativas dinamizadas pela Associação Juvemédia.
São publicadas quatro pranchas de "Loco Laser" da autoria de Augusto Gomes. Por seu turno, Luís Lopes contribui com a bd "Pois é, pois é!!!". Por último, é publicada a prancha de José Carneiro "A Escola" já datada de finais de 1983!
Os destaques vão para a cobertura do IX Salão Internacional de BD do Porto. Ainda durante o Salão, foram contactados os autores norte-americanos Tom Hart e Jason Lutes.
Tendo como pano de fundo a exposição sobre o Tio Patinhas apresentada no Salão, é publicado um texto sobre Carl Banks, o criador do pato forreta e uma entrevista a Don Rosa, responsável pela continuação das histórias do Patinhas.
A finalizar este número, são publicadas duas entrevistas aos autores Christian Denayer e a Leo.
JuveBÊDÊ #4, Novembro de 1997, 20 págs., impresso a preto & branco; capa a cores, 21x29,7cm. Edição: Associação Juvemedia. Lisboa.

JuveBÊDÊ #10
Os álbuns em destaque eram absolutamente previsíveis e paradigmáticos do que se publicava em Portugal no final do milénio passado: 'Rantanplan', 'Mutts', 'Lucky Luke', 'Calvin & Hobbes', 'Philemon'' 'Cathy', 'Blake & Mortimer', 'Blueberry', etc. A cobertura do 26.º Festival de BD de Angoulême, estende-se por quatro páginas desta edição.
'Juve Internacional' é o nome de uma nova rúbrica dedicada à divulgação do que se publica no estrangeiro.
Nas páginas centrais festejam-se os 70 anos de Tintin, reforçados pelas diversas iniciativas que assinalaram essa data redonda, como a Exposição Bibliográfica realizada no Salão Medieval da Biblioteca Pública de Braga.
A outra nova rúbrica a estrear nesta edição é 'Juve Galeria', apresentando resumidamente um autor, nacional ou internacional, e publicando em exclusivo, os seus desenhos. Nesta primeira amostra, o autor seleccionado foi Tibet, desenhador de 'Ric Hochet' e de 'Chick Bill', entre outros.
Há uma curta entrevista a Luis Diferr sobre o seu percurso profissional, publicando-se também a banda desenhada de 1983 'Breves Aventuras do Sr. Sansão'.
JuveBÊDÊ #10, Março de 1999, 20 págs., impresso a preto & branco; capa a cores, 21x29,7cm. Edição: Associação Juvemedia. Lisboa.

JuveBÊDÊ #26
Este número do boletim de banda desenhada da Associação Juvemedia destaca um conjunto de edições portuguesas em álbum de autores como Hermann, Comès, Zep e Juan Canales.
A nível internacional, fazem a cobertura da 30.ª edição do Festival de Angouleme, que atribuiu o Grande Prémio ao francês Régis Loisel.
Na rúbrica "Juve Internacional" são apresentadas diversas edições de álbuns de bd, com predominância total de autores franco-belgas e um ou outro italiano.
O 1.º BD Fórum a realizar no mês seguinte é destacado como um dos maiores eventos realizados em Portugal na área da banda desenhada, com a presença de inúmeros autores internacionais e diversos lançamentos a ocorrerem paralelamente ao evento. O BD Fórum marcaria o inicio da actividade da editora espanhola NORMA em Portugal. Também estava prevista a entrega dos Prémios Central Comics 2002, durante o evento.
No tocante à publicação de bd, este número do JuveBÊDÊ, conta com duas pranchas humorísticas da autoria de Ricardo Ferrand.
Na rúbrica "Juve Portugueses" são recenseadas as edições em álbum no mercado nacional das editoras Meribérica/Liber, Edições ASA, Vitamina BD, Devir, Booktree, Witloof e Gradiva.
Miguel Coelho republica o texto "Investigação em 2002: Um Balanço" na sua versão integral, pois o texto terá sido amputado de algum do seu conteúdo pelo grande censor Sr. Marcos Farrajota, aquando da sua publicação original no sítio da internet da Bedeteca de Lisboa.
Na rúbrica "Juve Breves" são divulgados diversos eventos relacionados com a bd e algumas edições previstas para breve.
A terminar, assinala-se a passagem de 20 anos desde a morte de Hergé em Março de 1983. 
JuveBÊDÊ #26, Abril de 2003, 32 págs., impresso a preto & branco; capa a cores, 21x29,7cm. Edição: Associação Juvemedia. Lisboa.

