23 abril 2026

Nightmare Ink

Abre com uma breve panorâmica sobre o que Nightmare Ink pretende ser enquanto editora independente dedicada à temática do horror. Esta brochura exibe uma pequena amostra sobre alguns dos trabalhos de Miguel Gonçalves, incluindo um excerto de 'The Scarecrow Man', publicado anteriormente em livro.
Apresenta-se também o primeiro capítulo resumido da história 'The Haunting of Blackwood Manor' e duas histórias curtas inéditas 'Tracks' e 'The Clattering'. Tudo escrito em inglês...
A capa e as ilustrações nas páginas interiores são da autoria de Daniel da Silva Lopes.
Nightmare Ink, 2024, 12 págs, impressão preto & branco, 14,7x21cm. Porto.

22 abril 2026

JuveBÊDÊ

JuveBÊDÊ #4
Após meio ano de existência, confirma-se a consolidação do projecto, sob a direcção e coordenação de Miguel Coelho. Aumentam o número de páginas e também os apoios públicos e privados ao JuveBêDê.
Há notícias sobre o lançamento de novos álbuns, sobre o fim da histórica revista À Suivre e sobre algumas iniciativas dinamizadas pela Associação Juvemédia.
São publicadas quatro pranchas de "Loco Laser" da autoria de Augusto Gomes. Por seu turno, Luís Lopes contribui com a bd "Pois é, pois é!!!". Por último, é publicada a prancha de José Carneiro "A Escola" já datada de finais de 1983!
Os destaques vão para a cobertura do IX Salão Internacional de BD do Porto. Ainda durante o Salão, foram contactados os autores norte-americanos Tom Hart e Jason Lutes.
Tendo como pano de fundo a exposição sobre o Tio Patinhas apresentada no Salão, é publicado um texto sobre Carl Banks, o criador do pato forreta e uma entrevista a Don Rosa, responsável pela continuação das histórias do Patinhas.
A finalizar este número, são publicadas duas entrevistas aos autores Christian Denayer e a Leo.
JuveBÊDÊ #4, Novembro de 1997, 20 págs., impresso a preto & branco; capa a cores, 21x29,7cm. Edição: Associação Juvemedia. Lisboa.

JuveBÊDÊ #10
Os álbuns em destaque eram absolutamente previsíveis e paradigmáticos do que se publicava em Portugal no final do milénio passado: 'Rantanplan', 'Mutts', 'Lucky Luke', 'Calvin & Hobbes', 'Philemon'' 'Cathy', 'Blake & Mortimer', 'Blueberry', etc. A cobertura do 26.º Festival de BD de Angoulême, estende-se por quatro páginas desta edição.
'Juve Internacional' é o nome de uma nova rúbrica dedicada à divulgação do que se publica no estrangeiro.
Nas páginas centrais festejam-se os 70 anos de Tintin, reforçados pelas diversas iniciativas que assinalaram essa data redonda, como a Exposição Bibliográfica realizada no Salão Medieval da Biblioteca Pública de Braga.
A outra nova rúbrica a estrear nesta edição é 'Juve Galeria', apresentando resumidamente um autor, nacional ou internacional, e publicando em exclusivo, os seus desenhos. Nesta primeira amostra, o autor seleccionado foi Tibet, desenhador de 'Ric Hochet' e de 'Chick Bill', entre outros.
Há uma curta entrevista a Luis Diferr sobre o seu percurso profissional, publicando-se também a banda desenhada de 1983 'Breves Aventuras do Sr. Sansão'.
JuveBÊDÊ #10, Março de 1999, 20 págs., impresso a preto & branco; capa a cores, 21x29,7cm. Edição: Associação Juvemedia. Lisboa.

