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10 julho 2026

Boletim do CPBD

Boletim do CPBD #48
Boletim do CPBD #48, Janeiro / Fevereiro de 1985, 20 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Edição: Clube Português de Banda Desenhada. Lisboa.

Boletim do CPBD #54
O Boletim do CPBD teve a coordenação de Carlos Gonçalves e a capa  desenhada por Ajota (António Jorge Quadros). A primeira banda desenhada "Eu Sou Linda", com arte de Ric e história por Mike, é uma correria desvairada de dois jovens que percorrem as praias e os locais de diversão nocturna, sempre em busca de adrenalina e de engates ocasionais, com muita porrada pelo meio.
Depois M. Jorge apresenta "Tarzu", que vai parar à prisão por estar a incomodar os vizinhos com a sua gritaria, mas a sua mãe não vai deixá-lo a apodrecer na cadeia.
O mesmo autor apresenta ainda outra prancha, que é encaixada por baixo da última página da bd anterior.
Segue-se a adaptação em bd por M. J. Galante do poema "Trovas para serem vendidas na travessa de S. Domingos" escrito por António Gedeão.
As últimas quatro páginas contêm um índice elaborado por Fernando Burguete, com a descrição dos hérois e das histórias publicadas no "Tintin" desde o 1.º até ao 15.º ano de publicação. 

Boletim do CPBD #54, Janeiro / Fevereiro de 1985, 20 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Edição: Clube Português de Banda Desenhada. Lisboa.

Boletim do CPBD #82
Este número do Boletim do CPBD continua a apresentar a adaptação em banda desenhada de "O Malhadinhas" de Aquilino Ribeiro. A adaptação realizada pelo bracarense José Pedro Costa é excelente e consegue capturar toda a ambiência e idiossincrasias dos personagens criados por Aquilino Ribeiro.
O desenho e o desenvolvimento da narrativa denotam um excelente domínio da linguagem da banda desenhada. A história seria concluída no número seguinte do Boletim.
Esta adaptação de um texto clássico da literatura portuguesa merecia um reedição cuidada, em conjunto com outros trabalhos da autoria de José Pedro Costa.
Boletim do CPBD #82, Novembro / Dezembro de 1989, 16 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Edição: Clube Português de Banda Desenhada. Lisboa.

Boletim do CPBD #86
O Boletim aparece renovado e revigorado com a coordenação editorial do muito jovem João Fazenda (então com 13 anos), que assina a capa e uma bd "As Diabruras do Picas" passada numa sala de aulas durante um exame.
O arranjo gráfico do Boletim também foi remodelado, resultando numa publicação mais jovem, atractiva e moderna. 
Manuel Brum publica "Os 11 Mandamentos" parodiando o filme de Cecil B. de Mille. O destaque desta edição é uma entrevista a Jorge Mateus conduzida por Fazenda e por Marcos Farrajota, abordando o trabalho, as influências e o percurso do autor, entremeando com diversas vinhetas e extratos de histórias desenhadas por Jorge Mateus.
A banda desenhada "O Tiro" de Marcos Farrajota envolve policias e ladrões e uma espécie de duelo com frases assassinas e pistolas encravadas.
A contracapa apresenta um desenho do personagem "Raul, O Sinistro" de Ricardo Blanco. 
Boletim do CPBD #86, Fevereiro de 1992, 20 págs, fotocópia a preto & branco; capa com segunda cor, 21x29,7cm. Edição: Clube Português de Banda Desenhada. Lisboa.

Boletim do CPBD #89
A coordenação deste número ficou a cargo de Pedro Gil, que se propunha tentar tirar o Boletim do CPBD da letargia em que se encontrava. Começa com uma breve, mas bastante interessante, entrevista a Rui Gamito, que também contribui com a bd 'Armindo Way', um dia de raiva e de vingança de um marido encornado. 
Estrompa publica 'Licença para a Morte' uma escapada fora de horas antes de embarcar para o Vietname, que acaba na cadeira eléctrica.
'Sub-Urbano' é um conjunto de sete tiras divertidas de Absinto, contando com duas personagens: - um homem que gostaria de ser um rato; e um rato com inteligência de homem.
'Transfigurações de um Herói' é um texto de Paulo Duarte sobre a criação e evolução dos super-heróis ingleses sob a sombra tutelar de Alan Moore e Neil Gaiman.
Segue-se uma curta biografia de Ruka (Rui Rebello da Silva) e uma excelente bd nocturna, misturando com felinos, álcool e violência.
Daniel Martins contribui com a prancha 'Toxicidades' e J. Coelho com 'Bronx ou Lx?'. Há ainda diversas ilustrações de Tozé Lopes, Nuno Marques e J. Coelho.
Boletim do CPBD #89, Outubro de 1995, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 400 exemplares. Edição: Clube Português de Banda Desenhada. Lisboa.

