13 outubro 2026

Lusitânia

Lusitânia #11
O tema deste número 'Em Nome Próprio' é idêntico ao de uma rúbrica da revista, dedicada a divulgar a biografia de uma banda. Para esta edição lançaram o desafio a 257 bandas, tendo obtido 41 respostas. Como era impraticável publicar todo este manancial na revista, foi criado um suplemento de 40 páginas para compilar as biografias enviadas pelas bandas.
Na revista surgem as habituais notícias breves sobre novos registos discográficos, entrevistas às bandas The Bateleurs e aos Damn Sessions. Os cartoons 'Metalicões' de Daniel Lucas, animam duas páginas. A rúbrica 'Perdidos no Sotão' recorda os discos 'Circo de Feras' dos Xutos & Pontapés, o disco homónimo dos Ibéria, e por fim, 'Amantes e Mortais' de Adelaide Ferreira.
A acompanhar esta edição, era oferecida uma base para copos impressa com a chancela da Ethereal Sound Works.
Lusitânia #11, Julho de 2021, 20+40 págs, impresso a cores em papel couché 135g., 14,9x21cm. Tiragem: 66 exemplares. Edição: Ethereal Sound Works. Lisboa.

Lusitânia #12
Um ano de revista. Ensaio de balanço. As 211 bandas divulgadas no website de Lusitânia.

Lusitânia #12, Agosto de 2021, 48 págs, impresso a cores em papel couché 135g., 14,9x21cm. Tiragem: 99 exemplares. Edição: Ethereal Sound Works. Lisboa.

Lusitânia
 #13
O tema em destaque neste número de Lusitânia é 'Os Filhos do Rock' e são entrevistados diversos músicos que são filhos de outros músicos - uns mais conhecidos; outros mais anónimos. Na capa surge António Corte-Real, filho de António Manuel Ribeiro dos UHF.
As bandas e artistas Decayed, Dúbia, Rui Gaio, Ser, The Voynich Code e Mauro Ramos, são entrevistados na sequência do lançamento de novos registos discográficos.
Há também textos como "Exórdios" sobre os filhos e os bastardos do rock. A rubrica "Perdidos no Sótão" repesca um conjunto de discos clássicos do metal nacional.
As últimas páginas são dedicadas a notícias sobre os lançamentos do mês e à publicação da agenda de concertos e eventos musicais.
Lusitânia #13, Setembro de 2021, 48 págs, impresso a cores em papel couché 135g., 14,9x21cm. Tiragem: 99 exemplares. Edição: Ethereal Sound Works. Lisboa.

Lusitânia #16
O tema desta edição é 'Fora da Banda' projectando alguma luz para todos aqueles que gravitam à volta das bandas, de forma remunerada ou voluntária, e que contribuem decisivamente para as bandas serem aquilo que conhecemos. Tânia Fidalgo apresenta um pequeno ensaio fotográfico sobre o tema de capa.
As bandas em destaque com entrevistas e novos discos são: Cobra ao Pescoço, Cold and Deceased, Ionezed, Murro, Never End, The New Geometry e OZ.
Os 'Exórdios' debruçam-se sobre os ecossistemas musicais incidindo nas áreas do rock e do metal. Na rúbrica 'Perdidos no Sotão' faz-se uma digressão sobre os discos editados na década de 80 no contexto do boom do rock português.
Com o título 'Tudo Isto é Fixe, Tudo Isto é Rock' ensaia-se uma divagação escrita sobre a potencial criação de um circuito alternativo nacional de concertos.
Para terminar, é apresentado o roteiro mensal dos concertos e novos lançamentos discográficos.
Lusitânia #16, Dezembro de 2021, 48 págs, impresso a cores em papel couché 135g., 14,9x21cm. Tiragem: 99 exemplares. Edição: Ethereal Sound Works. Lisboa.

