19 junho 2026

Desenhos Circun.S.tanciais e Cenas

Publicação de Migvel Tepes reunindo um conjunto de ilustrações desencadeadas pela convocatória / convite para participar no fanzine cir.cuns.tan.cial. O desafio para participar no fanzine serviu de gatilho para recuperar processos de criação que estavam pausados, e retomar o uso dos materiais de pintura e desenho, o stencil, colagens, altos contrastes, algumas experiências com grafismos, tipos de letras e textos.
A exploração de toda a gama cromática do preto e branco contribuiu para dar forma a um mundo fantasioso e um pouco melancólico, onde a presença humana pressente-se, mas não se evidencia.
Desenhos Circun.S.tanciais e Cenas, Setembro de 2021, 20 págs., impresso a preto & branco; capa a duas cores, 21x29,7cm. Tiragem: 40 exemplares, Edição: Chicoispertoedições. Póvoa de Varzim.

18 junho 2026

Franco, O Trolha

Pedro Brito escreveu a seguinte nota de edição: "certo dia, mexia eu no arquivo, e eis que deparo com as minhas primeiras BD's publicadas em revista. Eram as pranchas do Franco, o Trolha, o meu anti-herói. Tinham sido publicadas na extinta revista Art Nove no longínquo ano de 1994.
Reli-as enquanto relembrava o quanto eu ainda estava verde. Mas como eu me ri! As histórias eram bem porreiras!
Mostrei-as ao Rui Brito, que propôs a sua reedição, compilando-as. De início, não achei boa ideia, mas depois reflecti e talvez não fosse mal pensado, já que a revista não teve muita visibilidade e pouca gente conhece este meu lado policial 'cómico-xunga'.
E pronto, aqui têm o Trolha. Com um cheirinho a nostalgia."
As duas histórias compiladas são 'Sexo, violência, dinheiro, mentiras e vídeo' e 'Franco 2' e foram originalmente publicadas nos números 04 e 05 (Setembro e Outubro de 1994) da revista Art Nove.
Franco, O Trolha [Primata Comix #26], Março de 2002, 20 págs, offset a preto & branco; capa a cores, 15,5x23cm. Edição: Polvo. Lisboa.

17 junho 2026

Setembro 23

Pequena brochura com desenhos de Matilde Feitor, fixando mulheres em posições tântricas, meditativas ou relaxadas. Vislumbram-se Vénus púdicas, cobrindo-se com as mãos. Animália diversa vigilante ou apenas de passagem. Algumas frases em inglês.
Um pequeno breviário tingido pelas dúvidas existenciais, as escolhas e os caminhos que se estreitam. 
Setembro 23, Setembro de 2023, 8 págs, fotocópia a preto em papel colorido, 10,5x14,7cm. Edição: Bancarrota.

16 junho 2026

Senti-a no Braço

A dupla Vale da Silva (argumento) e de Pedro Pires (desenho) estreia-se na bd com Senti-a no Braço, ambientada numa tranquila manhã quente de Verão passada no café habitual, um mundo de sensações, os reflexos nos vidros, o Sol na cara, uma estranha dormência apoquenta o braço.
De súbito, entra no café um homem de aparência jovem, que se junta a outro mais velho que o esperava, conversam e na mesa ao lado não se consegue escapar à indiscrição de escutar as conversas alheias.
A morte paira implacável e com hora pré-determinada, mas a força da vontade pessoal sobrepõe-se à razão das coisas. A estranha sensação no braço persiste, premonitoriamente.
Senti-a no Braço [Quadradinho #11], Outubro de 1997, 28 págs, impressão a preto & branco; capa e sobrecapa a duas cores, 10,5x14,8cm., Edição: Associação Salão Internacional de Banda Desenhada do Porto.

