Merda Frita Mensal
Merda Frita Mensal é uma publicação colectiva que reúne vários tipos de expressões criativas. Os principais instigadores são Miguel Basto e Matilde Feitor, contando também com a participação de Vasco Olino, Francisco Escada, Manuel Neto e Rosa Aboim.
Inserido numa linhagem de fanzines concebidos por jovens descomprometidos, o conteúdo é caótico e iconoclasta, apresentando sobretudo desenhos, colagens e imagens fotográficas.
Surgem igualmente alguns passatempos e rubricas características de revistas convencionais, mas que aqui são subvertidos num Sudoku aleatório e sem solução; e num questionário proustiano em modo diário de um banana.
A polícia (bófia) também não passa impune, com os jovens autores a desafiarem a autoridade e a ensinarem a confeccionar uma gelatina explosiva em três passos.
Um dos momentos curiosos deste fanzine é uma composição com diversos elementos gráficos e objectos, surgindo um conjunto de maços de cigarros e caixas de fósforos com a fotografia do rosto dos antigos dirigentes do CDS, lado a lado com objectos com inscrições arabescas e posições do kamasutra.
Neste primeiro número de Merda Frita Mensal não há nenhuma mensagem especial a transmitir, sobressaindo antes uma vontade urgente de fazer e publicar aqui e agora, registar para depois seguir em frente.
Neste primeiro número de Merda Frita Mensal não há nenhuma mensagem especial a transmitir, sobressaindo antes uma vontade urgente de fazer e publicar aqui e agora, registar para depois seguir em frente.
Merda Frita Mensal #1, Fevereiro de 2024, 32 págs, fotocópia a preto sobre papel amarelo, 14,9x21cm.
Merda Frita Mensal #2
As primeiras páginas são ocupadas com o registo fotográfico da festa de lançamento do primeiro número, realizada na Casa do Comum.
Os principais dinamizadores deste número de Merda Frita Mensal, continuam a ser Matilde Feitor e Miguel Basto, a quem se juntam as colaborações de António Paté, Manuel Neto, Pedro Reis, Tomás Frusoni e Pedro Silva . Há páginas preenchidas com desenhos, outras assombradas com publicações das Testemunhas de Jeová, dando-lhes a volta com humor. Aliás a boa disposição descontraída é uma das características desta publicação, plasmada em trabalhos como a lobotomia bem sucedida a Miguel Basto.
Também há uma grande entrevista (bastante javardada) aos elementos da banda c-mm, praticantes de rock alternativo experimental.
Além da cena religiosa, o outro tema recorrente é o sexo, com pornografia misturada com tiradas filosóficas anti-capitalismo.
A crítica gastronómica, dedicada a locais inusitados onde se pode comer barato, convive alegremente com relatos desenhados de vomitório nas Belas Artes.
Marcos Farrajota contribui com "japanoise", um curioso ensaio para quem se interessa por sonoridades vindas do Japão.
Merda Frita Mensal #2, Abril de 2024, 48 págs, fotocópia a preto sobre papel laranja, 14,9x21cm.
Merda Frita Mensal #2
As primeiras páginas são ocupadas com o registo fotográfico da festa de lançamento do primeiro número, realizada na Casa do Comum.
Os principais dinamizadores deste número de Merda Frita Mensal, continuam a ser Matilde Feitor e Miguel Basto, a quem se juntam as colaborações de António Paté, Manuel Neto, Pedro Reis, Tomás Frusoni e Pedro Silva . Há páginas preenchidas com desenhos, outras assombradas com publicações das Testemunhas de Jeová, dando-lhes a volta com humor. Aliás a boa disposição descontraída é uma das características desta publicação, plasmada em trabalhos como a lobotomia bem sucedida a Miguel Basto.
Também há uma grande entrevista (bastante javardada) aos elementos da banda c-mm, praticantes de rock alternativo experimental.
Além da cena religiosa, o outro tema recorrente é o sexo, com pornografia misturada com tiradas filosóficas anti-capitalismo.
A crítica gastronómica, dedicada a locais inusitados onde se pode comer barato, convive alegremente com relatos desenhados de vomitório nas Belas Artes.
Marcos Farrajota contribui com "japanoise", um curioso ensaio para quem se interessa por sonoridades vindas do Japão.
Merda Frita Mensal #2, Abril de 2024, 48 págs, fotocópia a preto sobre papel laranja, 14,9x21cm.

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