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05 julho 2026

Bizarro

Bizarro #1
No editorial, Bruno Campos refere que o Bizarra representa uma evolução no seu percurso de faneditor e autor. Refere igualmente que o nome adoptado é uma homenagem a John Willies e à sua revista 'Bizarre' publicada entre 1946 e 1959.
No Bizarro, os fetiches não serão só sexuais, serão também bedéfilos, cinematográficos, musicais e literários.
Nas primeiras páginas apresenta-se 'Fragmentos I' uma divagação gráfica erótica desenhada por Bruno Campos. Logo depois, a 'Marca' de Pitchu com Arnaldo e o seu rafeiro de marca.
Ana Branco publica 'Narciso', uma excelente bd conjugada em tom de poesia divagante e com grande elegância gráfica.
'O Sentido da Vida' é uma viagem no túnel da existência, onde o destino das gerações é traçado por Daniel Baptista.
Derradé apresenta 'The BadSummer Boys Band' destilando as agruras da vida moderna em 'Stress' em ritmo de musical punk.
As últimas páginas são preenchidas com uma prancha de Pepedelrey e uma prancha repleta de brutais desenhos pornográficos de J. Coelho.
Bizarro #1, Julho de 1997, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 16,8x23,8cm, Edição: Phetysh Komix. Vila Franca de Xira.

Bizarro #2
As primeiras páginas são dedicadas às diatribes "Os meus inimigos da bd" de Marcos Farrajota, cuja primeira parte já havia sido publicada no fanzine Aardvark, anteriormente editado por Bruno Campos. Republica-se o texto sobre Fernando Vieira / Bedelho, e acrescenta-se novo texto corrosivo sobre M.A.L.S.
No tocante à banda desenhada, Janus apresenta "Toinho e Maria", um jovem casal ardendo de desejo. Segue-se o Boletim da Oficina Insana com diversos apontamentos sobre álbuns, fanzines, editoras e distribuidoras independentes.
Segue-se "Dark City III", baseada na música "Dentro da Cidade", da banda punk Caos Social, e desenhada por Law num estilo sado-maso cyberpunk.
Bruno Campos publica a bd "Nominion" e escreve também uma radiografia detalhada  sobre "The Invisibles" criada por Grant Morrison.
O autor brasileiro Edgar Franco contribui com a bd "A Estagnação" num desenho de estilo fantasista cósmico-psicadélico, com criaturas alienígenas levemente inspiradas por H. R. Giger, e texto poético filosófico, a lembrar os trabalhos do português Nuno Nisa.
A terminar, uma secção de recortes de imprensa e de cartas dos leitores. Na última página, é inserida uma citação de Edgar Allan Poe.
Bizarro #2, Novembro de 1997, 32 págs, fotocópia a preto & branco, 16,8x23,8cm, Edição: Oficina Insana. Vila Franca de Xira.

Bizarro #21 (5)

Originalmente previsto para sair em Dezembro de 1998, o Bizarro #21 apenas vê a luz do dia no novo milénio e com uma numeração não sequencial, uma vez que esta é apenas a quinta edição do fanzine. E saiu em Agosto de 2000, e não em Maio de 2000, como consta na capa. 
Este número está com muito boa apresentação e conta com a colaboração de Derradé (com a prancha "Bizarro" e com a bd "Panfleto"), de Janus (+ Piadas Estúpidas), Melvin, Gamito com "Poesia de Merda", a bd "E Nunca Mais se Ouviram Gritos...", o brasileiro Law Tissot com três excelentes pranchas, Daniel Silva com a bd "Macabro" datada de 1996, Pitchu com a prancha "Selva", uma ilustração de Borel datada de 1787, várias tiras de Jorge Coelho, Peter Kuper com "It's Obscene!!" narrando o caso da condenação em tribunal de Mike Diana pela publicação de "Boiled Angel".
Na rúbrica "Caldeirada", Bruno Campos referencia o aparecimento do fanzine Gambuzine, a continuação do Terminal, um novo tomo do "Macaco Tó Zé" de Janus e a publicação do splitzine "Haraquiri n.º 1/Os Positivos".
Participam também neste número, com desenhos, banda desenhada ou texto os seguintes autores: Absinto, Cria2, JB, Pepedelrey, Pr. Pereira e Rémi.

