06 maio 2026

O Mouco

Meio Mouco # 4 e 1/2
O primeiro artigo intitulado 'O Inverno Não Podia Ter Sido Mais Frio' parte à descoberta das novas bandas canadianas. Impulsionados pela descoberta dos GYBE!, exploram as sonoridades de outras bandas como Do Make Say Think, Exhaust, A Silver Mt. Zion e 1 Speed Bike.
Depois, algo completamente diferente: - a noticia do regresso de Battlestar Galáctica! 
Continuando a surpreender, um texto que mistura dores de cabeça, medicamento Panadol e o primeiro disco dos suecos Eskobar.
As páginas seguintes são preenchidas com textos sobre os Karate, o concerto de PJ Harvey no Rivoli, o disco de estreia dos Clinic e o concerto de Los Planetas
De rompante, 'Jimmy, The Little Bastard', irrompe alucinado numa bd assinada por Pedro Carvalho.
Notas sobre concertos de Shannon Wright e Calexico, sobre a banda Cop Shoot Cop e sobre os The (International) Noise Conspiracy.
O Meio Mouco servia como cartão de apresentação das bandas integrantes do CD que acompanhava esta edição.
Meio Mouco #4 e 1/2, Maio de 2001, 32 págs, impresso a preto & branco; capa em azul, 12x12cm. Porto.

O Mouco Bob
No editorial refere-se que esta edição do Mouco deveria ter saído um ano antes, mas apesar desse atraso, não se nota que o conteúdo esteja minimamente desactualizado. A abrir, comenta-se a programação e as bandas incluídas no cartaz do Festival do Porto, e divulga-se o trabalho dos norte-americanos Elk City, na sequência do lançamento do seu segundo disco.
Referência também para os The New Year e para o seu disco "Newness Ends". Recupera-se o surpreendente trabalho de Spike Jones nos anos 40/50 e a sua influência em muita produção musical posterior.
Segue-se uma banda desenhada cruzando ovni's e castigos divinos desenhada por Tiago Lourenço e escrita por João Lourenço.
Na senda da invasão musical nórdica, são destacados os suecos Logh, logo seguido por um pequeno artigo assinalando o vigésimo aniversário da editora Dischord.
Referência também para o concerto dos Karate no bar portuense O Meu Mercedes é Maior Que o Teu.
De seguida, um exercício de futurologia sobre prováveis bandas em destaque naquele ano, nomeando The Raveonettes, Yeah Yeah Yeah's e The Kills, todas tendo em comum elementos do sexo feminino.
Para finalizar, aproveitam para relembrar os britânicos World Domination Entreprises e o seu disco "Let's Play Domination".
Como já vinha sendo habitual nas anteriores edições do Mouco, há um CD extra contendo uma compilação de 12 temas de bandas alternativas como os Hella, Picastro, Volta do Mar, Je Suis France, Murder By Death, The Microphones, Tha Allstar Project, Everybody Uh Oh, Young People, The Advantage e Red Shirt Brigade.
Mouco foi um dos melhores fanzines surgidos em Portugal na mudança de milénio, tendo direito a um lugar cativo na Fanzineteca Ideal.
O Mouco Bob, Junho de 2003, 20 págs, impresso a uma cor, 14x18cm. Porto.

05 maio 2026

Lusitânia

Lusitânia #13
O tema em destaque neste número de Lusitânia é 'Os Filhos do Rock' e são entrevistados diversos músicos que são filhos de outros músicos - uns mais conhecidos; outros mais anónimos. Na capa surge António Corte-Real, filho de António Manuel Ribeiro dos UHF.
As bandas e artistas Decayed, Dúbia, Rui Gaio, Ser, The Voynich Code e Mauro Ramos, são entrevistados na sequência do lançamento de novos registos discográficos.
Há também textos como "Exórdios" sobre os filhos e os bastardos do rock. A rubrica "Perdidos no Sótão" repesca um conjunto de discos clássicos do metal nacional.
As últimas páginas são dedicadas a notícias sobre os lançamentos do mês e à publicação da agenda de concertos e eventos musicais.
Lusitânia #13, Setembro de 2021, 48 págs, impresso a cores em papel couché 135g., 14,9x21cm. Tiragem: 99 exemplares. Edição: Ethereal Sound Works. Lisboa.