JuveBÊDÊ #58
O destaque deste número são as sardinhas protagonistas das Festas de Lisboa. Temos sardinhas por todo o lado - na capa, contracapa e em várias páginas interiores. O outro destaque vai para a 6.ª edição do Ilustrarte - Bienal Internacional de Ilustração para a Infância, que contou com grande participação de ilustradores estrangeiros.
São publicadas diversas notícias breves sobre novas publicações lançadas em álbum, como "A Batalha de 14 de Agosto de 1385" de Pedro Massano, "João de Deus - A Magia das Letras" de José Ruy, "Portugueses na Grande Guerra (1914-1918)" de Batista Mendes, bem com a reedição de "Maus" de Art Spiegelman, "O Essencial de Calvin & Hobbes", de Bill Watterson, entre outros.
Nas páginas centrais, assinalam-se os 50 anos de criação de Mafalda pelo argentino Quino. Seguem-se diversas notícias na rúbrica "JuveBD Breves" com notas sobre o World Press Cartoon, a edição n.º 137 do Boletim do CPBD, a morte do desenhador belga Philippe Delaby, uma exposição de André Carrilho, o CartoonXira 2014, exposição de Madalena Matoso no CPBDI, o lançamento de "Heróis de BD no Século XXI" organizado por Geraldes Lino, os vencedores dos Troféus Central Comics, a 1.ª Mostra do Clube Tex Portugal, a venda por preço recorde do primeiro livro de aventuras do Super-Homem, e outras tantas do género.
Na rúbrica "JuveBD Portugueses", destaca-se a edição dos álbuns "Eusébio - Pantera Negra" de Eugénio Silva, "O Juiz de Soajo" da autoria de José Ruy, "As Extraordinárias Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy - Requiem - III" de Filipe Melo, Juan Cavia e Santiago Villa e também "As 7 Cores de Oníris - A Grande Aventura" de Rita Vilela.
Nas edições internacionais, destaque para o lançamento de "Alix Senator 2", "Canardo" por Sokal, "Errance en Mer Rouge" da autoria de Joël Alessandra e "Africa Dreams" de Jean-François Charles, Maryse Charles e Frédéric Bihel.
A finalizar, um desenho de Leo e uma montagem com diversas imagens de filmes de animação e de super-heróis inspirados em personagens nascidos na banda desenhada.
Este número tem como redactores apenas Carlos Fernando Cunha (também Director) e Alexandra Sousa e está bastante fracote em termos de conteúdo. 
JuveBÊDÊ #58, Novembro de 2014, 24 págs., impresso a preto & branco; capa a cores, 21x29,7cm. Tiragem: 200 exemplares. Edição: Associação Juvemedia. Lisboa.

JuveBÊDÊ #89
A comemorar 25 de existência, o JuveBÊDÊ surge numa edição integralmente impressa a cores e dedicada praticamente em exclusivo à cobertura das edições de banda desenhada lançadas no mercado nacional. Não deixa de ser surpreendente a enorme quantidade eventos e de livros publicados no curto espaço de meses. Falamos de festivais, exposições, programas de rádio, prémios anuais, concursos, festas de lançamento, tertúlias, feiras e mercados, e por aí fora.
As páginas centrais são dedicadas ao 17.º Festival BD de Beja e há também referência à 23.ª edição do Cartoonxira, adivinhando-se no horizonte o Amadora BD e o Comic Con.
No entanto, o destaque absoluto vai para o manancial de livros de autores nacionais e internacionais que se sucedem a um ritmo inimaginável há uns anos atrás, sinalizando uma dinâmica editorial sem precedentes, protagonizada por editoras como a Arte de Autor, Escorpião Azul, Gradiva BD, G. Floy, Relógio D'Água, A Seita, Polvo, Ala dos Livros, Levoir, Saída de Emergência, Sendai, Chili Com Carne e outras mais.
Não há fome que não dê em fartura!... 
JuveBÊDÊ #89, Setembro de 2022, 24 págs., impresso a cores, 21x29,7cm. Tiragem: 250 exemplares. Edição: Associação Juvemedia. Lisboa.