Bizarro #21 (5), Maio de 2000, 40 págs, fotocópia a preto & branco, 16,5x24cm, Edição: Oficina Insana. Vila Franca de Xira.

Bizarro #6
O editor Bruno Campos refere a dificuldade de manter alguma regularidade na edição do fanzine e promete apenas mais um número do Bizarro.
A primeira prancha é "Uma Linha Ténue" com texto de Rohke Vorne e desenho de Elma Dias. Seguem-se três tiras de 'Bad Summer Boys Band' da dupla Geral et Derradé.
Sara Costa publica o ensaio "De Duas Artes Surge Uma Nova" sobre o que é a banda desenhada e as suas possibilidades.
Com texto de Cláudio M.S.M. e arte de Law Tissot "The Sex Machine" é um desfile de figurações sado-maso estáticas e exibicionistas.
"Pilgramage" é uma nova bd escrita em inglês de Elina Dias, baseada numa música dos R.E.M.
O conflito de gerações entre mãe e filha e as expectativas goradas são o pano de fundo de "O do Costume" de R. Vorne e desenho de Fermad.
Um trabalho académico é o mote para ressuscitar a mitologia e os "Contos de Fadas" numa história de Dinis Vale.
Tendo por cenário uma América desolada e destruída, Lena S. Diva propõe a prancha "Nova Prole". Ao lado, outra prancha "Metropunks" de Lisa Vale, numa viagem atribulada no metro com a entrada em cena de um grupo de punks.
Seguem-se "Ovo ou Galinha" e "Cuecas em Fogo", duas histórias negras com muito sexo e devassidão  assinadas por Janus. Entre as duas bd, surge o texto "Um Exemplo de Surrealismo na Banda Desenhada: A Literatura e a Pintura de Mãos Dadas", da autoria de Teresa Costa. A banda desenhada "Kabuki: Skindeep" de David Mack é explorada e enquadrada na temática do ensaio. 
As duas últimas páginas servem para breves aparições em jeito publicitário de "Os Positivos" de Valter Matos e do "Tornado" por Estrompa.
Bizarro #6, Setembro de 2001, 36 págs, fotocópia a preto & branco; capa a cores, 19x27,5cm, Edição: Tesos e Falidos, SA. Vila Franca de Xira.

Bizarro #7
Decorridos cinco anos e cinco meses após o lançamento do número inaugural, o Bizarro anunciava a sua partida para a net, abandonando a edição em papel. Mas a despedida é feita em grande estilo, com excelentes BD. Logo a abrir 'A Culpa é do Músico' de Rohke Vorne (argumento) e Janus (desenho), história muito negra e sórdida passada em contexto familiar, onde a violência e todo o tipo de abusos imperam e acabam por se reproduzir geracionalmente.
David Soares apresenta 'Reprogramar a Alma', belíssima narrativa onde sobressaem os sentimentos e um grande sentido de humanidade.
De seguida 'Um Estranho Prazer', com argumento de Rohke Vorne, agora com o desenho a cargo de Marta Soares, para uma história carregada de sedução, atração irresistível e vampirismo.
Por fim, 'Com o Mal dos Outros', novamente com argumento de Rohke Vorne, desta vez com desenho de João Mascarenhas, reentrando no universo doméstico, na defesa dos bons costumes, nos falsos moralismos e sobretudo no cultivo da maledicência, negligenciando os podres próprios.
Bizarro #7, Dezembro de 2002, 36 págs, impressão a preto & branco, 21x29,7cm, Tiragem: 75 exemplares. Vila Franca de Xira.