Lusitânia #16
O tema desta edição é 'Fora da Banda' projectando alguma luz para todos aqueles que gravitam à volta das bandas, de forma remunerada ou voluntária, e que contribuem decisivamente para as bandas serem aquilo que conhecemos. Tânia Fidalgo apresenta um pequeno ensaio fotográfico sobre o tema de capa.
As bandas em destaque com entrevistas e novos discos são: Cobra ao Pescoço, Cold and Deceased, Ionezed, Murro, Never End, The New Geometry e OZ.
Os 'Exórdios' debruçam-se sobre os ecossistemas musicais incidindo nas áreas do rock e do metal. Na rúbrica 'Perdidos no Sotão' faz-se uma digressão sobre os discos editados na década de 80 no contexto do boom do rock português.
Com o título 'Tudo Isto é Fixe, Tudo Isto é Rock' ensaia-se uma divagação escrita sobre a potencial criação de um circuito alternativo nacional de concertos.
Para terminar, é apresentado o roteiro mensal dos concertos e novos lançamentos discográficos.
Lusitânia #16, Dezembro de 2021, 48 págs, impresso a cores em papel couché 135g., 14,9x21cm. Tiragem: 99 exemplares. Edição: Ethereal Sound Works. Lisboa.

04 maio 2026

Salao Coboi

Publicação criada por Salao Coboi (José Cardoso) contendo 24 figuras totémicas desenhadas minuciosamente a preto e branco. Segundo o autor são 24 possibilidades de nos salvar ou proteger das forças do mal. A edição numerada e limitada inclui um cartaz de dimensões generosas (48x68cm).
"A relação que encontro entre os Moai e os desenhos de José Cardoso resulta, em primeiro lugar, do poder empático de ambos e, ao mesmo tempo, da facilidade com que nos conduzem a um território onde nos envolvemos na criação de histórias e hipóteses narrativas. Tal como as estátuas da Ilha da Páscoa favorecem a construção de narrativas intrincadas que transitam transversalmente entre o universo do mito, da especulação e das preocupações ecológicas ou arqueológicas, os totens de José Cardoso funcionam como xamãs, ajudando-nos a entrar num mundo povoado por criaturas antropomórficas.
Estes seres representam um mundo que desconhecemos, onde a protecção e o sobrenatural são uma unidade única que lhes dá razão de existir, e constituem um passaporte para um buraco negro.
A única coisa certa nesta jornada é o ponto de partida e não a linha de chegada, uma vez que, tal como nos 24 desenhos aqui apresentados, quando pensamos ter encontrado um caminho para a sua compreensão geral, surge um novo desenho e surgem novas dúvidas, o que implica uma reformulação dos mecanismos de compreensão. Este regresso constante ao ponto de partida existe porque podemos encontrar qualidades comuns, que se repetem ou se transformam em novas situações. Talvez a essência seja que, tal como os Moai, os totens de José Cardoso representam um universo reconhecido por todos, impregnado de um peso simbólico que apenas se vislumbra se nos entregarmos a um rito de passagem, no reconhecimento dos elementos secundários que nos conduzem à compreensão do todo.
Estes elementos podem parecer secundários, mas são, na realidade, a chave para compreender as criaturas. As tatuagens, os répteis, os ícones da cultura pop ou as mandalas representadas funcionam como objetos sagrados ou como santuários.
No fim, os totens e os Moai perpetuam uma das condições humanas: a criação de longas narrativas."
(Tradução livre do inglês de excerto da introdução escrita por Rui Vitorino Santos).

Salao Coboi, Fevereiro de 2010, 28 págs., Monotone offset, 16,8x24cm. Tiragem: 300 exemplares. Edição: Plana Press. Porto.

02 maio 2026

Petit Bourgeois

>>>>Publicação<<de<<Hetamoé>>>produzida com>gráficos;;;;;computadorizados_-_ressoando><uma solidão desencantada que se..distendeee..ao longo dos circuitos.....do complexo da rede....neuronal;.:_..uma desesperança inapelavelmente fria e (((| |))) infinita na humanidade. ## A __juventude__em colapso iminente. 
Petit Bourgeois, Outono de 2023, 36 págs., impresso a cores sobre papel amarelo, 14x17,7cm. Tiragem: 30 exemplares. Edição: Massacre. Lisboa.