15 junho 2026

Kuti - Contemporary Portuguese Comics

A revista finlandesa Kuti, editada por Tommi Musturi, dedicou este número à banda desenhada portuguesa, tendo como co-editores Pedro Moura e Marcos Farrajota.
A revista impressa a cores num papel reciclado baço, apresenta os textos em finlandês com tradução no rodapé para o inglês.
Na capa surge um desenho de André Ruivo, depois um breve ensaio da autoria de Pedro Moura 'The Contemporary Scene of Portuguese Comics' sobrevoando a história e evolução da bd nacional desde Bordalo Pinheiro até à actualidade, focando os constrangimentos editoriais e económicos com que se debatem os autores nacionais.
Os trabalhos publicados oscilam entre uma e as quatro páginas, apresentando estilos bastante diferenciados, denotando uma qualidade assinalável enquadrada no espectro da banda desenhada mais contemporânea e experimental, com linguagens assumidamente distintivas e autorais.
Participam autores com extenso percurso criativo como Pedro Burgos, André Ruivo e Daniel Lima. Autores cujo trabalho intersecta de diversos modos a bd, como Tiago Manuel, Ricardo Paião Oliveira, Hetamoé e Cátia Serrão.
Outros mais novos, mas com significativa produção, como Ana Biscaia, Amanda Baeza, Rudolfo Mariano e Rudolfo, e outros ainda emergentes como Sara Boiça, Ema Gaspar, Ana Maçã, Rui Moura e Alexandra Saldanha.
Uma selecção de autores de grande qualidade, alguns dos melhores que temos, e que sem dúvida, constituí um excelente cartão de apresentação, prestigiando a criação nacional contemporânea mais alternativa.
Kuti #65, Outono de 2022, 64 págs, offset a cores, 19,5x29,5cm. Tiragem: 5500 exemplares. Edição: Kutikuti. Finlândia.

11 junho 2026

Canções Usadas

Canções Usadas é uma edição colectiva que junta a poesia e a ilustração. Trata-se de uma mini-antologia de nove poemas de José Miguel Silva, Manuel de Freitas e Rui Pires Cabral, ilustrados por Jucifer, Bárbara Assis Pacheco, José Feitor, Luís Henriques, André Lemos, Piggy, Filipe Abranches, Maria João Worm, Daniela Gomes e Bruno Borges.
As ilustrações foram impressas em serigrafia e criadas pelo método directo (os ilustradores desenharam directamente na seda de impressão, em positivo).
Pedro Moura referiu o seguinte no blogue LerBD "Em torno de um tema comum, precisamente as “canções” do título, para mais “usadas”, tecem-se poemas narrativos, de nostalgia por uma juventude violenta, perdida, drogada, ternurenta, sempre entrosando essa experiência na imagem desencadeada por um nome de uma canção ou de uma banda para chegar a um qualquer súbito descobrimento, em todos os sentidos da palavra. E, para mais, surgem outras imagens, estas reais, tangíveis, partilháveis, criadas por 10 ilustradores, num diálogo tanto individual entre cada imagem e poema como entre todos os elementos da publicação."
Canções Usadas, Dezembro de 2009, 24 págs, texto impresso em tipografia de chumbo; ilustrações em serigrafia sobre papel Accademia 200g.; capa impressa com tipos de madeira, a duas cores em cartolina castanha 300g., 24,5x20,5cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: Oficina do Cego. Lisboa.

09 junho 2026

Goth n' Rock - VII Chapter

Os capítulos anteriores materializaram-se em edições em formato CD compilando bandas dos mais variados estilos musicais, lançadas entre os anos de 2010 e 2014. Agora, os dinamizadores pretendem alargar o seu âmbito de acção publicando entrevistas às bandas com quem vão trabalhando e alguns textos de ficção.
As entrevistas repetem um guião rígido de perguntas direccionadas às seguintes bandas: Mauro Passos, Fios de Raiva, Ash Is A Robot e The Ramblers.
No tocante à literatura, são apresentados os textos 'A Busca do Nada' de Sérgio Pereira e excertos de 'Demónios Urbanos' da autoria de Emanuel R. Marques.
A parte final, intitulada 'Rebimbómalho', é dedicada à descontracção e conta com um horóscopo, palavras cruzadas e diferenças entre duas fotografias, tudo recheado com algum humor.
O Goth n' Rock - VII Chapter apresenta-se encadernado com espirais pretas e oferece como extra um CD de uma banda lá da casa (o meu exemplar trazia o CD-R 'Yer Vinyl' dos The Ramblers.
Goth n' Rock - VII Chapter, Novembro de 2015, 52 págs, impresso a preto sobre papel amarelo, 15x21cm. Edição: Goth n' Rock Productions.

