29 setembro 2026

M.A.L.

M.A.L. #0
A série de banda desenhada M.A.L. (Maldito Aquele Lugar) nasceu em 2019, tendo sido publicada diariamente online entre Julho e Setembro de 2019. Em Agosto, foi publicado o VOLUME 0, com capa em díptico a cores e com uma selecção das melhores páginas publicadas até então.
Cada página encerra uma história em tons negros, muitas caveiras e esqueletos, tumbas, aves corvos negros, labirintos, ruinas e até o próprio Diabo. 
Nos anos seguintes, Rodolfo Mariano continuou a publicar esta série e deu à estampa mais dois volumes.
M.A.L. - Volume #0, Agosto de 2019, 28 págs, impressão digital a preto & branco; capa a cores, 14,9x21cm. Tiragem: 50 exemplares. Coimbra.

M.A.L. #00
Neste segundo volume, Rodolfo Mariano selecciona 22 pranchas da sua criação diária e respectiva publicação online. Esta série foi apresentada como "um lugar no Necroverso onde o Tempo parece não avançar nem recuar. Entre a ascensão e a queda do Sarcoliberalismo Galáctico, a vida vivida aos soluços em retrospectiva parecia não ter sido assim tão má. Não fora essa mesma vida tão desesperantemente longa e desencantada pelos efeitos soporíferos de um feitiço despótico ritualizado em segredo pelos Necroeconomantes da Maldade Eterna ao longo de incontáveis eras. Maldito Aquele Lugar situa-se nas entrelinhas das BDs passadas na Terra Intermédia, território diegético entre os paraversos Cemitéria e Vomitória."
M.A.L. - Volume #00, Verão de 2020, 32 págs, impressão digital a preto & branco; capa a cores, 14,9x21cm. Coimbra.

M.A.L. #000
Último tomo da série M.A.L., iniciada em 2019, com cerca de 100 episódios diários de banda desenhada. Este terceiro volume compila uma nova selecção de 22 dos melhores episódios produzidos por Rodolfo Mariano.
Segundo o autor, "as bandas desenhadas são protagonizadas por personagens diferentes, algumas nascidas durante esta série. Os temas oscilam entre a autobiografia mito-poética, a sátira sci-fi e a comédia fantástica, com fortes inspirações na literatura, no cinema, na música erudita, no blues rock e no heavy metal."
M.A.L. - Volume #000, Abril de 2021, 32 págs, impressão digital a preto & branco; capa a cores, 14,9x21cm. Coimbra.

27 setembro 2026

Jeremias - O Fora-da-Lei

A conhecida canção de Jorge Palma é ilustrada por JAS (João Sequeira). Jeremias, é um convicto fora-da-lei, sem qualquer tipo de condescendência para paternalismos da sociedade - está convictamente do lado errado e à margem das normas.
Na tradição do Zé do Telhado, mas partilhando igualmente o universo ficcional do Anarquista Duval dos Mão Morta e de Guy Fawkes, também Jeremias sente uma paixão profunda pela dinamite que explode com as paredes dos edifícios públicos.
Jeremias aprecia o estilo do guarda-roupa e dos mitos dos fora-da-lei, de fazer tremer os respeitáveis e apresenta-se sempre destemido perante o perigo. 
Jeremias - O Fora-da-Lei, Agosto de 2003, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 10,5x15cm.

26 setembro 2026

Olho do Cu

Olho do Cu #3

Poucos fanzines terão dedicado tanta atenção ao fenómeno televisivo como este Olho do Cu. As tiras de 'Cliff & Pilatos', bem como as de 'Henriqueta & Joaquim', ambas da autoria de Vitor Mendes, situam-se sempre num sofá estacionado em frente à televisão, com os protagonistas a discorrerem sobre a programação e sobre os efeitos aditivos da exposição à TV.
A bd 'Underground Bar' de Luís Alves e Vitor Mendes também tem uma televisão que absorve completamente a atenção do empregado.
Há ainda espaço para outras tiras humorísticas non sense e ilustrações.
O Olho do Cu foi tendo sucessivas pequenas tiragens ao longo do tempo - este exemplar corresponde à 8.ª tiragem realizada em Julho de 2000.

Olho do Cu #3, Abril de 1997, 12 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. S. Miguel do Rio Torto.