JuveBÊDÊ #26
Este número do boletim de banda desenhada da Associação Juvemedia destaca um conjunto de edições portuguesas em álbum de autores como Hermann, Comès, Zep e Juan Canales.
A nível internacional, fazem a cobertura da 30.ª edição do Festival de Angouleme, que atribuiu o Grande Prémio ao francês Régis Loisel.
Na rúbrica "Juve Internacional" são apresentadas diversas edições de álbuns de bd, com predominância total de autores franco-belgas e um ou outro italiano.
O 1.º BD Fórum a realizar no mês seguinte é destacado como um dos maiores eventos realizados em Portugal na área da banda desenhada, com a presença de inúmeros autores internacionais e diversos lançamentos a ocorrerem paralelamente ao evento. O BD Fórum marcaria o inicio da actividade da editora espanhola NORMA em Portugal. Também estava prevista a entrega dos Prémios Central Comics 2002, durante o evento.
No tocante à publicação de bd, este número do JuveBÊDÊ, conta com duas pranchas humorísticas da autoria de Ricardo Ferrand.
Na rúbrica "Juve Portugueses" são recenseadas as edições em álbum no mercado nacional das editoras Meribérica/Liber, Edições ASA, Vitamina BD, Devir, Booktree, Witloof e Gradiva.
Miguel Coelho republica o texto "Investigação em 2002: Um Balanço" na sua versão integral, pois o texto terá sido amputado de algum do seu conteúdo pelo grande censor Sr. Marcos Farrajota, aquando da sua publicação original no sítio da internet da Bedeteca de Lisboa.
Na rúbrica "Juve Breves" são divulgados diversos eventos relacionados com a bd e algumas edições previstas para breve.
A terminar, assinala-se a passagem de 20 anos desde a morte de Hergé em Março de 1983. 
JuveBÊDÊ #26, Abril de 2003, 32 págs., impresso a preto & branco; capa a cores, 21x29,7cm. Edição: Associação Juvemedia. Lisboa.

JuveBÊDÊ #58
O destaque deste número são as sardinhas protagonistas das Festas de Lisboa. Temos sardinhas por todo o lado - na capa, contracapa e em várias páginas interiores. O outro destaque vai para a 6.ª edição do Ilustrarte - Bienal Internacional de Ilustração para a Infância, que contou com grande participação de ilustradores estrangeiros.
São publicadas diversas notícias breves sobre novas publicações lançadas em álbum, como "A Batalha de 14 de Agosto de 1385" de Pedro Massano, "João de Deus - A Magia das Letras" de José Ruy, "Portugueses na Grande Guerra (1914-1918)" de Batista Mendes, bem com a reedição de "Maus" de Art Spiegelman, "O Essencial de Calvin & Hobbes", de Bill Watterson, entre outros.
Nas páginas centrais, assinalam-se os 50 anos de criação de Mafalda pelo argentino Quino. Seguem-se diversas notícias na rúbrica "JuveBD Breves" com notas sobre o World Press Cartoon, a edição n.º 137 do Boletim do CPBD, a morte do desenhador belga Philippe Delaby, uma exposição de André Carrilho, o CartoonXira 2014, exposição de Madalena Matoso no CPBDI, o lançamento de "Heróis de BD no Século XXI" organizado por Geraldes Lino, os vencedores dos Troféus Central Comics, a 1.ª Mostra do Clube Tex Portugal, a venda por preço recorde do primeiro livro de aventuras do Super-Homem, e outras tantas do género.
Na rúbrica "JuveBD Portugueses", destaca-se a edição dos álbuns "Eusébio - Pantera Negra" de Eugénio Silva, "O Juiz de Soajo" da autoria de José Ruy, "As Extraordinárias Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy - Requiem - III" de Filipe Melo, Juan Cavia e Santiago Villa e também "As 7 Cores de Oníris - A Grande Aventura" de Rita Vilela.
Nas edições internacionais, destaque para o lançamento de "Alix Senator 2", "Canardo" por Sokal, "Errance en Mer Rouge" da autoria de Joël Alessandra e "Africa Dreams" de Jean-François Charles, Maryse Charles e Frédéric Bihel.
A finalizar, um desenho de Leo e uma montagem com diversas imagens de filmes de animação e de super-heróis inspirados em personagens nascidos na banda desenhada.
Este número tem como redactores apenas Carlos Fernando Cunha (também Director) e Alexandra Sousa e está bastante fracote em termos de conteúdo. 
JuveBÊDÊ #58, Novembro de 2014, 24 págs., impresso a preto & branco; capa a cores, 21x29,7cm. Tiragem: 200 exemplares. Edição: Associação Juvemedia. Lisboa.