08 junho 2026

Joga Forte

Joga Forte #11
Excelente fanzine dedicado ao mundo dos jogos, sejam jogos de tabuleiro, videojogos a emular jogos de tabuleiro, jogos de guerra, de dados, cartas, etc.
Esta edição contou com a capa desenhada por Sara Pinto e apresenta um excelente arranjo gráfico, muita informação pormenorizada sobre novos jogos, destacando os jogos e os eventos realizados em Portugal.
Sem dúvida, que Joga Forte é um dos melhores fanzines temáticos e funcionais que se publicam actualmente.
Joga Forte #11, Dezembro / Janeiro de 2026, 12 págs, fotocópia a preto & branco; capa a cores, 21x29,7cm. Edição: Artmatriz. Viana do Castelo.

Joga Forte #12
A comemorar dois anos de publicação, a ideia consolida-se e começa a ganhar ambição. Na capa, um trabalho de Hugo Maciel, inspirado no filme 'The Thing' de John Carpenter, que deu também origem a um jogo de tabuleiro.
Na rúbrica 'Anatomia do Jogo' Pedro Santos Silva conta-nos como foi criado e desenvolvido o jogo '12 Monks'.
As páginas centrais apresentam a quarta entrada explorando o nicho dos wargames de tabuleiro.
Os membros da comunidade são também convidados a apresentar parte da sua colecção de jogos, comentando os seus favoritos, fomentando o gosto pelos jogos principalmente na sua vertente lúdica e de convívio.
Joga Forte #12, Fevereiro / Março de 2026, 12 págs, fotocópia a preto & branco; capa a cores, 21x29,7cm. Edição: Artmatriz. Viana do Castelo.

07 junho 2026

Musclechoo

No blogue LerBD, Pedro Moura referiu que este Musclechoo "é também uma espécie de festa rija de violência, utilizando uma espécie de Pikachoo schwarzenggeriano como personagem principal, lutando contra um exército de lutadores mexicanos (com as costumeiras máscaras), a soldo de um demónio. A missão é salvar a sua namorada, e apercebemo-nos de que a história vem de longe, como se este número fosse parte de uma série maior (uma estratégia análoga à de Alan Moore e companhia com 1963). Essa missão é cumprida, não sem um preço grande pago. Depois disso, Musclechoo dirige-se no seu jipe para uma fortaleza muito parecida com aquela de Hardware.
Se a descrição pode parecer muito idêntica à de 666 Hardware é porque a cultura de que o trabalho de Rudolfo emerge está menos preocupada com explorações de originalidade e psicologismos do que por uma dedicação quase exclusiva à conquista de pontos, à superação da prova, à chegada ao fim da missão. Desde os primeiros Game Boys dos anos 1980 às X-Box e ao que se seguirá, pode haver transformações de memória, capacidade de informação, velocidade de acção, número de níveis, de personagens, de habilidades, de cores, etc. mas as instruções serão sempre as mesmas: os modos de produção e desenho são algo diferenciados, com Hardware mostrando uma mais controlada arte final, provavelmente com tinta da china e artpen, uma maior cobertura dos fundos com preto, contornos mais grossos, e um trabalho de volumes e sombras com tramas mais consistente e paciente. A própria estruturação das páginas é cuidada, e regular, ainda que variada ao longo da história. Musclechoo parece ser feito mais depressa e mais despreocupadamente, talvez a esferográfica ou com uma caneta fina, as tramas criadas mais ao acaso, todos e quaisquer “erros” gráficos incorporados no desenho final, e apesar de haver uma idêntica variedade na composição de página e das vinhetas, estas são desenhadas à mão."
Musclechoo #1, Dezembro de 2011, 20 págs, impresso a preto sobre papel amarelo, 14,9x21cm. Edição: Ruru Comix.

