11 abril 2026

Bikini Kill

Bikini Kill é um fanzine devotado à temática feminista, apresentando-se numa folha de tamanho A3, com um corte horizontal central, que permite uma dobragem em 8 páginas, escrito em inglês e criado por Rubkk. Assume-se como um misto de manifesto e de homenagem às mulheres notáveis do punk e do rock.
Começando pelo punk, assinalado como o momento onde as mulheres deixam o papel secundário a que estavam remetida, para assumirem maior protagonismo, ilustrado por Poly Styrene, a líder da banda X-Ray Spex.
O movimento riot grrrl surgido nos primórdios dos anos 90, é apontado como outro dos marcos importantes para a emancipação das mulheres no mundo da música, servindo de inspiração para todas as outras áreas artísticas. 

Bikini Kill, 2025, 8 págs, impressão digital a preto sobre papel colorido, 11x15cm.

09 abril 2026

A Polaroid em Branco

A Polaroid em Branco é anunciada pelo seu autor como a primeira banda desenhada ilustrada com o auxílio da inteligência artificial (IA) em Portugal.
Artur Coelho escreveu o seguinte no portal H-Alt: "Ao ler A Polaroid em Branco, percebe-se que Mário Freitas compreendeu muito bem as capacidades da ferramenta com que trabalhou. E, por isso, conseguiu chegar a este resultado, um livro notável por ser precursor, mas acima de tudo, uma boa leitura. A história tem um forte tom cómico surreal, acentuando a estética onírica que é uma das características dos outputs do algoritmo que utilizou. E, tal como afirma na nota final do livro, o seu trabalho não se limitou a mandar gerar ilustrações. É preciso experimentar e alterar os parâmetros e palavras que dão as indicações ao algoritmo para que os seus resultados estejam próximos do que se pretende (quem os experimenta depressa percebe que para conseguir o que quer, tem que estabelecer uma espécie de diálogo de constante afinação de prompts). Foi também preciso um trabalho de produção não-automatizado, para que todos os elementos narrativos se tornassem numa obra coerente.
O corrente estado da arte nesta tecnologia mostra muito bem as suas limitações. Basta olhar para a capa do livro para se perceber qual o algoritmo que Freitas usou, o esitlo gráfico é o típico das imagens geradas pelo Midjourney. Se Freitas tivesse utilizado Dall-E, Nightcafe, Wombo, ou implementações Stable Diffusion (...), teria tido resultados visualmente muito diferentes, e a estética do livro seria outra. Isso advém da forma como esta tecnologia funciona, do tipo de imagens que sustenta os modelos de treino que alimentam as redes adversariais generativas destes algoritmos. Alguns destes algoritmos permitem-nos ver o processo de construção de imagens em tempo real, e se por um lado é um fascínio ver a concretização incremental de uma imagem realista à medida que o algoritmo adversarial reduz as probabilidades do espaço latente, introduzindo progressiva coerência no ruído gaussiano que forma a imagem de output inicial, por outro depressa se percebe a influência dos modelos de treino na estética específica resultante, e também na forma como ele nos dá o que esperamos, ou não o consegue fazer.
A Polaroid em Branco é um brilhante exemplo de como a inteligência artificial pode ser uma excelente ferramenta ao serviço da criatividade humana. Amplia as capacidades do criador, permite novas formas de criação em que este entra numa espécie de diálogo com a máquina, uma vez que o uso do algoritmo vai em si fazer evoluir as suas ideias. E é, acima de tudo, uma boa história, divertida e onírica, com qualidade literária para além do seu caráter experimental."

A Polaroid em Branco, Outubro de 2022, 20 págs, impresso a cores, 16,3x23,5cm. Edição: Kingpin Comics. Lisboa.

08 abril 2026

Contador-Mor

Contador-Mor #1

O artigo de abertura "Troca de Tintas" expõe uma perspectiva optimista de João Paulo Cotrim sobre a internacionalização e intercâmbio da Bedeteca e da bd portuguesa. Na página seguinte, Marcos Farrajota qualifica a edição de 2000 do Festival de Angoulême como decepcionante e seguindo um modelo esgotado.
As páginas centrais são dedicadas aos dois volumes de "História de Lisboa" da autoria de A. H. Oliveira Marques e Filipe Abranches.
Seguem-se algumas referências a novas edições com a chancela da Bedeteca e doações de espólio. Uma nota curiosa para a publicação de uma tira cómica de Joana Figueiredo, realizada no âmbito da frequência do curso de iniciação à linguagem da bd.
A última página é dedicada a pequenas notícias e breves apontamentos registados pelo editor Marcos Farrajota.

Contador-Mor #1, Fevereiro de 2000, 8 págs, impresso a duas cores, 21x25cm. Edição: Bedeteca de Lisboa.

