01 novembro 2026

Forbiddenzine

Fanzine concebido pelos alunos de Desenho da Turma E, do 11.º ano do Curso de Artes Visuais do Agrupamento de Escolas de Almeirim.
Os participantes partem das condições de vida antes do 25 de Abril de 1974, a situação e os direitos das mulheres, a liberdade de expressão ou curiosidades como a proibição do consumo de Coca-Cola ou do uso de isqueiro sem licença, para apresentarem a sua ilustração.
Outros alunos preferem retratar figuras associadas à Revolução de Abril, como Vasco Lourenço, Ary dos Santos, Zeca Afonso, Salgueiro Maia, Maria Barroso, Maria Teresa Horta, Costa Gomes ou Celeste Caeiro.
Forbiddenzine, 2024, 20 págs, impressão a cores, 14,9x21cm. Tiragem: 50 exemplares. Edição: Câmara Municipal de Almeirim.

30 outubro 2026

Feedback

Feedback #3
Publicação gratuita dedicada à divulgação das sonoridades mais pesadas, com bastantes afinidades estéticas e editoriais com Underworld - Entulho Informativo, mas menos eclética e diversificada. Na capa surgem os noruegueses The Kovenant, por altura do lançamento do disco 'Seti' que marca uma viragem na sua música.
São publicadas entrevistas aos portugueses Squad, e também uma extensa conversa com os suecos Nightingale. As páginas seguintes são todas dedicadas à divulgação e crítica de novas edições discográficas. Na rubrica 'Sub-Cave', dedicada às maquetes/demos são referenciadas gravações das bandas portuguesas Fear The Name, Invoke e Stream.
Seguem-se umas largas dezenas de resenhas sobre discos de metal (e todas as suas variantes), destacando-se os discos 'Souvenirs' de The Gathering e 'Damnation' de Opeth.
Feedback #3, Abril de 2003, 16 págs, offset a preto & branco; capa a cores, 21x29,7cm.

Feedback #7
No editorial, escreve-se sobre as quotas de música portuguesa a passar obrigatoriemente nas rádios. Logo depois, é publicada uma entrevista aos ShockShow, uma banda da margem sul. Na rubrica 'Dissecados & Avaliados' são analisados imensos novos lançamentos discográficos na área do metal. Nos discos portugueses, refere-se os novos discos de Mata-Ratos, Anger, Retroact e TwentyInchBurial.
Nas páginas seguintes, destaque para as entrevistas aos finlandeses Stratovarius e Impaled Nazarene. Há ainda espaço para entrevistas aos Gorerotted, Falkenbach, e às bandas nacionais Mata-Ratos e Jesus on Fire.
A última página é dedicada à divulgação de publicações recentes, com nota máxima para o fanzine UR de Castelo Branco. Nas novas maquetes, referências positivas para a banda Blue Sound Traffic, sucessores dos Drawned in Tears, e também para o novo trabalho dos Level's Rising.
Feedback #7, Janeiro de 2004, 20 págs, offset a preto & branco; capa a cores, 21x29,7cm. Porto Salvo.

28 outubro 2026

Nightmare Ink

Nightmare Ink #2024
Abre com uma breve panorâmica sobre o que Nightmare Ink pretende ser enquanto editora independente dedicada à temática do horror. Esta brochura exibe uma pequena amostra sobre alguns dos trabalhos de Miguel Gonçalves, incluindo um excerto de 'The Scarecrow Man', publicado anteriormente em livro.
Apresenta-se também o primeiro capítulo resumido da história 'The Haunting of Blackwood Manor' e duas histórias curtas inéditas 'Tracks' e 'The Clattering'. Tudo escrito em inglês...
A capa e as ilustrações nas páginas interiores são da autoria de Daniel da Silva Lopes.
Nightmare Ink, 2024, 12 págs, impressão preto & branco, 14,7x21cm. Porto.

Nightmare Ink #2025

Nesta amostra do trabalho desenvolvido pela editora, é apresentado 'Snowflake' a ser incluído em 'Winter Horrorland' a publicar em finais de 2025.
Miguel Gonçalves oferece mais um excerto de 'The Scarecrow Man', publicado anteriormente em livro e desenvolvido posteriormente em plataformas online.
As páginas centrais apresentam um excerto de 'School's Night Out', um conto assustador também escrito por Miguel Gonçalves.
Segue-se 'The Composition' um texto escrito para o Concurso Spooktober 2024. As derradeiras páginas são preenchidas com dados biográficos e bibliográficos de Miguel Gonçalves, bem como de algumas transcrições das reações dos leitores aos seus trabalhos.
Daniel da Silva Lopes foi o responsável pela concepção da capa e do grafismo desta edição.
Nightmare Ink, 2025, 12 págs, impressão preto & branco; capa a cores, 14,7x21cm. Porto.