05 junho 2026

Script

Não deixa de ser surpreendente o surgimento na Covilhã de uma revista dedicada ao cinema!... Depois das apresentações, é publicada uma entrevista ao realizador João Botelho. Segue-se uma recensão crítica bastante contundente ao filme 'Tráfico' escrita por Rui Pelejão.
São publicadas notas de análise aos filmes 'Elizabeth' realizado por Shekkar Kapur, 'Gato Preto, Gato Branco' de Emir Kusturica e a adaptação de 'Psycho' por Gus Van Sant.
Os filmes 'O Jogo' de David Fincher, 'Dark City' de Alex Proyas e 'Truman Show' de Peter Weir constituem o pretexto perfeito para discorrer sobre as várias dimensões do que se convencionou chamar de realidade.
O grande plano desta edição é dirigido para o actor e realizador italiano Roberto Benigni.
Na rúbrica 'Mafioteca' destacam-se alguns filmes do género mafioso, com enfoque na trilogia 'O Padrinho' de Francis Ford Coppola.
Há também espaço para as referências musicais, com apontamentos sobre discos de Mercury Rev, Belle and Sebastian e Beck. Nota também para os novos lançamentos no mercado videográfico, com destaque para 'Gattaca', que não estreou em sala e foi directo para o vídeo...
Há rúbricas deliciosas como 'Net Café' onde se referem sitíos na net onde pesquisar e ver tópicos variados sobre cinema, desde o Dogma 95, à t-shirt oficial do 'Titanic'.
Script #1, Mar / Abril de 1999, 32 págs, offset a preto & branco, 16x23cm. Tiragem: 1000 exemplares. Edição: Cineclube Universitário da Beira Interior. Covilhã.

03 junho 2026

Shithole

Shithole #1

Shithole é um regresso ao passado, anunciado como uma colecção de desenhos e rascunhos antigos (feitos entre 2009 e 2011), encontrados perdidos numa gaveta. De facto, é evidente a linha de continuidade entre Shithole e o Carneiro Mal Morto, mas neste novo fanzine a parte textual assume um relevo muito mais evidente, e os desenhos, embora bastante expressivos, funcionam como complemento e ilustração.
As primeiras páginas são dedicadas a uma pretensa nota de aviso dos editores e subsequente resposta do autor. Depois "The Garden", um local perigoso e amaldiçoado, onde acontecem inexplicáveis fenómenos.
Continua no mesmo registo em "Cedric: A Short Story", narrando o misterioso desaparecimento de Cedric, cocainómano e irritante. Pelo meio, surge um par de coelhos muito na onda Donnie Darko.
A metáfora do "trabalho perdido na gaveta" serve de pretexto para celebrar o café Estádio, encerrado em 2016, enquanto se vai desfiando a história de amor não correspondido entre Manel e Maria da Fé.
Entretanto, as personagens de "The Garden" regressam para a alucinação final, com promessas de novas edições. Tudo escrito em inglês e algum português.
Shithole #1, Dezembro de 2023, 24 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Edição: Dead Cat Publishers / The International Fanzine Front. Lisboa - Berlim.

Shithole #2
O segundo volume de Shithole retoma o dispositivo anteriormente experimentado de apresentar uma nota de aviso dos editores sobre a qualidade do material contido no fanzine e a subsequente resposta do autor.
A primeira bd é 'The Three Witches' subintitulada 'a bedtime story by the author formerly know as Rafael Gouveia, e o trio dá azo aos seus instintos incendiários.
Segue-se uma digressão pelo bairro mais podre que se possa imaginar, descrevendo a miséria humana e a sujidade que grassa por todo lado. Mas apesar disso tudo, é essa imundice geral que afasta o turista, o visto gold, a gentrificação e a especulação imobiliária. Vivemos tempos desesperados...
As páginas finais são dedicadas a 'Insurrection through Psychogeography (Part 1)' uma bd muda, acompanhando o personagem através de uma paisagem citadina em estilo japonês cheia de neons publicitários.