JuveBÊDÊ #89
A comemorar 25 de existência, o JuveBÊDÊ surge numa edição integralmente impressa a cores e dedicada praticamente em exclusivo à cobertura das edições de banda desenhada lançadas no mercado nacional. Não deixa de ser surpreendente a enorme quantidade eventos e de livros publicados no curto espaço de meses. Falamos de festivais, exposições, programas de rádio, prémios anuais, concursos, festas de lançamento, tertúlias, feiras e mercados, e por aí fora.
As páginas centrais são dedicadas ao 17.º Festival BD de Beja e há também referência à 23.ª edição do Cartoonxira, adivinhando-se no horizonte o Amadora BD e o Comic Con.
No entanto, o destaque absoluto vai para o manancial de livros de autores nacionais e internacionais que se sucedem a um ritmo inimaginável há uns anos atrás, sinalizando uma dinâmica editorial sem precedentes, protagonizada por editoras como a Arte de Autor, Escorpião Azul, Gradiva BD, G. Floy, Relógio D'Água, A Seita, Polvo, Ala dos Livros, Levoir, Saída de Emergência, Sendai, Chili Com Carne e outras mais.
Não há fome que não dê em fartura!... 
JuveBÊDÊ #89, Setembro de 2022, 24 págs., impresso a cores, 21x29,7cm. Tiragem: 250 exemplares. Edição: Associação Juvemedia. Lisboa.

21 abril 2026

Punk Comix

O livro-duplo Corta-e-Cola: Discos e Histórias do Punk em Portugal (1978-1998) / Punk Comix: Banda Desenhada e Punk em Portugal (CCC+Thisco; 2017), da responsabilidade de Afonso Cortez e Marcos Farrajota, vinha acompanhado por um CD compilando 12 temas inéditos e exclusivos das bandas Grito!, Mandrake, Albert Fish, Melanie is Demented, Dr. Frankenstein, The Dirty Coal Train, Putan Club, Presidente Drógado com Banda Suporte, FDPDC, GG Allin´s Dick, Estilhaços Cinemáticos e dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS.
O livro teve uma tiragem global de 1000 exemplares, mas apenas os exemplares do livro adquiridos directamente às editoras foram acompanhados pelo CD. Os cerca de 300 livros que foram vendidos pelas grandes cadeias livreiras não dispunham do disco incluído.
O facto de haver 300 discos sobrantes, incentivou os editores a criarem um livreto desenhado por treze criadores que ilustraram as músicas, também elas inspiradas fluidamente no universo da banda desenhada.
Contribuíram com desenhos e ilustrações os seguintes autores: Ana Louro, Ana Caspão, André Coelho, José Smith Vargas, Marcos Farrajota, Mauro Coelho, Neno Costa, Nunsky, Rudolfo, Rui Moura, Vicente Nunes, Xavier Almeida e Jucifer (desenho da capa).
Punk Comix, 2019, 24 págs., risografia a duas cores, 12x12cm. Tiragem: 300 exemplares. Edição: Chili Com Carne / Zerowork Records.

20 abril 2026

Outlines


Outlines reúne um conjunto relativamente homogéneo de desenhos realizados num traço fino e rápido, mas bastante seguro e muito expressivo. Outros desenhos aparentam constituir esboços preparatórios, experiências exploratórias para composições mais complexas.
Esta publicação foi lançada por ocasião da exposição de trabalhos de João Fazenda realizada na Galeria Paper View, em Leiria. 
Outlines foi impresso em risografia num tom de azul profundo, em edição limitada com cantos arredondados.
Outlines, Novembro de 2021, 24 págs, impreeso em risografia, 14x19,8cm. Tiragem: 50 exemplares. Edição: Paper View Publishing. Leiria.