12 outubro 2026

Aqui, à Terra

Com argumento de Paulo Patrício e desenho de Mário Moura, o volume Aqui, à Terra revela-nos uma história de amor impossível entre um pescador e uma sereia, que o encanta. Para consumar esse amor, o jovem tem que abdicar da sua alma. A sua obsessão sem limites vai levá-lo a perder a sua humanidade.
No jornal Expresso, João Paiva Boléo referiu que Aqui, à Terra é uma obra de acentuado sentido "poético e onírico, entre o psicológico e o fantástico, com opções estéticas e narrativas que se integram, com uma acentuada maturidade, em correntes contemporâneas representadas, por exemplo, pela colecção de BD da Autrement.”
Aqui, à Terra [Quadradinho #6], Abril de 1997, 28 págs, offset preto & branco; capa e sobrecapa a duas cores, 10,5x14,8cm., Edição: Associação Salão Internacional de Banda Desenhada do Porto.

11 outubro 2026

My Home is a Logo

O título desta publicação My Home is a Logo, é também o título de uma canção do álbum 'Loudcloud' (Lux Records, 1996) da dupla António Olaio & João Taborda. Foi adoptado também para título de uma exposição realizada no Círculo de Artes Plásticas (Coimbra, 1998), sendo por isso um tópico recorrente na obra de António Olaio.
Em todas as páginas desta publicação surge o desenho de um rosto, com a palavra My Home is a Logo manuscrita sob a boca, assumindo que o rosto é a parte física que mais individualiza cada um de nós, podemos entender cada pessoa como um lar; cada pessoa como o seu próprio lar. 
"My Home is a Logo é uma frase aparentemente tão superficial quanto os slogans publicitários - com aqueles rostos ávidos, felizes por reconhecerem como o seu lar e, consequentemente, as suas individualidades, podem ser reduzidos a uma marca... A opção de interpretá-la literalmente permite-nos vislumbrar a possibilidade de que um lar possa ser algo tão absoluto quanto um logotipo.
Logotipos sintetizam muitas coisas numa imagem, e até mesmo numa marca. "My home is a logo": um lar que é o logotipo de um lar. Será que ele representa todo lar? Ou isso significa transformar o lar (aquele lugar acolhedor para cada indivíduo, aquele lugar confortável, moldado pela nossa subjectividade e que molda a nossa subjectividade) em abstracção e num mero símbolo?
Visto que a palavra "logo", na sua origem grega, significava tanto 'conhecimento' quanto 'palavra' (numa época em que a palavra 'palavra' também significava 'conhecimento'), a ideia de 'logo' pode também ter a qualidade de nos remeter para um tempo em que as coisas eram aparentemente mais simples e precisávamos de menos palavras para transmitir um significado mais amplo. Ao mesmo tempo, é importante notar que podemos achar estranho o facto de termos tido, outrora, uma única palavra para ambos os significados. 
Nos desenhos que representam rostos, acrescentam-se variações caligráficas às variações morfológicas presentes em cada face e, consequentemente, criam-se variações composicionais decorrentes da consciência do efeito que cada gesto exerce em relação aos demais e à sua posição no desenho. A frase 'My home is a logo', escrita sobre cada boca, remete não apenas para os rostos retratados, mas também para a forma como são desenhados. Esse modo de representação integra a identidade dessas pessoas que são, simultaneamente, artefactos. Trata-se, naturalmente, de uma história fictícia; uma metáfora para a possibilidade de uma conexão mais estreita entre o eu e o espaço — uma conexão tão imaterial quanto uma casa de palha, especialmente quando o vento sopra e ela não passa de uma memória.
De facto, pode transportar-nos para o momento em que as pessoas começaram a expandir os limites dos seus corpos ao construir lugares para habitar. A canção pretende despertar empatia em quem a ouve. A história narrada pode conduzir-nos a uma figura ancestral — o primeiro homem a construir um lar, o seu próprio lar — e, por fim, um sentimento de nostalgia pode invadir-nos ao colocarmo-nos no seu lugar."
My Home is a Logo, Outubro de 2023, 44 págs, impresso a preto sobre papel craft, 14x19cm. Edição: Paper View Publishing. Leiria

