21 julho 2026

Shock

Shock #0
Primeiro número (experimental) do fanzine Shock, subordinado ao tema "O Chapéu" e os desenhos e bandas desenhadas têm como denominador comum a inclusão de chapéus.
Luis Beira dá o mote, escrevendo sobre os diversos tipos de chapéu e a sua utilização. Seguem-se diversas ilustrações por Luis Costa, Luis Nunes, Pedro Morais, Augusto Trigo, João Neves, Luvi, Artur Correia, José Ruy, Estrompa e Eugénio Silva e bandas desenhadas por Francisco Lança, José Abrantes, Hervé Chételat, Fernando Bento, Mitsushirato, Edgar Marcelo.
O fanzine encerra com textos de Geraldes Lino sobre o Festival de BD de Lisboa 83 e também sobre as actividades desenvolvidas pelo Centro Português de Banda Desenhada (CPBD).
Shock #0, Julho de 1983, 24 págs, offset a 2 cores, 21x29,7cm., Tiragem: 500 exemplares. Lisboa.

Shock #2
Neste número dedicado ao belga Edgar-Pierre Jacobs, a Tertúlia é aberta por Luiz Beira. Os célebres personagens Blake, Mortimer, Olrik são parodiados pelos seguintes desenhadores: Augusto Trigo, Artur Correia, Luis Louro, Vassalo Miranda, Estrompa, José Paulo, Luis Diferr, Rá, Renato Abreu, H. Carrilho e Rebelo da Silva.
Há também uma página com notícias breves sobre alguns acontecimentos relacionados com a banda desenhada nacional.
Segue-se uma entrevista (um questionário, mais propriamente) superficial e desinteressante ao Dr. Chaves Ferreira.
Termina com um artigo biográfico sobre Edgar-Pierre Jacobs escrito por António José Simões.
Shock #2, Novembro de 1989, 18 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel de cor, 21x29,7cm.,  Lisboa.

Shock #5
O quinto número do Shock surge renovado com um novo grupo de editores, constituído por Estrompa, António Simões, Luis Louro, Gisélia Lourenço e José Paulo. Este número é dedicado à dupla René Goscinny e Albert Uderzo e os diversos participantes homenageiam a sua principal criação - Astérix e Obélix. Há uma mescla de autores consagrados e de jovens emergentes.
Os autores dos desenhos e pranchas inspiradas na dupla de irredutíveis gauleses, são: Augusto Trigo, José Abrantes, Victor Borges, João Cabrita, José Pedro Costa, João Cabrita, Diniz Conefrey, Manuel Brum, Pepedelrey, Rui Lacas, Luis Louro, Francisco Legatheaux, Renato Abreu, José Paulo Marques, Hélder Carrilho, José Ruy e Estrompa.
Há também uma secção de notícias, referenciando a realização da Feira do Livro de Lisboa e principalmente o lançamento do primeiro número de LX Comics.
Segue-se um entrevista de perguntas e respostas directas a José Ruy e para finalizar, um texto assinado por Luis Filipe Sebastião, homenageando a dupla de criadores de Astérix.
Shock #5, Maio de 1990, 24 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel de cor, 21x29,7cm., Tiragem: 120 exemplares. Lisboa.

Shock #9
O autor homenageado neste número é Hugo Pratt e o seu Corto Maltese. Contribuem com desenhos Augusto Trigo, Marina Palácio, Xanxa Cabrita, Guima, João Fazenda, Rui Lacas, Luís Louro e Ricardo Blanco.
Há também diversas banda desenhadas curtas como 'Balada do Ego Falhado' de Pepedelrey, 'Porto Maltês' de Brum, 'O Perfume do Sonho' de José Abrantes, uma crise de inspiração desenhada por Irene Trigo, a divertida 'Tosco Malteze' de Estrompa, e 'Histórias de Aventureiros por Lisboa' por José Paulo.
Depois dos cartoons e das bd, apresenta-se uma página com frases curtas, onde os autores expressam as suas opiniões pessoais sobre Hugo Pratt e a sua obra.
Segue-se uma entrevista rápida e incisiva a Vasco Granja. Para terminar, Pepedelrey pubica o texto 'Um Pratt Salgado, Por Favor'
Shock #9, Junho de 1991, 24 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel de cor, 21x29,7cm., Tiragem: 100 exemplares. Lisboa.

Shock #13
Em véspera de comemorar uma década de existência, este número é inteiramente dedicado a homenagear o autor Enki Bilal. Participam com desenhos e bd, inspirados na obra do autor nascido na antiga Jugoslávia, os seguintes autores: Deodato, Estrompa, João Fazenda, Manuel Brum, José Ramalho, Pepedelrey, Miguel, Pedro Brito, Ricardo Blanco, Tozé e Rui Abrantes. Maré participa com uma pequena biobibliografia de Bilal.
O desenho inserido na capa é da autoria de Miguel, a maqueta e o arranjo gráfico é de Estrompa. A composição ficou a cargo de Sofia Cruz e de Ana d'Almeida.
Shock #13, Fevereiro de 1993, 20 págs, offset a 2 cores, 21x29,7cm., Tiragem: 100 exemplares. Lisboa.