Olho do Cu #4
Este número assinala os dois anos de criação das tiras de Pilatos e além das habituais tiras de 'Cliff & Pilatos' em frente ao televisor, temos como extra a desbunda do cowboy Pilas, The Kid em 'O Duro Oeste' com uma história inenarrável e um desenho ainda pior, mas o que conta verdadeiramente é a intenção!
Para finalizar, mais umas tiras de  'Henriqueta & Joaquim' a conversarem sentados no sofá, com a TV a intrometer-se entre eles.
O Olho do Cu foi tendo sucessivas pequenas tiragens ao longo do tempo - este exemplar corresponde à 6.ª tiragem realizada em Julho de 2000 (10 exemplares).
Olho do Cu #4, Abril de 1997, 12 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. S. Miguel do Rio Torto.

Olho do Cu #5
Fanzine editado por Vitor Mendes lançado por volta do Natal de 1997. A primeira banda desenhada "Cliff & Pilatos" apresenta um diálogo sobre programação e violência televisiva.
No mesmo registo da bd anterior "Henriqueta & Joaquim" também estão sentados no sofá a olhar para a tv e a discutir os seus malefícios no relacionamento das pessoas, mas acabam por sucumbir à atracção do pequeno ecrã.
A bd mais extensa é "Pôncio em...Um Dia nas Corridas (McLaren F1)" onde um piloto de F1 é interceptado pela polícia numa operação Stop e depois numa sucessão de arbitrariedades da autoridade é multado e impedido de conduzir.
Ao longo do fanzine surgem diversos anúncios a pequenas editoras internacionais e a discos de metal.
Olho do Cu #5, Dezembro de 1997, 12 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. S. Miguel do Rio Torto.

Olho do Cu #7
O Olho do Cu, a comemorar um ano de existência, apresenta um conjunto de tiras humorísticas mais certeiras do que nunca. No seu traço simples, Vitor Mendes publica novos capítulos de "Cliff & Pilatos" e também de "Henriqueta & Joaquim". Os protagonistas destas histórias do quotidiano, têm em comum uma forte fixação e dependência da televisão, partilhando um sofá onde assistem aos programas televisivos.
Num registo idêntico, Vitor Figueiredo publica algumas pranchas com o Chico Finex e também Spider & Aranha.
O autor homenageado neste número é Mort Walker, o criador do Recruta Zero, Sargento Tainha e restante companhia.
Pelo meio, surgem alguns anúncios e publicidade a eventos e edições de diversas áreas do metal.
Olho do Cu #7, Fevereiro de 1998, 12 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. S. Miguel do Rio Torto.

Olho do Cu #9
O fanzine Olho do Cu continua a apresentar as suas bandas desenhadas simples e esquemáticas, salpicadas com um sentido de humor escatológico e alguma crítica social.   
A primeira banda desenhada "Cliff & Pilatos" de Vitor Mendes, apresenta um diálogo entre uma personagem sentada e o seu animal de estimação sobre os malefícios para a vista provocados pela televisão. Segue-se "Rosa, A Esperteza de..." da autoria de Joaquim Coelho, compondo uma sequência de desadaptação em a ferramenta e o uso que é necessário fazer dela.
"Henriqueta & Joaquim", de Vitor Mendes, conta também com um casal sentado no sofá em frente à tv,  mantendo uma conversa sem sentido, enquanto assistem a um programa intitulado "Os Malucos do Griso", protagonizado pelo saudoso Guilherma Zeite.
As páginas centrais são ocupadas com a bd "Então Pessoal..." da dupla Geral et Derradé, sobre a felicidade e sucesso obtido pelos editores de fanzines.
Depois Vitor Figueiredo (Mex) apresenta um diálogo meio ganzado, em cima de uma cena pretensamente sadomasoquista. Na página ao lado, um desenho de Vitor Mendes com Maomé e a montanha.
José Nogueira apresenta uma composição erótica de corpos desnudos. A finalizar, uma sanita a discorrer sobre os múltiplos cús que viu sentar.
Olho do Cu #9, Janeiro de 1999, 16 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. S. Miguel do Rio Torto.

Olho do Cu #11
No derradeiro número do fanzine Olho do Cu, Vitor Mendes publica diversas páginas com as tiradas humorísticas das duplas "Cliff & Pilatos" e "Henriqueta & Joaquim".
Sentados no sofá em frente à televisão, vão comentando os programas ou conversando sobre os problemas do dia-a-dia.
Apesar de ser utilizado um dispositivo gráfico e narrativo muito simples e com poucas variações, alterando apenas os diálogos, os resultados são bastante conseguidos.
Olho do Cu #11, Fevereiro de 2002, 24 págs, fotocópia a preto (edição especial em papel vermelho - Dezembro de 2017), 14,9x21cm. Tiragem: 10 exemplares. S. Miguel do Rio Torto.