09 outubro 2026

Maniphestus

As páginas de Maniphestus ressoam o ar do tempo, um velho mundo a ser remoído implacavelmente por um admirável mundo novo, as profecias Nostradamus do apocalipse a digladiarem-se com o 'bug' do milénio,  a globalização triunfante e a decadência do humano. As promessas de manhãs que cantam transformadas em pesadelos distópicos.
Apresentam-se imagens geradas por programas informáticos, complementadas com frases ou pequenos textos que podem ser delirantes, filosóficos ou confessionais, com o código binário a intrometer-se ininterruptamente, infectando a composição e os grafismos.  
Apesar das variadas colaborações de autores como Luís Menezes, Gonçalo Bexiga, Nuno Silva, Marcus Brendão, Rui Santos, Sérgio e Paulo Vilela, com a direcção de J. Nestor, a publicação mantém uma surpreendente coerência visual, transmitindo uma tensão inquieta pré-milénio, progredindo em velocidade escaldante rumo ao ano 2000.
Maniphestus #30, Dezembro de 1999, 24 págs, offset a cores, 18x28cm.

08 outubro 2026

Damas que Matam

Damas Que Matam colige um conjunto de desenhos de Eva Nave retratando mulheres em poses libidinosas, mas sempre com uma carga de perigo e de violência latente.
A 2.ª edição de Damas Que Matam apresenta uma capa diferente da edição original, mas o restante conteúdo mantém a mesma carga erótica de travo sado-maso.
O lado oculto do voyeurismo, visões fetichistas de uma feminilidade toldada pela obsessão, as nádegas e os seios generosos, os saltos altos, mulheres exibindo enfáticos objectos que matam ou que fazem sofrer, expostas à erotização do olhar.
Mulheres poderosas e insubmissas, armadas com lingerie e unhas pontiagudas, prontas para estilhaçar os tabus mais empedernidos. 
Damas que Matam, Abril de 2026, 20 págs., impresso a preto sobre papel colorido, 14,9x21cm.

03 outubro 2026

BêDêzine

Por ocasião do 1º Salão de Banda Desenhada de Torres Vedras, foi editado o número único do BêDêzine, com uma excelente capa da autoria de Arlindo Fagundes.
Herdeiro do histórico fanzine torrense Impulso, juntando outros colaboradores como João Sarzedas, outros autores torrienses e alguns participantes no Salão de BD.
Destaque para a publicação de um depoimento manuscrito de José Ruy sobre a condição de autor de banda desenhada em Portugal, acrescido de um desenho original do capitão Batávias, personagem de 'Porto Bomvento'.
As bd publicadas são de jovens autores como Ruca (Rui Cardoso), com a bd 'Ukêbango', Humberto Leonardo com a bd 'Nadar e Afogar?' e na última página, publica-se um trabalho humorístico de José de Sousa Bastos.
Esta publicação pode ser apreciada na íntegra no blogue Sítio dos Fanzines de Geraldes Lino.
BêDêzine #0, Novembro de 1985, 26 págs., fotocópia a preto & branco; capa em cartolina branca, 21x29,7cm. Edição: Cooperativa de Comunicação e Cultura. Torres Vedras.

01 outubro 2026

O Estrupício

O Estrupício #1
Fanzine de pequeno formato da autoria de Amadeu Escórcio. Neste primeiro número, somos apresentados aos diversos interlocutores que assumem um determinado tipo característico da sociedade portuguesa.
Temos o tipo que é do contra, o marialva defensor das touradas, o racista não assumido, o irascível ao volante, o moralista que tudo critica, mas que se gaba de não pagar impostos, o velhote que acha que no seu tempo é que era bom. Enfim, o tuga no seu verdadeiro esplendor!!
O Estrupício #1, Outubro de 2023, 12 págs., fotocópia a preto & branco; capa em papel colorido, 15x10,5cm.

O Estrupício #2
No segundo número de O Estrupício, regressam as tiras triplas de Amadeu Escórcio. Reincidem os seus personagens típicos da sociedade portuguesa. O esquerdista do contra, o macho misógino, o bom cidadão que afinal só quer mesmo que o seu clube de futebol ganhe, o somítico oportunista, o crítico da política e do governo, mas que não passa recibo dos serviços que presta.
Amadeu Escórcio retrata com fino humor as características intrínsecas da matriz do português comum, onde debaixo de uma superficial civilidade, acaba sempre por sobressair o espírito mais soez.
O Estrupício #2, Dezembro de 2023, 12 págs., fotocópia a preto & branco; capa em papel colorido, 15x10,5cm.