Shock #18
No editorial, Estrompa assinala que o Shock venceu o prémio de melhor fanzine no Festival Amadora BD pelo segundo ano consecutivo. Jorge Margarido é o autor de duas bd, ambas em tons negros e desfechos trágicos. 
"Breve História dos Heróis de Banda Desenhada no Cinema", é um breve apanhado de filmes protagonizados por personagens de bd. Por seu lado, Tozé Lopes publica o quarto tomo da série "A BD e a Música".
Rui Gamito assina "Dente por Dente" um bailado ao ritmo de tiros e execuções sumárias, em estilo Cães Danados anos 20. "A Sede do Mal" é outra aparição de Gamito em estilo gangster performativo.
Nas páginas centrais, surge o suplemento "Café no Park", em papel tipo jornal, publicando uma crónica de M.A.L.S., e pranchas de Amadeu Pinto, Estrompa, M. Jorge com uma história de Leopoldo já publicada em O Piolho #2.
Ana Branco retoma uma bd com gaivotas, Tejo e ponte ao fundo, publicada anteriormente no Boom #2.
Carlos Gonçalves disponibiliza um detalhado artigo sobre o famoso detective Dick Tracy, também transposto para o cinema.
Nas últimas páginas, é publicada 
"Fraternidade" um episódio de guerra em bd muda e negra, da autoria de Vitor Borges e Paulo Moreiras.
Shock #18, Fevereiro de 1996, 36 págs, impresso a preto & branco, 20,5x27,5cm., Tiragem: 100 exemplares. Lisboa.

Shock #27
O Shock completamente mergulhado em estilo noir, pelas mãos de Estrompa e de José Lopes. O cenário é a América mitificada dos gangsters e das mulheres fatais, gente ambiciosa e gananciosa sem escrúpulos ou moral.
São publicadas as bandas desenhadas "Ciúme" e "Vingança Macabra" e "O Destino Escreve-se Por Linhas Tortas", por Estrompa e José Lopes.
Há ainda o texto "Balada para 3 Defuntos" escrito por Arold Rubins, "Mulheres nu Shock" por Apolinário S. e "Pesadelo" por Pérce Vactiv.
Shock #27, Dezembro de 2007, 32 págs, fotocópia a preto & branco; capa a cores, 19,6x27,2cm. Lisboa.

20 julho 2026

Utopia Platafórmica


A Utopia Platafórmica foi criada em Setembro de 2019, iniciando-se com a criação do blogue e a consequente presença nas redes sociais.
O passo seguinte foi o lançamento de Abasy, um fanzine focado quase exclusivamente na cena portuguesa black metal dos 90. Após a edição de dois números, o projecto revelou-se demasiado restrito e foi criado o Rock em Chamas (homenagem aos programas radiofónicos 'Rock em Stock' e 'Lança-Chamas), abarcando um espectro musical mais abrangente que ia do heavy metal mais extremo, ao punk/oi! mais aguerrido, passando por sonoridades mais 70s. Diversas vicissitudes impediram o lançamento em formato físico, pelo que o Rock em Chamas limitou-se à edição online.
Depois destas experiências, estavam lançadas as bases para a criação de Utopia Platafórmica, que pretendia "partilhar opiniões, novas – e velhas – descobertas, ter a oportunidade de colocar questões a músicos que, com o seu trabalho, me transmitem algo, e fazer toda essa informação chegar a vós!
Não se procura reinventar a roda ou esquematizar todo o género do Heavy Metal, nem sequer dar "lições" sobre A ou B. Num género musical tão vasto como aquele em que nos inserimos, a diversidade é, mais que presente, desejada! Seja evolução musical ou um recuperar de velhas premissas, por estas páginas passarão bandas novas e velhas, músicos de hoje e de ontem… um pouco daquilo que a mim me faz SENTIR. Ao contrário do blogue, este fanzine será (quase) exclusivamente dedicado ao Black Metal, dos 80 aos dias de hoje, seja a Música ou a perspectiva dos músicos acerca do género e de toda a "estrutura" do mesmo."
A base desta edição materializa-se em cinco questões, colocadas a cinco músicos de black metal. Cinco perspectivas diferentes da mesma realidade. As bandas entrevistadas são: Conjuro (Espanha), Forbidden Tomb (Tailândia), Funeral Fullmoon (Chile), Grievance (Portugal) e Nuit Noire (França).
Utopia Platafórmica #1, Outubro de 2020, 40 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 30 exemplares. Porto.