Contador-Mor #3
O Contador-Mor era o boletim mensal da Bedeteca de Lisboa dirigida por João Paulo Cotrim. O destaque deste número foi a programação do Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada 2000.
Todas as ilustrações publicadas nesta edição foram resgatadas no caderno de viagem de Dupuy & Berberian, em residência artística em Lisboa.
Merece especial referência a polémica epistolar entre o autor José Pires e o director da Bedeteca João Paulo Cotrim.
A última página é dedicada a pequenas notícias e breves apontamentos registados pelo editor Marcos Farrajota. 
Contador-Mor #3, Maio de 2000, 8 págs, impresso a duas cores, 21x25cm. Edição: Bedeteca de Lisboa.

Contador-Mor #6
Abre com um texto assinado por João Paulo Cotrim que é um 
obituário / homenagem a Júlio Pinto, um dos autores de Filosofia de Ponta. Na página seguinte, nota para uma exposição de João Francisco Vilhena com fotografias de uma vintena de ilustradores nacionais.
Nas páginas centrais, referência para os títulos publicados na colecção LX Comics. Depois surgem diversas notícias sobre eventos e lançamentos na área da banda desenhada.
Contador-Mor #6, Outubro de 2000, 8 págs, impresso a duas cores, 21x25cm. Edição: Bedeteca de Lisboa.

Contador-Mor #9
Na nota de abertura, referem-se várias iniciativas e edições da Bedeteca, com destaque para a obra Das Conferências do Casino à Filosofia de Ponta. Segue-se a apresentação do livro Bug de André Ruivo. As fotografias de João Francisco Vilhena captadas no atelier de Manuela Bacelar divulgam a exposição patente na Bedeteca.
Nas páginas centrais apresentam-se 12 bonecos desenhados por outros tantos autores para serem recortados em três partes, permitindo múltiplas combinações. Uns brincalhões!...
Segue-se uma entrevista a Luís Leiria um dos fundadores do 
Árgon, considerado um dos primeiros fanzines nacionais.
A revista para miúdos O Papagaio é recenseada num pequeno texto assinado por Adalberto Barreto. Depois é publicado um texto de Domingos Isabelinho enquadrando a polémica observada com a publicação de Borda d'Água de Miguel Rocha na revista Pública. Tanta puritanice que há neste país...
A última página é dedicada a diversas notícias e anúncios curtos. A grande novidade é a inclusão do suplemento 'Contadorzinho' dedicado aos mais novos.
Contador-Mor #9, Janeiro / Fevereiro de 2001, 12+4 págs, impresso a duas cores, 21x25cm. Edição: Bedeteca de Lisboa.

07 abril 2026

eussemia

Eussemia é uma palavra da área da medicina que designa um conjunto de sinais benignos na evolução de uma doença. Indica que o organismo está a reagir favoravelmente, indiciando uma tendência para a melhoria ou o início do processo de cura.
Mariana Bastos reúne nesta publicação um pequeno conjunto de composições gráficas elaboradas com a técnica de colagem analógica.
Cada composição apresenta um título surpreendente, num jogo polissémico de palavras e significados ('lado alado', 'Neüra 2.0', etc.). As colagens são enquadradas em quadrículas desenhadas, um formalismo logo detonado pelas composições surrealizantes que se espraiam e sobrepõem para além dos limites da linha e da imaginação.
eussemia, 2017, 14 págs., impresso a cores, 21x29,7cm. Edição: Diztânsia.

06 abril 2026

Musicalíssimo Freak

Musicalíssimo Freak #1
Novo capítulo, em dose dupla, do laborioso trabalho de arqueologia gráfica desenvolvido por José António Moura, lançando um outro olhar sobre publicações perdidas nas brumas do tempo. Agora, o foco são as ilustrações impressas nas páginas do Musicalíssimo. Os desenhos são contribuições criadas pelos leitores e enviadas para o jornal, tendo sido publicadas entre os anos de 1980 e 1982. "Esta janela temporal assinala o segundo arco de vida do jornal. O presente destaque a estas ilustrações resulta de um olhar atento às margens e entrelinhas, uma prática que ajuda a iluminar outros momentos na História, outros projectos e ideias que, não sendo necessariamente os mais impactantes ou populares (aliás, quase nunca o são), desfazem a noção de consenso e narrativa oficial transmitida e divulgada. São ilustrações que revelam relacionamentos íntimos com a música, geralmente apegados a formas de escape ou comentário sócio-político. sintonia de dois pólos no universo da música popular: por um lado, o niilismo punk; por outro, rock mais clássico, prog, 60s, 70s, dieta habitual do freak português.
Se um dos pólos sugere acção, o outro sugere sobretudo um enredo de revolta processado na mente e solto num mapa surrealista sem linhas definidas. São também ilustrações próprias do seu tempo e do contexto português, fantasias artísticas cujo valor estético intrínseco não pode ser desligado dessas circunstâncias mas que, ainda assim, ingénuo ou mais esclarecido, básico ou mais elaborado, figurativo ou abstracto, estimulam e questionam."
Musicalíssimo Freak 1980-82 #1, Março de 2026,  28 págs, impresso a preto sobre papel texturado creme 120g., 14,2x20,2cm. Tiragem: 25 exemplares. Edição: Marte Instantânea / Holuzam. Lisboa.