29 junho 2025

Mamoca


Mamoca foi um fanzine em tom satírico criado pelos alunos da Escola Secundária Alberto Sampaio - Braga, abordando os podres do mundo do teatro e da representação, referindo como não basta fingir ser bom para se ser um verdadeiro actor.
O primeiro texto refere a importância da utilização de Betadine no teatro, tanto para fins de cura de feridas, como para beber em caso de engano!
O segundo texto, apresenta uma modelo que se queixa das condições precárias da sua profissão, desde ter que fazer três shows por dia, recebendo pouco por isso. Lamenta também exigirem-lhe demasiado, desde não andar devagar a não sorrir, a alimentação restritiva e à invasão de privacidade.
Segue-se uma notícia sobre um encenador encontrado morto pela sua empregada, talvez por suicídio ou ataque cardíaco devido a não aguentar uma nova modelo que trabalhava com ele.
As páginas centrais são preenchidas com fotografias de jovens aos saltos, suspensos no ar, quase a gravitar.
O quarto trecho fala sobre o perigo de mascar chicletes, escrito por um ex-mascodependente, sobre as consequências do vício, desde assaltos a lojas de pastilhas, subalimentação devido à variedade de sabores, problemas nos maxilares devido às várias horas de mastigação, e por fim sobre as possibilidades de cura.
Há também uma banda desenhada sobre um “homem” cuja cabeça caiu e que consulta o médico para tentar perceber melhor o seu problema, acabando por descobrir que era um cadáver recalcitrado.
Por fim, está um texto sobre um casting para seleccionar um alce de botas para substituir uma estrela da Broadway, bem como uma lista  com os requisitos indispensáveis para o efeito.
Ao longo das páginas do Mamoca encontram-se diversos desenhos e ilustrações, bem como algumas fotografias. No final do fanzine, encontra-se um pequeno glossário de língua portuguesa. 
Os colaboradores deste fanzine foram Ana Ribeiro, Belmiro Oliveira, Guillaume LePen, Helena Carneiro, José Miguel Braga, José Costa, Júlio Gonçalves e Miguel Meira.
Mamoca, Maio de 2006, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Edição: TiT!. Braga.

16 maio 2025

Jovem

Jovem #1

Jovens estudantes que decidem arriscar a passagem de uma publicação mensal (com 21 números lançados) para um periódico semanal. Evidentemente que eram uns grandes malucos e só aguentaram a coisa durante três semanas!.
Os temas abordados neste primeiro número estão ligados à tecnologia, como os novos vírus informáticos e as burlas informáticas. Os outros grandes tópicos são o entretenimento (cinema e literatura) e o humor (anedotas, frases soltas, dicionário brasileiro / português, classificados adulterados).
Em continuação da antecedente revista Jovem, é publicada a banda desenhada "BD Monster" da autoria de Pedro Cardoso.

Jovem #1 (2.ª Série), Maio de 2000, 12 págs., fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 20 exemplares. Braga.