Boletim do CPBD #90
Numa altura que o Clube Português de Banda Desenhada (CPBD) comemora 20 anos de existência, a edição do Boletim fica a cargo de Bruno Campos (Arkham, Aardvark, Bizarro) e as palavras que tece no editorial ao CPBD não são as mais elogiosas.
A primeira prancha "Uscometa" é de Pitchu. Depois "Telefones Eróticos com Sarampo" , um poema de Alice P. ilustrado por João Fazenda.
Geraldes Lino faz uma cobertura à 23.ª edição do Festival de Angoulême. 
"O X marca o lugar do tesouro" e mais duas tiras avulsas, compõem mais uma página da autoria de Pitchu.
Nas páginas centrais, uma mulher que espera, um telefone que não toca em "Kitten" de Dan Silva.
Segue-se um conjunto de notas e informações escritas por Bruno Campos sobre fanzines, editoras e festivais de bd.
"Sobre as Espetes de Marte" é mais uma jornada cósmica da autoria de Nuno Nisa, mas desta vez o humor sobrepõe-se, transformando-se numa deriva espacial cómica.
"Os Erros dos Deuses", é um comentário crítico de Sá-Chaves ao álbum lançado pela editora ASA "A Voz dos Deuses".
Uma nova bd mais extensa de Dan Silva intitulada "Mulher-Na-Peça", envolvendo um roubo de uma peça mística que gera uma onda de dor e vingança.
A finalizar, uma nova incursão de Pitchu no mundo das praxes académicas e dos programas de TV para o público mais jovem. 
Boletim do CPBD #90, Setembro de 1996, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Edição: Clube Português de Banda Desenhada. Lisboa.

30 abril 2026

SUB

SUB #1
 
Fanzine dirigido por Pitchu que inclui diversas bandas desenhadas originais de Nuno Costa, Hugo O'Neill, Jorge Lopes, Mona, Agostinho Marques, Marta, Ana Carvalho, Ivo Batista, entre outros. Há também uma bd de Sergio Aragones e outra extraída dos "Piratas do Tietê". Ao longo do fanzine, vão surgindo as mais diversas derivações de palavras contendo SUB, como subterfúgio, subúrbios, sub-raça, subespécie, submerso, subir, suborno, subcutaneo, sub...
Outra das especificidades da publicação, é a inclusão de diversos apontamentos de carácter técnico, como sejam manuais de utilização de diversos objectos, como ventoinhas, motosserra, rebobinar uma cassete, como produzir um fanzine.
Nas páginas centrais, é apresentado um trabalho de Loro, com o habitual nu feminino. Como musas inspiradoras para o primeiro número do SUB são apontadas as revistas Chiclete Com Banana, Piratas do Tietê, Animal, Vibora, Quadrado, KBD e TV Guia!
SUB #1, Maio de 1996, 40 págs., fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm.

SUB #5+3
Fanzine caótico editado Pitchu, integrando banda desenhada, fotografia, textos avulsos, grafismos, projectos artísticos e bastante pornografia.
A encimar todas as páginas do SUB, são publicadas tiras com fotografias, com sequências de luta greco-romana, com imagens de serial-killers, de anúncios publicitários ou de manuais de instruções.
"A História do Quadro que foi Destruído" da autoria de Margarida Alface, com cobertura fotográfica de Pitchu acompanha a execução de uma pintura desde os primeiros traços até á sua conclusão.
Segue-se uma bd de Agostinho Marques com violência sobre a mulher por via telepática.
Depois uma Daniel Baptista apresenta uma história em estilo manga com muita violência à mistura.
São publicados diversos textos de Lista S. em estilo e temática muito variada. Intercalados com os outros trabalhos surgem diversas bd de Pitchu
Várias fotografias de pessoas novas e velhas e algum texto informativo em inglês, representam o genocídio praticado pelos Khmer Vermelhos no Cambodja.
"Stressados Anónimos", por Marte, apresenta as reuniões do grupo que deixou de se sujeitar à ditadura do relógio.
Com desenho de Angela e textos de Cartilha, uma estranha bd em estilo on the road, com desfecho mortal.
Seguem-se várias páginas com anúncios de jovens colegiais japonesas, em poses eróticas ou com esgares de grande excitação.  
SUB #5+3, Outono de 1999, 80 págs., fotocópia a preto & branco e capa em linóleo serigrafado, 14,5x21cm, Tiragem: 100 exemplares.

SUB #9 (Necro)
SUB alinhado sob o tema da morte, assumindo o lema 'debmur morti nos nostraque' (devemos as nossas vidas à morte) e reunindo um manancial caótico de imagens fortes e reconhecíveis, com muita violência, sexo e manias. Imagens icónicas como a autoimolação dos monges budistas, a fotografia do vietnamita a ser executado no meio da rua, o assassinato de John Kennedy em Dallas, o rosto maquiavélico do Dr. Lecter no filme 'O Silêncio dos Inocentes, alguma pornografia rasurada, tudo reproduzido no limite da decomposição e da sujidade da fotocópia analógica.
A capa da primeira edição deste SUB era anunciada como sendo feita com pele humana (afinal, parece que era pele de porco!).
Há bd de Pitchú, e outras roubadas como o 'Necron' de Magnus e 'Tank Girl' de Alan Martin and Jamie Hewlett.
Os destaques são naturalmente as ilustrações do anatomista André Vesálio, autor do magistral “De Humanis Corporis Fabrica”, e os textos 'A Morte em Férias' de David Soares e 'A Autópsia de Adriana' de Rafael Dionísio.
SUB #9 (Necro), Julho de 2003, 72 págs., fotocópia a preto & branco, 10,5x15cm. Segunda tiragem: 200 exemplares.

