03 outubro 2026

BêDêzine

Por ocasião do 2º Salão de Banda Desenhada de Torres Vedras, foi editado o número único do BêDêzine, com uma excelente capa da autoria de Arlindo Fagundes.
Herdeiro do histórico fanzine torrense Impulso, juntando outros colaboradores como João Sarzedas, outros autores torrienses e alguns participantes no Salão de BD.
Destaque para a publicação de um depoimento manuscrito de José Ruy sobre a condição de autor de banda desenhada em Portugal, acrescido de um desenho original do capitão Batávias, personagem de 'Porto Bomvento'.
As bd publicadas são de jovens autores como Ruca (Rui Cardoso), com a bd 'Ukêbango', Humberto Leonardo com a bd 'Nadar e Afogar?' e na última página, publica-se um trabalho humorístico de José de Sousa Bastos.
Esta publicação pode ser apreciada na íntegra no blogue Sítio dos Fanzines de Geraldes Lino.
BêDêzine #0, Novembro de 1985, 26 págs., fotocópia a preto & branco; capa em cartolina branca, 21x29,7cm. Edição: Cooperativa de Comunicação e Cultura. Torres Vedras.

01 outubro 2026

O Estrupício

O Estrupício #1
Fanzine de pequeno formato da autoria de Amadeu Escórcio. Neste primeiro número, somos apresentados aos diversos interlocutores que assumem um determinado tipo característico da sociedade portuguesa.
Temos o tipo que é do contra, o marialva defensor das touradas, o racista não assumido, o irascível ao volante, o moralista que tudo critica, mas que se gaba de não pagar impostos, o velhote que acha que no seu tempo é que era bom. Enfim, o tuga no seu verdadeiro esplendor!!
O Estrupício #1, Outubro de 2023, 12 págs., fotocópia a preto & branco; capa em papel colorido, 15x10,5cm.

O Estrupício #2
No segundo número de O Estrupício, regressam as tiras triplas de Amadeu Escórcio. Reincidem os seus personagens típicos da sociedade portuguesa. O esquerdista do contra, o macho misógino, o bom cidadão que afinal só quer mesmo que o seu clube de futebol ganhe, o somítico oportunista, o crítico da política e do governo, mas que não passa recibo dos serviços que presta.
Amadeu Escórcio retrata com fino humor as características intrínsecas da matriz do português comum, onde debaixo de uma superficial civilidade, acaba sempre por sobressair o espírito mais soez.
O Estrupício #2, Dezembro de 2023, 12 págs., fotocópia a preto & branco; capa em papel colorido, 15x10,5cm.

O Estrupício #3
O Estrupício deixa de ser uma pequena brochura agrafada e passa a ser uma folha amarela de tamanho A4 dobrada em quatro partes. Mantém-se os habituais personagens característicos da sociedade lusitana. Amadeu Escórcio desenha uma série de 'apanhados' do quotidiano, seja nos transportes públicos, no café ou em simples convívio, com as pessoas a pronunciarem algumas tiradas que tão bem nos definem.
O Estrupício #3, Fevereiro de 2024, 8 págs., fotocópia a preto em papel colorido, 15x10,5cm.

O Estrupício #4
O quarto Estrupício apresenta-se novamente numa folha A4 dobrada em quatro partes. Reincidem as habituais tiras triplas de Amadeu Escórcio, reproduzindo os paradoxos da adolescência, as gabarolices, algumas alarvidades, os dichotes  racistas e misóginos, tudo num registo em modo português suave.
O Estrupício #4, Abril de 2024, 8 págs., fotocópia a preto em papel colorido, 15x10,5cm.

O Estrupício #5
O Estrupício volta a mudar de formato: - mantem-se numa folha A4 amarela, mas agora apresenta-se na vertical, dobrado em três parte. O que se mantem inalterado, é o olhar atento de Amadeu Escórcio às contradições tradicionais do povo português. Reclama-se um pouco, critica-se toda a gente, mas poucos se chegam à frente para fazer alguma coisa, seja uma greve, ou para apresentar uma candidatura. Assim, é muito difícil esperar que alguma coisa mude para melhor.
O Estrupício #5, 2025, 6 págs., fotocópia a preto em papel colorido, 15x10,5cm.