18 julho 2026

O Meu Gato Morreu e as Estrelas Também

O Meu Gato Morreu e as Estrelas Também é uma banda desenhada da autoria de Ruim (Rui Monteiro), tendo como substracto o sentimento de tristeza e de perda relativamente a um gato. A história é também atravessada por diversos momentos de dúvida na fé católica - Jesus Cristo acaba por surgir numa breve aparição, mas mesmo ele não resolve cabalmente os dilemas espirituais.
As marcas evidentes da juventude solitária, as crises existenciais e os estados depressivos, a comida e os videojogos, pairando 'One Step Closer' dos Linkin Park como música de fundo.
Apesar do tom geral da história, há também uma sensação geral de irrisão e de desvario divertido.
O Meu Gato Morreu e as Estrelas Também, Outubro de 2024, 16 págs, impresso a preto & branco, 16x22,5cm.

16 julho 2026

Ode Lusitana


Ode Lusitana é um fanzine de divulgação do metal português, apresentando neste número uma entrevista com Victor Matos, guitarrista e fundador da histórica banda portuense Web. A outra entrevista é realizada a Lunah Costa, promotora da iniciativa Headbang Solidário, que através da música apoia várias causas sociais, e da Cthulhu Productions.
São publicadas também diversas notícias breves sobre concertos, lançamentos discográficos e outros eventos, tais como The Unborn Fest, Sonneillon BM, Brutal Brain Damage, Dark Oath, Dethmor, Thorvus, H.O.S.T, Toxic Attack e Gorgásmico Pornoblastoma.
Ode Lusitana #13, Março de 2016, 12 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm.

15 julho 2026

Sinfonia do Oculto

Depois da anterior abordagem ao deathrock, Miguel Moreira regressa aos fanzines prestando homenagem ao gothic rock.
Apresentando como epígrafe "Para os que procuram o preenchimento da alma pela obscuridade..." o fanzine Sinfonia do Oculto move-se nos ambientes do gótico e das sonoridades mais sombrias. A porta de entrada é aberta por Edgar Allan Poe, sendo referenciada a sua influência no universo gótico.
Seguem-se diversas biografias resumidas de bandas musicais do espectro do rock gótico nos anos 80 e 90 do século passado, algumas relativamente reconhecidas como Madre Del Vizio, Love Like Blood e Faith and the Muse. Há referência também para outros conjuntos musicais mais obscuros e com existências meteóricas como os Seraphin Twin, Preachers of Twilight, Restoration, Pictures of Agony e Altered States.  
Sinfonia do Oculto, Fevereiro de 2026, 12 págs, fotocópia a preto & branco, 14,8x21cm. Porto.

14 julho 2026

Cult Pump

Cult Pump apresenta na capa uma janela circular cortada à mão, que deixa entrever uma explosão, um big bang que se estilhaça em mil direcções. Os desenhos e pinturas do dinamarquês Zven Balslev são surpreendentes, surrealistas, divertidos e tanto apresentam uma finalização primorosa como podem ser quase esboçados. Além dos nomes referenciados infra por Pedro Moura, vislumbra-se também em alguns desenhos de Zven Balslev, evidentes afinidades com o trabalho de André Lemos.
Como é apanágio das esmeradas edições da Opuntia Books, esta publicação contém como extra um mini-zine A6 de 8 páginas, impresso a laser, vindo fechado num pequeno envelope Firmo.
No blogue LerBD foi referido que Cult Pump "faz pensar no que teria sido se Philip Guston tivesse continuado na exploração da fragmentação das figuras da sua fase mais tardia. O martelo da capa parece ser não apenas um comentário mas uma explicação do que se encontra no seu interior: os restos de imagens anteriormente completas, as vítimas de uma qualquer violência que não conseguimos identificar e somente temos o prazer, ou o horror, de contemplar os resquícios deixados atrás, os quais, todavia, já prometem leituras diversas. A associação a nomes tão dispersos como os de Dice Industries ou Sue Williams é inevitável, na procura de uma cartografia de significado."
Cult Pump, Maio de 2009, 36 págs, impresso a laser sobre papel branco 100 g.; capa em papel Guarro Iris Gualda 185 g., 15,3x21,4cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: Opuntia Books [OB-0013].

13 julho 2026

Coloring Book For Kids and Young Souls

Esta publicação foi realizada no contexto das exposições 'Paradoxo dos Gémeos' realizadas na Appleton Box em Lisboa, e no Espaço Pontes no Fundão, com o apoio da Fundação Carmona e Costa. O livro de colorir (para crianças e almas jovens), consiste simultaneamente numa espécie de meta-catálogo de trabalhos seleccionados de João Marçal, realizados ao longo de mais de duas décadas de actividade artística.
O título da exposição 'Paradoxo dos Gémeos”, serve de enquadramento conceptual para as complexidades temporais em debate. Originalmente, este 'paradoxo' proposto por Paul Langevin em 1911, revela consequências desconcertantes a partir da dilatação temporal prevista na Teoria da Relatividade Restrita de Einstein (1905).
A ideia geral da exposição tem novamente o seu epicentro nas inquietações anacrónicas, intrínsecas à relação do artista com a obra que desenvolve ao longo dos anos.
Neste volume para colorir há composições completamente gráficas, com figuras geométricas e representações de logotipos sobejamente conhecidos de marcas comerciais. Outras composições funcionam como um mantra, com múltiplas repetições do mesmo motivo ou signo. 
Parabéns à Palpable Press pela excelente edição deste volume, possibilitando uma nova abordagem, lúdica e luminosa, ao trabalho de João Marçal.
Coloring Book For Kids and Young Souls #1, Maio de 2026,  24 págs, offset a preto & branco: capa a duas cores, 16,5x23cm. Edição: Palpable Press.