26 outubro 2026

Mesinha de Cabeceira

Mesinha de Cabeceira #0
O fanzine Mesinha de Cabeceira (MdC) começou a ser editado em 1992 por Marcos Farrajota e Pedro Brito, pelo que comemorou 30 anos de existência em 2022.
Este número inaugural, apresentava como temas o Outono e as aulas, pois a estação era o Outono e a malta do fanzine era jovem e com o fim das férias de Verão ia regressar às aulas. O MdC pretendia adoptar um tema para cada edição, mas ia logo avisando que havia flexibilidade relativamente a esta matéria, o que foi bastante sensato - eles eram jovens, mas não eram tontos!
São apresentadas bd de Marte e Pedro Brito, de Rui Lacas e de Miguel Falcato.
Na vertente de divulgação musical, é publicada uma entrevista a uma banda completamente desconhecida com o nome de 'Coca Cola Mentol & Conflitos'.
Na rubrica 'Críticas Crípticas', Arlindo Horta escreve uma resenha sobre a novela gráfica 'Arkham Asylum' de Dave McKean.
Na secção de notícias curtas denominada 'Rapidinhas', uma vez que não se consegue alinhavar nada sobre os The Smiths e sobre o filme 'Naked Lunch' de David Cronenberg, falam sobre a morte iminente de um super-herói da DC Comics e também sobre o concurso de cartoon Amadora/92.
Também são publicados textos 'incoerentes e marados' da amiga Ana.
Conheço o MdC praticamente desde o início e é um fanzine muito especial para mim, uma vez que acompanhou em simultâneo o meu crescente interesse por publicações amadoras. Fui assistido às suas diversas mutações: fanzine colectivo, outras vezes monográfico; da fotocópia à serigrafia; do preto & branco à impressão a cores; os vários tamanhos e formatos, os diversos tipos de papel, autores portugueses e estrangeiros...
Ao longo de mais de 40 edições, o MdC apresentou-se sempre diferente, mas com uma notória evolução no trabalho de edição e publicação a cada novo número.
Muito mais haveria a dizer sobre o MdC, mas a melhor homenagem que lhe posso prestar é voltar a pegar nas suas edições, rever e ir deixando aqui algumas notas pessoais.
Julgo que me faltam alguns dos números iniciais, uma vez que o Marcos sempre recusou fazer reedições... O que faz algum sentido, quando se acredita que o melhor é o que está para vir!...
Mesinha de Cabeceira #0, Outubro de 1992, 24 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel cor laranja, 14,9x21cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: FC Komix.

Mesinha de Cabeceira #2 / #3
Número duplo editado por Pedro Brito e Marcos Farrajota, em estilo split-zine. A capa exterior é da autoria do artista Pedro Proença. Na capa da parte 'Algumas Estórias Absurdas' (#2) surge uma colagem de Ana Dionísio, seguindo-se a bd 'A Maldição do Pénis' de Arlindo, uma bizarra história negra, muito bem desenhada e ainda melhor escrita. Depois, duas pranchas de Guima (Ricardo Tércio), com muita confusão e cabeças mutantes. 'Abuso de Menores' é uma bd de Lacas, envolvendo relações incestuosas e depravação.
Na parte 'New Kids on the Bollocks' (#3), apresentam-se novos personagens e colaboradores a debutar nas páginas do MdC. Há uma prancha de 'Alice - The Real Girl' com argumento de Marte e arte de Pedro Brito (também autor da capa desta parte). Depois um Folhetim Interactivo por Arlindo. Pelo meio, surgem umas tiras envolvendo complexos de Édipo, soldados bósnios e Joseph Volverin, por Miguel Falcato e Marcos Farrajota.
Nas 'Críticas Crípticas' procede-se a uma recuperação engendrada por Marcos Farrajota de um texto de Domingos Isabelinho recolhendo uma série de 'pérolas' encontradas nos escritos sobre bd publicados na imprensa nacional, atribuindo-lhes um galardão e tudo!
Antes de terminar, há ainda espaço para 'Play Rats' de João Tércio.
Mesinha de Cabeceira #2/3, Setembro de 1993, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 150 exemplares. Edição: FC Kómix. Barreiro.