Shithole #2, Fevereiro de 2024, 24 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Edição: Dead Cat Publishers / The International Fanzine Front. Lisboa - Berlim.

02 junho 2026

Suicide Reporté

Suicide Reporté conjuga um manancial extraordinário de trabalhos do francês Sylvain Gérand. Os desenhos são definidos até ao mais ínfimo pormenor, impregnados de um dinamismo frenético muito devedor dos desenhos animados clássicos, cuja estética subverte, exibindo despudoradamente o reverso do maravilhamento que diverte, mas que também aliena.
O estilo visual irreverente e alucinante contrasta muita vezes com as palavras (sida), frases (va te faire foutre) ou simbologia (cruz suástica) impressas no meio de imagens, relativizando e descontextualizando os referenciais gráficos e narrativos.
As imagens e a iconografia aparentemente idílicas são sabotadas e exploradas até à irrisão demencial. 
Todas as emoções e traumas reprimidos são expiados por Sylvain Gérand através de uma poção mágica saturada de humor negro, que corrompe os recalcamentos e a simbologia pop, regurgitando tudo num caldo corrosivo que não deixa pedra sobre pedra.
Suicide Reporté, Março de 2007, 36 págs, capa serigrafada a duas cores sobre papel Elefantenhaut 190 g.; miolo fotocopiado a preto sobre papel branco 80 g. (4 páginas a cores fotocopiadas a laser), 15,3x21,4cm. Tiragem: 75 exemplares. Edição: Opuntia Books [OB-0005].

01 junho 2026

Quatro Histórias de Camilo

Amadeu Escórcio adaptou quatro episódios retirados de dois livros de Camilo Castelo Branco. 'Um Veríssimo Rei' e 'A Morte de um Guerreiro' foram retirados da obra 'A Brasileira de Prazins'. O primeiro, é o mais desenvolvido, e relata um logro Miguelista passado numa aldeia minhota, com muitos pretendentes a obterem as mercês de um falso el-rei D. Miguel, com a bênção da Igreja.
Inspirado no mesmo livro, segue-se um breve episódio intitulado 'A Morte dum Guerreiro', sobre um coronel miguelista acometido por um fatal coma alcoólico provocado pelo consumo excessivo de genebra numa noite fria.
As duas breves histórias seguintes são adaptadas do livro 'Memórias do Cárcere' escrito por Camilo enquanto esteve detido na cadeia da Relação do Porto devido ao caso de adultério com Ana Plácido.
'Uma Flauta na Noite' é uma recordação suicida de Camilo enquanto mirava o Tâmega sob a ponte de Amarante, escutando o som de uma flauta, vindo de uma janela entreaberta do antigo convento de S. Gonçalo.
O último episódio é 'Camilo e o Barbeiro', passado também em Amarante, sendo o escritor convidado para escrever uns versos divertidos para as cavalhadas do Coração de Maria.
Quatro Histórias de Camilo, 2017, 24 págs, impressão a preto & branco; capa a cores, 14,5x20,5cm. Edição: Visconde de Seide.

30 maio 2026

Blood Oath

Blood Oath foi originalmente criado em 2021 para a convenção online Fujocon e depois reimpresso para a Y/CON 2024 realizada em Paris, a maior convenção europeia dedicada às homo-ficções. Esta 10.ª edição foi especial para os fãs de SK8 the Infinity, constituindo um ponto de encontro privilegiado para os criadores de fanzines inspirados na série nipónica.
Daniela Viçoso, com mestria, explora os primórdios da relação entre Tadashi e Ainosuke (par TadaAi), o filho dos criados, um pouco mais velho, e o filho dos senhores.
O substracto da história reside nos laços romanescos que os envolvem, com pactos de sangue e promessas de amor eterno, num contexto latente de tensão de classes (patrão / empregado).
Blood Oath, Novembro de 2024, 16 págs, impresso a cores, 14,5x21cm.

