Dead Doll House
Dead Doll House #3

Partindo do problema da contemporaneidade, sintetizado através das ideias de ruína e de saturação, décadas acumuladas de escombros, mentiras e falsas promessas, e assumindo a lógica específica do fanzine, Dead Doll House apropria-se de uma linguagem construída com recortes, pilhagens, colagens, buscando uma certa reconfiguração visual da percepção.
Rafael Gouveia assume que esta publicação vai manobrando "num certo 'affichismo' orientado para uma maximização do sentido de toda a matéria escrita-visual".
Produto do tédio citadino, de uma juventude inquieta, aditivada a tabaco, café e vapores etílicos nocturnos, o Dead Doll House usurpa imagens de revistas, absorve fotografias a preto e branco e aplica-lhes uma legenda (na onda de Jenny Holzer), em inglês ou em português, ou então as directivas dos 'The Ten Commandments of Gilbert and George', assumindo inteiramente as premissas intrínsecas ao renascido artista drástico.
Rafael Gouveia assume que esta publicação vai manobrando "num certo 'affichismo' orientado para uma maximização do sentido de toda a matéria escrita-visual".
Produto do tédio citadino, de uma juventude inquieta, aditivada a tabaco, café e vapores etílicos nocturnos, o Dead Doll House usurpa imagens de revistas, absorve fotografias a preto e branco e aplica-lhes uma legenda (na onda de Jenny Holzer), em inglês ou em português, ou então as directivas dos 'The Ten Commandments of Gilbert and George', assumindo inteiramente as premissas intrínsecas ao renascido artista drástico.
Dead Doll House #3, Março de 1999, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 30 exemplares. Cascais.
Dead Doll House #5

Este número é um "especial modelos" e o conteúdo constitui um olhar crítico sobre o mundo da moda e dos modelos fotográficos. Dead Doll House assume-se como o órgão oficial dos artistas drásticos, tendo Rafael Gouveia na direcção artística.
Sucedem-se diversas imagens de manequins femininas típicas dos anos 90, acrescentadas com balões de diálogo ou pensamentos completamente inusitados e descontextualizados, em forma de estranha fotonovela.
Rafael Gouveia utiliza extensamente a técnica do "détournement" para subverter o significado primário das imagens carregando-as com ironia laminosa e humor corrosivo.
Amália Rodrigues surge nas páginas centrais como Amália morta, numa espécie de homenagem por altura do seu falecimento.
No entanto, o conteúdo mais interessante deste quinto número do Dead Doll House é o respectivo editorial e também a reprodução do Comunicado n.º 1 da Frente Fanzinistica Internacional - Comando Operacional de Lisboa.
Dead Doll House #5, Maio de 2000, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 30 exemplares. Lisboa.
































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