Jovem #2
Os temas abordados neste número vão dos jogos eletrónicos (referência para o "Perfect Dark"), ao cinema ("O Homem na Lua" e "Uma Vida a Dois") e ao humor (anedotas, frases poéticas, adivinhas patéticas, cartoons, etc.).
Continua a publicação da "BD Monster" da autoria de Pedro Cardoso.
Mas o grande destaque é a Semana Académica da Universidade do Minho. E é extraordinário constatar como as coisas mudaram nos últimos 25 anos! Na programação das festas académicas do ano 2000, pontificavam artistas e bandas estrangeiras como os Violent Femmes, Lloyd Cole e Gene Loves Jezebel. No palco principal, destacavam-se as bandas nacionais GNR, Blind Zero, Mind Da Gap, Turbojunkie e Phase.
No palco secundário, ao estilo dos festivais de verão, passaram bandas como Um Zero Amarelo, Atomic Bees, Caffeine, Blow That Jazz, Buena, Hipnótica, No Shine e os Slamo.
Ou seja, um cartaz composto por bandas estrangeiras já um pouco requentadas e bandas nacionais da área do rock; as novas bandas emergentes também eram praticantes de sonoridades pop/rock.
Olhando para o cartaz da Semana Académica 2025, vemos praticamente apenas bandas e artistas nacionais como Plutónio, Dillaz, Papillon, Van Zee, Deejay Telio, Capitão Fausto, Beatriz Rosário e os brasileiros Jovem Dionisio. Nota-se igualmente que o hip-hop assumiu o protagonismo quase total, relegando o rock para um plano muito secundário.
No meio de todas estas transformações sociológicas e de gostos musicais ocorridas nos últimos 25 anos, apenas uma coisa se mantém inalterada: - Quim Barreiros permanece como rei e senhor das quartas-feiras académicas!

Jovem #2 (2.ª Série), Maio de 2000, 16 págs., fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 20 exemplares. Braga.

Jovem #3
Tal como o nome indicia, este é um fanzine produzido por jovens estudantes do ensino secundário de Braga. A ambição é grande: lançar um número semanalmente, o que conseguiram durante três semanas, mas depois é praticamente impossível manter essa periodicidade.
O Jovem apresenta diversas fragilidades no que toca ao conteúdo e ao grafismo, sobressaindo acima de tudo, um grande voluntarismo e impetuosidade. Os artigos são curtos e variados, algumas notícias avulsas do mundo da música, banda desenhada e cinema. Diversas páginas dedicadas ao humor, com adivinhas e anedotas.
É publicada uma bd em continuação com o título "BD Monster" da autoria de Pedro Cardoso. As duas pranchas publicadas não deixam antever nada de especial.
A terminar, o conto "Lenda da Serra da Estrela" por Carla Marisa e uma tira do "Overman" de Laerte.
Jovem #3 (2.ª Série), Junho de 2000, 12 págs., fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 20 exemplares. Braga.

12 março 2025

Voz de Deus

O terceiro número da Voz de Deus, com o título "O Estado do Beijo / O Beijo do Estado" encerra um ciclo começado alguns anos antes e que procurou "minar a vida cultural-espiritual, problematizando o cepticismo perante o objecto estético, a linguagem e a incapacidade de comunicar."
Neste volume, colaboram Ana Sereno, A. Pedro Ribeiro, A. Dasilva O., Fernando Guerreiro, Humberto Rocha, Ivo dos Santos, Jörg Buttgereit, Jorge Mantas, Meireles de Pinho, Raul Simões Pinto, Rui Carlos Souto, Rui Coutinho, Sílvia S. Sílvia e Vítor Vicente.
As ilustrações que acompanham os textos são maioritariamente montagens fotográficas iconoclastas. As colagens são o tema central do ensaio "Set Fire to the Art Machine" de Fernando Guerreiro.  Também há divagações poéticas evocando Mário de Sá-Carneiro através das vidraças do café "A Brasileira" de Braga (A. Pedro Ribeiro).
Jorge Mantas escava nas entranhas do cinema underground, analisando "Nekromantik" e outros filmes necrófilos e escatológicos.
Os textos são virulentos, desencantados, cáusticos perante a realidade sócio-cultural da nação e do mundo. Atiram em muitas direcções, por vezes são algo erráticos, numa abordagem pouco convencional, despertos e pertinentes, sem perderem o sentido de humor.
Voz de Deus #3, Janeiro de 2009, 16 págs, offset a preto & branco, 17x23cm. Edição: Edições Mortas / Black Sun Editores.