30 setembro 2026

Tão Longe, Tão Perto

Tão Longe, Tão Perto #6
E entretanto, já passaram trinta anos! Tão Longe, Tão Perto consistia numa folha A3 dobrada em quatro, formando um desdobrável com conteúdo muito diverso.
Poesia oferecida para fruir ao crepúsculo, notícias e eventos realizados na região do Algarve, divulgação de edições discográficas e livros, passatempos e textos criativos, apontamentos quotidianos.
Memórias de um tempo que corria lento e a informação rareava, tão longe da velocidade vertiginosa e da sensação de impermanência dos dias de hoje. 
Tão Longe, Tão Perto #6, Primavera de 1995, 8 págs., impressão a preto sobre papel craft, 14,9x21cm., Faro.

Tão Longe, Tão Perto #7
Grande foco de atenção ao que se passa no Algarve, designadamente através do artigo 'Repensar a Cidade' onde se procura fazer sobressair a preponderância dos elementos endógenos no processo de revitalização do centro da cidade de Olhão. O texto realça que mais importante do que a delapidação dos elementos arquitectónicos, é mais dramática a destruição de todo o ecossistema social e cultural presente nas ruas mais tradicionais do centro histórico de Olhão.
Nas páginas centrais são publicados breves poemas de Fernando Cabrita, António José Ventura, Manuel Neto dos Santos e de João de Deus.
Nota ainda para o apoio à cena musical local com a divulgação da nova maqueta dos Imune, uma banda rock pesado formada em Faro.
Tão Longe, Tão Perto #7, Outubro de 1996, 8 págs., impressão a preto sobre papel azul, 14,9x21cm., Faro.

29 setembro 2026

M.A.L.

M.A.L. #0
A série de banda desenhada M.A.L. (Maldito Aquele Lugar) nasceu em 2019, tendo sido publicada diariamente online entre Julho e Setembro de 2019. Em Agosto, foi publicado o VOLUME 0, com capa em díptico a cores e com uma selecção das melhores páginas publicadas até então.
Cada página encerra uma história em tons negros, muitas caveiras e esqueletos, tumbas, aves corvos negros, labirintos, ruinas e até o próprio Diabo. 
Nos anos seguintes, Rodolfo Mariano continuou a publicar esta série e deu à estampa mais dois volumes.
M.A.L. - Volume #0, Agosto de 2019, 28 págs, impressão digital a preto & branco; capa a cores, 14,9x21cm. Tiragem: 50 exemplares. Coimbra.

M.A.L. #00
Neste segundo volume, Rodolfo Mariano selecciona 22 pranchas da sua criação diária e respectiva publicação online. Esta série foi apresentada como "um lugar no Necroverso onde o Tempo parece não avançar nem recuar. Entre a ascensão e a queda do Sarcoliberalismo Galáctico, a vida vivida aos soluços em retrospectiva parecia não ter sido assim tão má. Não fora essa mesma vida tão desesperantemente longa e desencantada pelos efeitos soporíferos de um feitiço despótico ritualizado em segredo pelos Necroeconomantes da Maldade Eterna ao longo de incontáveis eras. Maldito Aquele Lugar situa-se nas entrelinhas das BDs passadas na Terra Intermédia, território diegético entre os paraversos Cemitéria e Vomitória."
M.A.L. - Volume #00, Verão de 2020, 32 págs, impressão digital a preto & branco; capa a cores, 14,9x21cm. Coimbra.

M.A.L. #000
Último tomo da série M.A.L., iniciada em 2019, com cerca de 100 episódios diários de banda desenhada. Este terceiro volume compila uma nova selecção de 22 dos melhores episódios produzidos por Rodolfo Mariano.
Segundo o autor, "as bandas desenhadas são protagonizadas por personagens diferentes, algumas nascidas durante esta série. Os temas oscilam entre a autobiografia mito-poética, a sátira sci-fi e a comédia fantástica, com fortes inspirações na literatura, no cinema, na música erudita, no blues rock e no heavy metal."
M.A.L. - Volume #000, Abril de 2021, 32 págs, impressão digital a preto & branco; capa a cores, 14,9x21cm. Coimbra.