21 abril 2026

Punk Comix

O livro-duplo Corta-e-Cola: Discos e Histórias do Punk em Portugal (1978-1998) / Punk Comix: Banda Desenhada e Punk em Portugal (CCC+Thisco; 2017), da responsabilidade de Afonso Cortez e Marcos Farrajota, vinha acompanhado por um CD compilando 12 temas inéditos e exclusivos das bandas Grito!, Mandrake, Albert Fish, Melanie is Demented, Dr. Frankenstein, The Dirty Coal Train, Putan Club, Presidente Drógado com Banda Suporte, FDPDC, GG Allin´s Dick, Estilhaços Cinemáticos e dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS.
O livro teve uma tiragem global de 1000 exemplares, mas apenas os exemplares do livro adquiridos directamente às editoras foram acompanhados pelo CD. Os cerca de 300 livros que foram vendidos pelas grandes cadeias livreiras não dispunham do disco incluído.
O facto de haver 300 discos sobrantes, incentivou os editores a criarem um livreto desenhado por treze criadores que ilustraram as músicas, também elas inspiradas fluidamente no universo da banda desenhada.
Contribuíram com desenhos e ilustrações os seguintes autores: Ana Louro, Ana Caspão, André Coelho, José Smith Vargas, Marcos Farrajota, Mauro Coelho, Neno Costa, Nunsky, Rudolfo, Rui Moura, Vicente Nunes, Xavier Almeida e Jucifer (desenho da capa).
Punk Comix, 2019, 24 págs., risografia a duas cores, 12x12cm. Tiragem: 300 exemplares. Edição: Chili Com Carne / Zerowork Records.

08 abril 2026

Contador-Mor

Contador-Mor #1

O artigo de abertura "Troca de Tintas" expõe uma perspectiva optimista de João Paulo Cotrim sobre a internacionalização e intercâmbio da Bedeteca e da bd portuguesa. Na página seguinte, Marcos Farrajota qualifica a edição de 2000 do Festival de Angoulême como decepcionante e seguindo um modelo esgotado.
As páginas centrais são dedicadas aos dois volumes de "História de Lisboa" da autoria de A. H. Oliveira Marques e Filipe Abranches.
Seguem-se algumas referências a novas edições com a chancela da Bedeteca e doações de espólio. Uma nota curiosa para a publicação de uma tira cómica de Joana Figueiredo, realizada no âmbito da frequência do curso de iniciação à linguagem da bd.
A última página é dedicada a pequenas notícias e breves apontamentos registados pelo editor Marcos Farrajota.

Contador-Mor #1, Fevereiro de 2000, 8 págs, impresso a duas cores, 21x25cm. Edição: Bedeteca de Lisboa.

Contador-Mor #3
O Contador-Mor era o boletim mensal da Bedeteca de Lisboa dirigida por João Paulo Cotrim. O destaque deste número foi a programação do Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada 2000.
Todas as ilustrações publicadas nesta edição foram resgatadas no caderno de viagem de Dupuy & Berberian, em residência artística em Lisboa.
Merece especial referência a polémica epistolar entre o autor José Pires e o director da Bedeteca João Paulo Cotrim.
A última página é dedicada a pequenas notícias e breves apontamentos registados pelo editor Marcos Farrajota. 
Contador-Mor #3, Maio de 2000, 8 págs, impresso a duas cores, 21x25cm. Edição: Bedeteca de Lisboa.

Contador-Mor #6
Abre com um texto assinado por João Paulo Cotrim que é um 
obituário / homenagem a Júlio Pinto, um dos autores de Filosofia de Ponta. Na página seguinte, nota para uma exposição de João Francisco Vilhena com fotografias de uma vintena de ilustradores nacionais.
Nas páginas centrais, referência para os títulos publicados na colecção LX Comics. Depois surgem diversas notícias sobre eventos e lançamentos na área da banda desenhada.
Contador-Mor #6, Outubro de 2000, 8 págs, impresso a duas cores, 21x25cm. Edição: Bedeteca de Lisboa.

Contador-Mor #9
Na nota de abertura, referem-se várias iniciativas e edições da Bedeteca, com destaque para a obra Das Conferências do Casino à Filosofia de Ponta. Segue-se a apresentação do livro Bug de André Ruivo. As fotografias de João Francisco Vilhena captadas no atelier de Manuela Bacelar divulgam a exposição patente na Bedeteca.
Nas páginas centrais apresentam-se 12 bonecos desenhados por outros tantos autores para serem recortados em três partes, permitindo múltiplas combinações. Uns brincalhões!...
Segue-se uma entrevista a Luís Leiria um dos fundadores do 
Árgon, considerado um dos primeiros fanzines nacionais.
A revista para miúdos O Papagaio é recenseada num pequeno texto assinado por Adalberto Barreto. Depois é publicado um texto de Domingos Isabelinho enquadrando a polémica observada com a publicação de Borda d'Água de Miguel Rocha na revista Pública. Tanta puritanice que há neste país...
A última página é dedicada a diversas notícias e anúncios curtos. A grande novidade é a inclusão do suplemento 'Contadorzinho' dedicado aos mais novos.
Contador-Mor #9, Janeiro / Fevereiro de 2001, 12+4 págs, impresso a duas cores, 21x25cm. Edição: Bedeteca de Lisboa.