Mesinha de Cabeceira #4
O tema deste quarto número 'sangue novo' pretende dar visibilidade a novos autores ainda por publicar. A capa e contracapa são assinadas por Sandro. A primeira banda desenhada, intitulada 'Folhetim - Parte 5' começa sempre com o mesmo pressuposto, derivando para desfechos diferentes. Segue-se 'Lisboa Dá à Luz' por Vitor Santos, uma cidade em processo de transformação, parindo novos edifícios.
Na rubrica 'Criticas Crípticas', Marcos Farrajota relata os principais eventos do 7.º Salão Internacional de Banda Desenhada do Porto. Depois, Deo apresenta a prancha 'A Companhia dos Monstros'. Logo de seguida, somos surpreendidos com a primeira bd de Gregório, às voltas com a sagrada trilogia do sexo, drogas e morte, que assombra a existência de muitos artistas.
Novo capítulo de "Criticas Crípticas", com Marcos Farrajota a insistir na banda Coca Cola Mentol & Conflitos (ver MdC #0).
Pedro Brito apresenta 'Tédio!' uma bd sobre a falta de inspiração e algo de interessante para fazer. Antes da nova secção de correio dos leitores, é publicada uma ilustração de Pedro Proença. Nas páginas centrais, duas pranchas por Maria João.
Mira apresenta uma 'bd montagem' sequenciando uma série de vinhetas de proveniências e estilos diversos, procurando uma possível narratividade. Depois, vem 'Playrats' por João Tércio e uma nova bd de Gregório, desta vez, com guitarras distorcidas e multidões em delírio.
'Inadaptados' marca a estreia de Nunsky, com a bd mais extensa, exibindo todo o catálogo de criaturas que habitam o submundo da grande selva urbana: drogados, vagabundos, prostitutas e inadaptados. Quando os skinheads se cruzam no caminho, segue-se uma orgia de sangue e vísceras de carecas nazis, arrancadas a golpes de motosserra.
Mesinha de Cabeceira #4, Janeiro de 1994, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 115 exemplares. Edição: FC Komix. Barreiro.

Mesinha de Cabeceira #6
A capa é da responsabilidade de Pedro Brito, que também desenha a bd 'Homem-Transferidor' baseada no argumento de Marcos Farrajota. Segue-se a prancha 'Ovelhas' de José Carlos Fernandes e também "Uma História de Amor" de Marcelão, editor do fanzine Over-12.
Destaque para a publicação de uma entrevista com Estrompa, responsável pelos fanzines Shock e Café no Park.
'Loverboy - O Empatas Industrial' da autoria de Marte, com o Loverboy a recorrer a todo o tipo de expedientes para tentar safar-se das suas responsabilidades 'conjugais'.
As últimas páginas são dedicadas a trabalhos rejeitados e à divulgação de prémios e concursos.  
Mesinha de Cabeceira #6 (1.ª edição), Outubro de 1994, 24 págs, fotocópia a preto & branco, 21x14,9cm. Tiragem: 30 exemplares. Edição: FC Komix. Barreiro.

Cerca de meio ano após a edição original, surge a 2.ª edição 'aumentada e melhorada'. Relativamente à primeira edição, desaparece o Loverboy e em contrapartida, entram novas bd: um cão americano tipo Pluto a mimetizar cenas do filme 'Apocalypse Now'; 'Playrats' de João Tércio; uma prancha humorística da dupla Geral & Derradé e também alguma bd autobiográfica de Marcos Farrajota. Há uma melhoria nítida na qualidade de reprodução das fotos do Estrompa a acompanhar a respetiva entrevista - era uma pena umas fotos tão boas estarem tão mal impressas!
Nesta nova edição há também mais texto como as 'Críticas Crípticas' que versam sobre várias edições da responsabilidade de José Carlos Fernandes e também curtas resenhas sobre os novos números dos fanzines Classe Média e do BadSummerBoys. Outra novidade é a publicação da 'Lista de Ódio' do Marcos e uma lista de nomes brasileiros muito bizarros.
Mesinha de Cabeceira #6 (2.ª edição), Fevereiro de 1995, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 21x14,9cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: FC Komix. Cascais.