27 setembro 2026

Jeremias - O Fora-da-Lei

A conhecida canção de Jorge Palma é ilustrada por JAS (João Sequeira). Jeremias, é um convicto fora-da-lei, sem qualquer tipo de condescendência para paternalismos da sociedade - está convictamente do lado errado e à margem das normas.
Na tradição do Zé do Telhado, mas partilhando igualmente o universo ficcional do Anarquista Duval dos Mão Morta e de Guy Fawkes, também Jeremias sente uma paixão profunda pela dinamite que explode com as paredes dos edifícios públicos.
Jeremias aprecia o estilo do guarda-roupa e dos mitos dos fora-da-lei, de fazer tremer os respeitáveis e apresenta-se sempre destemido perante o perigo. 
Jeremias - O Fora-da-Lei, Agosto de 2003, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 10,5x15cm.

26 setembro 2026

Olho do Cu

Olho do Cu #3

Poucos fanzines terão dedicado tanta atenção ao fenómeno televisivo como este Olho do Cu. As tiras de 'Cliff & Pilatos', bem como as de 'Henriqueta & Joaquim', ambas da autoria de Vitor Mendes, situam-se sempre num sofá estacionado em frente à televisão, com os protagonistas a discorrerem sobre a programação e sobre os efeitos aditivos da exposição à TV.
A bd 'Underground Bar' de Luís Alves e Vitor Mendes também tem uma televisão que absorve completamente a atenção do empregado.
Há ainda espaço para outras tiras humorísticas non sense e ilustrações.
O Olho do Cu foi tendo sucessivas pequenas tiragens ao longo do tempo - este exemplar corresponde à 8.ª tiragem realizada em Julho de 2000.

Olho do Cu #3, Abril de 1997, 12 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. S. Miguel do Rio Torto.

Olho do Cu #4
Este número assinala os dois anos de criação das tiras de Pilatos e além das habituais tiras de 'Cliff & Pilatos' em frente ao televisor, temos como extra a desbunda do cowboy Pilas, The Kid em 'O Duro Oeste' com uma história inenarrável e um desenho ainda pior, mas o que conta verdadeiramente é a intenção!
Para finalizar, mais umas tiras de  'Henriqueta & Joaquim' a conversarem sentados no sofá, com a TV a intrometer-se entre eles.
O Olho do Cu foi tendo sucessivas pequenas tiragens ao longo do tempo - este exemplar corresponde à 6.ª tiragem realizada em Julho de 2000 (10 exemplares).
Olho do Cu #4, Abril de 1997, 12 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. S. Miguel do Rio Torto.

Olho do Cu #5
Fanzine editado por Vitor Mendes lançado por volta do Natal de 1997. A primeira banda desenhada "Cliff & Pilatos" apresenta um diálogo sobre programação e violência televisiva.
No mesmo registo da bd anterior "Henriqueta & Joaquim" também estão sentados no sofá a olhar para a tv e a discutir os seus malefícios no relacionamento das pessoas, mas acabam por sucumbir à atracção do pequeno ecrã.
A bd mais extensa é "Pôncio em...Um Dia nas Corridas (McLaren F1)" onde um piloto de F1 é interceptado pela polícia numa operação Stop e depois numa sucessão de arbitrariedades da autoridade é multado e impedido de conduzir.
Ao longo do fanzine surgem diversos anúncios a pequenas editoras internacionais e a discos de metal.
Olho do Cu #5, Dezembro de 1997, 12 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. S. Miguel do Rio Torto.

Olho do Cu #7
O Olho do Cu, a comemorar um ano de existência, apresenta um conjunto de tiras humorísticas mais certeiras do que nunca. No seu traço simples, Vitor Mendes publica novos capítulos de "Cliff & Pilatos" e também de "Henriqueta & Joaquim". Os protagonistas destas histórias do quotidiano, têm em comum uma forte fixação e dependência da televisão, partilhando um sofá onde assistem aos programas televisivos.
Num registo idêntico, Vitor Figueiredo publica algumas pranchas com o Chico Finex e também Spider & Aranha.
O autor homenageado neste número é Mort Walker, o criador do Recruta Zero, Sargento Tainha e restante companhia.
Pelo meio, surgem alguns anúncios e publicidade a eventos e edições de diversas áreas do metal.
Olho do Cu #7, Fevereiro de 1998, 12 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. S. Miguel do Rio Torto.