19 abril 2026

Ruindade

"De todas as muitas coisas que a poesia é ou pode ser - um grito inútil, um empurrão de porta, um pontapé no escuro, tanta coisa mais - ela é ou pode também... ser uma maldade.
Se ela for praticada por uma série de amigos que têm o nome Rui como primeiro nome, ela pode passar também a ser... uma RUI(N)DADE.
Está justificado o título." Rui Caeiro.
Composto em tipografia de caracteres móveis e com desenho na capa da autoria de Rui do Bongo, reúne poemas de Rui Caeiro, Rui Pires Cabral, Rui Pedro Gonçalves, Rui Miguel Ribeiro e Rui Azevedo Ribeiro.

Ruindade, Dezembro de 2012, 20 págs, impressão a duas cores, 15,5x18,5cm. Tiragem: 150 exemplares. Edições 50kg. Porto.

17 abril 2026

Enfarta Brutos

Enfarta Brutos #0
Enfarta Brutos é um pequeno fanzine da autoria de TETRATELES, que começa com uma criativa divagação desenhada sobre os dilemas existenciais do artista / desenhador e as suas ansiedades e sentimentos de culpa: "ou por me isolar para desenhar ou por não desenhar!"
A reflexão sobre os momentos de desmotivação no desenho e na escrita e na constatação que para uma obra ter qualidade e obter reconhecimento público, implica esforço e preparação sobre o que se vai escrever e desenhar antes de começarmos a fazê-lo.
No final do fanzine são apresentadas duas pequenas histórias: - uma sobre a falta de vontade de ir para o ginásio e a aversão ao esforço físico e aos berros motivacionais dos treinadores. A outra, brinca com humor e sentido lúdico com a analogia entre a cadeia prisional e a quadrícula do papel.
Este fanzine tem distribuição gratuita, sendo possível contactar o autor através do endereço electrónico: tetrateles88@gmail.com.
Enfarta Brutos#0, Setembro de 2024, 20 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel colorido, 10,1x14,2cm. Tiragem: 33 exemplares.

Enfarta Brutos #1
Resenha escrita por M.F. e publicada no jornal A Batalha n.º 303, de Dezembro de 2025: "Talvez seja sinal de maturidade da BD falar dela própria. Ou dos autores exporem as suas dúvidas existenciais. Se calhar estas BDs poderiam estar num volume da antologia Massa Crítica... Depois de um número zero, eis um Tetrateles a avançar na sua carreira de BD, com todo o sarcasmo - acompanhado por um coro de gato e cão a gozarem com a cara do ser humano - a largar os seus dramas de artista em dúvida para ir conquistando uma confiança para criar BD. Estranho mundo o nosso, com tanta merda a acontecer e os artistas sem saber o que contar... Já a convidada especial deste zine, a Beatriz Brajal, faz um teatrinho com figuras de cerâmica do período Olmeca (900-600 a.c.), para gozar de alto e com nudez com as ânsias de fim de mundo."
Enfarta Brutos#1, Abril de 2025, 40 págs, impresso a preto sobre papel reciclado; capa em papel colorido, 13x18cm. Tiragem: 44 exemplares.

Enfarta Brutos #2

16 abril 2026

Headbanger

 
Ao longo das páginas de Headbanger vemos uma sequência de desenhos onde o autor contracena com diversos personagens famosos de filmes e séries televisivas. Nas primeiras ilustrações, temos o Jason do 'Sexta-Feira 13', um zombie, o Alf, o ET, o Spock, o Robocop, o Gandhi, etc., em poses amistosas e bem humoradas. Por vezes, a figura de David Campos divide o plano com as personagens principais como uma espécie de 'emplastro', sempre a surgir onde uma imagem está a ser capturada.
Noutros desenhos, o autor observa a acção e por vezes aparenta estar algo afectado pelo que se passa em redor.
Nas páginas finais, o registo altera-se ligeiramente, sendo apresentada uma prancha com uma sequência de vinhetas onde paira misteriosa a silhueta do Godzilla. Mais surpreendente ainda, é a página inteira preenchida com desenhos e textos que parecem inspirados nas revistas cor-de-rosa, referindo-se uma operação ao nariz realizada por Ruth Marlene. Tudo muito delirante e divertido!
O fanzine foi lançado com capas impressas em diferentes papéis coloridos, oferecendo como extra um poster a cores.
Headbanger, Junho de 2011, 28 págs, impressão digital a preto & branco, capa e poster a cores, 14,9x21cm, Edição: Paracetamol.