29 maio 2026

Montezines

Montezines é uma pequena publicação artesanal da responsabilidade de Pedro Moura, constituída por uma folha A4, dobrada duas vezes, incluindo um conto curto escrito por Pedro Moura e com ilustrações de Amanda Baeza. Apresenta uma capa em cartolina preta com cantos arredondados e uns cortes oblíquos onde encaixa no interior a folha dobrada.
O conto apresentado neste primeiro Montezines é 'Ir embora' e desenrola-se ao longo de três páginas, com um primeiro parágrafo fortíssimo em assombro cinematográfico.
Depois, a escrita vai derivando livremente, com a música a pontuar a ausência, que se adivinha inevitável.
No verso da folha surge uma ilustração de Amanda Baeza retratando um casal deitado a contemplar as estrelas ou o azul do céu...
Montezines #1, 2015, 4 págs., impresso a preto & branco, 12,5x16cm.

28 maio 2026

DiplomaCio

DiplomaCio é apresentado por Bia Kosta como "uma curta crónica ilustrada sobre o (não) discurso com a extrema direita.
Especialmente em conversas sobre *se há realmente um genocídio* ou se *a flotilha está ou não a "provocar" Israel*... esta Gata fica sem palavras. Um lembrete de poupar o nosso latim e dirigir a nossa ação, a nossa raiva e a energia da nossa vontade (e do nosso Cio) para o que realmente importa."
A gata vai narrando, de forma muito desenvolta e expressiva, a sua evolução enquanto interveniente em conversas ou discussões - mudando de um inicial discurso refilão e irascível, para um estilo mais descontraído e leve - em suma, assumindo uma atitude mais diplomata.
No entanto, quando são ultrapassadas certas linhas vermelhas, a diplomacia não funciona de todo. Nestes casos, a gata não está com contemplações e vira fera novamente!
DiplomaCio, Outubro de 2025, 8 págs., impresso a preto & branco, 14,3x18cm. Tiragem: 69 exemplares.

Simão

Um extraordinário desenho de Pedro Sousa Dias abrilhanta a capa do terceiro número do Simão. No editorial, Rui Pinto Garcia lamenta a perda de protagonismo do Porto em relação a Lisboa, referindo-se ao definhamento do Porto em variados sectores e com especial relevo na banda desenhada com o desaparecimento de publicações e eventos como o Salão Internacional de BD do Porto.
A primeira história é 'Santa Luzia' de Jorge Matos, narrando uma sequência de eventos trágicos que ocorrem numa aldeia. A culpa é atirada para um 'bruxo', que acaba por ser internado no Hospício Santa Luzia. Os doentes são sujeitos a todo o tipo de sevícias e acabam por revoltar-se contra quem os oprime.
Segue-se 'Night Trip' de Michaïl Doubos, uma viagem nocturna numa carruagem repleta de estranhas e perigosas criaturas.
A última página é entregue ao autor galego Andrés Garcia Fortes com o humor das freiras pinguim.
Simão #3, Agosto de 1993, 16 págs, offset a preto & branco; capa em papel colorido, 21x29,7cm. Tiragem: 200 exemplares. Edição: Associação Velho Pelicano. Porto.