19 março 2026

Merda Frita Mensal

Merda Frita Mensal #1
Merda Frita Mensal é uma publicação colectiva que reúne vários tipos de expressões criativas. Os principais instigadores são Miguel Basto e Matilde Feitor, contando também com a participação de Vasco Olino, Francisco Escada, Manuel Neto e Rosa Aboim.
Inserido numa linhagem de fanzines concebidos por jovens descomprometidos, o conteúdo é caótico e iconoclasta, apresentando sobretudo desenhos, colagens e imagens fotográficas.
Surgem igualmente alguns passatempos e rubricas características de revistas convencionais, mas que aqui são subvertidos num Sudoku aleatório e sem solução; e num questionário proustiano em modo diário de um banana.
A polícia (bófia) também não passa impune, com os jovens autores a desafiarem a autoridade e a ensinarem a confeccionar uma gelatina explosiva em três passos.
Um dos momentos curiosos deste fanzine é uma composição com diversos elementos gráficos e objectos, surgindo um conjunto de maços de cigarros e caixas de fósforos com a fotografia do rosto dos antigos dirigentes do CDS, lado a lado com objectos com inscrições arabescas e posições do kamasutra.
Neste primeiro número de Merda Frita Mensal não há nenhuma mensagem especial a transmitir, sobressaindo antes uma vontade urgente de fazer e publicar aqui e agora, registar para depois seguir em frente.
Merda Frita Mensal #1, Fevereiro de 2024, 32 págs, fotocópia a preto sobre papel amarelo, 14,9x21cm.

Merda Frita Mensal #2
As primeiras páginas são ocupadas com o registo fotográfico da festa de lançamento do primeiro número, realizada na Casa do Comum.
Os principais dinamizadores deste número de Merda Frita Mensal, continuam a ser Matilde Feitor e Miguel Basto, a quem se juntam as colaborações de António Paté, Manuel Neto, Pedro Reis, Tomás Frusoni e Pedro Silva . Há páginas preenchidas com desenhos, outras assombradas com publicações das Testemunhas de Jeová, dando-lhes a volta com humor. Aliás a boa disposição descontraída é uma das características desta publicação, plasmada em trabalhos como a lobotomia bem sucedida a Miguel Basto.
Também há uma grande entrevista (bastante javardada) aos elementos da banda c-mm, praticantes de rock alternativo experimental.
Além da cena religiosa, o outro tema recorrente é o sexo, com pornografia misturada com tiradas filosóficas anti-capitalismo.
A crítica gastronómica, dedicada a locais inusitados onde se pode comer barato, convive alegremente com relatos desenhados de vomitório nas Belas Artes.
Marcos Farrajota contribui com "japanoise", um curioso ensaio para quem se interessa por sonoridades vindas do Japão.
Merda Frita Mensal #2, Abril de 2024, 48 págs, fotocópia a preto sobre papel laranja, 14,9x21cm.

11 março 2026

My Precious Things

My Precious Things #7
Juntando o My Precious Things (MPT) e o catálogo da distribuidora Esquilo Gigante, Marcos Farrajota radiografa o que se vai fazendo no circuito mais alternativo. Prestando atenção a coisas tão díspares como uma colecção de autocolantes políticos da autoria de Luis Félix e outra com caderneta e tudo, com cromos desenhados por diversos artistas nacionais, o lançamento do CD de estreia dos Desire e várias publicações em papel.
As críticas são curtas, sinceras e incisivas. São referenciados os fanzines Carneiro Mal Morto #2, Dead Doll House #0, Pimpolho #1, Safety Zone #5, Underworld / Entulho Informativo #7, Zig Zag Zine #2.
Nota também para outras publicações de banda desenhada como os primeiros números da colecção LX Comics da Bedeteca de Lisboa e "Loverboy, O Rebelde".
O nono capítulo d'A Lista de Ódio (de Marcos) é constituir família, uma tira onde o autor, na altura com 24 anitos, aproveita para vituperar a instituição nuclear da sociedade.
São exibidas também algumas pranchas rejeitadas do livro "Loverboy, O Rebelde", editado pela Polvo.
O catálogo da Esquilo Gigante apresenta as publicações disponíveis da Chili Com Carne, bem como diversas outras, e uma pequena secção de artigos em segunda mão. As encomendas faziam-se por carta e o pagamento por cheque ou vale-postal. Outros tempos...
My Precious Things #7, Abril de 1998, 12 págs, fotocópia a preto em papel reciclado, 14,9x21cm. Edição: Associação Chili Com Carne.