15 abril 2026

A Última Arte

A Última Arte é uma curta banda desenhada da autoria de Henrique Gandum (argumento e desenho) e Inês Pires (argumento), ambientada numa Lisboa deserta, num cenário sombrio e apocalíptico. Este trabalho foi concebido no âmbito de uma disciplina de curso na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, tendo sido posteriormente um pouco mais desenvolvido.
O personagem principal vagueia distraidamente de bicicleta pela cidade (a primeira parte do filme "Eu Sou a Lenda" é referencial) acabando por entrar no que resta da Faculdade de Belas Artes. Os vestígios do ensino artístico e os sinais de morte, convivem silenciosamente, despertando reminiscências de um mundo que não voltará a ser como dantes.
A Última Arte, Janeiro de 2023, 8 págs, impressão digital a preto & branco, 14,9x21cm. Edição: Mudnag.

14 abril 2026

Olivião

40 anos é muito tempo... Foi o tempo que Mário demorou a regressar à sua aldeia. Lá irá reencontrar os seus fantasmas, e o lado mais sombrio da sua alma.
Olivião, como ficou conhecido lá na terra o misterioso americano Oblivion Stone, apaixonou-se pela bela Núria, irmã de Mário, e os acontecimentos precipitaram-se. Um crime hediondo foi cometido.
Decorridos todos estes anos, chegou finalmente a hora de pagar pelo crime imperdoável, sem dó nem piedade.
Olivião [Quadradinho #17], Outubro de 1999, 28 págs, impressão a preto & branco; capa e sobrecapa a duas cores, 10,5x14,8cm., Edição: Associação Salão Internacional de Banda Desenhada do Porto.

13 abril 2026

Dores de Crescimento

Este fanzine foi lançado no contexto da exposição ”Dores de Crescimento” de Ana Maçã, produzida pela Manada Editions, uma pequena editora independente localizada em Xabregas, Lisboa. O atelier / escritório está aberto a residências artísticas temporárias e é dessa partilha do espaço que resultou a exposição e fanzine “Dores de Crescimento”.
Ana Maçã é uma artista que trabalha em torno dos fragmentos da memória e da nostalgia, e para esta publicação, desenhou diversos personagens que habitavam a sua cabeça há algum tempo. Os brinquedos perdidos na infância, a dopamina a intermediar as experiências emocionais, as fantasias do faz-de-conta.
O fanzine é muito artesanal, mesclando diversos tipos de papel diferentes: papel quadriculado, papel colorido recortado e nas páginas centrais uma folha de papel reciclado de tamanho A3 a meio.
Amanda, a responsável pela Manada Editions, escreveu o seguinte sobre esta publicação: "As imagens aqui surgiram dos seus brinquedos da infância e algumas delas foram feitas com maquiagens antigas da sua mãe. Os materiais são todos dos anos 90, época em que a Ana cresceu em São João da Madeira, no norte de Portugal.
Organizar os desenhos nessa publicação me levou para um lugar muito bonito e distante mas também triste. Afinal, crescer nem sempre é fácil."
Dores de Crescimento, Setembro de 2025, 16 págs, fotocópia digital a preto & branco; capa a cores, 14,9x21cm. Edição: Manada Editions. Lisboa.