Mesinha de Cabeceira #8
Este número foi um dos primeiros split'zine publicado em Portugal, juntando o MdC #8 e o terceiro e último número do fanzine Comtrastes, editado por João Fazenda.
A explicação para esta junção deveu-se ao facto de ambos os fanzines terem falta de material para completar as suas edições. Esta edição incluia ainda o suplemento My Precious Things onde incluia resenhas a edições independentes e tiras humorísticas como Lista de Ódio (uma tentativa de cruzar o formato de tira humorística com a autobiografia, sendo a presente a primeira verdadeiramente autobiográfica).
O cabrão da capa foi desenhado por Jorge Coelho. A primeira prancha 'Nojentus' é um tributo de Marcos Farrajota a Mike Diana, pelo que podem imaginar a podridão! Continua com a bd ' O Gang das Bolas de Ténnis' com argumento do mesmo Farrajota e arte de Pedro Brito, com o gang a espalhar o caos pelas ruas burguesas de Cascais.
Segue-se uma entrevista com a banda Damage Fanclub, bem como uma breve bio-discografia.
'Ano 2000' é o título de uma bd especulativa sobre o fim do mundo no fim do milénio e os caminhos que se abrem ao autor. Logo de seguida, 'As Regras da Jungle' uma prancha divertida da autoria de Marcelão.
Pedro Brito desenha uma sequência de diversos guarda-roupas alternativos do Loverboy e de Alice.
'Nação Mutante' desdobra-se a prever e a encenar a morte de Henry Rollins em Perfect City. A prancha seguinte, da autoria de Nunsky, retrata uma manifestação de jovens ovelhas dos anos noventa, um pouco indecisas sobre as suas motivações. 
As bd de Marcos Farrajota foram republicadas nos livros Noitadas, Deprês e Bubas e Talento Local.
Mesinha de Cabeceira #8, Outubro de 1995, 36 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 125 exemplares. Edição: FC Komix. Cascais.

Mesinha de Cabeceira #10
Editado por Marcos Farrajota / FC Kómix, em colaboração com a Associação Chili Com Carne, conta com capa e bandas desenhadas de Marcos Farrajota. A primeira parte deste número é preenchida com 'Histórias de Noitadas, Deprês & Bubas', num estilo diarístico, algumas vezes escorregando na irrelevância, outras vezes (os melhores momentos) num estilo autobiográfico, que nos suscita a dúvida se o autor não estará a divagar e a ficcionar a sua vida e intimidade.
Segue-se a rubrica 'Críticas Crípticas' comentando diversas publicações alternativas como 'Malus' de Christopher Webster e 'Sourball Prodigy' de Mike Diana, ambas posteriormente editadas por M. Farrajota. No tocante aos fanzines nacionais, notas sobre Sub #1, Shock #19, Aardvark #3 e Atelier de Técnicas Narrativas - Curso de Banda Desenhada.
Daniel D. (Dias) apresenta uma bd sanguinolenta em duas pranchas. De seguida, um extenso artigo 'Tolerância Zero' escrito por Mike Diana, narrando o seu caso com o sistema judicial americano devido ao seu fanzine 'Boiled Angel'.
Na última página, o 'Rejeitados #8', com um desenho da Mariazinha por Rui Lacas, feito para um poster que nunca chegou a ser impresso.
Mesinha de Cabeceira #10, Novembro de 1996, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 21x21cm. Tiragem: 150 exemplares. Edição: FC Komix. Cascais.

Mesinha de Cabeceira #11


Mesinha de Cabeceira #11, Março de 1997, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 21x21cm. Tiragem: 150 exemplares. Edição: FC Komix. Cascais.

Mesinha de Cabeceira #12


Mesinha de Cabeceira #12, Julho de 1997, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 21x21cm. Tiragem: 150 exemplares. Edição: FC Komix. Cascais.

25 outubro 2026

Arco-íris a Preto e Branco

Fanzine colectivo de pequeno formato impresso no estúdio Desisto e editado pelo Coletivo Sarna. Os trabalho são bastante diferenciados tendo em conta que cada autor contribui com uma página e o desafio é imaginar um arco-íris sem o seu espectro habitual de cores.
Participam com desenhos, ilustrações e pequenos textos os seguintes autores: Luís Alegre, Aníbal Couto, Marco Franco, Andy Calabozo, João Franca, Alexandra Saldanha, Simão Simões, Xavier Almeida, João Fonte Santa, Nuno Vago, Tiago Martins, João Silvestre, Manuel Fonseca e João Moderno.
Arco-íris a Preto e Branco, Setembro de 2018, 24 págs., risografia a preto & branco, 10x13,8cm. Edição: Coletivo Sarna. Guimarães.