01 novembro 2024

Substância

Fanzine com textos e desenhos da autoria de Paulo Bonito e de João "Moca" Martins. Naquele estilo meio caótico dos fanzines das Caldas da Rainha, lemos textos manuscritos onde a deriva introspectiva e poética surge em apontamentos que assinalam a passagem dos dias, revelando a inquietação de quem ainda procura o caminho, sem a certeza de que o vai encontrar. Alguns ficaram perdidos na praia para sempre... Homens/putos, ausência, devaneios aditivados a álcool, música e drogas... Sonhadores, criativos e delirantes, inadaptados, desestabilizados à falta de lítio.
Desenhos que parecem inacabados, mas que estão bem assim; algumas fotografias desfocadas, recortes e montagens, manchas coloridas que alastram no acetato, sôfregos e altivos, vogando pela vida sob o lema: "Todos os dias chacinamos os nossos melhores impulsos." 
Substância, 2007, 60 págs, fotocópia a preto & branco, 14,8x21cm. Braga.

12 julho 2024

Praga

Fanzine colectivo lançado no âmbito de 'PRAGA - mini-festival de arte alternativa' realizado pela primeira vez em Abril de 2006 na cidade de Braga, sediado no estaleiro cultural Velha-a-Branca para exposição, feira de fanzines, leituras e encontros musicais acústicos, finalizando no 'Bunker Bar' com a apresentação de concertos e performances.
Como é habitual nestes fanzines produzidos pelos alunos da ESAD das Caldas da Rainha, a informação é escassa ou praticamente inexistente, desconhecendo-se a identidade dos autores dos trabalhos publicados neste Praga. Maioritariamente constituído por desenhos a tinta-da-china e banda desenhada, uns textos inventivos e algumas ilustrações e colagens.
Aos comandos da operação Praga em Braga, esteve João 'Moca' Martins, que certamente foi decisivo na compilação dos trabalhos apresentados neste fanzine.
Praga, Abril de 2006, 40 págs, fotocópia a preto & branco, 10,5x14,9cm. Caldas da Rainha.

31 maio 2024

Jovem

Último número da primeira série do Jovem, ainda em formato A5. O destaque vai para o filme Matrix, acabado de estrear em vídeo.
Patrícia Braga publica a continuação da banda desenhada "Carneiro", onde os protagonistas andam em busca de pistas sobre o rapto dos gémeos.
Como é habitual, há várias citações, frases célebres e anedotas. A rúbrica "Clube dos Poetas Mortos" é dedicada a Antero de Quental. São também publicados alguns pequenos poemas de António Morgado.
O capítulo "Mapas e Lendas" da banda desenhada "Monster" de Pedro Cardoso, mergulha no passado longínquo, no tempo de estranhas criaturas e de cavaleiros e dragões.
O outro destaque desta edição é S. Valentim e todas as mensagens e tradições do dia dos namorados. Duas páginas são dedicadas à tradução de "Amo-te" em todos os idiomas imagináveis.
Para o fim, constam algumas adivinhas, anedotas e outros dixotes humorísticos. Na última página, além de um cartoon são listados os pontos de venda do Jovem e recordo que adquiri este fanzine na loja de discos Strauss que havia no Bragashopping! Como o tempo passa e as coisas mudam...
Jovem #21 (1.ª Série), Janeiro / Março de 2000, 40 págs., fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm.  Braga.