12 abril 2026

Sludge

Na apresentação, Pedro Costa (o autor) refere que o fanzine foi "100% composto (de capa à contra-capa) por desenhos feitos no meu emprego, e relembrou-me que o aborrecimento é o meu melhor catalisador pessoal para a criação. O nome "Sludge" representa o estado do meu cérebro no trabalho e também a tinta preta que, de alguma maneira, me suja sempre as mãos todas."
De facto, Sludge compila um conjunto de desenhos levemente grotescos e escatológicos, onde o traço desliza muitas vezes para a composição de figuras que se transformam em letras soltas ou em palavras compósitas.
As figuras desenhadas por Pedro Costa adquirem frequentemente formas semelhantes a personagens de desenhos animados surrealistas, absurdos e caóticos do género 'Uncle Grandpa', 'Regular Show', 'Gumball', 'Spongebob', etc.
A avaliar pelos desenhos aqui apresentados, não consigo imaginar qual é o emprego de Pedro Costa, mas não o invejo...
Sludge, Setembro de 2025, 16 págs, impresso a preto & branco; capa em papel colorido, 14,9x21cm. Tiragem: 30 exemplares. Porto.

11 abril 2026

Bikini Kill

Bikini Kill é um fanzine devotado à temática feminista, apresentando-se numa folha de tamanho A3, com um corte horizontal central, que permite uma dobragem em 8 páginas, escrito em inglês e criado por Rubkk. Assume-se como um misto de manifesto e de homenagem às mulheres notáveis do punk e do rock.
Começando pelo punk, assinalado como o momento onde as mulheres deixam o papel secundário a que estavam remetida, para assumirem maior protagonismo, ilustrado por Poly Styrene, a líder da banda X-Ray Spex.
O movimento riot grrrl surgido nos primórdios dos anos 90, é apontado como outro dos marcos importantes para a emancipação das mulheres no mundo da música, servindo de inspiração para todas as outras áreas artísticas. 

Bikini Kill, 2025, 8 págs, impressão digital a preto sobre papel colorido, 11x15cm.

09 abril 2026

A Polaroid em Branco

A Polaroid em Branco é anunciada pelo seu autor como a primeira banda desenhada ilustrada com o auxílio da inteligência artificial (IA) em Portugal.
Artur Coelho escreveu o seguinte no portal H-Alt: "Ao ler A Polaroid em Branco, percebe-se que Mário Freitas compreendeu muito bem as capacidades da ferramenta com que trabalhou. E, por isso, conseguiu chegar a este resultado, um livro notável por ser precursor, mas acima de tudo, uma boa leitura. A história tem um forte tom cómico surreal, acentuando a estética onírica que é uma das características dos outputs do algoritmo que utilizou. E, tal como afirma na nota final do livro, o seu trabalho não se limitou a mandar gerar ilustrações. É preciso experimentar e alterar os parâmetros e palavras que dão as indicações ao algoritmo para que os seus resultados estejam próximos do que se pretende (quem os experimenta depressa percebe que para conseguir o que quer, tem que estabelecer uma espécie de diálogo de constante afinação de prompts). Foi também preciso um trabalho de produção não-automatizado, para que todos os elementos narrativos se tornassem numa obra coerente.
O corrente estado da arte nesta tecnologia mostra muito bem as suas limitações. Basta olhar para a capa do livro para se perceber qual o algoritmo que Freitas usou, o esitlo gráfico é o típico das imagens geradas pelo Midjourney. Se Freitas tivesse utilizado Dall-E, Nightcafe, Wombo, ou implementações Stable Diffusion (...), teria tido resultados visualmente muito diferentes, e a estética do livro seria outra. Isso advém da forma como esta tecnologia funciona, do tipo de imagens que sustenta os modelos de treino que alimentam as redes adversariais generativas destes algoritmos. Alguns destes algoritmos permitem-nos ver o processo de construção de imagens em tempo real, e se por um lado é um fascínio ver a concretização incremental de uma imagem realista à medida que o algoritmo adversarial reduz as probabilidades do espaço latente, introduzindo progressiva coerência no ruído gaussiano que forma a imagem de output inicial, por outro depressa se percebe a influência dos modelos de treino na estética específica resultante, e também na forma como ele nos dá o que esperamos, ou não o consegue fazer.
A Polaroid em Branco é um brilhante exemplo de como a inteligência artificial pode ser uma excelente ferramenta ao serviço da criatividade humana. Amplia as capacidades do criador, permite novas formas de criação em que este entra numa espécie de diálogo com a máquina, uma vez que o uso do algoritmo vai em si fazer evoluir as suas ideias. E é, acima de tudo, uma boa história, divertida e onírica, com qualidade literária para além do seu caráter experimental."