12 julho 2026

All-Girlz Galore

All-Girlz Galore foi apresentado no V Festival Internacional Banda Desenhada de Beja, assinala o regresso da iniciativa All-Girlz, um projecto iniciado em 2006 com o objectivo de destacar o trabalho das autoras nacionais de bd.
Reunindo uma dezena de artistas, e privilegiando as estéticas mais alternativas, "indo de propostas mais plásticas a técnicas (ou tecnológicas) e passando por uma panóplia de estilos gráficos: do ousado lápis e grafite às colagens, até à sofisticada arte digital, com estilização em line-art a preto/branco ou em tonings a cinza.
Tematicamente, o leque estende-se por contos intimistas e de humor, mas sempre com teor pessoal e sexualidade à mistura, que duma forma mais declarada ou subtil não deixa de reflectir o cunho autoral destas narrativas.
Abrindo a edição, a ilustradora Inês Casais (também autora da capa) adapta em 'O Mito de Actéon' o conto clássico grego (de voyeurismo), no qual um caçador é vítima dos próprios cães após espiar a deusa Diana a banhar-se.
As profissionais de ilustração Marta Monteiro e Ana Biscaia contribuem com contos introspectivos onde reafirmam as suas linguagens gráficas próprias, em 'Is that all there is' e 'Fechou a Loja', respectivamente.
E a dupla Sara Franco (arte) e Raquel Alves Coelho (texto), com tradução para inglês por Richard Lewis, apresentam a malograda vida amorosa da epónima heroína, em 'Code-name: Berta'.
Da arquitecta e também experiente capista Sónia Oliveira chega 'Desencontros', que contraí numa mesma história dois contos sobre abandonos com os quais a autora participou em concursos no país vizinho.
A polivalente Kati Zambito assina 'Múuu!', um conto absurdista de equívocos de identidade, figurando duas bizarras criaturas e uma vaca.
E de outras colaboradoras, que haviam participado em BDs no prozine original: Andreia Rechena regressa com 'Annushka, a Boneca', onde satiriza o romantismo entre os brinquedos da nossa infância; a designer gráfica e cartoonista Joana Sobrinho narra mais desventuras urbanas, via a personagem 'Natália'; e por fim, da designer e artista plástica Cláudia Dias, temos dois enamorados numa sequência cujo título 'Osmose' diz tudo."
All-Girlz Galore, Maio de 2009, 36 págs, offset a preto & branco; capa a cores, 15,4x22,5cm. Tiragem: 150 exemplares. Edição: Arga Warga. Montijo.

11 julho 2026

Abelha Man

Segundo consta, Abelha Man foi concebido no âmbito de um workshop realizado durante o Maia BD 26, intitulado 'Pode Ser ou Não Ser'. Cada participante pegou em alguns pedaços de papel com palavras ao acaso e a O Marechal, calharam as seguintes: abelha, confuso e vassoura. A partir desses tópicos, os participantes tinham que conceber um fanzine no espaço de uma hora.
Utilizando uma folha A4 com um corte central e dobrada de forma engenhosa em várias partes, O Marechal desenhou um mini-zine protagonizado por um novo super-herói em forma de abelha macho atómico, que vai distribuindo boas acções e salvando o dia, até ao grande final rebenta com tudo.
Abelha Man, Maio de 2026, 8 págs, impresso a preto sobre papel amarelo, 7,5x10,5cm (aberto 21x29,7cm). Edição: TKB Barracks.

10 julho 2026

Boletim do CPBD

Boletim do CPBD #48
Boletim do CPBD #48, Janeiro / Fevereiro de 1985, 20 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Edição: Clube Português de Banda Desenhada. Lisboa.

Boletim do CPBD #54
O Boletim do CPBD teve a coordenação de Carlos Gonçalves e a capa  desenhada por Ajota (António Jorge Quadros). A primeira banda desenhada "Eu Sou Linda", com arte de Ric e história por Mike, é uma correria desvairada de dois jovens que percorrem as praias e os locais de diversão nocturna, sempre em busca de adrenalina e de engates ocasionais, com muita porrada pelo meio.
Depois M. Jorge apresenta "Tarzu", que vai parar à prisão por estar a incomodar os vizinhos com a sua gritaria, mas a sua mãe não vai deixá-lo a apodrecer na cadeia.
O mesmo autor apresenta ainda outra prancha, que é encaixada por baixo da última página da bd anterior.
Segue-se a adaptação em bd por M. J. Galante do poema "Trovas para serem vendidas na travessa de S. Domingos" escrito por António Gedeão.
As últimas quatro páginas contêm um índice elaborado por Fernando Burguete, com a descrição dos hérois e das histórias publicadas no "Tintin" desde o 1.º até ao 15.º ano de publicação. 