30 abril 2026

SUB

SUB #1
 
Fanzine dirigido por Pitchu que inclui diversas bandas desenhadas originais de Nuno Costa, Hugo O'Neill, Jorge Lopes, Mona, Agostinho Marques, Marta, Ana Carvalho, Ivo Batista, entre outros. Há também uma bd de Sergio Aragones e outra extraída dos "Piratas do Tietê". Ao longo do fanzine, vão surgindo as mais diversas derivações de palavras contendo SUB, como subterfúgio, subúrbios, sub-raça, subespécie, submerso, subir, suborno, subcutaneo, sub...
Outra das especificidades da publicação, é a inclusão de diversos apontamentos de carácter técnico, como sejam manuais de utilização de diversos objectos, como ventoinhas, motosserra, rebobinar uma cassete, como produzir um fanzine.
Nas páginas centrais, é apresentado um trabalho de Loro, com o habitual nu feminino. Como musas inspiradoras para o primeiro número do SUB são apontadas as revistas Chiclete Com Banana, Piratas do Tietê, Animal, Vibora, Quadrado, KBD e TV Guia!
SUB #1, Maio de 1996, 40 págs., fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm.

SUB #5+3
Fanzine caótico editado Pitchu, integrando banda desenhada, fotografia, textos avulsos, grafismos, projectos artísticos e bastante pornografia.
A encimar todas as páginas do SUB, são publicadas tiras com fotografias, com sequências de luta greco-romana, com imagens de serial-killers, de anúncios publicitários ou de manuais de instruções.
"A História do Quadro que foi Destruído" da autoria de Margarida Alface, com cobertura fotográfica de Pitchu acompanha a execução de uma pintura desde os primeiros traços até á sua conclusão.
Segue-se uma bd de Agostinho Marques com violência sobre a mulher por via telepática.
Depois uma Daniel Baptista apresenta uma história em estilo manga com muita violência à mistura.
São publicados diversos textos de Lista S. em estilo e temática muito variada. Intercalados com os outros trabalhos surgem diversas bd de Pitchu
Várias fotografias de pessoas novas e velhas e algum texto informativo em inglês, representam o genocídio praticado pelos Khmer Vermelhos no Cambodja.
"Stressados Anónimos", por Marte, apresenta as reuniões do grupo que deixou de se sujeitar à ditadura do relógio.
Com desenho de Angela e textos de Cartilha, uma estranha bd em estilo on the road, com desfecho mortal.
Seguem-se várias páginas com anúncios de jovens colegiais japonesas, em poses eróticas ou com esgares de grande excitação.  
SUB #5+3, Outono de 1999, 80 págs., fotocópia a preto & branco e capa em linóleo serigrafado, 14,5x21cm, Tiragem: 100 exemplares.

SUB #9 (Necro)
SUB alinhado sob o tema da morte, assumindo o lema 'debmur morti nos nostraque' (devemos as nossas vidas à morte) e reunindo um manancial caótico de imagens fortes e reconhecíveis, com muita violência, sexo e manias. Imagens icónicas como a autoimolação dos monges budistas, a fotografia do vietnamita a ser executado no meio da rua, o assassinato de John Kennedy em Dallas, o rosto maquiavélico do Dr. Lecter no filme 'O Silêncio dos Inocentes, alguma pornografia rasurada, tudo reproduzido no limite da decomposição e da sujidade da fotocópia analógica.
A capa da primeira edição deste SUB era anunciada como sendo feita com pele humana (afinal, parece que era pele de porco!).
Há bd de Pitchú, e outras roubadas como o 'Necron' de Magnus e 'Tank Girl' de Alan Martin and Jamie Hewlett.
Os destaques são naturalmente as ilustrações do anatomista André Vesálio, autor do magistral “De Humanis Corporis Fabrica”, e os textos 'A Morte em Férias' de David Soares e 'A Autópsia de Adriana' de Rafael Dionísio.
SUB #9 (Necro), Julho de 2003, 72 págs., fotocópia a preto & branco, 10,5x15cm. Segunda tiragem: 200 exemplares.