A Polaroid em Branco, Outubro de 2022, 20 págs, impresso a cores, 16,3x23,5cm. Edição: Kingpin Comics. Lisboa.

08 abril 2026

Contador-Mor

Contador-Mor #1

O artigo de abertura "Troca de Tintas" expõe uma perspectiva optimista de João Paulo Cotrim sobre a internacionalização e intercâmbio da Bedeteca e da bd portuguesa. Na página seguinte, Marcos Farrajota qualifica a edição de 2000 do Festival de Angoulême como decepcionante e seguindo um modelo esgotado.
As páginas centrais são dedicadas aos dois volumes de "História de Lisboa" da autoria de A. H. Oliveira Marques e Filipe Abranches.
Seguem-se algumas referências a novas edições com a chancela da Bedeteca e doações de espólio. Uma nota curiosa para a publicação de uma tira cómica de Joana Figueiredo, realizada no âmbito da frequência do curso de iniciação à linguagem da bd.
A última página é dedicada a pequenas notícias e breves apontamentos registados pelo editor Marcos Farrajota.

Contador-Mor #1, Fevereiro de 2000, 8 págs, impresso a duas cores, 21x25cm. Edição: Bedeteca de Lisboa.

Contador-Mor #3
O Contador-Mor era o boletim mensal da Bedeteca de Lisboa dirigida por João Paulo Cotrim. O destaque deste número foi a programação do Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada 2000.
Todas as ilustrações publicadas nesta edição foram resgatadas no caderno de viagem de Dupuy & Berberian, em residência artística em Lisboa.
Merece especial referência a polémica epistolar entre o autor José Pires e o director da Bedeteca João Paulo Cotrim.
A última página é dedicada a pequenas notícias e breves apontamentos registados pelo editor Marcos Farrajota. 
Contador-Mor #3, Maio de 2000, 8 págs, impresso a duas cores, 21x25cm. Edição: Bedeteca de Lisboa.

Contador-Mor #6
Abre com um texto assinado por João Paulo Cotrim que é um 
obituário / homenagem a Júlio Pinto, um dos autores de Filosofia de Ponta. Na página seguinte, nota para uma exposição de João Francisco Vilhena com fotografias de uma vintena de ilustradores nacionais.
Nas páginas centrais, referência para os títulos publicados na colecção LX Comics. Depois surgem diversas notícias sobre eventos e lançamentos na área da banda desenhada.
Contador-Mor #6, Outubro de 2000, 8 págs, impresso a duas cores, 21x25cm. Edição: Bedeteca de Lisboa.

Contador-Mor #9
Na nota de abertura, referem-se várias iniciativas e edições da Bedeteca, com destaque para a obra Das Conferências do Casino à Filosofia de Ponta. Segue-se a apresentação do livro Bug de André Ruivo. As fotografias de João Francisco Vilhena captadas no atelier de Manuela Bacelar divulgam a exposição patente na Bedeteca.
Nas páginas centrais apresentam-se 12 bonecos desenhados por outros tantos autores para serem recortados em três partes, permitindo múltiplas combinações. Uns brincalhões!...
Segue-se uma entrevista a Luís Leiria um dos fundadores do 
Árgon, considerado um dos primeiros fanzines nacionais.
A revista para miúdos O Papagaio é recenseada num pequeno texto assinado por Adalberto Barreto. Depois é publicado um texto de Domingos Isabelinho enquadrando a polémica observada com a publicação de Borda d'Água de Miguel Rocha na revista Pública. Tanta puritanice que há neste país...
A última página é dedicada a diversas notícias e anúncios curtos. A grande novidade é a inclusão do suplemento 'Contadorzinho' dedicado aos mais novos.
Contador-Mor #9, Janeiro / Fevereiro de 2001, 12+4 págs, impresso a duas cores, 21x25cm. Edição: Bedeteca de Lisboa.