O Estrupício #3
O Estrupício deixa de ser uma pequena brochura agrafada e passa a ser uma folha amarela de tamanho A4 dobrada em quatro partes. Mantém-se os habituais personagens característicos da sociedade lusitana. Amadeu Escórcio desenha uma série de 'apanhados' do quotidiano, seja nos transportes públicos, no café ou em simples convívio, com as pessoas a pronunciarem algumas tiradas que tão bem nos definem.
O Estrupício #3, Fevereiro de 2024, 8 págs., fotocópia a preto em papel colorido, 15x10,5cm.

O Estrupício #4
O quarto Estrupício apresenta-se novamente numa folha A4 dobrada em quatro partes. Reincidem as habituais tiras triplas de Amadeu Escórcio, reproduzindo os paradoxos da adolescência, as gabarolices, algumas alarvidades, os dichotes  racistas e misóginos, tudo num registo em modo português suave.
O Estrupício #4, Abril de 2024, 8 págs., fotocópia a preto em papel colorido, 15x10,5cm.

O Estrupício #5
O Estrupício volta a mudar de formato: - mantem-se numa folha A4 amarela, mas agora apresenta-se na vertical, dobrado em três parte. O que se mantem inalterado, é o olhar atento de Amadeu Escórcio às contradições tradicionais do povo português. Reclama-se um pouco, critica-se toda a gente, mas poucos se chegam à frente para fazer alguma coisa, seja uma greve, ou para apresentar uma candidatura. Assim, é muito difícil esperar que alguma coisa mude para melhor.
O Estrupício #5, 2025, 6 págs., fotocópia a preto em papel colorido, 15x10,5cm.

30 setembro 2026

Tão Longe, Tão Perto

Tão Longe, Tão Perto #6
E entretanto, já passaram trinta anos! Tão Longe, Tão Perto consistia numa folha A3 dobrada em quatro, formando um desdobrável com conteúdo muito diverso.
Poesia oferecida para fruir ao crepúsculo, notícias e eventos realizados na região do Algarve, divulgação de edições discográficas e livros, passatempos e textos criativos, apontamentos quotidianos.
Memórias de um tempo que corria lento e a informação rareava, tão longe da velocidade vertiginosa e da sensação de impermanência dos dias de hoje. 
Tão Longe, Tão Perto #6, Primavera de 1995, 8 págs., impressão a preto sobre papel craft, 14,9x21cm., Faro.

Tão Longe, Tão Perto #7
Grande foco de atenção ao que se passa no Algarve, designadamente através do artigo 'Repensar a Cidade' onde se procura fazer sobressair a preponderância dos elementos endógenos no processo de revitalização do centro da cidade de Olhão. O texto realça que mais importante do que a delapidação dos elementos arquitectónicos, é mais dramática a destruição de todo o ecossistema social e cultural presente nas ruas mais tradicionais do centro histórico de Olhão.
Nas páginas centrais são publicados breves poemas de Fernando Cabrita, António José Ventura, Manuel Neto dos Santos e de João de Deus.
Nota ainda para o apoio à cena musical local com a divulgação da nova maqueta dos Imune, uma banda rock pesado formada em Faro.
Tão Longe, Tão Perto #7, Outubro de 1996, 8 págs., impressão a preto sobre papel azul, 14,9x21cm., Faro.

29 setembro 2026

M.A.L.

M.A.L. #0
A série de banda desenhada M.A.L. (Maldito Aquele Lugar) nasceu em 2019, tendo sido publicada diariamente online entre Julho e Setembro de 2019. Em Agosto, foi publicado o VOLUME 0, com capa em díptico a cores e com uma selecção das melhores páginas publicadas até então.
Cada página encerra uma história em tons negros, muitas caveiras e esqueletos, tumbas, aves corvos negros, labirintos, ruinas e até o próprio Diabo. 
Nos anos seguintes, Rodolfo Mariano continuou a publicar esta série e deu à estampa mais dois volumes.
M.A.L. - Volume #0, Agosto de 2019, 28 págs, impressão digital a preto & branco; capa a cores, 14,9x21cm. Tiragem: 50 exemplares. Coimbra.