Olho do Cu #9
O fanzine Olho do Cu continua a apresentar as suas bandas desenhadas simples e esquemáticas, salpicadas com um sentido de humor escatológico e alguma crítica social.   
A primeira banda desenhada "Cliff & Pilatos" de Vitor Mendes, apresenta um diálogo entre uma personagem sentada e o seu animal de estimação sobre os malefícios para a vista provocados pela televisão. Segue-se "Rosa, A Esperteza de..." da autoria de Joaquim Coelho, compondo uma sequência de desadaptação em a ferramenta e o uso que é necessário fazer dela.
"Henriqueta & Joaquim", de Vitor Mendes, conta também com um casal sentado no sofá em frente à tv,  mantendo uma conversa sem sentido, enquanto assistem a um programa intitulado "Os Malucos do Griso", protagonizado pelo saudoso Guilherma Zeite.
As páginas centrais são ocupadas com a bd "Então Pessoal..." da dupla Geral et Derradé, sobre a felicidade e sucesso obtido pelos editores de fanzines.
Depois Vitor Figueiredo (Mex) apresenta um diálogo meio ganzado, em cima de uma cena pretensamente sadomasoquista. Na página ao lado, um desenho de Vitor Mendes com Maomé e a montanha.
José Nogueira apresenta uma composição erótica de corpos desnudos. A finalizar, uma sanita a discorrer sobre os múltiplos cús que viu sentar.
Olho do Cu #9, Janeiro de 1999, 16 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. S. Miguel do Rio Torto.

Olho do Cu #11
No derradeiro número do fanzine Olho do Cu, Vitor Mendes publica diversas páginas com as tiradas humorísticas das duplas "Cliff & Pilatos" e "Henriqueta & Joaquim".
Sentados no sofá em frente à televisão, vão comentando os programas ou conversando sobre os problemas do dia-a-dia.
Apesar de ser utilizado um dispositivo gráfico e narrativo muito simples e com poucas variações, alterando apenas os diálogos, os resultados são bastante conseguidos.
Olho do Cu #11, Fevereiro de 2002, 24 págs, fotocópia a preto (edição especial em papel vermelho - Dezembro de 2017), 14,9x21cm. Tiragem: 10 exemplares. S. Miguel do Rio Torto.

24 setembro 2026

Manual da Experiência Humana

João Kendall propõe-se editar um fanzine por mês. Este é o quarto número, porque se conta desde Dezembro de 2025. O título é adquirido num dos poemas incluídos nesta publicação.
O autor apresenta assim este fanzine: "O título é bastante irónico, não se preocupem nem enganem. Se procuram soluções, este será o lugar errado, que trago mais perguntas que respostas. Mas é assim que é bom!
6 poemas em 16 páginas mal contadas, sobre isto de existir com seres humanos e ser humano também.
A mão da capa é roubada do Theotokos Iverskaya, mas creio que a Santa Mãe me perdoará a transgressão. O coração é roubado da net, e é adição minha.
É feita com amor e carinho, e estará disponível daqui a um pedaço nos sítios do costume: em versão digital no itch, e em versão física comigo."
Manual da Experiência Humana, Março de 2026, 16 págs, fotocópia a preto & branco, 10,5x15cm. Porto.

22 setembro 2026

Dossier Top Secret

Dossier Top Secret #30
Nas primeiras páginas escreve-se sobre a práctica do desenho e sobre a nova edição do boletim Clubedelho. Logo depois, é apresentada a bd 'Ave de Guerra' de Teo, acompanhando o voo de uma estranha ave que pode representar o último voo de um kamikaze.
A outra banda desenhada publicada neste número é a continuação de 'Krum' da autoria de Victor Borges e R. Alves, uma história de cariz medieval.
Dossier Top Secret #30, Outubro de 1989, 14 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Almada.