29 abril 2026

Fernando Pessoa - 4 Poemas Ilustrados

José Lopes é um talentoso autor bastante subvalorizado e pouco publicado fora do âmbito dos fanzines. Tem agora oportunidade de publicar na Colecção Toupeira da Bedeteca de Beja, e apresenta o volume Fernando Pessoa - 4 Poemas Ilustrados.
Começa com 'Ai, Margarida' de Álvaro de Campos, numa linha clara e minimalista, realçando o burlesco romântico com toda a elegância.
'Eros e Psique' de Fernando Pessoa, é decantado num misterioso jogo de sombras com ecos medievais, com príncipes encantados e princesas adormecidas em castelos inertes.
O 'Demogorgon' com Álvaro de Campos a conectar a mitologia grega com a angústia citadina, um mistério por desvendar, que José Lopes vai compondo fugazmente num tom nocturno vagueando veloz entre o sonho e o real.
O último poema adaptado por José Lopes é 'Monstrengo' de Fernando Pessoa, onde o negrume marítimo tudo ofusca, emergindo apenas as palavras do homem do leme e a sua vontade indómita de cumprir um destino, vencendo o medo.
Fernando Pessoa - 4 Poemas Ilustrados [Colecção Toupeira #19], Maio de 2025, 24 págs, impressão a preto & branco; capa a cores, 18x26,5cm., Tiragem: 400 exemplares. Edição: Bedeteca de Beja.

28 abril 2026

Espiral

Espiral #1

Noé Touraldo anuncia que pretende apresentar uma publicação alternativa, descontraída e sem preconceitos.
As primeiras páginas são preenchidas com a rúbrica "Fikção vs Realidade" - de um lado, a Catwoman; do outro, o Al Capone. Depois, publica-se uma breve biografia do artista austríaco Egon Schiele.
"Fulipo", a primeira das bd da autoria de Noé Touraldo, é uma história passada numa loja de animais, onde um gato é desprezado por toda a gente, até que surge alguém que o adopta.
De seguida, uma apresentação das receitas e feitiços de "Valkizia".
Novas bandas desenhadas protagonizadas por felinos, com destaque para "T.S. O Gato". A fechar, são publicados alguns grafismos com sombras e recortes.

Espiral #1, 2002, 24 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Porto.

Espiral #5

Na rúbrica "Fikção vs Realidade" - de um lado, Anne Frank; do outro, o 'Principezinho' de Saint-Exupéry. Segue-se uma intervenção gráfica de Martinho Mendes recuperando antigos anúncios que publicitavam artigos tão exóticos como 'truces para menino' e 'chales para recém-nascidos'!
Noé Touraldo publica 'Do Meu Quarto', 'Sheilla, A Princesa da Selva', 'Inquisição', 'T.S., O Gato em: Duas Caras', tudo bandas desenhadas curtas apresentadas em estilos bastante diferenciados.
O pintor austríaco Gustav Klimt é destacado na rúbrica 'Karater Extra'.
A 'Agenda Cooltural' é preenchida com diversas notas sobre filmes ('O Corvo'), livros ('As Horas' de Michael Cunningham), fanzines (Gambuzine), discos ('Greatest Hits' de Björk) e alguns sítios na internet.
As duas últimas páginas apresentam dois trabalhos de Teresa Câmara Pestana.

Espiral #5, Julho-Setembro de 2003, 36 págs, impressão digital a preto & branco, 13,5x13,5cm. Tiragem: 200 exemplares. Águas Santas - Maia.

Espiral #6
No editorial, Noé Touraldo refere que o Espiral tem progredido a cada nova edição, discorrendo também sobre a importância da publicação de fanzines.
Neste número, são apresentados trabalhos de Martinho Mendes, de Nestor Pestana e de Ana Ribeiro. No tocante à banda desenhada, Noé Touraldo apresenta duas histórias: a primeira "...e fez-se luz!" retratando o processo de perda de fé católica e outras vicissitudes religiosas. Segue-se "Sheilla em: um sonho reprimido", incidindo sobre a relação dos humanos com os seus animais de estimação. Num estilo mais experimental, Leonardo Dias apresenta a bd "Sex Without Body".
Na rúbrica "Karacter Extra" Moritz Stieffell, aborda o livro "O Medo" de Al Berto, e uma breve biografia do escritor falecido em 1997.
Na "Agenda Cooltural" são apresentadas breves críticas aos filmes "Eduardo Mãos de Tesoura", "As Horas" de Stephen Daldry, ao disco "Film" dos The Gift, à série televisiva "Sete Palmos de Terra", e ao lançamento do livro "Lunário: Poema Polifónico".
Surgem também breves referências aos fanzines "Durtykat" e ao "Gambuzine", bem como a algumas páginas da net e pontos de venda de fanzines na cidade do Porto.
Como muitas publicações desta época que optaram pela impressão / fotocópia digital, resultou que a qualidade gráfica saiu prejudicada devido à excessiva pixelização das imagens e ao predomínio das manchas cinzentas, nunca obtendo um preto sólido.
Espiral #6, Outubro-Dezembro de 2003, 40 págs, impressão digital a preto & branco, 14x14cm. Tiragem: 200 exemplares. Águas Santas - Maia.