22 março 2024

Sanabra Enxebre

Fanzine lançado no decurso da segunda edição do Festival Matanças, realizado por alturas do Natal de 2009 na Casa Viva no Porto. O Sanabra Enxebre está excelente a todos os níveis, e afirmo-o apesar de eu ser completamente indiferente à temática satânica e ao black metal. O grafismo, as ilustrações, os textos, as resenhas a discos, as entrevistas, tudo com nota muito elevada para o trabalho de André Coelho!
Não posso deixar de destacar a banda desenhada protagonizada por Flávio Paupério, estudante em Braga, que levava a sua fortuna de mal a pior e que depois de tentar ludibriar o Cabrão-Mor, acabou com um canudo enfiado no cú.
Temos ainda uma prancha de bd "As Divertidas Aventuras de Satã!" desenhada por Rudolfo, que também é entrevistado.
No blogue da Chili Com Carne escreveu-se o seguinte sobre Sanabra Enxebre: "E o Norte não pára de surpreender! Depois da música de André Coelho, lá vem ele com heresias publicadas no Glorioso formato do zine A5 fotocopiado.
No Festival Matanças foi lançado o segundo título em que podemos definir a publicação de “Fanzine Iconoclasta de Black Metal e de Adoração Intelectual ao Grande Chifrudo”. “Fanzine” porque o formato é mesmo a ideia “old-school” do zine, ou seja, um tema é tratado por fãs em que não faltam textos, ilustrações, bd, entrevistas a Músicos Iluminados e resenhas críticas a Música Satânica (que são ainda assim a parte mais divertida do fanzine mas já lá iremos). “Iconoclasta” porque os textos e gozo como se escreve, não é de um suburbano sem cérebro que curte Black Metal por causa das glândulas mamárias das sleeve-shirts dos Cradle of Filth – não senhor, quem escreve e desenha é intelectual pelo menos de Café do Diabo ou é artista com tomates, porque só alguém seria capaz de escrever um texto tão Haiku como «Que FODIDO!» referindo-se ao disco "Sub Templum" dos Moss… ou ainda «Tanta merda só para isto? Chato, chato chato chato chato chato» acerca de Quantos Possunt Ad Satanitatem Trahunt dos Gorgoroth. "Black Metal" porque há Black Metal envolvido, ponto. E "Adoração bla bla bla" porque os textos embora com uma ironia e distanciamento de gozo aos clichés, dá "food for brain" o suficiente para temas para quem reconhece a Luz de Lúcifer na nossa triste vida mundana controlada pelos grunhos morais do Porco Nazareno."
Sanabra Enxebre, Dezembro de 2009, 56 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Edição: Latrina do Chifrudo, Porto.

03 outubro 2023

Fisga

Fisga #2
Fanzine colectivo editado pelo Projéctil, incluindo trabalhos de diversos autores associados ao projecto cultural sediado em Maximinos, Braga.
São publicados desenhos, ilustrações, fotografias, imagens de graffiti, colagens, intercalados com alguns textos poéticos.
Fisga #2, 2012, 52 págs, fotocópia a preto & branco, 15x10,5cm. Tiragem: 38 exemplares. Edição: Projéctil. Braga.

Fisga #4
O quarto número do Fisga reúne um conjunto de trabalhos de diversos autores com afinidade à colectividade Projéctil. As participações neste fanzine podem resumir-se a apenas uma página, ou então com vários trabalhos, como desenhos, pinturas, xilogravuras, projectos para grafitti, etc.
Por ordem alfabética, participaram os seguintes colaboradores: Cláudia Saraiva, Diogo Matos, Fernando Fernandes, Fernando Viana, Ganesha, Helvis, Humberto Borralheiro, JAÈF, João "Moca" Martins, Joe Mendrix, Lourenço, Mário Rui Sousa, Paulo Bonito c/ De La Vinci, Pedro Peixoto, Renato e SAEK.
Fisga #4, 2013, 40 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel colorido 14,9x21cm. Tiragem: 30 exemplares. Edição: Projéctil. Braga.