24 maio 2026

Terminal

Terminal #0
O número inaugural do Terminal teve o formato de uma folha A3 dobrada em tamanho A5. Na apresentação do programa do fanzine, constava a vontade de constituir um espaço de divulgação de banda desenhada, ilustrações, caricaturas, textos, poemas e também alguma informação e entrevistas.
A ilustração da capa é da autoria de José Carlos Fernandes. Também é publicada "A Noite de Núpcias", um pequeno storyboard de Fernando Madeira para uma campanha antitabagismo.
Abrindo totalmente a folha, surgia um poster a anunciar a bd "De Trute Ise Aute Der.", uma história de Cris Carteiro e desenhos de Fernando Madeira.
Terminal #0, Verão de 1998, 4 págs., fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 150 exemplares. Edição: TerminalStudios. Faro.

Terminal #14
No seguimento das edições anteriores, também este número é dedicado ao Caos. A abrir, um desenho de Phermad, seguido de uma banda desenhada de Teresa Câmara Pestana, discorrendo sobre as vantagens da solidão, comparativamente com a companhia de certos amigos.
A banda desenhada mais extensa é "My Name is..." de Oljaca Mladen sobre um repórter farto do bulício da grande cidade, que parte em direcção à província, à procura de ser surpreendido por novas histórias.
O brasileiro Laerçon apresenta uma prancha preenchida com uma história de violência gratuita.
As páginas centrais são preenchidas com um desenho / poster de José Carlos Fernandes, que é altamente prejudicado pela digitalização, que pixelizou exageradamente todos os traços do desenho.
Serafim assina o desenho da capa e também um cartoon. Depois, o autor macedónio Zlatko Krstevski publica três pranchas, exibindo cada uma delas um estilo gráfico diferenciado.
"This is Generation" e "Desacontecimentos" são vislumbres dos problemas candentes no virar do século, apresentados por Aranha. A terminar, um desenho de Marcuse. 
Terminal #14, 2002, 20 págs., fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: TerminalStudios. Faro.

Terminal #15
Nesta fase, o Terminal estava já convertido em publicação anual e este número é composto maioritariamente por trabalhos relativamente antigos dos participantes. A capa e algumas páginas do interior são da responsabilidade de Vitor Hugo.
A conexão alemã de Teresa Câmara Pestana continua a valer pontos, pois alguns dos melhores trabalhos são de autores germânicos, destacando-se Wittek com duas excelentes bandas desenhadas - uma envolvendo extraterrestres que querem conquistar a Terra com feixes de raios transformadores, nazis zombies e turistas japonesas em trajes menores, tudo em delirante balbúrdia.
Mas há mais: desenhos avulsos de Maurício Tadeu e de Leonel Perna, bonecos Transformers de Luis Correia e vários textos de Clai.
Por seu lado, Teresa Câmara Pestana contribui com quatro pranchas, enquanto Diogo Carvalho disponibiliza uma prancha do seu "Herói Lusitano" em estado de necessidade.
O brasileiro Laerçon publica duas bd divertidas. No mesmo registo, Serafim também acrescenta duas páginas de bd e cartoon com bom humor.
As últimas páginas são compostas com desenhos de José Carlos Fernandes.
Terminal #15, 2004, 44 págs., fotocópia a preto & branco, 13,5x18,8cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: TerminalStudios. Faro.