Boletim do CPBD #54, Janeiro / Fevereiro de 1985, 20 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Edição: Clube Português de Banda Desenhada. Lisboa.

Boletim do CPBD #82
Este número do Boletim do CPBD continua a apresentar a adaptação em banda desenhada de "O Malhadinhas" de Aquilino Ribeiro. A adaptação realizada pelo bracarense José Pedro Costa é excelente e consegue capturar toda a ambiência e idiossincrasias dos personagens criados por Aquilino Ribeiro.
O desenho e o desenvolvimento da narrativa denotam um excelente domínio da linguagem da banda desenhada. A história seria concluída no número seguinte do Boletim.
Esta adaptação de um texto clássico da literatura portuguesa merecia um reedição cuidada, em conjunto com outros trabalhos da autoria de José Pedro Costa.
Boletim do CPBD #82, Novembro / Dezembro de 1989, 16 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Edição: Clube Português de Banda Desenhada. Lisboa.

Boletim do CPBD #86
O Boletim aparece renovado e revigorado com a coordenação editorial do muito jovem João Fazenda (então com 13 anos), que assina a capa e uma bd "As Diabruras do Picas" passada numa sala de aulas durante um exame.
O arranjo gráfico do Boletim também foi remodelado, resultando numa publicação mais jovem, atractiva e moderna. 
Manuel Brum publica "Os 11 Mandamentos" parodiando o filme de Cecil B. de Mille. O destaque desta edição é uma entrevista a Jorge Mateus conduzida por Fazenda e por Marcos Farrajota, abordando o trabalho, as influências e o percurso do autor, entremeando com diversas vinhetas e extratos de histórias desenhadas por Jorge Mateus.
A banda desenhada "O Tiro" de Marcos Farrajota envolve policias e ladrões e uma espécie de duelo com frases assassinas e pistolas encravadas.
A contracapa apresenta um desenho do personagem "Raul, O Sinistro" de Ricardo Blanco. 
Boletim do CPBD #86, Fevereiro de 1992, 20 págs, fotocópia a preto & branco; capa com segunda cor, 21x29,7cm. Edição: Clube Português de Banda Desenhada. Lisboa.

Boletim do CPBD #89
A coordenação deste número ficou a cargo de Pedro Gil, que se propunha tentar tirar o Boletim do CPBD da letargia em que se encontrava. Começa com uma breve, mas bastante interessante, entrevista a Rui Gamito, que também contribui com a bd 'Armindo Way', um dia de raiva e de vingança de um marido encornado. 
Estrompa publica 'Licença para a Morte' uma escapada fora de horas antes de embarcar para o Vietname, que acaba na cadeira eléctrica.
'Sub-Urbano' é um conjunto de sete tiras divertidas de Absinto, contando com duas personagens: - um homem que gostaria de ser um rato; e um rato com inteligência de homem.
'Transfigurações de um Herói' é um texto de Paulo Duarte sobre a criação e evolução dos super-heróis ingleses sob a sombra tutelar de Alan Moore e Neil Gaiman.
Segue-se uma curta biografia de Ruka (Rui Rebello da Silva) e uma excelente bd nocturna, misturando com felinos, álcool e violência.
Daniel Martins contribui com a prancha 'Toxicidades' e J. Coelho com 'Bronx ou Lx?'. Há ainda diversas ilustrações de Tozé Lopes, Nuno Marques e J. Coelho.
Boletim do CPBD #89, Outubro de 1995, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 400 exemplares. Edição: Clube Português de Banda Desenhada. Lisboa.

Boletim do CPBD #90
Numa altura que o Clube Português de Banda Desenhada (CPBD) comemora 20 anos de existência, a edição do Boletim fica a cargo de Bruno Campos (Arkham, Aardvark, Bizarro) e as palavras que tece no editorial ao CPBD não são as mais elogiosas.
A primeira prancha "Uscometa" é de Pitchu. Depois "Telefones Eróticos com Sarampo" , um poema de Alice P. ilustrado por João Fazenda.
Geraldes Lino faz uma cobertura à 23.ª edição do Festival de Angoulême. 
"O X marca o lugar do tesouro" e mais duas tiras avulsas, compõem mais uma página da autoria de Pitchu.
Nas páginas centrais, uma mulher que espera, um telefone que não toca em "Kitten" de Dan Silva.
Segue-se um conjunto de notas e informações escritas por Bruno Campos sobre fanzines, editoras e festivais de bd.
"Sobre as Espetes de Marte" é mais uma jornada cósmica da autoria de Nuno Nisa, mas desta vez o humor sobrepõe-se, transformando-se numa deriva espacial cómica.
"Os Erros dos Deuses", é um comentário crítico de Sá-Chaves ao álbum lançado pela editora ASA "A Voz dos Deuses".
Uma nova bd mais extensa de Dan Silva intitulada "Mulher-Na-Peça", envolvendo um roubo de uma peça mística que gera uma onda de dor e vingança.
A finalizar, uma nova incursão de Pitchu no mundo das praxes académicas e dos programas de TV para o público mais jovem. 
Boletim do CPBD #90, Setembro de 1996, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Edição: Clube Português de Banda Desenhada. Lisboa.