16 setembro 2023

Belo Cadáver

Este volume editado pela Imprensa Canalha, reúne um conjunto de desenhos em registo de cadavre exquis realizados por Filipe Abranches, José Feitor, Bruno Borges e André Lemos, com Marcos Farrajota e Joana Figueiredo e participação pontual de Miguel Coelho. Os desenhos foram realizados numa sessão única na madrugada do dia 02 de junho de 2006. O texto da autoria de Miguel Antunes assume uma perspectiva experimental e delirante, numa realidade paralela e aumentada por uma lente de ampliação que tudo distorce até à irrisão. 
A publicação foi apresentada pela editora como "fruto de um serão informal que começou com frango de churrasco e acabou com sakê, os desenhos do Belo Cadáver são resultado de um processo espontâneo, livre e compulsivo. As folhas foram passando de mão em mão e cada desenhador foi preenchendo o vazio, a partir das premissas já lançadas por outros. Desta labuta estonteante resultaram 32 desenhos, muito diferentes entre si. Entre composições que tanto têm de belo como perturbante, pastiches bem humorados, embriões de narrativas e bestiários, o espectro do belo cadáver é amplo. Desenho crú e bruto.
O texto que precede os desenhos, criado à posteriori por Miguel Antunes, é ele próprio um texto-frankenstein. Uma força externa dá unidade a um conjunto informe de pensamentos que se escapam da cabeça de um homem que caminha não se sabe para onde."
Cada exemplar contém uma gravura numerada, executada em impressão tipográfica numa máquina Heidelberg.
O Belo Cadáver foi lançado no dia 22 de julho, no evento Samizdata Club, realizado no Estaleiro Cultural Velha-a-Branca, em Braga.
Belo Cadáver, Julho de 2006, 32 págs, Impressão digital em papel de 100g; capa em cartolina branca de 200g, 14,6x21cm, Tiragem: 50 exemplares. Edição: Imprensa Canalha (IC #003).

11 fevereiro 2023

Désoeuvrement

Fanzine com designação adoptada de um texto de Maurice Blanchot, sobre a experiência da arte e a génese da obra ou a impossibilidade de ela se materializar.
Com a participação de um colectivo de autores, como João "Moca" Martins, Miguel Silva, Paulo Bonito, Joana Maciel, Diogo Lopes e J. Bagdad, são apresentados diversos trabalhos, desde desenhos densos e intrincados, outros de cariz mais naturalista (paisagens do Gerês, pedras, pêlos, etc). Num registo mais realista, representações de coluna vertebral, ou retratando o músico Miles Davis. Há ainda outros trabalhos imbuídos de forte dinamismo (corpo / espaço / movimento), fotografias e montagens de imagens.
Destaque especial para a excelente banda desenhada de duas páginas (anteriormente publicada no fanzine "Bolso #8), da autoria de João "Moca" Martins, baseada no tema de Zeca Afonso "Sem Manejos de Tropos Ferramentas".
Désoeuvrement, Dezembro de 2009, 48 págs, fotocópia a preto & branco, 14,8x21cm. Braga.

26 dezembro 2022

Odin

Odin #1
Pretendendo escapar aos estereótipos do fanzine de BD, o Odin, editado por Jorge Álvares Pereira, assume-se como uma publicação de estudos sobre a banda desenhada, à semelhança de "Les Cahiers de la Bande Dessinée". Cada número a publicar seria dedicado exclusivamente a um autor europeu.
Neste primeiro número, fala-se de Spirou e de Spirit de Will Eisner. Parabeniza-se a Editora Futura pela atenção e publicação de autores portugueses.
Retoma-se o desafio lançado por Vasco Granja para criar um clube de BD em Braga.
Termina com uma breve síntese sobre as revistas de BD portuguesas, incidindo sobre o Jornal da BD e Mundo de Aventuras.
Odin #1, Agosto de 1984, 08 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Braga.

Odin #3
Assumindo-se agora como um fanzine "neo-nostálgico", voltado para o campo pouco explorado da BD e das revistas portuguesas. A primeira a ser abordada neste número foi a revista Tintin portuguesa. Refere-se a homenagem feita a Stuart Carvalhais no Programa televisivo 1,2,3, apresentado por Carlos Cruz.
Na vertente local, é aventada a hipótese de montar um pavilhão expositivo durante a Feira Anual "Lazer 85" e retoma-se novamente a ideia de constituir o Clube de BD de Braga.
Numa folha solta inserida no meio do fanzine, surge um artigo intitulado "Como Coleccionar Revistas e Álbuns de Banda Desenhada: Alguns Conselhos Úteis."
Depois, são apresentadas diversas opiniões sobre assuntos, autores e publicações da área da banda desenhada.
Odin #3, Dezembro de 1984, 14 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 100 exemplares. Braga.