Espiral #9
Fanzine integralmente composto por trabalhos e textos de Noé Touraldo, começando com uma sequência de desenhos a grafite, onde um Sol com bigode chinês faz o seu movimento habitual, mas acaba por chegar atrasado.
Depois vem "Encontro" juntando versos e fotografias. Segue-se uma banda desenhada sobre como prender um homem e alguns desenhos.
A parte final do fanzine é dedicada à "Agenda Cooltural" constituída maioritariamente por resenhas a filmes como "Raparigas de Sucesso" de Mike Leigh, "O Estranho Mundo de Jack" de Tim Burton, "O Sargento Negro" de John Ford e "Elena e os Homens" de Jean Renoir. A agenda inclui ainda uma breve referência à obra "Romance da Raposa" de Aquilino Ribeiro. 
Espiral #9, Julho-Setembro de 2004, 24 págs, impressão digital a preto & branco, 13,2x18,5cm. Tiragem: 200 exemplares.

27 abril 2026

Last Call

Last Call apresenta dois capítulos iniciais de duas histórias diferentes, mas ambas ambientadas naquele universo 'trash' tipicamente americano. A primeira história, 'Triple Threat Terror' decorre nos ringues do wrestling, com os combates envoltos em suor, saliva e muita fanfarronice. Pelo meio, os candidatos perdedores dos combates vão aparecendo misteriosamente mortos. Depois, a história evolui para um estilo policial, com o interrogatório a um suspeito dos crimes, deixando antever que a história terá contornos mais complexos.
A segunda história intitulada 'Land of The Free', criada por Gonçalo Fernandes em co-autoria com Mauricio Borges, inicia-se em velocidade furiosa numa perseguição automóvel pelas estradas e desfiladeiros poeirentos ao estilo 'Mad Max'. O motivo da perseguição é uma mala - o típico macguffin do filme americano, elevado ao expoente no filme 'Pulp Fiction' de Tarantino. Ficamos sem saber qual o segredo que esconde o mapa guardado na mala.
O desenho de Gonçalo Fernandes privilegia o dinamismo e a acção, pontuado pelas sombras cinematográficas do filme noir e do policial mais retorcido.
Ambas as histórias serão desenvolvidas em continuidade, cujos desfechos apenas descobriremos nos próximos capítulos.
Last Call #1, Maio de 2024, 39 págs, impresso a preto & branco; capa e algumas páginas a cores, 21x28cm, Tiragem: 100 exemplares. Edição: Gorila Sentado. Porto.

24 abril 2026

O/velha Negra

O/velha Negra é uma publicação que junta quatro jovens autores de banda desenhada com estilos bastante diferenciados. Neste primeiro número, a temática unificadora é o sexo e a violência, sejam reais ou fantasiados.
A primeira bd é 'Askeroso' de David Atouguia, relatando as experiências sexuais num bordel com todos os serviços disponíveis.
Num estilo mais humorístico, Ricardo Andrade publica cinco pranchas misturando metaleiros cheios de boas intenções, libido juvenil exacerbada e balbúrdia no cemitério.
'A Vida Boémia do Sr. Mabongo' de Saul Santos, é uma delirante história africana, com leões, canibais, estilo colonial e negros decepados e metaleiros a servirem de churrasco.
Valdemar Costa apresenta 'O Caso V (E Todos os Casos V), uma sequência alucinante e insondável. Surpreendente e inquietante.
O/velha Negra#1, Fevereiro de 2003, 24 págs, fotocópia a preto & branco, 15x28,5cm. Tiragem: 150 exemplares. Funchal.