Dossier Top Secret #31
A parte inicial é bastante inusitada, dando à estampa um texto auto-apologético do Clubedelho e logo a seguir, dois extractos de notícias a referirem a criação do Clube Português de Banda Desenhada, repescadas em revistas publicadas 10 anos antes.
Depois vem o melhor: - a 1.ª parte de 'Seattle' uma belíssima elegia aos índios americanos, na iminência de serem obrigados a 'venderem' as suas terras aos colonos brancos. Diniz Conefrey compõe num traço insinuante uma espécie de oração americana.
Segue-se novo tomo de 'Krum' de Victor Borges e R. Alves, desvendando-se a origem da maldição que persegue os personagens.
A última página é dedicada à divulgação de novos fanzines, com destaque para o oitavo número de Banda e o debutante Co'mídia.
Dossier Top Secret #31, Novembro de 1989, 16 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Almada.

Dossier Top Secret #34
O destaque deste número do Dossier Top Secret é a conexão espanhola, materializada na publicação da bd "Mas Vale Tarde..." com texto de J. Machota e desenho de M. Andreia, sobre um grupo de soldados entrincheirados, que tiram à sorte qual deles vai sair do buraco para "calar" uma metralhadora.
Também há notícias sobre novas edições do fanzine valenciano "ComicGuia - Caderno de la Historieta" e do fanzine brasileiro "LSD - Luz, Sombra & Dimensão".
A fechar uma banda desenhada curta "Companhia BC" da responsabilidade do editor Victor Borges.
Dossier Top Secret #34, Fevereiro de 1990, 16 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel colorido, 14,9x21cm. Almada. 

Dossier Top Secret #46
O Dossier Top Secret é uma publicação mensal de divulgação jovem / BD, com direcção de Victor Borges. Neste número, publica duas bandas desenhadas e alguns desenhos do portfólio de Pedro Dias. A primeira bd, intitulada "O Ás de Ouros" com texto de Carlos Neto e desenho de Pedro Dias, começa com um galo a cantar fora de horas, seguida de uma tentativa de assassinato que dá para o torto e uma sessão de tortura para obter informações.
A segunda bd, "Máscaras ao Luar - Conto de Carnaval" da autoria de Vítor Andrade, foi originalmente publicada no fanzine Ritmo. Enquanto percorrem as ruas da cidade, uma personagem mascarada vai divagando filosoficamente sobre a vida, sobre a amizade e o amor, enquanto um pierrot escuta pensativamente, permanecendo solitário no cais enquanto a outra personagem se afasta numa barca em direcção ao horizonte longínquo.
Dossier Top Secret #46, Fevereiro de 1991, 16 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel colorido, 14,9x21cm. Almada.

Dossier Top Secret #51
Número dedicado a José Carlos Fernandes, apresentando uma entrevista ao autor, ainda a dar os primeiros passos na banda desenhada. "Singin' In The Rain (As the Ozone Layer Grows Thinner)" é a história publicada, em jeito de catástrofe ambiental e efeitos psiquiátricos ainda por apurar.
Dossier Top Secret #51, Maio de 1992, 16 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel reciclado, 14,9x21cm. Tiragem: 250 exemplares. Edição: J. Machado-Dias / Pedra Pomes. Almada.

20 setembro 2026

Expectativas

Mini-zine que utilizando uma folha A4 com um corte central, que depois de dobrada de forma engenhosa, forma uma sequência de oito páginas. Tudo começou com algumas notas no telemóvel da autora, que foram evoluindo e em Junho de 2024 transformaram-se numa exposição realizada em Leiria. No mês seguinte, foi apresentado como fanzine no concurso Rock n'Cave em Paredes de Coura.
As Expectativas de Claudia Pena são um emaranhado interior que a autora descreve como "as dúvidas sobre quem somos quando nos olhamos ao espelho. Aquilo que por vezes os outros colocam em nós e nos prende. Aquela voz que está sempre a chatear e não nos deixa avançar. Aquilo que por vezes nos deixa ansiosos e não nos deixa dormir.
Não são como as borboletas no estômago, são como um novelo de lã, onde nos perdemos e por vezes tentamos encontrar."
Expectativas, Dezembro de 2024, 8 págs, fotocópia a cores, 7,5x10,5cm (aberto 29,7x21cm).

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