My Precious Things #9
Num outro tempo, quando a internet ainda estava a dar os primeiros passos, a comunicação e a troca de informações processava-se por via postal. O My Precious Things era uma newsletter escrita pelo Marcos Farrajota com inúmeras reviews sobre publicações alternativas, a correspondência recebida dos leitores, uma tira de bd e com o catálogo da distribuidora Esquilo Gigante. Este número apresenta-se em quatro folhas A4 impressas frente e verso em papel reciclado e tudo dobrado em três, criando uma espécie de folheto desdobrável.
O conteúdo incluía duas páginas dedicadas às críticas ou reviews, onde eram analisadas diversas publicações espanholas e portuguesas ligadas à música (Ancient Ceremonies, Dark Oath) e à banda desenhada (Autobiografias Ilustradas, Bactéria, BoDe, Cru, Com a Mesma Moeda!, BadSummerBoysBand, Filhos do Holocausto, Vermental, Primata Comix, Sub, etc.).
O catálogo da distribuidora Esquilo Gigante ocupava quatro páginas. Esquilo Gigante foi a distribuidora que a Associação Chili Com Carne "criou para divulgar formatos independentes difíceis de encontrar". E sim, entre os produtos listados encontrava-se algum do material mais interessante do underground nacional. Havia uma vontade genuína de conhecer, divulgar e expandir o público para as cenas mais alternativas e independentes, embora numa escala relativamente reduzida. Uma vontade e uma energia que se manifestaram talvez antes do tempo certo, pois não estavam ainda reunidas as condições necessárias para criar um público e um mercado mais consistentes. Hoje, mais do nunca, fazia falta uma estrutura agregadora, atenta ao melhor que se vai fazendo em Portugal.
Depois, já no novo século, o My Precious Things deixou de se publicar em papel e passou a newsletter virtual, enviada através de correio eletrónico. Por esta altura, as emissões das televisões nacionais eram preenchidas com um tal Manuel Subtil que se barricou nas casas de banho da RTP. Fim de transmissão.  
My Precious Things #9, Outubro de 1998, 8 págs, fotocópia a preto em papel reciclado, 29,7x21cm. Edição: Associação Chili Com Carne.

My Precious Things #12
Neste número, as resenhas passaram a atribuir classificações qualitativas situadas entre o "Fas-ga-se!!!" e o "Ex-ce-len-te-pá!"
Como era habitual, Marcos Farrajota escrevia todas as resenhas críticas e eram bastante acutilantes.
Nas páginas centrais era incluído o catálogo da distribuidora Esquilo Gigante (descobri, pois já não me recordava, que fui eu que ganhei o fanzine Sine Die #10, por ter sido o primeiro a adquirir o 56).
Passando logo para as classificações mais elevadas, são cotados como "Sim-Se-nhor!", as publicações Alimentando-se com os Fracos, Avarias e Outras Histórias de José Carlos Fernandes, Continuamos Aqui? de Teresa Câmara Pestana e o terceiro volume da compilação musical 'Cais do Rock" editada pela Lowfly Records.
Na categoria superior 
"Ex-ce-len-te-pá!", estão considerados Cru #13, Dead Doll House #3, alguns volumes da nova colecção LX Comics, As Cidades Visíveis escrito por João Lameiras e João Ramalho e a peculiar revista espanhola Mondo Brutto #16.
My Precious Things #12, Agosto de 1999, 16 págs, fotocópia a preto em papel reciclado, 14,9x21cm. Edição: FC Cómix.

10 fevereiro 2026

Piolho

"A revista Piolho é uma publicação dedicada à poesia desalinhada que conta actualmente com mais de uma dezena de números. É uma edição conjunta das Edições Mortas e da Black Sun, coordenada pelo poeta e editor António Oliveira (A. Dasilva O.). A Piolho inspira-se nas publicações refractárias dos anos 60 e 70, feitas em stencil, que circulavam debaixo das mesas nos cafés, pelo seu carácter conspirativo e clandestino, trazendo para o presente o espírito combativo desses tempos. A revista é, assim, um reduto de sobrevivência da poesia insubmissa."
Neste quinto número, coordenado por Sílvia C. Silva, Meireles de Pinho (capa e arranjo gráfico), Fernando Guerreiro e A. Dasilva O. e a colaboração especial de Érica Zingano, facilitando a conexão brasileira.
Participam os seguintes autores: Humberto Rocha, Luciane Godinho da Silva, Soraia Martins, Fernando Guerreiro, Mário Pinto, Zarelleci, Pedro S. Martins, Marcos Farrajota (ilustrações), Francisco Félix, Teixeira Moita, BiXinho, Miguel Sá Marques, Georges Bataille, Pedro Jofre, Paulo Themudo, Oliveira Martins Roxo, Rui Tinoco, Theódore Franckael, Roberta Ferraz, Maiara Gouveia, Érica Zingano, Renan Nuernberger, Rafael Rocha Daud, Andréa Catrópa, Danilo Bueno, Rui Azevedo Ribeiro, Raúl Simões Pinto e António S. Oliveira.
Piolho #5, Maio de 2011, 52 págs, impresso a preto & branco, 14,5x20,8cm. Tiragem: 300 exemplares. Edição: Black Sun Editores.