23 abril 2026

Nightmare Ink

Abre com uma breve panorâmica sobre o que Nightmare Ink pretende ser enquanto editora independente dedicada à temática do horror. Esta brochura exibe uma pequena amostra sobre alguns dos trabalhos de Miguel Gonçalves, incluindo um excerto de 'The Scarecrow Man', publicado anteriormente em livro.
Apresenta-se também o primeiro capítulo resumido da história 'The Haunting of Blackwood Manor' e duas histórias curtas inéditas 'Tracks' e 'The Clattering'. Tudo escrito em inglês...
A capa e as ilustrações nas páginas interiores são da autoria de Daniel da Silva Lopes.
Nightmare Ink, 2024, 12 págs, impressão preto & branco, 14,7x21cm. Porto.

22 abril 2026

JuveBÊDÊ

JuveBÊDÊ #4
Após meio ano de existência, confirma-se a consolidação do projecto, sob a direcção e coordenação de Miguel Coelho. Aumentam o número de páginas e também os apoios públicos e privados ao JuveBêDê.
Há notícias sobre o lançamento de novos álbuns, sobre o fim da histórica revista À Suivre e sobre algumas iniciativas dinamizadas pela Associação Juvemédia.
São publicadas quatro pranchas de "Loco Laser" da autoria de Augusto Gomes. Por seu turno, Luís Lopes contribui com a bd "Pois é, pois é!!!". Por último, é publicada a prancha de José Carneiro "A Escola" já datada de finais de 1983!
Os destaques vão para a cobertura do IX Salão Internacional de BD do Porto. Ainda durante o Salão, foram contactados os autores norte-americanos Tom Hart e Jason Lutes.
Tendo como pano de fundo a exposição sobre o Tio Patinhas apresentada no Salão, é publicado um texto sobre Carl Banks, o criador do pato forreta e uma entrevista a Don Rosa, responsável pela continuação das histórias do Patinhas.
A finalizar este número, são publicadas duas entrevistas aos autores Christian Denayer e a Leo.
JuveBÊDÊ #4, Novembro de 1997, 20 págs., impresso a preto & branco; capa a cores, 21x29,7cm. Edição: Associação Juvemedia. Lisboa.

JuveBÊDÊ #10
Os álbuns em destaque eram absolutamente previsíveis e paradigmáticos do que se publicava em Portugal no final do milénio passado: 'Rantanplan', 'Mutts', 'Lucky Luke', 'Calvin & Hobbes', 'Philemon'' 'Cathy', 'Blake & Mortimer', 'Blueberry', etc. A cobertura do 26.º Festival de BD de Angoulême, estende-se por quatro páginas desta edição.
'Juve Internacional' é o nome de uma nova rúbrica dedicada à divulgação do que se publica no estrangeiro.
Nas páginas centrais festejam-se os 70 anos de Tintin, reforçados pelas diversas iniciativas que assinalaram essa data redonda, como a Exposição Bibliográfica realizada no Salão Medieval da Biblioteca Pública de Braga.
A outra nova rúbrica a estrear nesta edição é 'Juve Galeria', apresentando resumidamente um autor, nacional ou internacional, e publicando em exclusivo, os seus desenhos. Nesta primeira amostra, o autor seleccionado foi Tibet, desenhador de 'Ric Hochet' e de 'Chick Bill', entre outros.
Há uma curta entrevista a Luis Diferr sobre o seu percurso profissional, publicando-se também a banda desenhada de 1983 'Breves Aventuras do Sr. Sansão'.
JuveBÊDÊ #10, Março de 1999, 20 págs., impresso a preto & branco; capa a cores, 21x29,7cm. Edição: Associação Juvemedia. Lisboa.