T25A
Edição comemorativa dos 25 anos de existência do Terminal. Lançado inicialmente no Verão de 1998 por Terminal Studios - Núcleo de BD e Animação do Algarve, com o apoio da Delegação de Faro do IPJ, após um longo interregno, o fanzine de BD Terminal regressa em 2023 para assinalar o seu quarto de século, convidando 49 participantes oriundos de Portugal, Alemanha, Bélgica, Espanha e Marrocos.
Sob os temas Festa / Liberdade Criativa, este número é dedicado ao grande entusiasta da BD, Geraldes Lino, falecido em 2019. T25A foi coordenado por Terminal Studios e Drmakete, incluindo trabalhos de texto, desenho e ilustração da autoria de: Miguel Saial, Jorge Oliveira, Nuno Beato, Paulo Monteiro, Sara Glória, Daniel Maia, Vitor Hugo Rocha, Tiago da Silva, Maria João Levita, Ruben Botelho, Paulo José Martins / Paulo Viegas, Alexandra Pratas, Alice Magalhães, Luci, Leonel Perna, Marta Castro, Ana Lu, Suse, Bruno Boto da Cruz, José Carlos Fernandes, Nuno Murta, Serafim, Filipe Coelho.
As bd apresentadas neste número comemorativo foram criadas por: Phermad, Axel Blotevogel, Xavier Almeida, Martina Meier, João Pinto, Diogo Carvalho, Paulo D'Alva, Andreia Rechena, Paulo Montes, Carlos Rocha, Teresa Câmara Pestana, Joana Dias, Markus, Luís Guerreiro, João Mascarenhas, Oli Gfeller, Paulo Silva / Rui Alex, Marco Fraga da Silva / Rafael Antunes, Guifo, Hugo Vieira da Silva, Wittek, Inocência Dias, Inês Alecrim.
Como seria expectável numa publicação com estas características e com esta dimensão, os trabalhos são muito variados e alguns perdem alguma da sua força, devido à impressão a preto & branco, uma vez que originalmente foram elaborados a cores. Destaque especial para a excelente bd "Chocas" de Teresa C. Pestana. Com nota elevada também para "Uma Linda Quadra" de Luis Guerreiro, para "A Festa" da dupla  Marco Fraga da Silva (texto) e Rafael Antunes (desenho) e "Mandamentos Canalhas" de Guifo.
T25A, Junho de 2023, 124 págs., fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 150 exemplares. Edição: TerminalStudios. Faro.

Terminal #T24E
Esta edição compila um conjunto de bandas desenhadas anteriormente publicadas no BDjornal #27 lançado em Maio de 2011, onde o Terminal foi o fanzine convidado. Esta reedição constitui também uma homenagem ao editor Jorge Machado-Dias (1953-2020) responsável pelo 
BDjornal e editor da Pedranocharco.
São publicadas seis bd curtas de Xavier Almeida, com argumento de Kaja Sirok, sobre o Sr. Kovac e o seu estranho emprego na empresa Missed Calls Center. Filipe Coelho apresenta 'Era uma vez...' um mergulho nos mistérios edílicos e insinuantes da floresta pouco encantada. Phermad elabora uma história de cariz mais político, incidindo sobre o acesso ao ensino, os vícios do funcionalismo público e as atitudes ditatoriais. Diogo Carvalho transporta-nos para um futuro próximo onde o papel foi banido e a sua utilização criminalizada.
'Bobi' é um cão protector de uma criança, numa história de mistério e suspense composta  em 3D por Rodrigo Machado (argumento), Filipe Messias (escultura) e Luís Correia (fotografia).
A última bd é 'As Crónicas de Martim Nunes' por Nuno Sarabando, uma fábula de matriz histórica da época da fundação de Portugal.
Terminal #T24E, Outubro de 2024, 20 págs., impresso a preto & branco, 14x20cm. Tiragem: 30 exemplares. Edição: Drmakete / Terminal Studios. Faro.

21 maio 2026

Feedback

Publicação gratuita dedicada à divulgação das sonoridades mais pesadas, com bastantes afinidades estéticas e editoriais com Underworld - Entulho Informativo, mas menos eclética e diversificada. Na capa surgem os noruegueses The Kovenant, por altura do lançamento do disco 'Seti' que marca uma viragem na sua música.
São publicadas entrevistas aos portugueses Squad, e também uma extensa conversa com os suecos Nightingale. As páginas seguintes são todas dedicadas à divulgação e crítica de novas edições discográficas. Na rúbrica 'Sub-Cave', dedicada às maquetes/demos são referenciadas gravações das bandas portuguesas Fear The Name, Invoke e Stream.
Seguem-se umas largas dezenas de resenhas sobre discos de metal (e todas as suas variantes), destacando-se os discos 'Souvenirs' de The Gathering e 'Damnation' de Opeth.
Feedback #3, Abril de 2003, 16 págs, offset a preto & branco; capa a cores, 21x29,7cm.

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