Musicalíssimo Freak #2
"E rock como veículo simultâneo de encontro colectivo e espaço pessoal de navegação na mente. Juntavam-se, por fim, as paisagens visuais de muita BD fantástica ou de ficção científica - lá fora, a Heavy Metal e a Metal Hurlant, cá dentro a Visão, por exemplo - e os mundos sugeridos por inúmeras capas de rock progressivo. Tudo junto numa palavra talvez resulte Escapismo.
Estas últimas vertentes diluem-se numa tendência mais internacional própria da época, composições abstractas e arquitectónicas, algumas inspirações surrealistas que também se manifestam noutra das tendências principais, neste conjunto de ilustrações, observada num traço mais líquido e rabiscado a fazer lembrar o underground norte-americano da Zap Comix e afins.
Consideração final e especulativa: o desencanto generalizado (talvez evidente num tipo de pessoas mais vocacionadas para as artes) com a experiência abortada da Revolução Socialista, as possibilidades que aí se perderam, a ideia de liberdade "libertária" que se consumiu, o poder aos jovens, uma nova sociedade e mais etceteras sonhados durante o PREC. A frustração tinha de sair por algum lado. Foi isto, também?"
Musicalíssimo Freak 1980-82 #2, Março de 2026,  28 págs, impresso a preto sobre papel texturado creme 120g., 14,2x20,2cm. Tiragem: 25 exemplares. Edição: Marte Instantânea / Holuzam. Lisboa.

05 abril 2026

Acción Trilobita

Na apresentação de Acción Trilobita, é referido que esta edição corresponde a um projecto de colaboração entre André Lemos e Martín Lopez Lam, desenvolvido à distância "numa tentativa de partilhar e aliar dois traços e linguagens de trabalho gráfico num esplendor conjunto." É também esclarecido que o ponto de partida seria um trabalho começado por um dos artistas, que seria depois continuado e terminado pelo outro.
É visível uma grande liberdade artística, onde por vezes parece existir uma vontade de "sabotar", tornando os desenhos saturados e manchados. Nota-se também um grande sentido lúdico e de diversão prazenteira dos autores.
No jornal A Batalha, M.F. escreveu o seguinte: "Não é a primeira vez que André Lemos faz um livro de «combate gráfico» com outro artista, ou seja, uma mescla de desenhos entre dois artistas. No livro Super Fight II (MMMNNNRRRG, 2002) o George Grosz 'tava mais do que morto e incapaz de reagir às intervenções de Lemos. Vinte anos depois, Lemos já tem uma luta mesmo à séria com Martín Lopez Lam, autor peruano residente em Espanha, com o livro Sírio, editado em Portugal, e um grande grafista - ei! temos de o convidar para uma capa de A Batalha um dia destes!!!
Apesar de serem dois grandes artistas capazes de absorver milhares de influências e estilos, para depois tratarem-nos à sua maneira, nesta publicação ambos vão por um caminho «brutalista» (directo e violento), sem parecer, à primeira vista, haver pausas para reflexão. Não deixa de ser excitante folhear a cuidada edição da Opuntia e ver as imagens que resultam do conflito destes dois «monstros da tinta da china», mas com mais calma imagino outros resultados mais ousados. Assim de repente, é como se estivéssemos a discutir música: «preferes composição ou improvisação?» É possível tal discussão? Nada mais diferente e incomparável, ao ponto que esta resenha deveria ser toda reescrita agora."
Acción Trilobita, Fevereiro de 2022, 40 págs, impresso a preto & branco; capa em cartolina azul, 14,5x20,8cm. Tiragem: 30 exemplares. Edição: Opuntia Books [OB-026].

Fresh

Fresh #0

Revista urbana sobre estilos, identidade, cultura e modas, editado por João Pedro Vasconcelos. Neste número #0, temos um artigo sobre street skaters, dois breves questionários aos Repórter Estrábico e a Maria Gambina, um artigo mais extenso sobre a banda Kick Out The Jams, um artigo sobre música eletrónica e outro sobre a droga da moda na altura - o ecstasy. 
As páginas finais são dedicadas às "Manobras de Maio94" e aos estilistas Dino Alves, Miguel Flor, Júlio Torcato & Paulo Cássio, Maria Gambina e Náná Benjamim.
Fresh #0, Outubro de 1994, 32 págs, offset a preto & branco, 20,5x27,2cm. Esmoriz.