09 julho 2026

Blind Dumb Deaf

Blind Dumb Deaf é um fanzine de Rita Mota elaborado no decurso da 4.ª Feira Autónoma realizada em finais de Novembro de 2025 em Almada. O programa da Feira incluía um workshop dinamizado por O Gato Mariano, cuja proposta consistia em realizar um exercício de abordagem autoral à banda desenhada a partir da sobreposição de elementos musicais, literários e gráficos.
Rita Mota assumiu a música 'Blind Dumb Deaf' inserida no álbum 'Garlands' dos Cocteau Twins, como ponto de partida para a sua abordagem pessoal ao estrépito das guitarras e à reverberação comovente da voz de Liz Fraser.
Rita Mota já tinha dado nota de possuir um requintado gosto musical, confirmado agora com a escolha desta canção sublime (especialmente a versão registada na Peel Sesssion).
Blind Dumb Deaf, Janeiro de 2026, 8 págs, impresso a preto sobre papel salmão, 14,9x21cm.

08 julho 2026

N.º 13

O editor A. J. Ferreira apresenta assim esta sua publicação: "O que é o N.º 13? - O N.º 13 é o prolongamento, em todos os sentidos, do dicionário enciclopédico 'O JORNAL INFANTIL PORTUGUÊS ILUSTRADO'.
Essa publicação - JIPI, por comodidade - que levámos a bom termo, em doze tomos, no decurso de 1990, constitui um NÚCLEO de informações racionalmente estruturadas, capaz de orientar e absorver os resultados de futuros trabalhos "de campo", isto é, de leitura nas fontes, já que as transcrições e as memórias não têm aqui cabimento.
Uma nova recolha de informações, desde já em curso, será feita nesta folha de aparição irregular e de pequeno número de páginas, intitulada N.º 13.
Não havendo, para o N.º 13, limites de páginas ou tempo, também o período coberto não terá limites; serão mais livremente admitidas formas de livro e de álbum, e tolerada a deficiência de ilustrações; e as "notas históricas" poderão ter as dimensões de artigos.
Seja este o nosso programa."
N.º 13 #1, Maio de 1991, 8 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Lisboa.

07 julho 2026

In the Dust of Our Planet

In the Dust of Our Planet #1
In the Dust of Our Planet é uma publicação independente da autoria de Daniel da Silva Lopes, que fica a meio caminho entre a revista e o fanzine, apresentado com grande qualidade gráfica e de impressão.
Este primeiro volume contém três histórias interligadas entre si e todas escritas em inglês, num estilo de bd pós-apocalíptica e sci-fi.
A primeira história é "Trim Them Down" apresentada a cores nas capas internas. A história acompanha a visita à Terra de um dos Solar Sailors, fornecendo apenas um contexto do que será a história.
As outras duas bd são a primeira parte de "The Same Old Mistakes" onde um jovem personagem investiga a ausência de comunicações de uma colonização humana num novo planeta.
Depois em "Down the Hole We Go" acompanhamos o último dia da vida de um caçador de demónios, cujas acções determinarão o futuro de uma personagem importante da banda desenhada.
A resenha publicada no blogue Vinheta 2000 diz o seguinte "No universo futurista de Solar Sailors, a raça humana encontra-se disseminada por toda a galáxia, sendo perseguida, escravizada e vítima de abusos por parte das outras criaturas e espécies dominantes. E caberá aos Solar Sailors - chamemos-lhe uma espécie de milícia armada que luta para se estabelecer enquanto comunidade - assegurar um lugar próprio da galáxia para aí viver. O autor não nos dá muitas mais informações além destas, o que eleva o nível de mistério da trama e aguça o interesse do leitor.
Com efeito, à medida que vamos lendo estas histórias, são mais as questões que formamos na nossa mente, do que, propriamente, as respostas que obtemos. E, quanto a mim, essa é uma forma hábil de manter vivo o interesse dos leitores pelas personagens, pelas suas demandas e pela origem deste universo distópico. Portanto, devo dizer que o formato de revista acaba por funcionar muito bem para o tipo de história em questão.
Também gostei da história principal de In The Dust Of Our Planet, mas como é algo que parece estar ainda longe de demonstrar o caminho que quer seguir em termos de enredo, ainda está um pouco imberbe na conceção. Até mesmo a breve história que aparece na revista In The Dust Of Our Planet #1, denominada Down The Hole We Go, que parece funcionar como prequela ao universo de Sweet Wind, me deixou bastante satisfeito.
Quanto às ilustrações, devo dizer que fiquei muito convencido com o trabalho de Daniel da Silva Lopes. O estilo de desenho é bastante diferenciado e as paisagens áridas imaginadas pelo autor fazem com que esta revista tenha uma aura muito própria. Com um traço a preto e branco estilizado, Daniel da Silva Lopes oferece-nos uma imagética bem concebida que fica na nossa retina já depois de finalizadas as leituras destas revistas.
É verdade que, em termos cénicos, as ilustrações nunca são muito detalhadas, mas isso não é algo que, quanto a mim, prejudique a imersão nas histórias, já que toda a aridez e desolação deste universo pós-apocalíptico também não pressuporiam uma paisagem cénica tão detalhada assim. Acaba por funcionar bem.
Gostei também da planificação que é feita, levando o relato a assumir uma postura mais dinâmica e cinematográfica.
Utilizando a parte interior das capas, são-nos dadas pranchas a cores que, a meu ver, funcionam bastante bem. E embora aprecie o registo do autor a preto e branco, considero que estas imagens a cores aumentam a minha vontade de ter lido a totalidade das revistas a cores, já que as paletas cromáticas utilizadas parecem tornar as ilustrações ainda mais vibrantes e impactantes."
In the Dust of Our Planet #1, Junho de 2023, 32 págs, impresso a preto & branco; capa a cores, 21x28cm, Tiragem: 100 exemplares (3.ª edição - Dez. 2023). Edição: Gorila Sentado. Porto.