24 setembro 2026

Manual da Experiência Humana

João Kendall propõe-se editar um fanzine por mês. Este é o quarto número, porque se conta desde Dezembro de 2025. O título é adquirido num dos poemas incluídos nesta publicação.
O autor apresenta assim este fanzine: "O título é bastante irónico, não se preocupem nem enganem. Se procuram soluções, este será o lugar errado, que trago mais perguntas que respostas. Mas é assim que é bom!
6 poemas em 16 páginas mal contadas, sobre isto de existir com seres humanos e ser humano também.
A mão da capa é roubada do Theotokos Iverskaya, mas creio que a Santa Mãe me perdoará a transgressão. O coração é roubado da net, e é adição minha.
É feita com amor e carinho, e estará disponível daqui a um pedaço nos sítios do costume: em versão digital no itch, e em versão física comigo."
Manual da Experiência Humana, Março de 2026, 16 págs, fotocópia a preto & branco, 10,5x15cm. Porto.

22 setembro 2026

Dossier Top Secret

Dossier Top Secret #30
Nas primeiras páginas escreve-se sobre a práctica do desenho e sobre a nova edição do boletim Clubedelho. Logo depois, é apresentada a bd 'Ave de Guerra' de Teo, acompanhando o voo de uma estranha ave que pode representar o último voo de um kamikaze.
A outra banda desenhada publicada neste número é a continuação de 'Krum' da autoria de Victor Borges e R. Alves, uma história de cariz medieval.
Dossier Top Secret #30, Outubro de 1989, 14 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Almada.

Dossier Top Secret #31
A parte inicial é bastante inusitada, dando à estampa um texto auto-apologético do Clubedelho e logo a seguir, dois extractos de notícias a referirem a criação do Clube Português de Banda Desenhada, repescadas em revistas publicadas 10 anos antes.
Depois vem o melhor: - a 1.ª parte de 'Seattle' uma belíssima elegia aos índios americanos, na iminência de serem obrigados a 'venderem' as suas terras aos colonos brancos. Diniz Conefrey compõe num traço insinuante uma espécie de oração americana.
Segue-se novo tomo de 'Krum' de Victor Borges e R. Alves, desvendando-se a origem da maldição que persegue os personagens.
A última página é dedicada à divulgação de novos fanzines, com destaque para o oitavo número de Banda e o debutante Co'mídia.
Dossier Top Secret #31, Novembro de 1989, 16 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Almada.

Dossier Top Secret #34
O destaque deste número do Dossier Top Secret é a conexão espanhola, materializada na publicação da bd "Mas Vale Tarde..." com texto de J. Machota e desenho de M. Andreia, sobre um grupo de soldados entrincheirados, que tiram à sorte qual deles vai sair do buraco para "calar" uma metralhadora.
Também há notícias sobre novas edições do fanzine valenciano "ComicGuia - Caderno de la Historieta" e do fanzine brasileiro "LSD - Luz, Sombra & Dimensão".
A fechar uma banda desenhada curta "Companhia BC" da responsabilidade do editor Victor Borges.
Dossier Top Secret #34, Fevereiro de 1990, 16 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel colorido, 14,9x21cm. Almada. 

Dossier Top Secret #46
O Dossier Top Secret é uma publicação mensal de divulgação jovem / BD, com direcção de Victor Borges. Neste número, publica duas bandas desenhadas e alguns desenhos do portfólio de Pedro Dias. A primeira bd, intitulada "O Ás de Ouros" com texto de Carlos Neto e desenho de Pedro Dias, começa com um galo a cantar fora de horas, seguida de uma tentativa de assassinato que dá para o torto e uma sessão de tortura para obter informações.
A segunda bd, "Máscaras ao Luar - Conto de Carnaval" da autoria de Vítor Andrade, foi originalmente publicada no fanzine Ritmo. Enquanto percorrem as ruas da cidade, uma personagem mascarada vai divagando filosoficamente sobre a vida, sobre a amizade e o amor, enquanto um pierrot escuta pensativamente, permanecendo solitário no cais enquanto a outra personagem se afasta numa barca em direcção ao horizonte longínquo.
Dossier Top Secret #46, Fevereiro de 1991, 16 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel colorido, 14,9x21cm. Almada.