Fresh #2
Cientes do que é um fanzine disposto a abordar temáticas como drogas, música, novas tecnologias, viagens, moda, cinema, de uma forma diferenciada da imprensa mais institucionalizada, Fresh dirige-se a um público jovem e urbano, e o tema desta edição é o sexo. Começa com um surpreendente roteiro nova-iorquino de locais de encontro, seguido de um artigo sobre revistas porno americanas - a depravação no país dos moralistas! O artigo é bastante divertido, percorrendo inúmeras revistas da especialidade tais como a "Close Shave", que apresentava uma certa qualidade amadora que tornava a revista encantadora. Dentro dizem que "A stripper Kitty Navidad "...de 43 anos..." parecia saída da secção + de 50 e, eu posso-vos assegurar que aquela coisa não estava rapada, era careca!"
Depois é publicada uma entrevista a um muito novo Júlio Machado Vaz, um notável na matéria.
As páginas centrais são impressas a cores e preenchidas com uma produção de moda, com roupas oriundas de lojas no Porto, destacando-se as t'shirts de Maria Gambina a glosar o símbolo da Galp.
Segue-se um texto sobre a prostituição. Na página seguinte, Rodrigo Affreixo escreve sobre o filme "As Aventuras de Priscilla, A Rainha do Deserto".
As páginas finais são dedicadas a uma selecção e montagem realizada por Rui Cunha composta com imagens extraídas do universo dos comics com uma pletora de músculos e com primordiais conotações sexuais.
Como encarte dobrado em três, surge um poster de Traci Lords, acompanhado da listagem de toda a sua extensa  filmografia.
Fresh #2, Maio de 1995, 48 págs, offset a preto & branco; capa de cor magenta, 20,2x26,8cm. Esmoriz.

02 abril 2026

Culturismo Hardcore

Culturismo Hardcore apresenta-se como fanzine de anime, cinema, comix, gekiga, manga, tokusatsu e videojogos. Parafraseando o editorial "num mundo cada vez mais habituado a uma barragem de informação digital, fazer um fanzine dedicado a nichos dentro de nichos dentro de nichos, pareceu-nos uma boa ideia."
Sem querer dar muitos spoilers, podemos ler notícias sobre o novo ofício gelateiro do Super  Mário, sobre a nova versão do jogo 'Shin Megami Tensei V', a presença em Portugal de Ryan Holmberg, editor e tradutor de japonês, para duas conversas sobre gekiga.
Há também uma interacção entre o corpo redactorial do Culturismo Hardcore e Crude, enquanto se entretêm a jogar 'Crazy Taxi'.
Tem textos e desenhos de Luís Barreto, bad girl, CEO Culturista, REPÓRTER G, e outros. Há também uma banda desenhada de Rudolfo.
No evento de lançamento do fanzine realizado na discoteca Socorro no Porto, foram apresentados três jogos independentes ainda em fase de desenvolvimento e variada animação musical.
Culturismo Hardcore #1, Maio de 2024,  28 págs, impresso a preto sobre papel de várias cores, 14,9x21cm. Edição: Palpable Press.

01 abril 2026

Comic Cala-te

Primeiro número do fanzine Comic Cala-te, produzido pelos estudantes do antigo Liceu Gil Vicente em Lisboa, reunidos em torno do recém-criado Núcleo de Banda Desenhada.
Excelentes trabalhos de promissores jovens autores como Rui Lacas, João Tércio, Ricardo Tércio, Sérgio Sousa Pinto, Rui Mendes e Daniel Tércio.
Todas as páginas deste fanzine podem ser visualizadas no blogue Sítio dos Fanzines.
Comic Cala-te #1, Janeiro de 1990, 24 págs., fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Edição: Núcleo de Banda Desenhada da Associação de Estudantes do Gil Vicente. Lisboa.

30 março 2026

Inspector Pintas

Inspector Pintas é uma história policial protagonizada por animais antropomórficos, com texto de André Mateus e com desenho de Filipe Duarte. Nesta história, uma mulher morre em circunstâncias suspeitas e o seu esposo é a única testemunha e beneficiário do respectivo seguro de vida. Não há provas, não há arma do crime, a polícia não tem nada.
O Inspector Pintas é chamado à esquadra para interrogar o suspeito e tentar descobrir a verdade sobre este caso envolto em mistério, com um desfecho surpreendente!
Inspector Pintas, Novembro de 2025, 24 págs., impresso a preto & branco, 17,3x24,3cm.