In the Dust of Our Planet #2
A segunda parte de 'The Same Old Mistakes' procede à abertura deste novo tomo de aventuras no espaço sideral. Os tempos são sombrios para o que resta da humanidade e a última esperança reside nos Solar Sailors que viajam através do universo para libertarem todos os humanos que conseguirem.
A segunda história é 'Blood of a Reptile' concebida por Daniel da Silva Lopes imersa no chão implacável dos campos de concentração, onde se acumulam vidas exploradas, organizadas por níveis hierárquicos inflexíveis. Escravos, para trabalho e carne permanentemente disponível, nada mais. O poema de Carlos Barbosa pontua um final tingido de sangue e cor.
A última parte intitulada 'A Last Shadow' criada em conjunto por Daniel da Silva Lopes com Pedro Moura, explora os cantos sombrios da personalidade individual e os seus reflexos sociais.
In the Dust of Our Planet #2, Setembro de 2023, 32 págs, impresso a preto & branco; capa a cores, 21x28cm, Tiragem: 100 exemplares (3.ª edição - Dez. 2023). Edição: Gorila Sentado. Porto.

05 julho 2026

Bizarro

Bizarro #1
No editorial, Bruno Campos refere que o Bizarra representa uma evolução no seu percurso de faneditor e autor. Refere igualmente que o nome adoptado é uma homenagem a John Willies e à sua revista 'Bizarre' publicada entre 1946 e 1959.
No Bizarro, os fetiches não serão só sexuais, serão também bedéfilos, cinematográficos, musicais e literários.
Nas primeiras páginas apresenta-se 'Fragmentos I' uma divagação gráfica erótica desenhada por Bruno Campos. Logo depois, a 'Marca' de Pitchu com Arnaldo e o seu rafeiro de marca.
Ana Branco publica 'Narciso', uma excelente bd conjugada em tom de poesia divagante e com grande elegância gráfica.
'O Sentido da Vida' é uma viagem no túnel da existência, onde o destino das gerações é traçado por Daniel Baptista.
Derradé apresenta 'The BadSummer Boys Band' destilando as agruras da vida moderna em 'Stress' em ritmo de musical punk.
As últimas páginas são preenchidas com uma prancha de Pepedelrey e uma prancha repleta de brutais desenhos pornográficos de J. Coelho.
Bizarro #1, Julho de 1997, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 16,8x23,8cm, Edição: Phetysh Komix. Vila Franca de Xira.

Bizarro #2
As primeiras páginas são dedicadas às diatribes "Os meus inimigos da bd" de Marcos Farrajota, cuja primeira parte já havia sido publicada no fanzine Aardvark, anteriormente editado por Bruno Campos. Republica-se o texto sobre Fernando Vieira / Bedelho, e acrescenta-se novo texto corrosivo sobre M.A.L.S.
No tocante à banda desenhada, Janus apresenta "Toinho e Maria", um jovem casal ardendo de desejo. Segue-se o Boletim da Oficina Insana com diversos apontamentos sobre álbuns, fanzines, editoras e distribuidoras independentes.
Segue-se "Dark City III", baseada na música "Dentro da Cidade", da banda punk Caos Social, e desenhada por Law num estilo sado-maso cyberpunk.
Bruno Campos publica a bd "Nominion" e escreve também uma radiografia detalhada  sobre "The Invisibles" criada por Grant Morrison.
O autor brasileiro Edgar Franco contribui com a bd "A Estagnação" num desenho de estilo fantasista cósmico-psicadélico, com criaturas alienígenas levemente inspiradas por H. R. Giger, e texto poético filosófico, a lembrar os trabalhos do português Nuno Nisa.
A terminar, uma secção de recortes de imprensa e de cartas dos leitores. Na última página, é inserida uma citação de Edgar Allan Poe.
Bizarro #2, Novembro de 1997, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 16,8x23,8cm, Edição: Oficina Insana. Vila Franca de Xira.