09 fevereiro 2026

Fora de Campo

Fora de Campo #0
O amor é o tema central do número inaugural do Fora de Campo, um fanzine muito cinéfilo editado por Matilde Feitor.
O amor nas mais variadas cambiantes, é decantado através das suas múltiplas representações cinematográficas.
Composto por textos escritos Sofia Belém, Carolina Ramos, João Ruy Faustino, José Feitor e Matilde Feitor sobre filmes marcantes como "Good Bye Lenin!" (2003, Wolgang Becker), "Aloha Bobby and Rose" (1975, Floyd Mutrux), os seis filmes da série "Comédias e Provérbios" (1981-1987) de Eric Rohmer, "Kids Return" (Takeshi Kitano, 1996) e Mad Detective (Johnnie To, 2007).
Além dos textos publicados na sua forma manuscrita, cada um dos filmes é objecto de um desenho criado por Sofia Belém, Ariana Barros, Ema Caetano, Amália Bragança, Matilde Feitor e José Feitor.
O "tio" Farrajota contribui com uma banda desenhada metendo churrascão, "Perseguindo Amy" (Kevin Smith, 1997), "Até ao Amanhecer" (Richard Linklater, 1995), e finalizando com o romance excessivo lynchiano "Wild at Heart".
Outros filmes igualmente marcantes são referenciados através de ilustrações, como "Paterson" (Jim Jarmush, 2016), "Blue" (Hiroshi Ando, 2002), "Domicile Conjugal" (François Truffaut, 1970), "Rashomon" (Akira Kurosawa, 1950), entre outros.
Os inevitáveis "Trás-os-Montes" (António Reis / Margarida Cordeiro, 1976) e "A Desaparecida" (John Ford, 1956), também são representados por quatro fotogramas, encimando uns versos de Manuel Guerra.
Fora de Campo #0, Verão de 2022, 36 págs, impresso a preto & branco; capa em cartolina craft, 14,9x21,5cm. Tiragem: 50 exemplares. Edição: Bancarrota.

Fora de Campo #2
Além da editora Matilde Feitor, contribuem para este número do Fora de Campo, dedicado à presença feminina no cinema, os seguintes autores: Emília Silva, Sofia Belém, Amália Bragança, João Salvador, Feno Dias, Leonor Pupo, Micaela e Marco Almeida.
A 2.ª edição, apresentando uma capa diferente, teve uma tiragem de 20 exemplares.
Marcos Farrajota referiu o seguinte no blogue da Chili Com Carne: "Uma grupeta com a Matilde Feitor à cabeça celebra o Cinema em forma de fanzine A5, assim "old-school", escrito à mão, tecnofobista e com razão nos tempos saturados de digital. Gostei tanto de participar no primeiro número que nunca mais fiz BD até hoje. Neste novo número dedicado "à presença feminina no Cinema" topa-se a quase ausência de textos. Um problema que parece estar a afectar todas as publicações amadoras ou semi-profissionais. Se antes as "redes sociais" eram espaços de escrita - os blogspots e wordpress - com os "Fezesbook" & "Insgrana" parece que as pessoas desabituaram-se a escrever. Se por um lado há os académicos que cagam cinco "papers" por semana com o jargão científico todo certinho, por outro estes deixaram de saber escrever para leitores leigos. E o pior são esses mesmo leigos, escritores em potencial, que não se sentem à vontade para o fazer e que desistiram, preferindo meter fotos sobre um concerto (e do "brunch") invés de uma resenha escrita. Se as pessoas desistirem de escrever, estamos fodidos, nem é preciso Trumps para acabarem com ministérios da educação para voltarmos à barbárie. Pode-se até dizer que as novas gerações são mais visuais. Sim é verdade mas além de isso ser uma desculpa fácil para não se tentar escrever também não é uma grande vantagem porque olhando para as colaborações deste fanzine sente-se uma homogeneidade de estilos gráficos, sem haver alguém que faça algo de "profundamente errado" para destacar. Saiam da casca, sff. Ah, sim, destaque pra BD de Sofia Belém apenas por ser isso mesmo, uma BD!"
Fora de Campo #2, Janeiro de 2025, 36 págs, impresso a preto & branco; capa em cartolina de cor, 14,9x21cm. Tiragem: 10 exemplares (1.ª edição). Edição: Bancarrota.

18 janeiro 2026

Não 'tavas lá?!

Não 'tavas lá?! é uma banda desenhada de Marcos Farrajota que acompanha o DVD documentário sobre a 15ª edição do SWR - Barroselas MetalFest. Não 'tavas lá?! é o nome de uma série de tiras de bd sobre crítica a concertos, publicadas ao longo do tempo em revistas como a Rocksound, Underworld: Entulho Informativo e também em vários fanzines.
Marcos Farrajota foi convidado pela organização do SWR para fazer a cobertura da 15.º edição do Festival e o resultado é bastante surpreendente, pois não temos um registo hagiográfico sobre os méritos e virtudes do Festival realizado em Barroselas, nem sobre as bandas participantes no mesmo.
A banda desenhada vai narrando as vicissitudes da viagem do autor para Barroselas, várias considerações sociológicas sobre os frequentadores de festivais, a logística e organização, o convívio à volta de um jogo de futebol e lá mesmo para o fim, como extra, surgem uns apontamentos telegráficos sobre alguns artistas e concertos realizados durante o Festival.
Estas bandas desenhadas foram posteriormente republicadas no livro Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology.
Não 'tavas lá?! , 2013, 24 págs, offset a preto & branco, 12,5x18cm. Edição: SWR Inc.