Odin #4
Avaliando pelo que é exposto no editorial, este número do Odin sofreu diversas contrariedades, mas que não demoveram o editor Jorge Pereira de prosseguir, 
praticamente sozinho, com a sua publicação.
O autor em destaque neste número, é o francês Jacques Tardi, sendo-lhe dedicado um dossier de 4 páginas.
O autor português Eugénio Silva e a "escola espanhola" de BD também são destacados.
As divagações do editor andam à volta do fenómeno do coleccionismo, da banda desenhada e da música alternativa.
Neste número do Odin, regista-se uma notável evolução do grafismo e da paginação.
Odin #4, Janeiro / Fevereiro de 1985, 16 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 100 exemplares. Braga.

Odin #5
Gradualmente, o Odin vai aumentando o número de páginas e a qualidade do conteúdo. O autor em destaque neste número, é o francês Didier Comès.
O americano 
Robert Crumb, criador de Fritz, também é destacada ao longo de duas páginas assinadas por João Rodrigues.
Finalmente, o Odin anuncia a concretização do objectivo de criar o Clube Bracarense de Banda Desenhada, sendo até esta nova entidade a responsável pela edição do Odin. É facultada uma ficha de inscrição no Clube, bastando o seu preenchimento e junção de uma cópia de fotografia para tornar-se membro, não sendo necessário o pagamento de qualquer quota.
São divulgadas as actividades do portuense Comicarte e referenciados os autores Serer e Arlindo Fagundes. Também são analisadas diversas editoras e edições de banda desenhada .
Para terminar, é publicada a primeira parte da Bibliografia Cronológica de Revistas de BD editadas em Portugal de 1883 a Abril de 1979. 
Odin #5, Março de 1985, 22 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 100 exemplares. Braga.

Odin #6
Neste número, o autor em destaque é Hugo Pratt, criador de Corto Maltese. O autor italiano é objecto de uma biografia e de uma cronologia da obra publicada.
Segue-se uma crítica e análise ao fanzine Nonarte. Depois, apresenta-se homenagens póstumas aos autores recentemente falecidos Roussado Pinto e também Raúl Correia.
Continua a publicação da segunda parte publicada a primeira parte da Cronologia de Revistas de BD editadas em Portugal de 1883 a Abril de 1979:
A rúbrica "Notícias Desenhadas" referencia o programa "Arroz Doce" e a presença de autores no programa para continuarem a sequência do personagem Godofredo Leitefresco. A edição do álbum "La Chavalita" de Arlindo Fagundes também é muito elogiada. Por último, uma resenha ao álbum "Rebecca" da autora italiana Anna Brandoli.
Odin #6, Maio / Junho de 1985, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 100 exemplares. Braga.

05 dezembro 2022

Gazua

 
Gazua é o projecto que dá sequência à publicação do fanzine Pé de Cabra (com 3 edições: do #0 ao #2). Iniciando com uma resenha das dos princípios, objectivos e actividades da Cooperativa Artenata, segue-se a banda desenhada "A Boneca" de José Pedro Costa, primeiro prémio no Concurso Nacional de BD 1987. São publicadas 8 páginas e lamenta-se que não tenha sido concluída a publicação da BD, que continuaria nos números seguintes.
Nas páginas centrais é publicada uma entrevista e um desenho ao autor de BD Crisóstomo Alberto. Segue-se uma entrevista à banda rock bracarense "Os Gnomos", participante na primeira colectânea "À Sombra de Deus".
São publicadas as primeiras 4 páginas da BD "White Ninja" de Carlos Rocha.
A terminar, novamente uma BD de José Pedro Costa intitulada "Bartolomeu Dias" baseada em poemas de Fernando Pessoa.
Gazua #3, Dezembro de 1988/Janeiro de 1989, 32 págs, offset a preto & branco, 21x29,7cm., Edição: Artenata - Cooperativa Cultural, Braga.

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