JuveBÊDÊ #26
Este número do boletim de banda desenhada da Associação Juvemedia destaca um conjunto de edições portuguesas em álbum de autores como Hermann, Comès, Zep e Juan Canales.
A nível internacional, fazem a cobertura da 30.ª edição do Festival de Angouleme, que atribuiu o Grande Prémio ao francês Régis Loisel.
Na rúbrica "Juve Internacional" são apresentadas diversas edições de álbuns de bd, com predominância total de autores franco-belgas e um ou outro italiano.
O 1.º BD Fórum a realizar no mês seguinte é destacado como um dos maiores eventos realizados em Portugal na área da banda desenhada, com a presença de inúmeros autores internacionais e diversos lançamentos a ocorrerem paralelamente ao evento. O BD Fórum marcaria o inicio da actividade da editora espanhola NORMA em Portugal. Também estava prevista a entrega dos Prémios Central Comics 2002, durante o evento.
No tocante à publicação de bd, este número do JuveBÊDÊ, conta com duas pranchas humorísticas da autoria de Ricardo Ferrand.
Na rúbrica "Juve Portugueses" são recenseadas as edições em álbum no mercado nacional das editoras Meribérica/Liber, Edições ASA, Vitamina BD, Devir, Booktree, Witloof e Gradiva.
Miguel Coelho republica o texto "Investigação em 2002: Um Balanço" na sua versão integral, pois o texto terá sido amputado de algum do seu conteúdo pelo grande censor Sr. Marcos Farrajota, aquando da sua publicação original no sítio da internet da Bedeteca de Lisboa.
Na rúbrica "Juve Breves" são divulgados diversos eventos relacionados com a bd e algumas edições previstas para breve.
A terminar, assinala-se a passagem de 20 anos desde a morte de Hergé em Março de 1983. 
JuveBÊDÊ #26, Abril de 2003, 32 págs., impresso a preto & branco; capa a cores, 21x29,7cm. Edição: Associação Juvemedia. Lisboa.

JuveBÊDÊ #58
O destaque deste número são as sardinhas protagonistas das Festas de Lisboa. Temos sardinhas por todo o lado - na capa, contracapa e em várias páginas interiores. O outro destaque vai para a 6.ª edição do Ilustrarte - Bienal Internacional de Ilustração para a Infância, que contou com grande participação de ilustradores estrangeiros.
São publicadas diversas notícias breves sobre novas publicações lançadas em álbum, como "A Batalha de 14 de Agosto de 1385" de Pedro Massano, "João de Deus - A Magia das Letras" de José Ruy, "Portugueses na Grande Guerra (1914-1918)" de Batista Mendes, bem com a reedição de "Maus" de Art Spiegelman, "O Essencial de Calvin & Hobbes", de Bill Watterson, entre outros.
Nas páginas centrais, assinalam-se os 50 anos de criação de Mafalda pelo argentino Quino. Seguem-se diversas notícias na rúbrica "JuveBD Breves" com notas sobre o World Press Cartoon, a edição n.º 137 do Boletim do CPBD, a morte do desenhador belga Philippe Delaby, uma exposição de André Carrilho, o CartoonXira 2014, exposição de Madalena Matoso no CPBDI, o lançamento de "Heróis de BD no Século XXI" organizado por Geraldes Lino, os vencedores dos Troféus Central Comics, a 1.ª Mostra do Clube Tex Portugal, a venda por preço recorde do primeiro livro de aventuras do Super-Homem, e outras tantas do género.
Na rúbrica "JuveBD Portugueses", destaca-se a edição dos álbuns "Eusébio - Pantera Negra" de Eugénio Silva, "O Juiz de Soajo" da autoria de José Ruy, "As Extraordinárias Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy - Requiem - III" de Filipe Melo, Juan Cavia e Santiago Villa e também "As 7 Cores de Oníris - A Grande Aventura" de Rita Vilela.
Nas edições internacionais, destaque para o lançamento de "Alix Senator 2", "Canardo" por Sokal, "Errance en Mer Rouge" da autoria de Joël Alessandra e "Africa Dreams" de Jean-François Charles, Maryse Charles e Frédéric Bihel.
A finalizar, um desenho de Leo e uma montagem com diversas imagens de filmes de animação e de super-heróis inspirados em personagens nascidos na banda desenhada.
Este número tem como redactores apenas Carlos Fernando Cunha (também Director) e Alexandra Sousa e está bastante fracote em termos de conteúdo. 
JuveBÊDÊ #58, Novembro de 2014, 24 págs., impresso a preto & branco; capa a cores, 21x29,7cm. Tiragem: 200 exemplares. Edição: Associação Juvemedia. Lisboa.