28 março 2026

The Winner Takes It All

Da tertúlia do “Grande Prémio de Desenho”, programada com o irónico título “A Táctica do Quadrado! Estilo & Substância”, anota-se alguns pontos que interessa revelar. Apesar de nem todos os artistas participantes terem estado presentes, e, se não houver engano, contando apenas com duas presenças exteriores ao concurso, focaram-se três principais pontos que importa reunir: O primeiro ponto refere a importância da formação ao nível da disciplina do desenho administrado no curso da Faculdade de Belas Artes do Porto e a sua influência nas opções artísticas mais emergentes, sendo que a maioria dos convocados a concurso são alunos e ex-alunos desta escola, tirando alguns casos provenientes de Lisboa como André Lemos, Bruno Borges, e Mauro Cerqueira de Guimarães.
O segundo ponto prende-se com a acessibilidade do desenho, pois sendo uma prática paralela à escrita exige no mínimo uma folha e um lápis para concretizar um raciocínio, e assim justifica-se como um meio sem grande exigência de custos materiais no desempenho da sua eficácia.
Num terceiro ponto, de um modo mais fugaz, tentou-se discutir o virtuosismo que persegue esta prática. Se, por um lado, o virtuosismo ligado ao domínio técnico é compreensível se não for um fim, por outro há uma necessidade de desvirtuação. Os mais emblemáticos desenhos que se inserem nesta discussão são, pelo primeiro lado, dos autores Nuno Sousa, Carlos Pinheiro, Isabel Carvalho, Marco Mendes, Arlindo Silva, Miguel Carneiro, Francisco Roldão, Bruno Santos Silva e Joana da Conceição. Todos apresentam formalmente o desenho virtuoso, aquilo que na prática do desenho se destaca mais superficialmente, mas subvertido e moderado pelos conteúdos. O trabalho de Carlos Pinheiro e Nuno Sousa tem sido muito forte na ironização do talento e da qualidade de mestria, enquanto o da artista Isabel Carvalho faz uso para apresentar uma certa deformação catita-visceral. O trabalho de Marco Mendes e Arlindo Silva que se prende na representação de uma realidade íntima, na maior parte dos exemplos, notoriamente imprópria e desviada, mas apresentada sem pudor. E ainda o trabalho de Miguel Carneiro, o vencedor desta primeira edição, que se constrói quase sempre como projecto de desenho, e muito próximo de um processo de investigação, reúne referências desde as mais triviais às mais eruditas. Neste caso uma homenagem ao grupo de Chicago “Hairy Who” consegue actualizar o ênfase crítico, absurdo e ambíguo do desenho no contexto do prémio. “Eu faço o que quero com o meu cabelo”, slogan mediático de um gel, é premeditadamente escrito pelos caracóis de um cabelo feminino.
No segundo lado os protagonistas mais evidentes serão Mauro Cerqueira, Carla Cruz, André Sousa, Pedro Nora, João Marrucho, Mónica Faria e Carla Filipe. Saliento ainda duas situações evidentemente politizadas, e muito bem conseguidas, no desenho apresentado por Inês Azevedo e Tatiana Santos. O desenho em quase todos os casos citados, e na generalidade dos participantes, é uma ferramenta de acção conceptual que carrega um ímpeto performativo, quer dizer de acção, permitindo verificar uma emergência que forçosamente reúne um certo número de artistas.
Devo apenas deixar como nota que a votação foi um círculo hermético, ou seja, os únicos que tiveram direito a voto foram os participantes, e o prémio foi a própria colecção constituída a propósito do concurso — “The Winner Takes it All”. O mecanismo de reconhecimento de um vencedor deste circuito que se quis fechado, e provavelmente metáfora, consciente e talvez irónica, dessa emergência do desenho. Que, sendo provocatório, pode correr o perigo de querer representar e acentuar uma certa geração de artistas do Porto que, apesar do trabalho persistente, não se pode fechar numa única forma operativa.
('Da Emergência do Desenho no Porto' de Aida Castro, publicado a 12-05-2007 em Arte Capital).
The Winner Takes It All, Maio de 2007, 44 págs, impresso a preto & branco; capa em papel colorido, 19x27cm. Edição: Senhorio / Mula. Porto.

26 março 2026

2125

Num futuro ano 2125, a autora imagina uma espécie de distopia invertida, onde um agente completamente improvável, percebido inicialmente como o invasor, acaba depois por funcionar como principal agente de mudança benigna.
Partindo de um presente caracterizado pela exaustão emocional, isolamento, e desconexão provocados pelo ambiente urbano frenético e desumanizado, induzindo um ambiente de extermínio do invasor, do estrangeiro, visto como uma praga, mas que em vez de sucumbir, consegue adaptar-se melhor às circunstâncias e prosperar contra todas as probabilidades.
Matilde Basto utiliza um dispositivo relativamente convencional de quatro vinhetas por página, mas enquadra-as por molduras com diferentes formas e motivos figurativos, conferindo-lhes bastante organicidade.
À semelhança do anterior Casal de Santa Luzia a autora volta a compor uma fábula onde animais comuns (dantes os gatos, agora as baratas) coabitam com os humanos em espaços urbanos onde se intui um ameaçador mal-estar, uma sensação de desajustamento, de não pertencer à cidade.
Inicialmente, as baratas são representadas como espectros luminosos, em ambientes pontilhados por formas estrelares (idênticas à forma do símbolo do Gemini, talvez a simbolizar uma inteligência superior), e num processo gradual de alteridade, conforme os insectos vão sendo melhor conhecidos e integrados no quotidiano da cidade, vão adquirindo formas mais definidas e simpáticas.
2125 foi realizado para a exposição virtual da 'StoryTellers' no Parque Silva Porto, em Lisboa, que decorreu entre Setembro e Dezembro de 2025.
2125, Dezembro de 2025, 24 págs., impresso a preto & branco; capa em cartolina cinzenta, 17x22cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: Chili Com Carne [MdC #44].