M.A.L. #00
Neste segundo volume, Rodolfo Mariano selecciona 22 pranchas da sua criação diária e respectiva publicação online. Esta série foi apresentada como "um lugar no Necroverso onde o Tempo parece não avançar nem recuar. Entre a ascensão e a queda do Sarcoliberalismo Galáctico, a vida vivida aos soluços em retrospectiva parecia não ter sido assim tão má. Não fora essa mesma vida tão desesperantemente longa e desencantada pelos efeitos soporíferos de um feitiço despótico ritualizado em segredo pelos Necroeconomantes da Maldade Eterna ao longo de incontáveis eras. Maldito Aquele Lugar situa-se nas entrelinhas das BDs passadas na Terra Intermédia, território diegético entre os paraversos Cemitéria e Vomitória."
M.A.L. - Volume #00, Verão de 2020, 32 págs, impressão digital a preto & branco; capa a cores, 14,9x21cm. Coimbra.

M.A.L. #000
Último tomo da série M.A.L., iniciada em 2019, com cerca de 100 episódios diários de banda desenhada. Este terceiro volume compila uma nova selecção de 22 dos melhores episódios produzidos por Rodolfo Mariano.
Segundo o autor, "as bandas desenhadas são protagonizadas por personagens diferentes, algumas nascidas durante esta série. Os temas oscilam entre a autobiografia mito-poética, a sátira sci-fi e a comédia fantástica, com fortes inspirações na literatura, no cinema, na música erudita, no blues rock e no heavy metal."
M.A.L. - Volume #000, Abril de 2021, 32 págs, impressão digital a preto & branco; capa a cores, 14,9x21cm. Coimbra.

27 setembro 2026

Jeremias - O Fora-da-Lei

A conhecida canção de Jorge Palma é ilustrada por JAS (João Sequeira). Jeremias, é um convicto fora-da-lei, sem qualquer tipo de condescendência para paternalismos da sociedade - está convictamente do lado errado e à margem das normas.
Na tradição do Zé do Telhado, mas partilhando igualmente o universo ficcional do Anarquista Duval dos Mão Morta e de Guy Fawkes, também Jeremias sente uma paixão profunda pela dinamite que explode com as paredes dos edifícios públicos.
Jeremias aprecia o estilo do guarda-roupa e dos mitos dos fora-da-lei, de fazer tremer os respeitáveis e apresenta-se sempre destemido perante o perigo. 
Jeremias - O Fora-da-Lei, Agosto de 2003, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 10,5x15cm.

26 setembro 2026

Olho do Cu

Olho do Cu #3

Poucos fanzines terão dedicado tanta atenção ao fenómeno televisivo como este Olho do Cu. As tiras de 'Cliff & Pilatos', bem como as de 'Henriqueta & Joaquim', ambas da autoria de Vitor Mendes, situam-se sempre num sofá estacionado em frente à televisão, com os protagonistas a discorrerem sobre a programação e sobre os efeitos aditivos da exposição à TV.
A bd 'Underground Bar' de Luís Alves e Vitor Mendes também tem uma televisão que absorve completamente a atenção do empregado.
Há ainda espaço para outras tiras humorísticas non sense e ilustrações.
O Olho do Cu foi tendo sucessivas pequenas tiragens ao longo do tempo - este exemplar corresponde à 8.ª tiragem realizada em Julho de 2000.

Olho do Cu #3, Abril de 1997, 12 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. S. Miguel do Rio Torto.

Olho do Cu #4
Este número assinala os dois anos de criação das tiras de Pilatos e além das habituais tiras de 'Cliff & Pilatos' em frente ao televisor, temos como extra a desbunda do cowboy Pilas, The Kid em 'O Duro Oeste' com uma história inenarrável e um desenho ainda pior, mas o que conta verdadeiramente é a intenção!
Para finalizar, mais umas tiras de  'Henriqueta & Joaquim' a conversarem sentados no sofá, com a TV a intrometer-se entre eles.
O Olho do Cu foi tendo sucessivas pequenas tiragens ao longo do tempo - este exemplar corresponde à 6.ª tiragem realizada em Julho de 2000 (10 exemplares).
Olho do Cu #4, Abril de 1997, 12 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. S. Miguel do Rio Torto.