18 julho 2025

Mesinha de Cabeceira

Mesinha de Cabeceira #0
O fanzine Mesinha de Cabeceira (MdC) começou a ser editado em 1992 por Marcos Farrajota e Pedro Brito, pelo que comemorou 30 anos de existência em 2022.
Este número inaugural, apresentava como temas o Outono e as aulas, pois a estação era o Outono e a malta do fanzine era jovem e com o fim das férias de Verão ia regressar às aulas. O MdC pretendia adoptar um tema para cada edição, mas ia logo avisando que havia flexibilidade relativamente a esta matéria, o que foi bastante sensato - eles eram jovens, mas não eram tontos!
São apresentadas bd de Marte e Pedro Brito, de Rui Lacas e de Miguel Falcato.
Na vertente de divulgação musical, é publicada uma entrevista a uma banda completamente desconhecida com o nome de "Coca Cola Mentol & Conflitos".
Na rúbrica "Críticas Crípticas", Arlindo Horta escreve uma resenha sobre a novela gráfica "Arkham Asylum" de Dave McKean.
Na secção de notícias curtas "Rapidinhas", uma vez que não se consegue alinhavar nada sobre os The Smiths e sobre o filme "Naked Lunch" de David Cronenberg, falam sobre a morte iminente de um super-herói da DC Comics e também sobre o concurso de cartoon Amadora/92.
Também são publicados textos "incoerentes e marados" da amiga Ana.
Conheço o MdC praticamente desde o início e é um fanzine muito especial para mim, uma vez que acompanhou em simultâneo o meu crescente interesse por publicações amadoras. Fui assistido às suas diversas mutações: fanzine colectivo, outras vezes monográfico; da fotocópia à serigrafia; do preto & branco à impressão a cores; os vários tamanhos e formatos, os diversos tipos de papel, autores portugueses e estrangeiros... Ao longo de mais de 40 edições, o MdC apresentou-se sempre diferente, mas com uma notória evolução no trabalho de edição e publicação a cada novo número.
Muito mais haveria a dizer sobre o MdC, mas a melhor homenagem que lhe posso prestar é voltar a pegar nas suas edições, rever e ir deixando aqui algumas notas pessoais.
Julgo que me faltam alguns dos números iniciais, uma vez que o Marcos sempre recusou fazer reedições... O que faz algum sentido, quando se acredita que o melhor é o que está para vir!...
Mesinha de Cabeceira #0, Outubro de 1992, 24 págs, fotocópia a preto & branco; capa em papel cor laranja, 14,9x21cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: FC Komix.

Mesinha de Cabeceira #2 / #3
Número duplo editado por Pedro Brito e Marcos Farrajota, em estilo split-zine. A capa exterior é da autoria do artista Pedro Proença. Na capa da parte "Algumas Estórias Absurdas" (#2) surge uma colagem de Ana Dionísio, seguindo-se a bd "A Maldição do Pénis" de Arlindo, uma bizarra história negra, muito bem desenhada e ainda melhor escrita. Depois, duas pranchas de Guima (Ricardo Tércio), com muita confusão e cabeças mutantes. "Abuso de Menores" é uma bd de Lacas, envolvendo relações incestuosas e depravação.
Na parte "New Kids on the Bollocks" (#3), apresentam-se novos personagens e colaboradores a debutar nas páginas do MdC. Há uma prancha de "Alice - The Real Girl" com argumento de Marte e arte de Pedro Brito (também autor da capa desta parte). Depois um Folhetim Interactivo por Arlindo. Pelo meio, surgem umas tiras envolvendo complexos de Édipo, soldados bósnios e Joseph Volverin, por Miguel Falcato e Marcos Farrajota.
Nas "Críticas Crípticas" procede-se a uma recuperação engendrada por Marcos Farrajota de um texto de Domingos Isabelinho recolhendo uma série de "pérolas" encontradas nos escritos sobre bd publicados na imprensa nacional, atribuindo-lhes um galardão e tudo!
Antes de terminar, há ainda espaço para "Play Rats" de João Tércio.
Mesinha de Cabeceira #2/3, Setembro de 1993, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 150 exemplares. Edição: FC Kómix. Barreiro.