23 outubro 2026

Monitor

Monitor era o boletim informativo associado à loja de música Ananana. Depois de publicarem dois números em forma de revista semestral, optaram depois por apresentar um boletim gratuito mensal, promovendo a diversidade musical. Os editores deste número inaugural são Rui Eduardo Paes (REP) e Paulo Somsen, contando com a colaboração de Jorge Saraiva e Maurício Janeiro.
As primeiras notas servem para assinalar as novidades editoriais sobre a música mais exploratória. Segue-se o artigo 'Vêm Aí os Japoneses? assinado por REP, e depois publicam-se diversas resenhas a edições discográficas de Bruno Maderna, Brighter Death Now, Mo Boma, Muslimgauze, Osso Exótico, Nouvelles Lectures Cosmopolites e X-Legged Sally.  
Monitor #1, Junho de 1994, 8 págs, offset a preto & branco, 14,9x21cm. Lisboa.

22 outubro 2026

Tu és Mau

Colecção de imagens exibindo patches criados por Sofia a Melancia, a partir de um universo fantástico, povoado por criaturas extraordinárias, bicharocos e personagens inspirados nos contos tradicionais, desenhados a marcador de feltro na superfície têxtil.
Vislumbra-se uma intenção de reactualizar os antigos lavores e saberes, os paninhos bordados, os lenços dos namorados e inscrever neles outros imaginários e linguagens.
O ponto cerzido no pano, que podia ser o ponto cirúrgico a tricotar a pele, denotando uma fisicalidade explorando os limites do material, numa mescla exótica entre o sagrado e o profano, entre o infantil e o monstruoso, um espanto tatuado no pano em cores resplandecentes.
Tu és Mau, 2025, 24 págs, impresso a cores, 10,5x15cm. Porto.

21 outubro 2026

Non Nova Sed Nove

Fanzine de poesia coordenado por Luis Paulo Meireles e Mário Galego, publicando poemas de José Petinga, Ramiro du Roc, Luis Paulo Meireles, M. Parissy, José Luís Peixoto, Ricardo Bordalo e Espalha.
'O Homem que Vivia Dentro de Um Poema' é o título de um texto evocativo de Santa Rita Pintor, escrito por M. Parissy.
Nas últimas páginas é publicada a crítica 'As Palavras' da autoria de Nuno Brás, remoendo as palavras de verbo fácil e usadas a torto e a direito. 
Non Nova Sed Nove, Dezembro de 1995, 20 págs, fotocópia a preto em papel reciclado, 14,9x21cm. Nazaré.

20 outubro 2026

Memórias de Uma Millennial Portuense

Cátia Vide conduz-nos através de uma viagem nostálgica às recordações da sua infância. Porto, anos 90, uma cidade repleta de lugares, cheiros e símbolos que perduram na sua memória. As idas ao cinema Charlot no Shopping Brasília, o Mercado do Bolhão antes da transformação em mercado gourmet para turistas, os passeios com a família.
Pelo meio, recordam-se também algumas marcas e produtos simbólicos da Invicta como a água de colónia da Ach. Brito e os lápis com a tabuada da Viarco, que davam muita ajuda nos trabalhos de casa.
Para tornar estas memórias mais vibrantes, a autora juntou ao fanzine um verdadeiro lápis n.º 453, com a tabuada até ao 10, fabricado pela Viarco.
Memórias de Uma Millennial Portuense, Janeiro de 2025, 12 págs, impresso a cores, 14x20cm. Porto.