JuveBÊDÊ #89
A comemorar 25 de existência, o JuveBÊDÊ surge numa edição integralmente impressa a cores e dedicada praticamente em exclusivo à cobertura das edições de banda desenhada lançadas no mercado nacional. Não deixa de ser surpreendente a enorme quantidade eventos e de livros publicados no curto espaço de meses. Falamos de festivais, exposições, programas de rádio, prémios anuais, concursos, festas de lançamento, tertúlias, feiras e mercados, e por aí fora.
As páginas centrais são dedicadas ao 17.º Festival BD de Beja e há também referência à 23.ª edição do Cartoonxira, adivinhando-se no horizonte o Amadora BD e o Comic Con.
No entanto, o destaque absoluto vai para o manancial de livros de autores nacionais e internacionais que se sucedem a um ritmo inimaginável há uns anos atrás, sinalizando uma dinâmica editorial sem precedentes, protagonizada por editoras como a Arte de Autor, Escorpião Azul, Gradiva BD, G. Floy, Relógio D'Água, A Seita, Polvo, Ala dos Livros, Levoir, Saída de Emergência, Sendai, Chili Com Carne e outras mais.
Não há fome que não dê em fartura!... 
JuveBÊDÊ #89, Setembro de 2022, 24 págs., impresso a cores, 21x29,7cm. Tiragem: 250 exemplares. Edição: Associação Juvemedia. Lisboa.

21 abril 2026

Punk Comix

O livro-duplo Corta-e-Cola: Discos e Histórias do Punk em Portugal (1978-1998) / Punk Comix: Banda Desenhada e Punk em Portugal (CCC+Thisco; 2017), da responsabilidade de Afonso Cortez e Marcos Farrajota, vinha acompanhado por um CD compilando 12 temas inéditos e exclusivos das bandas Grito!, Mandrake, Albert Fish, Melanie is Demented, Dr. Frankenstein, The Dirty Coal Train, Putan Club, Presidente Drógado com Banda Suporte, FDPDC, GG Allin´s Dick, Estilhaços Cinemáticos e dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS.
O livro teve uma tiragem global de 1000 exemplares, mas apenas os exemplares do livro adquiridos directamente às editoras foram acompanhados pelo CD. Os cerca de 300 livros que foram vendidos pelas grandes cadeias livreiras não dispunham do disco incluído.
O facto de haver 300 discos sobrantes, incentivou os editores a criarem um livreto desenhado por treze criadores que ilustraram as músicas, também elas inspiradas fluidamente no universo da banda desenhada.
Contribuíram com desenhos e ilustrações os seguintes autores: Ana Louro, Ana Caspão, André Coelho, José Smith Vargas, Marcos Farrajota, Mauro Coelho, Neno Costa, Nunsky, Rudolfo, Rui Moura, Vicente Nunes, Xavier Almeida e Jucifer (desenho da capa).
Punk Comix, 2019, 24 págs., risografia a duas cores, 12x12cm. Tiragem: 300 exemplares. Edição: Chili Com Carne / Zerowork Records.

20 abril 2026

Outlines


Outlines reúne um conjunto relativamente homogéneo de desenhos realizados num traço fino e rápido, mas bastante seguro e muito expressivo. Outros desenhos aparentam constituir esboços preparatórios, experiências exploratórias para composições mais complexas.
Esta publicação foi lançada por ocasião da exposição de trabalhos de João Fazenda realizada na Galeria Paper View, em Leiria. 
Outlines foi impresso em risografia num tom de azul profundo, em edição limitada com cantos arredondados.
Outlines, Novembro de 2021, 24 págs, impreeso em risografia, 14x19,8cm. Tiragem: 50 exemplares. Edição: Paper View Publishing. Leiria.

19 abril 2026

Ruindade

"De todas as muitas coisas que a poesia é ou pode ser - um grito inútil, um empurrão de porta, um pontapé no escuro, tanta coisa mais - ela é ou pode também... ser uma maldade.
Se ela for praticada por uma série de amigos que têm o nome Rui como primeiro nome, ela pode passar também a ser... uma RUI(N)DADE.
Está justificado o título." Rui Caeiro.
Composto em tipografia de caracteres móveis e com desenho na capa da autoria de Rui do Bongo, reúne poemas de Rui Caeiro, Rui Pires Cabral, Rui Pedro Gonçalves, Rui Miguel Ribeiro e Rui Azevedo Ribeiro.

Ruindade, Dezembro de 2012, 20 págs, impressão a duas cores, 15,5x18,5cm. Tiragem: 150 exemplares. Edições 50kg. Porto.

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