Mesinha de Cabeceira #4
O tema deste quarto número "sangue novo", pretende dar visibilidade a novos autores ainda por publicar. A capa e contracapa são assinadas por Sandro. A primeira banda desenhada, intitulada "Folhetim - Parte 5" começa sempre com o mesmo pressuposto, derivando para desfechos diferentes. Segue-se "Lisboa Dá à Luz" por Vitor Santos, uma cidade em processo de transformação, parindo novos edifícios.
Na rúbrica "Criticas Crípticas", Marcos Farrajota relata os principais eventos do 7.º Salão Internacional de Banda Desenhada do Porto. Depois, Deo apresenta a prancha "A Companhia dos Monstros". Logo de seguida, somos surpreendidos com a primeira bd de Gregório, às voltas com a sagrada trilogia do sexo, drogas e morte, que assombra a existência de muitos artistas.
Novo capítulo de "Criticas Crípticas", com Marcos Farrajota a insistir na banda Coca Cola Mentol & Conflitos (ver MdC #0).
Pedro Brito apresenta "Tédio!" bd sobre a falta de inspiração e de algo interessante para fazer. Antes da nova secção de correio dos leitores, é publicada uma ilustração de Pedro Proença. Nas páginas centrais, duas pranchas por Maria João.
Mira apresenta uma "bd montagem", sequenciando uma série de vinhetas de proveniências e estilos diversos, procurando uma possível narratividade. Depois, vem "Playrats" por João Tércio e uma nova bd de Gregório, desta vez, com guitarras distorcidas e multidões em delírio.
"Inadaptados" marca a estreia de Nunsky, com a bd mais extensa, exibindo todo o catálogo de criaturas que habitam o submundo da grande selva urbana: drogados, vagabundos, prostitutas e inadaptados. Quando os skinheads se cruzam no caminho, segue-se uma orgia de sangue e vísceras de carecas nazis, arrancadas a golpes de motosserra.
Mesinha de Cabeceira #4, Janeiro de 1994, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 115 exemplares. Edição: FC Komix. Barreiro.

Mesinha de Cabeceira #6
A capa é da responsabilidade de Pedro Brito, que também desenha a bd "Homem-Transferidor", baseada no argumento de Marcos Farrajota. Segue-se a prancha "Ovelhas" de José Carlos Fernandes e também "Uma História de Amor" de Marcelão, editor do fanzine Over-12.
Destaque para a publicação de uma entrevista com Estrompa, responsável pelos fanzines Shock e Café no Park.
"Loverboy - O Empatas Industrial" da autoria de Marte, com o Loverboy a recorrer a todo o tipo de expedientes para tentar safar-se das suas responsabilidades "conjugais".
As últimas páginas são dedicadas a trabalhos rejeitados e à divulgação de prémios e concursos.  
Mesinha de Cabeceira #6 (1.ª edição), Outubro de 1994, 24 págs, fotocópia a preto & branco, 21x14,9cm. Tiragem: 30 exemplares. Edição: FC Komix. Barreiro.

Cerca de meio ano após a edição original, surge a 2.ª edição "aumentada e melhorada". Relativamente à primeira edição, desaparece o Loverboy e em contrapartida, entram novas bd: um cão americano tipo Pluto a mimetizar cenas do filme "Apocalypse Now"; "Playrats" de João Tércio; uma prancha humorística da dupla Geral & Derradé e também alguma bd autobiográfica de Marcos Farrajota. Há uma melhoria nítida na qualidade de reprodução das fotos do Estrompa a acompanhar a respetiva entrevista - era uma pena umas fotos tão boas estarem tão mal impressas!
Nesta nova edição há também mais texto como as "Críticas Crípticas" que versam sobre várias edições da responsabilidade de José Carlos Fernandes e também curtas resenhas sobre os novos números dos fanzines Classe Média e do BadSummerBoys. Outra novidade é a publicação da "Lista de Ódio" do Marcos e uma lista de nomes brasileiros muito bizarros.
Mesinha de Cabeceira #6 (2.ª edição), Fevereiro de 1995, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 21x14,9cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: FC Komix. Cascais.

Mesinha de Cabeceira #10
Editado por Marcos Farrajota / FC Kómix, em colaboração com a Associação Chili Com Carne, conta com capa e bandas desenhadas de Marcos Farrajota. A primeira parte deste número é preenchida com "Histórias de Noitadas, Deprês & Bubas", num estilo diarístico, algumas vezes escorregando na irrelevância, outras vezes (os melhores momentos) num estilo autobiográfico, que nos suscita a dúvida se o autor não estará a divagar e a ficcionar a sua vida e intimidade.
Segue-se a rúbrica "Críticas Crípticas" comentando diversas publicações alternativas como "Malus" de Christopher Webster e "Sourball Prodigy" de Mike Diana, ambas posteriormente editadas por M. Farrajota. No tocante aos fanzines nacionais, notas sobre Sub #1, Shock #19, Aardvark #3 e Atelier de Técnicas Narrativas - Curso de Banda Desenhada.
Daniel D. (Dias) apresenta uma bd sanguinolenta em duas pranchas. De seguida, um extenso artigo "Tolerância Zero" escrito por Mike Diana, narrando o seu caso com o sistema judicial americano devido ao seu fanzine "Boiled Angel".
Na última página, o "Rejeitados #8", com um desenho da Mariazinha por Rui Lacas, feito para um poster que nunca chegou a ser impresso.
Mesinha de Cabeceira #10, Novembro de 1996, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 21x21cm. Tiragem: 150 exemplares. Edição: FC Komix. Cascais.

Mesinha de Cabeceira #11


Mesinha de Cabeceira #11, Março de 1997, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 21x21cm. Tiragem: 150 exemplares. Edição: FC Komix. Cascais.

Mesinha de Cabeceira #12


Mesinha de Cabeceira #12, Julho de 1997, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 21x21cm. Tiragem: 150 exemplares. Edição: FC Komix. Cascais.

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