Olho do Cu #5
Fanzine editado por Vitor Mendes lançado por volta do Natal de 1997. A primeira banda desenhada "Cliff & Pilatos" apresenta um diálogo sobre programação e violência televisiva.
No mesmo registo da bd anterior "Henriqueta & Joaquim" também estão sentados no sofá a olhar para a tv e a discutir os seus malefícios no relacionamento das pessoas, mas acabam por sucumbir à atracção do pequeno ecrã.
A bd mais extensa é "Pôncio em...Um Dia nas Corridas (McLaren F1)" onde um piloto de F1 é interceptado pela polícia numa operação Stop e depois numa sucessão de arbitrariedades da autoridade é multado e impedido de conduzir.
Ao longo do fanzine surgem diversos anúncios a pequenas editoras internacionais e a discos de metal.
Olho do Cu #5, Dezembro de 1997, 12 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. S. Miguel do Rio Torto.

Olho do Cu #7
O Olho do Cu, a comemorar um ano de existência, apresenta um conjunto de tiras humorísticas mais certeiras do que nunca. No seu traço simples, Vitor Mendes publica novos capítulos de "Cliff & Pilatos" e também de "Henriqueta & Joaquim". Os protagonistas destas histórias do quotidiano, têm em comum uma forte fixação e dependência da televisão, partilhando um sofá onde assistem aos programas televisivos.
Num registo idêntico, Vitor Figueiredo publica algumas pranchas com o Chico Finex e também Spider & Aranha.
O autor homenageado neste número é Mort Walker, o criador do Recruta Zero, Sargento Tainha e restante companhia.
Pelo meio, surgem alguns anúncios e publicidade a eventos e edições de diversas áreas do metal.
Olho do Cu #7, Fevereiro de 1998, 12 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. S. Miguel do Rio Torto.

Olho do Cu #9
O fanzine Olho do Cu continua a apresentar as suas bandas desenhadas simples e esquemáticas, salpicadas com um sentido de humor escatológico e alguma crítica social.   
A primeira banda desenhada "Cliff & Pilatos" de Vitor Mendes, apresenta um diálogo entre uma personagem sentada e o seu animal de estimação sobre os malefícios para a vista provocados pela televisão. Segue-se "Rosa, A Esperteza de..." da autoria de Joaquim Coelho, compondo uma sequência de desadaptação em a ferramenta e o uso que é necessário fazer dela.
"Henriqueta & Joaquim", de Vitor Mendes, conta também com um casal sentado no sofá em frente à tv,  mantendo uma conversa sem sentido, enquanto assistem a um programa intitulado "Os Malucos do Griso", protagonizado pelo saudoso Guilherma Zeite.
As páginas centrais são ocupadas com a bd "Então Pessoal..." da dupla Geral et Derradé, sobre a felicidade e sucesso obtido pelos editores de fanzines.
Depois Vitor Figueiredo (Mex) apresenta um diálogo meio ganzado, em cima de uma cena pretensamente sadomasoquista. Na página ao lado, um desenho de Vitor Mendes com Maomé e a montanha.
José Nogueira apresenta uma composição erótica de corpos desnudos. A finalizar, uma sanita a discorrer sobre os múltiplos cús que viu sentar.
Olho do Cu #9, Janeiro de 1999, 16 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. S. Miguel do Rio Torto.

Olho do Cu #11
No derradeiro número do fanzine Olho do Cu, Vitor Mendes publica diversas páginas com as tiradas humorísticas das duplas "Cliff & Pilatos" e "Henriqueta & Joaquim".
Sentados no sofá em frente à televisão, vão comentando os programas ou conversando sobre os problemas do dia-a-dia.
Apesar de ser utilizado um dispositivo gráfico e narrativo muito simples e com poucas variações, alterando apenas os diálogos, os resultados são bastante conseguidos.
Olho do Cu #11, Fevereiro de 2002, 24 págs, fotocópia a preto (edição especial em papel vermelho - Dezembro de 2017), 14,9x21cm. Tiragem: 10 exemplares. S. Miguel do Rio Torto.

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