18 outubro 2026

Modernista

Modernista #0
Curioso fanzine dedicado exclusivamente à cena mod, editado por Leonel Ventorim e José Felix Mourinho. Modernista procura abranger tudo o que rodeia a cultura mod desde o vestuário, estilo de vida, filmes, música, etc. O fanzine tinha distribuição gratuita nos eventos e festas mod.
Luís Oliveira escreveu o seguinte no Underworld - Entulho Informativo #26: "numa altura de estreias e abertura de portas em Portugal, surge também Modernista, que se apresenta como sendo o primeiro fanzine direccionado para a cultura mod em terras lusas. Este número zero acaba por ser uma apresentação do movimento mod - culto nascido nos anos 50 entre os jovens da classe operária inglesa com seu próprio estilo de vida e fascínio pela moda - num País onde nunca teve o seu espaço e a sua explosão é muito recente.
Encontramos aqui um resumo da história mod que omite não se entende porquê a fase hard-Mod (69-72), dicas sobre estética e música, uma passagem pelo mundo do scootering e diversas reviews e notícias. Dispensável era o artigo com as premissas, tipo mandamentos sagrados, de como nos devemos comportar numa festa... para quem diz ter tanto "andamento" soa um bocado mal. A vida Moderna também tem disto."
Modernista #0, Setembro de 2007, 16 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Lisboa.

Modernista #1
Este número surge mais estruturado e com mais colaboradores a escrever. No editorial, definem-se como urbanos, bem parecidos, animados e diferentes das outras pessoas. Seguem-se breves apontamentos acompanhados de fotografias sobre festa mod realizadas em Lisboa.
Miguel Ângelo escreve sobre o "Mod Revival em Portugal" com enfoque na zona de Cascais. O tema do revivalismo em torno do mod continua nas páginas seguintes, enquadrando a vertente musical, o estilo e o contexto social onde se desenvolve o movimento.
O Rapaz do Chapéu escreve sobre a Chess Records, uma editora de referência para os mods. Nas páginas centrais é apresentado um poster da banda The Poppers fotografados por Rita Carmo. Há também uma entrevista aos membros da banda, na sequência do lançamento do álbum "Boys Keep Swimming".
Depois de uma página dedicada a sugestões de livros, filmes e discos, o destaque vai para o estilo, moda e roupa, com várias páginas dedicadas a fornecer todas as pistas para vestir a rigor mod. As motorizadas Vespa também são uma imagem de marca do movimento mod e há muitos conselhos e sugestões para os respectivos fãs.
Modernista #1, Novembro/Dezembro de 2007, 20 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Lisboa.

Modernista #2
O editorial é premonitório e certeiro relativamente à gentrificação dos centros das grandes cidades. Segue-se a crónica ao concerto dos The Poppers no Music Box e depois um relato sobre a digressão dos editores aos bares modclubbing lisboetas, discutindo-se ao mesmo tempo a nova lei que proíbe o consumo de tabaco nos locais de diversão nocturna.
Há também uma entrevista a Merton, autor do blogue Rock no Liceu, que partilha igualmente uma selecção de edições portuguesas da era revival. As páginas centrais são dedicadas em exclusivo a Brian Jones, fundador dos The Rolling Stones.
Podem encontrar-se também múltiplas sugestões de leitura e discográficas dentro do espectro do mod. As páginas finais são dedicadas ao estilo e ao guarda-roupa, com destaque para as parka e os crombie, finalizando com as motorizadas de marca Vespa.
Modernista #2, Janeiro/Fevereiro de 2008, 20 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Lisboa.

17 outubro 2026

Haunted Screen

Fanzine de pequeno formato constítuido por imagens capturadas no ecrã do telemóvel de Matilde Feitor, organizadas sem grande critério (segundo a autora). Algumas páginas do fanzine mimetizam o ecrã de telemóvel, com os ícones de interacção e as barras de tarefas.
Na primeira página, surge um texto em inglês, inspirado na obra "Fantasmas da Minha Vida - Escritos sobre Depressão, Hantologia e Futuros Perdidos" de Mark Fisher, perscrutando os sintomas da zombificação cultural do nosso tempo.
Nas restantes páginas, são apresentadas imagens aleatórias, umas com divertidas legendas em inglês, outras com o telemóvel em plano de destaque, seja como máquina que tudo regista a todo o momento, mesmo qualquer insignificância, ou então utilizado como arma que aponta letalmente.
Haunted Screen, Dezembro de 2025, 16 págs, fotocópia a preto & branco, 9,2x13,5cm.