24 março 2026

Enjôo de Invocação

Enjôo de Invocação de André Pereira foi lançado a 30 de Junho de 2012, na XX Feira Laica, com capas de cinco cores diferentes. Posteriormente, houve uma nova edição intitulada Enjôo de Invocação: Re-Up com 4 novas páginas a cores, balonagem revista e nova capa, em cinco cores diferentes, numa tiragem, de 15 exemplares, lançada a 15 de Dezembro de 2012, na XXI Feira Laica.
Este fanzine compila seis histórias escritas e desenhadas por André Pereira (Robô Independente), excepto 'Sampler', 'Caos na Lota', e 'Pancho', escritas por João Machado.
Pedro Moura no blogue LerBD referiu que "A história que surge a abrir este fanzine é a mesma de Lodaçal # 6, intitulando-se “Demiurgo”. Além desta, também as outras, algumas das quais escritas por João Machado, tenham mais ou menos páginas (de 3 a 5), demonstram desde logo que Pereira tem todos os ingredientes na mão para sustentar uma longa história, de forma concertada, organizada, coesa, aliando a isso os seus desenhos, a um só tempo, expressivos, legíveis e apropriados, que flutuam entre abordagens mais elaboradas e outras mais rabiscadas (alguns pormenores, mas talvez também por causa das referências semi-cthulhianas, recordam Troy Nixon). Quer dizer, em contraste com muitos dos “novos talentos” que encontram nos zines o total espaço de liberdade que é o deles, apresenta um estilo mais convencional, mas por isso mais capaz de conquistar um espaço para fora desse circuito. Por essa razão, não deixa de ser surpreendente que as histórias pareçam criar uma promessa de complexidade a partir da qual sairia uma trama maior, mas são como que “interrompidas”, em nome de uma mais imediata gratificação sob a forma de humor, ou até mesmo de displicência melancólica. “Demiurgo” e “Cigarros”, por exemplo, fazem pensar numa espécie de “universo diegético” coerente. Veremos mais episódios? Continuaremos a perceber a origem do universo sob os princípios esotéricos apresentados em “Demiurgo”? É possível misturar a cabala e mecha? A epígrafe que o autor escolhe na abertura, tirada das cartas Magic: The Gathering (!) falam de uma certa inércia inicial. Mas se Enjôo é sinal de inércia, esperemos ver o início da mobilidade.."
Enjôo de Invocação, Junho de 2012, 32 págs, impresso a preto & branco; capa em papel colorido, 14,5x20,3cm. Tiragem: 50 exemplares.

21 março 2026

José The Fish Slayer

O fanzine é uma folha de tamanho A3, com um corte horizontal central, que permite uma dobragem engenhosa em 8 páginas, narrando a história de uma criança chamada José que é ferida num olho por um peixe-espada capturado pelo seu pai.
Apesar de constituir apenas um pequeno avanço para uma história a ser mais desenvolvida posteriormente, Helena Pereira introduz os elementos essenciais da profecia dos fundos dos mares, que revela que José será a maior ameaça para o reino marinho.
Na última página, é apresentada a reprodução de uma estampa retratando um casal típico de pescadores portugueses vestido a rigor.
José The Fish Slayer, 2024, 8 págs, impressão digital a cores, 11x15cm.

20 março 2026

Cadernos F.A.O.J.

No primeiro caderno dedicado à banda desenhada desta colecção editada pelo Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis (FAOJ) da Secretaria de Estado da Juventude e Desportos, Vitor Péon procurou enquadrar a narrativa figurativa nas expressões artísticas ancestrais. Neste segundo volume, o autor  desenvolve a análise da banda desenhada como arte autónoma.
Começa por fazer um breve enquadramento histórico, para depois comentar a técnica pessoal dos principais autores, as inovações introduzidas, procurando sempre fazer a ligação com os trabalhos publicados em Portugal.
O segundo capítulo deste volume intitula-se 'Retrato e Acção Cinética', destacando autores como Burne Hogarth, Harold Foster, Alex Raymond, José Luis Salinas e Chester Gould, cujos planos, acção das figuras, a iluminação, dramatismo, e as sequências projectam uma nova dimensão à banda desenhada.
No tocante à composição, destaca o trabalho de Milton Caniff e de Frank Robins, prosseguido por autores como Jijé, Jean Giroud, Hugo Pratt e outros.
Nas páginas seguintes, acompanha-se uma rápida digressão sobre as principais obras e autores do eixo franco-belga. Sobre os autores italianos, referências para Franco Caprioli, Guido Buzzelli, Guido Crepax e Sergio Toppi. 
A problemática da 'Difusão - Distribuição' é comentada na última parte deste volume.
Há várias referências sobre um terceiro caderno dedicado à banda desenhada e seus autores, na Península Ibérica, e mais especificamente em Portugal, mas esse prometido terceiro volume nunca chegou a ser publicado.
Cadernos F.A.O.J. #17, Setembro de 1979, 56 págs, offset a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 25000 exemplares. Edição: F.A.O.J.