Dossier Top Secret #51
Número dedicado a José Carlos Fernandes, apresentando uma entrevista ao autor, ainda a dar os primeiros passos na banda desenhada. "Singin' In The Rain (As the Ozone Layer Grows Thinner)" é a história publicada, em jeito de catástrofe ambiental e efeitos psiquiátricos ainda por apurar.
Dossier Top Secret #51, Maio de 1992, 16 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel reciclado, 14,9x21cm. Tiragem: 250 exemplares. Edição: J. Machado-Dias / Pedra Pomes. Almada.

20 setembro 2026

Expectativas

Mini-zine que utilizando uma folha A4 com um corte central, que depois de dobrada de forma engenhosa, forma uma sequência de oito páginas. Tudo começou com algumas notas no telemóvel da autora, que foram evoluindo e em Junho de 2024 transformaram-se numa exposição realizada em Leiria. No mês seguinte, foi apresentado como fanzine no concurso Rock n'Cave em Paredes de Coura.
As Expectativas de Claudia Pena são um emaranhado interior que a autora descreve como "as dúvidas sobre quem somos quando nos olhamos ao espelho. Aquilo que por vezes os outros colocam em nós e nos prende. Aquela voz que está sempre a chatear e não nos deixa avançar. Aquilo que por vezes nos deixa ansiosos e não nos deixa dormir.
Não são como as borboletas no estômago, são como um novelo de lã, onde nos perdemos e por vezes tentamos encontrar."
Expectativas, Dezembro de 2024, 8 págs, fotocópia a cores, 7,5x10,5cm (aberto 29,7x21cm).

19 setembro 2026

Diário PT Metal

O metal é um dos últimos redutos da edição de fanzines em papel. Diário PT Metal é uma newsletter publicada mensalmente dedicada ao metal nacional. Neste nono número, o destaque de capa incide no renascimento dos insulares Morbid Death e no lançamento do seu novo disco, que representa um regresso às origens, mas com maior requinte.
Seguem-se pequenas notícias sobre a actividade das bandas. Na rúbrica denominada "Números Redondos", referência para o álbum 'Macabre Requiems' dos lisboetas Grog que comemora 30 anos após o seu lançamento em 1996 pela Skyfall Records.
As páginas seguintes são preenchidas com inúmeras resenhas a novos lançamentos discográficos do espectro sonoro mais pesado nacional.
Diário PT Metal #9, Maio de 2026, 12 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm.

15 setembro 2026

Emboscada

Mini fanzine de Sofia Quintas Belém com pequenos poemas ou frases curtas - "o romance conforta a tragédia", ilustrado com alguns desenhos e imagens fotográficas.
A apresentação é bastante arejada e espaçada, captando instantes do quotidiano, impressões pessoais sem sentimentalismos exacerbados ou revelações demasiado confessionais.
Emboscada, Fevereiro de 2022, 16 págs., impresso a preto sobre papel colorido; capa com linogravura, 7,5x10,5cm. Edição: Editora Passatempo. Lisboa.

13 setembro 2026

Heron Rules

Os trabalhos de Massimiliano Bomba apresentados em Heron Rules, são desenhos que se espraiam de forma livre e divertida, explorando formas orgânicas sobre diversos tipos de papel: folhas pautadas, de duas linhas, quadriculadas, milimétricas, lisas ou coloridas.
No interior, surge um caderno de páginas amarelas quadriculadas, com figuras esboçadas de forma rápida, com expressões mais sérias e inquietantes, formando uma certa continuidade e uma vontade de contar uma história, embora seja mais pressentida do que explícita.
Há também desenhos coloridos que podem ser composições abstractas ou então figurações quase infantis, exercitando um estilo lúdico e descomprometido.
Heron Rules, Fevereiro de 2010, 52 págs, impresso a laser sobre papel branco 100 g.; capa em serigrafia sobre papel preto 200 g., 15,3x21,4cm. Tiragem: 75 exemplares. Edição: Opuntia Books [OB-0015].

10 setembro 2026

Boletim do CPBD

Boletim do CPBD #1
O primeiro número do Boletim do 
Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), lamenta-se dos atrasos verificados e da escassa colaboração dos sócios, ficando o Boletim ao encargo de poucos.
O conteúdo apresenta um panorama da banda desenhada em Portugal, listando as editoras activas e as respectivas publicações: - Agência Portuguesa de Revistas, Edições Bertrand, Portugal Press. Desta última editora, é destacado O Grilo.
Referência para o festival italiano Lucca Dodici e o encontro dos membros do CPBD com Camillo Conti.
Segue-se uma página com o título 'Cartoons e Banda Desenhada em Jornais' elencando as tiras e os suplementos de bd publicados nos jornais nacionais.
Há também uma secção dedicada às trocas, com listas dos títulos procurados pelos sócios do CPBD.
Para finalizar, um artigo versando sobre a banda desenhada e os intelectuais europeus.  
Boletim do CPBD #1, Março de 1977 [2.ª edição: Janeiro de 1987], 12 págs, stencil a preto & branco, 21x29,7cm. Edição: Clube Português de Banda Desenhada. Lisboa.