Bizarro #21 (5)

Originalmente previsto para sair em Dezembro de 1998, o Bizarro #21 apenas vê a luz do dia no novo milénio e com uma numeração não sequencial, uma vez que esta é apenas a quinta edição do fanzine. E saiu em Agosto de 2000, e não em Maio de 2000, como consta na capa. 
Este número está com muito boa apresentação e conta com a colaboração de Derradé (com a prancha "Bizarro" e com a bd "Panfleto"), de Janus (+ Piadas Estúpidas), Melvin, Gamito com "Poesia de Merda", a bd "E Nunca Mais se Ouviram Gritos...", o brasileiro Law Tissot com três excelentes pranchas, Daniel Silva com a bd "Macabro" datada de 1996, Pitchu com a prancha "Selva", uma ilustração de Borel datada de 1787, várias tiras de Jorge Coelho, Peter Kuper com "It's Obscene!!" narrando o caso da condenação em tribunal de Mike Diana pela publicação de "Boiled Angel".
Na rúbrica "Caldeirada", Bruno Campos referencia o aparecimento do fanzine Gambuzine, a continuação do Terminal, um novo tomo do "Macaco Tó Zé" de Janus e a publicação do splitzine "Haraquiri n.º 1/Os Positivos".
Participam também neste número, com desenhos, banda desenhada ou texto os seguintes autores: Absinto, Cria2, JB, Pepedelrey, Pr. Pereira e Rémi.

Bizarro #21 (5), Maio de 2000, 40 págs, fotocópia a preto & branco, 16,5x24cm, Edição: Oficina Insana. Vila Franca de Xira.

Bizarro #6
O editor Bruno Campos refere a dificuldade de manter alguma regularidade na edição do fanzine e promete apenas mais um número do Bizarro.
A primeira prancha é "Uma Linha Ténue" com texto de Rohke Vorne e desenho de Elma Dias. Seguem-se três tiras de 'Bad Summer Boys Band' da dupla Geral et Derradé.
Sara Costa publica o ensaio "De Duas Artes Surge Uma Nova" sobre o que é a banda desenhada e as suas possibilidades.
Com texto de Cláudio M.S.M. e arte de Law Tissot "The Sex Machine" é um desfile de figurações sado-maso estáticas e exibicionistas.
"Pilgramage" é uma nova bd escrita em inglês de Elina Dias, baseada numa música dos R.E.M.
O conflito de gerações entre mãe e filha e as expectativas goradas são o pano de fundo de "O do Costume" de R. Vorne e desenho de Fermad.
Um trabalho académico é o mote para ressuscitar a mitologia e os "Contos de Fadas" numa história de Dinis Vale.
Tendo por cenário uma América desolada e destruída, Lena S. Diva propõe a prancha "Nova Prole". Ao lado, outra prancha "Metropunks" de Lisa Vale, numa viagem atribulada no metro com a entrada em cena de um grupo de punks.
Seguem-se "Ovo ou Galinha" e "Cuecas em Fogo", duas histórias negras com muito sexo e devassidão  assinadas por Janus. Entre as duas bd, surge o texto "Um Exemplo de Surrealismo na Banda Desenhada: A Literatura e a Pintura de Mãos Dadas", da autoria de Teresa Costa. A banda desenhada "Kabuki: Skindeep" de David Mack é explorada e enquadrada na temática do ensaio. 
As duas últimas páginas servem para breves aparições em jeito publicitário de "Os Positivos" de Valter Matos e do "Tornado" por Estrompa.
Bizarro #6, Setembro de 2001, 36 págs, fotocópia a preto & branco; capa a cores, 19x27,5cm, Edição: Tesos e Falidos, SA. Vila Franca de Xira.

Bizarro #7
Decorridos cinco anos e cinco meses após o lançamento do número inaugural, o Bizarro anunciava a sua partida para a net, abandonando a edição em papel. Mas a despedida é feita em grande estilo, com excelentes BD. Logo a abrir 'A Culpa é do Músico' de Rohke Vorne (argumento) e Janus (desenho), história muito negra e sórdida passada em contexto familiar, onde a violência e todo o tipo de abusos imperam e acabam por se reproduzir geracionalmente.
David Soares apresenta 'Reprogramar a Alma', belíssima narrativa onde sobressaem os sentimentos e um grande sentido de humanidade.
De seguida 'Um Estranho Prazer', com argumento de Rohke Vorne, agora com o desenho a cargo de Marta Soares, para uma história carregada de sedução, atração irresistível e vampirismo.
Por fim, 'Com o Mal dos Outros', novamente com argumento de Rohke Vorne, desta vez com desenho de João Mascarenhas, reentrando no universo doméstico, na defesa dos bons costumes, nos falsos moralismos e sobretudo no cultivo da maledicência, negligenciando os podres próprios.
Bizarro #7, Dezembro de 2002, 36 págs, impressão a preto & branco, 21x29,7cm, Tiragem: 75 exemplares. Vila Franca de Xira.

  © Ourblogtemplates.com