19 março 2026

Merda Frita Mensal

Merda Frita Mensal #1
Merda Frita Mensal é uma publicação colectiva que reúne vários tipos de expressões criativas. Os principais instigadores são Miguel Basto e Matilde Feitor, contando também com a participação de Vasco Olino, Francisco Escada, Manuel Neto e Rosa Aboim.
Inserido numa linhagem de fanzines concebidos por jovens descomprometidos, o conteúdo é caótico e iconoclasta, apresentando sobretudo desenhos, colagens e imagens fotográficas.
Surgem igualmente alguns passatempos e rubricas características de revistas convencionais, mas que aqui são subvertidos num Sudoku aleatório e sem solução; e num questionário proustiano em modo diário de um banana.
A polícia (bófia) também não passa impune, com os jovens autores a desafiarem a autoridade e a ensinarem a confeccionar uma gelatina explosiva em três passos.
Um dos momentos curiosos deste fanzine é uma composição com diversos elementos gráficos e objectos, surgindo um conjunto de maços de cigarros e caixas de fósforos com a fotografia do rosto dos antigos dirigentes do CDS, lado a lado com objectos com inscrições arabescas e posições do kamasutra.
Neste primeiro número de Merda Frita Mensal não há nenhuma mensagem especial a transmitir, sobressaindo antes uma vontade urgente de fazer e publicar aqui e agora, registar para depois seguir em frente.
Merda Frita Mensal #1, Fevereiro de 2024, 32 págs, fotocópia a preto sobre papel amarelo, 14,9x21cm.

Merda Frita Mensal #2
As primeiras páginas são ocupadas com o registo fotográfico da festa de lançamento do primeiro número, realizada na Casa do Comum.
Os principais dinamizadores deste número de Merda Frita Mensal, continuam a ser Matilde Feitor e Miguel Basto, a quem se juntam as colaborações de António Paté, Manuel Neto, Pedro Reis, Tomás Frusoni e Pedro Silva . Há páginas preenchidas com desenhos, outras assombradas com publicações das Testemunhas de Jeová, dando-lhes a volta com humor. Aliás a boa disposição descontraída é uma das características desta publicação, plasmada em trabalhos como a lobotomia bem sucedida a Miguel Basto.
Também há uma grande entrevista (bastante javardada) aos elementos da banda c-mm, praticantes de rock alternativo experimental.
Além da cena religiosa, o outro tema recorrente é o sexo, com pornografia misturada com tiradas filosóficas anti-capitalismo.
A crítica gastronómica, dedicada a locais inusitados onde se pode comer barato, convive alegremente com relatos desenhados de vomitório nas Belas Artes.
Marcos Farrajota contribui com "japanoise", um curioso ensaio para quem se interessa por sonoridades vindas do Japão.
Merda Frita Mensal #2, Abril de 2024, 48 págs, fotocópia a preto sobre papel laranja, 14,9x21cm.

18 março 2026

Ups!

Excelente publicação da responsabilidade do Aquilo Teatro da Guarda, com coordenação editorial de João Louro. O conteúdo da Ups! é bastante heterogéneo, o design e o arranjo gráfico são arejados e sóbrios, há criatividade e surpresa em muitas páginas, os trabalhos são de uma qualidade assinalável, pecando apenas pelas digitalizações notoriamente pixelizadas.
Participam com ilustrações Flávia Leitão, Ruben Páscoa, Nuno Martins, Bruno Del Touro e Sérgio Lino.
Rafael Gouveia contribui com uma história sentimental contemplativa, desfiando os amores e os desamores, onde parece que tudo muda, para no fim, ficar tudo na mesma.
Alexandre Gamelas apresenta uma sequência de vinhetas percorrendo uma série de espaços interiores, salas, átrios, piscina, um sombrio museu despido de emoções.
Um estendal infinito de manchas, negativos e positivos, que vão prenunciando imagens figuras fugidias em múltiplos perfis, é a proposta de Maria Lino.
A poesia também tem lugar, manuscrita e rasurada por Manuel A. Domingos. Destaque para os pequenos poemas de Galo Porno, dispersos aleatoriamente para iluminar a publicação.
'Hiroxima' é o título de uma banda desenhada de K!m Pr!su tentando captar o indizível.
Logo de seguida 'A Cerca dos Críticos' é um interessante ensaio de António Godinho sobre a categorização os críticos e a função da crítica literária.
Destaque merecido para 'O Escritor de Subsolos' de André Lemos, narrativa seminal de um escavador precoce, intuindo a míriade de vidas e saberes anteriores que aguardam para serem novamente activados.
Por seu lado, Filipe Abranches publica um conjunto serial de desenhos de pendor arquitectónico, atravessados por um misterioso personagem de passagem entre lugares.
Por fim, uma sugestão para a confecção de uma sopa da primavera condimentada com surpreendentes plantas!
Ups! #2, Março de 2004, 64 págs, offset a preto & branco, 17x17cm.Tiragem: 500 exemplares. Edição: Aquilo Teatro. Guarda.