Boletim do CPBD #2
As primeiras páginas são dedicadas a detalhar a banda desenhada publicada em Portugal e no Brasil. Nota também para um pequeno artigo assinado por António Dias de Deus sobre a banda desenhada portuguesa nos anos vinte e trinta.
Nessa sequência, é apresentado um artigo sobre a banda desenhada erótica em Portugal após o 25 de Abril de 1974, compilando uma grande variedade de títulos em publicação.
A banda desenhada "Copra" com argumento e desenho de Juan Espallardo, anima as páginas seguintes e corta com a monotonia das listas infindáveis.
Este número termina com a banda desenhada humorística "Desculpa-nos, o que Pensas da Banda Desenhada?" da autoria de António Dias.
Boletim do CPBD #2, Junho de 1977 
[2.ª edição: Novembro de 1987], 24 págs, stencil a preto & branco, 21x29,7cm. Edição: Clube Português de Banda Desenhada. Lisboa.

Boletim do CPBD #3
Continuação do artigo sobre a banda desenhada publicada em Portugal e no Brasil. 'Psicoterapia de Trazer por casa' é o nome do ensaio assinado por A. Dias de Deus. Por seu lado, Ernesto Assis contribui com o artigo 'Subsídio para uma Bibliografia Sobre Banda Desenhada'.
Continua também o relato sobre a participação da delegação lusa que esteve presente no 12.º certame Lucca Dodici.
Nova aventura de 'Copra', desta vez o primeiro episódio, já anteriormente publicado no fanzine com o mesmo nome. 'Copra – A Flor da Memória' é uma banda desenhada de seis páginas da autoria de Nelson Dias e Augusto Mota, criada posteriormente a “Wania – Escala em Orongo”
Boletim do CPBD #3, Setembro de 1977 [2.ª edição: Janeiro de 1988], 22 págs, stencil a preto & branco, 21x29,7cm. Edição: Clube Português de Banda Desenhada. Lisboa.

Boletim do CPBD #48
Boletim do CPBD #48, Janeiro / Fevereiro de 1984, 20 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Edição: Clube Português de Banda Desenhada. Lisboa.

Boletim do CPBD #54
O Boletim do CPBD teve a coordenação de Carlos Gonçalves e a capa  desenhada por Ajota (António Jorge Quadros). A primeira banda desenhada "Eu Sou Linda", com arte de Ric e história por Mike, é uma correria desvairada de dois jovens que percorrem as praias e os locais de diversão nocturna, sempre em busca de adrenalina e de engates ocasionais, com muita porrada pelo meio.
Depois M. Jorge apresenta "Tarzu", que vai parar à prisão por estar a incomodar os vizinhos com a sua gritaria, mas a sua mãe não vai deixá-lo a apodrecer na cadeia.
O mesmo autor apresenta ainda outra prancha, que é encaixada por baixo da última página da bd anterior.
Segue-se a adaptação em bd por M. J. Galante do poema "Trovas para serem vendidas na travessa de S. Domingos" escrito por António Gedeão.
As últimas quatro páginas contêm um índice elaborado por Fernando Burguete, com a descrição dos hérois e das histórias publicadas no "Tintin" desde o 1.º até ao 15.º ano de publicação. 

Boletim do CPBD #54, Janeiro / Fevereiro de 1985, 20 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Edição: Clube Português de Banda Desenhada. Lisboa.

Boletim do CPBD #82
Este número do Boletim do CPBD continua a apresentar a adaptação em banda desenhada de "O Malhadinhas" de Aquilino Ribeiro. A adaptação realizada pelo bracarense José Pedro Costa é excelente e consegue capturar toda a ambiência e idiossincrasias dos personagens criados por Aquilino Ribeiro.
O desenho e o desenvolvimento da narrativa denotam um excelente domínio da linguagem da banda desenhada. A história seria concluída no número seguinte do Boletim.
Esta adaptação de um texto clássico da literatura portuguesa merecia um reedição cuidada, em conjunto com outros trabalhos da autoria de José Pedro Costa.
Boletim do CPBD #82, Novembro / Dezembro de 1989, 16 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Edição: Clube Português de Banda Desenhada. Lisboa.