14 outubro 2026

Nemo (1.ª Série)

Nemo #1

Depois de feitas as apresentações do Nemo e demonstradas as motivações no editorial, traça-se uma breve biografia de Windsor McCay, apresentado como o primeiro génio da banda desenhada. São apresentadas diversas facetas do trabalho criativo de McCay e reproduzidas algumas sequências de 'The Little Nemo in Slumberland', que pecam apenas pelo pequeno formato deste fanzine.
'Como se Traduz Banda Desenhada em Portugal' refere as vicissitudes da tradução, como a alteração dos nomes dos personagens e o pouco cuidado com a integridade da obra traduzida.
Há duas páginas dedicadas a curiosidades sobre a banda desenhada, como sejam desenhos copiados, incongruências entre vinhetas sequenciais, etc.
Segue-se um destaque à reedição de 'O Caminho do Oriente', da autoria de Raul Correia e de Eduardo Teixeira Coelho, considerada como a mais monumental banda desenhada portuguesa, tendo sido relançada em seis volumes pela Editorial Futura em 1983-84.
A capa do Nemo foi colorida manualmente pelo editor Manuel Caldas.

Nemo #1 (1.ª Série), Março de 1986, 28 págs, offset a preto & branco, 14,9x21cm. Póvoa de Varzim.

Nemo #3

No terceiro número do Nemo, destaca-se a publicação de uma extensa biografia e de diversas pranchas do autor norte-americano de banda desenhada humorística Cliff Sterrett. Considerado por alguns como um dos autores mais relevantes entre os pioneiros da bd, Cliff Sterrett mantem-se afastado do reconhecimento generalizado do grande público.
Na rubrica "Alguns Comentários a Algumas Edições Portuguesas de BD" são analisados diversos álbuns como "Aventuras de Dick", "O Regresso de Mafalda", "Fátima" e "A Descoberta do Mundo". Como se pode verificar por esta amostra, a publicação de banda desenhada em Portugal nesta época era bastante clássica e até conservadora.
M. Nöel Hantonio (pseudónimo de Manuel Caldas) publica um artigo sobre Lucky Luke, referenciando a liberdade ansiada por Morris e a deriva para o infantilismo assumido. 
Segue-se uma página dedicada a curiosidades encontradas em várias vinhetas como sejam diferenças entre diversas edições, pés com seis dedos, etc.
As páginas restantes deste terceiro Nemo, são dedicadas a The Spirit, célebre personagem criado por Will Eisner em 1940.

Nemo #3 (1.ª Série), Outubro de 1986, 24 págs, offset a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 151 exemplares, Póvoa de Varzim.

Nemo #5
Com o subtítulo "Fanzine sobre bd", o Nemo é bastante abrangente, destacando a bd mais clássica, mas também lançando um olhar atento à bd contemporânea. Este número cinco, representa o final da 1.ª série, pois o director e editor Manuel Caldas, assume que não tem conseguido cumprir a periodicidade que se comprometeu e que outros projectos exigem a sua disponibilidade e atenção.
Na rubrica "Na Infância da Banda Desenhada" é apresentada uma prancha de A. Gary, datada de 1891, mas modernamente estruturada.
"Gaston Lagaffe" é o destaque deste número, merecendo um extenso texto assinado por M. Nöel Hantonio (pseudónimo de Manuel Caldas). O personagem criado por Franquin surge na capa, colorido manualmente pelo editor.
Nas páginas dedicadas às curiosidades sobre a bd, são analisadas diversas vinhetas e diferentes edições da mesma obra, realçando as influências, a censura pudica, o esboço e a arte final, etc.
Robert McCay, filho Winsor McCay, é reabilitado, na medida em que Manuel Caldas havia afirmado precipitadamente que se tratava de um autor medíocre, mas avaliando as pranchas posteriores, revelar-se-ia um autor muito melhor do que faziam prever os seus trabalhos iniciais.
As páginas centrais são ocupadas com o correio dos leitores e respetiva resposta do editor. Seguem-se algumas páginas dedicadas a comentar recentes edições de bd lançadas no mercado nacional, como "A Balada do Mar Salgado" de Hugo Pratt ou "A Febre de Urbicanda" de Schuiten e Peeters.
Jorge Guerra publica o texto "Conan e as Noites do Tempo" sobre o herói musculado criado por Robert E. Howard.
Para terminar, Manuel Caldas escreve o texto "As Tribulações de Eternus 9 e de Victor Mesquita", concluindo com a publicação de uma prancha inédita no álbum e na Visão e que tinha sido publicada no jornal Expresso.
Outro Nemo estaria para vir.
Nemo #5 (1.ª Série), Janeiro de 1988, 24 págs, offset a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 200 exemplares, Póvoa de Varzim.

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