17 março 2026

Histórias da Guerra

Na introdução, o autor revela que nunca esteve na guerra, confessando ter sido refractário ao serviço militar. Assim, estas Histórias da Guerra são relatos de terceiros, testemunhos dispersos que foram sendo contados por vários antigos combatentes nas guerras coloniais, que Amadeu Escórcio foi escutando ao longo dos anos.
Na primeira parte, constam cinco relatos em texto, ao longo de duas páginas cada um. Na segunda parte, são narrados os episódios em banda desenhada, normalmente em duas pranchas.
Alternando entre episódios bastante dramáticos e outros mais caricatos, sobressai uma recordação indelével deixada em todos os que participaram nas guerras nas antigas colónias africanas, destruindo muitos, estropiando e matando outros, marcando-os física e mentalmente, alterando as suas vidas para sempre. 
Histórias da Guerra, 2024, 36 págs, impressão a preto & branco; capa a cores, 14,5x21cm. Edição: Visconde de Seide / O Gato Que Mia.

16 março 2026

The Badsummerboys Fanzine

The Badsummerboys Fanzine #1

O primeiro The Badsummerboys Fanzine assumia que "não querendo ser igual aos outros corremos o risco de sermos diferentes. Melhores ou piores tanto faz, pois o nosso único objectivo é pormos cá fora aquilo que vai cá dentro... pretende tão somente ser um espelho do que é a filosofia BADSUMMERBOYANA - derivada da contestação dos 60, do psicadelismo dos 70, da revolta punk, do consumismo dos 80, da laranja amarga dos últimos 8 anos."
Movido pela força criativa de Geral (Mário Cavaco) encarregado dos textos e por Derradê (Dário Rui) responsável pelos desenhos, a dupla apresenta um concentrado de tiras humorísticas carregadas de acidez, sexo, bebedeira, misoginia e desafio ao puritanismo.
A politica, e principalmente o politicamente correcto, é alvo de corrosiva ironia e gozo. Directamente dos baixios de Alverca, sob o alto desígnio de Níquel Náusea, Piratas do Tietê, Chiclete com Banana e toda a galera de tipinhos inúteis, nada escapa ao riso escarninho dos BadSummerBoys.

The Badsummerboys Fanzine #1, Outubro de 1993, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Edição: Uma Produção de Marda. Alverca.

The Badsummerboys Fanzine #3
Fanzine editado pela dupla Geral et Derradé, com a capa pintada manualmente com lápis de cor. No interior, podemos encontrar muita banda desenhada de cariz humorístico, alguns textos sobre música e uma página dedicada à divulgação de fanzines. Este terceiro número, conta com diversas colaborações como Sérgio Feijão e  Rogério (ilustração), Paulo Gomes, Pedro "El Chaparro" Denis com um pequeno conto, Vera, Absinto e Claude.
Temos várias pranchas protagonizadas pelos Badsummerboys e pelo Esquadrão BSB de Geral et Derradé. A dupla apresenta também os personagens "Eléctrico", o velho "Tio Putinhas" e "Querido Narciso". Por seu lado, Valdemar apresenta a bd "O Fódósgas". O texto "Nova Era Sarcástica" por Gandayo descreve uma breve biografia da banda  Sarcastic Angel.
Em "Eramus Um Diem" Paulo Inácio escreve um pequeno delírio sobre Alverca, designadamente sobre algumas bandas desconhecidas como os Tequilla Pura, Karpe Diem, Miss Kiss e Maal.
Derradé apresenta algumas tiras de "JUVEntude Inquieta".
Na página dedicada à divulgação de fanzines, são referenciados os seguintes: Arkham, Banda Desejada, Mesinha de Cabeceira, Shock e Art 9.
Seguem quatro páginas repletas com "As Piadas do Geral", muito bem apanhadas e bem secas. "Bate Mal" de Jesus, é uma sátira cansada ao Batman. A última prancha é "Cu...lturismo" de M. Jorge.
The Badsummerboys Fanzine #3, Outubro de 1994, 36 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Edição: Uma Produção de Marda. Alverca.

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