07 abril 2026

eussemia

Eussemia é uma palavra da área da medicina que designa um conjunto de sinais benignos na evolução de uma doença. Indica que o organismo está a reagir favoravelmente, indiciando uma tendência para a melhoria ou o início do processo de cura.
Mariana Bastos reúne nesta publicação um pequeno conjunto de composições gráficas elaboradas com a técnica de colagem analógica.
Cada composição apresenta um título surpreendente, num jogo polissémico de palavras e significados ('lado alado', 'Neüra 2.0', etc.). As colagens são enquadradas em quadrículas desenhadas, um formalismo logo detonado pelas composições surrealizantes que se espraiam e sobrepõem para além dos limites da linha e da imaginação.
eussemia, 2017, 14 págs., impresso a cores, 21x29,7cm. Edição: Diztânsia.

06 abril 2026

Musicalíssimo Freak

Musicalíssimo Freak #1
Novo capítulo, em dose dupla, do laborioso trabalho de arqueologia gráfica desenvolvido por José António Moura, lançando um outro olhar sobre publicações perdidas nas brumas do tempo. Agora, o foco são as ilustrações impressas nas páginas do Musicalíssimo. Os desenhos são contribuições criadas pelos leitores e enviadas para o jornal, tendo sido publicadas entre os anos de 1980 e 1982. "Esta janela temporal assinala o segundo arco de vida do jornal. O presente destaque a estas ilustrações resulta de um olhar atento às margens e entrelinhas, uma prática que ajuda a iluminar outros momentos na História, outros projectos e ideias que, não sendo necessariamente os mais impactantes ou populares (aliás, quase nunca o são), desfazem a noção de consenso e narrativa oficial transmitida e divulgada. São ilustrações que revelam relacionamentos íntimos com a música, geralmente apegados a formas de escape ou comentário sócio-político. sintonia de dois pólos no universo da música popular: por um lado, o niilismo punk; por outro, rock mais clássico, prog, 60s, 70s, dieta habitual do freak português.
Se um dos pólos sugere acção, o outro sugere sobretudo um enredo de revolta processado na mente e solto num mapa surrealista sem linhas definidas. São também ilustrações próprias do seu tempo e do contexto português, fantasias artísticas cujo valor estético intrínseco não pode ser desligado dessas circunstâncias mas que, ainda assim, ingénuo ou mais esclarecido, básico ou mais elaborado, figurativo ou abstracto, estimulam e questionam."
Musicalíssimo Freak 1980-82 #1, Março de 2026,  28 págs, impresso a preto sobre papel texturado creme 120g., 14,2x20,2cm. Tiragem: 25 exemplares. Edição: Marte Instantânea / Holuzam. Lisboa.

Musicalíssimo Freak #2
"E rock como veículo simultâneo de encontro colectivo e espaço pessoal de navegação na mente. Juntavam-se, por fim, as paisagens visuais de muita BD fantástica ou de ficção científica - lá fora, a Heavy Metal e a Metal Hurlant, cá dentro a Visão, por exemplo - e os mundos sugeridos por inúmeras capas de rock progressivo. Tudo junto numa palavra talvez resulte Escapismo.
Estas últimas vertentes diluem-se numa tendência mais internacional própria da época, composições abstractas e arquitectónicas, algumas inspirações surrealistas que também se manifestam noutra das tendências principais, neste conjunto de ilustrações, observada num traço mais líquido e rabiscado a fazer lembrar o underground norte-americano da Zap Comix e afins.
Consideração final e especulativa: o desencanto generalizado (talvez evidente num tipo de pessoas mais vocacionadas para as artes) com a experiência abortada da Revolução Socialista, as possibilidades que aí se perderam, a ideia de liberdade "libertária" que se consumiu, o poder aos jovens, uma nova sociedade e mais etceteras sonhados durante o PREC. A frustração tinha de sair por algum lado. Foi isto, também?"
Musicalíssimo Freak 1980-82 #2, Março de 2026,  28 págs, impresso a preto sobre papel texturado creme 120g., 14,2x20,2cm. Tiragem: 25 exemplares. Edição: Marte Instantânea / Holuzam. Lisboa.

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