Boletim do CPBD #86
O Boletim aparece renovado e revigorado com a coordenação editorial do muito jovem João Fazenda (então com 13 anos), que assina a capa e uma bd "As Diabruras do Picas" passada numa sala de aulas durante um exame.
O arranjo gráfico do Boletim também foi remodelado, resultando numa publicação mais jovem, atractiva e moderna. 
Manuel Brum publica "Os 11 Mandamentos" parodiando o filme de Cecil B. de Mille. O destaque desta edição é uma entrevista a Jorge Mateus conduzida por Fazenda e por Marcos Farrajota, abordando o trabalho, as influências e o percurso do autor, entremeando com diversas vinhetas e extratos de histórias desenhadas por Jorge Mateus.
A banda desenhada "O Tiro" de Marcos Farrajota envolve policias e ladrões e uma espécie de duelo com frases assassinas e pistolas encravadas.
A contracapa apresenta um desenho do personagem "Raul, O Sinistro" de Ricardo Blanco. 
Boletim do CPBD #86, Fevereiro de 1992, 20 págs, fotocópia a preto & branco; capa com segunda cor, 21x29,7cm. Edição: Clube Português de Banda Desenhada. Lisboa.

Boletim do CPBD #89
A coordenação deste número ficou a cargo de Pedro Gil, que se propunha tentar tirar o Boletim do CPBD da letargia em que se encontrava. Começa com uma breve, mas bastante interessante, entrevista a Rui Gamito, que também contribui com a bd 'Armindo Way', um dia de raiva e de vingança de um marido encornado. 
Estrompa publica 'Licença para a Morte' uma escapada fora de horas antes de embarcar para o Vietname, que acaba na cadeira eléctrica.
'Sub-Urbano' é um conjunto de sete tiras divertidas de Absinto, contando com duas personagens: - um homem que gostaria de ser um rato; e um rato com inteligência de homem.
'Transfigurações de um Herói' é um texto de Paulo Duarte sobre a criação e evolução dos super-heróis ingleses sob a sombra tutelar de Alan Moore e Neil Gaiman.
Segue-se uma curta biografia de Ruka (Rui Rebello da Silva) e uma excelente bd nocturna, misturando com felinos, álcool e violência.
Daniel Martins contribui com a prancha 'Toxicidades' e J. Coelho com 'Bronx ou Lx?'. Há ainda diversas ilustrações de Tozé Lopes, Nuno Marques e J. Coelho.
Boletim do CPBD #89, Outubro de 1995, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 400 exemplares. Edição: Clube Português de Banda Desenhada. Lisboa.

Boletim do CPBD #90
Numa altura que o Clube Português de Banda Desenhada (CPBD) comemora 20 anos de existência, a edição do Boletim fica a cargo de Bruno Campos (Arkham, Aardvark, Bizarro) e as palavras que tece no editorial ao CPBD não são as mais elogiosas.
A primeira prancha "Uscometa" é de Pitchu. Depois "Telefones Eróticos com Sarampo" , um poema de Alice P. ilustrado por João Fazenda.
Geraldes Lino faz uma cobertura à 23.ª edição do Festival de Angoulême. 
"O X marca o lugar do tesouro" e mais duas tiras avulsas, compõem mais uma página da autoria de Pitchu.
Nas páginas centrais, uma mulher que espera, um telefone que não toca em "Kitten" de Dan Silva.
Segue-se um conjunto de notas e informações escritas por Bruno Campos sobre fanzines, editoras e festivais de bd.
"Sobre as Espetes de Marte" é mais uma jornada cósmica da autoria de Nuno Nisa, mas desta vez o humor sobrepõe-se, transformando-se numa deriva espacial cómica.
"Os Erros dos Deuses", é um comentário crítico de Sá-Chaves ao álbum lançado pela editora ASA "A Voz dos Deuses".
Uma nova bd mais extensa de Dan Silva intitulada "Mulher-Na-Peça", envolvendo um roubo de uma peça mística que gera uma onda de dor e vingança.
A finalizar, uma nova incursão de Pitchu no mundo das praxes académicas e dos programas de TV para o público mais jovem. 
Boletim do CPBD #90, Setembro de 1996, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Edição: Clube Português de Banda Desenhada. Lisboa.

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