24 maio 2026

Terminal

Terminal #0
O número inaugural do Terminal teve o formato de uma folha A3 dobrada em tamanho A5. Na apresentação do programa do fanzine, constava a vontade de constituir um espaço de divulgação de banda desenhada, ilustrações, caricaturas, textos, poemas e também alguma informação e entrevistas.
A ilustração da capa é da autoria de José Carlos Fernandes. Também é publicada "A Noite de Núpcias", um pequeno storyboard de Fernando Madeira para uma campanha antitabagismo.
Abrindo totalmente a folha, surgia um poster a anunciar a bd "De Trute Ise Aute Der.", uma história de Cris Carteiro e desenhos de Fernando Madeira.
Terminal #0, Verão de 1998, 4 págs., fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 150 exemplares. Edição: TerminalStudios. Faro.

Terminal #14
No seguimento das edições anteriores, também este número é dedicado ao Caos. A abrir, um desenho de Phermad, seguido de uma banda desenhada de Teresa Câmara Pestana, discorrendo sobre as vantagens da solidão, comparativamente com a companhia de certos amigos.
A banda desenhada mais extensa é "My Name is..." de Oljaca Mladen sobre um repórter farto do bulício da grande cidade, que parte em direcção à província, à procura de ser surpreendido por novas histórias.
O brasileiro Laerçon apresenta uma prancha preenchida com uma história de violência gratuita.
As páginas centrais são preenchidas com um desenho / poster de José Carlos Fernandes, que é altamente prejudicado pela digitalização, que pixelizou exageradamente todos os traços do desenho.
Serafim assina o desenho da capa e também um cartoon. Depois, o autor macedónio Zlatko Krstevski publica três pranchas, exibindo cada uma delas um estilo gráfico diferenciado.
"This is Generation" e "Desacontecimentos" são vislumbres dos problemas candentes no virar do século, apresentados por Aranha. A terminar, um desenho de Marcuse. 
Terminal #14, 2002, 20 págs., fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: TerminalStudios. Faro.

Terminal #15
Nesta fase, o Terminal estava já convertido em publicação anual e este número é composto maioritariamente por trabalhos relativamente antigos dos participantes. A capa e algumas páginas do interior são da responsabilidade de Vitor Hugo.
A conexão alemã de Teresa Câmara Pestana continua a valer pontos, pois alguns dos melhores trabalhos são de autores germânicos, destacando-se Wittek com duas excelentes bandas desenhadas - uma envolvendo extraterrestres que querem conquistar a Terra com feixes de raios transformadores, nazis zombies e turistas japonesas em trajes menores, tudo em delirante balbúrdia.
Mas há mais: desenhos avulsos de Maurício Tadeu e de Leonel Perna, bonecos Transformers de Luis Correia e vários textos de Clai.
Por seu lado, Teresa Câmara Pestana contribui com quatro pranchas, enquanto Diogo Carvalho disponibiliza uma prancha do seu "Herói Lusitano" em estado de necessidade.
O brasileiro Laerçon publica duas bd divertidas. No mesmo registo, Serafim também acrescenta duas páginas de bd e cartoon com bom humor.
As últimas páginas são compostas com desenhos de José Carlos Fernandes.
Terminal #15, 2004, 44 págs., fotocópia a preto & branco, 13,5x18,8cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: TerminalStudios. Faro.

T25A
Edição comemorativa dos 25 anos de existência do Terminal. Lançado inicialmente no Verão de 1998 por Terminal Studios - Núcleo de BD e Animação do Algarve, com o apoio da Delegação de Faro do IPJ, após um longo interregno, o fanzine de BD Terminal regressa em 2023 para assinalar o seu quarto de século, convidando 49 participantes oriundos de Portugal, Alemanha, Bélgica, Espanha e Marrocos.
Sob os temas Festa / Liberdade Criativa, este número é dedicado ao grande entusiasta da BD, Geraldes Lino, falecido em 2019. T25A foi coordenado por Terminal Studios e Drmakete, incluindo trabalhos de texto, desenho e ilustração da autoria de: Miguel Saial, Jorge Oliveira, Nuno Beato, Paulo Monteiro, Sara Glória, Daniel Maia, Vitor Hugo Rocha, Tiago da Silva, Maria João Levita, Ruben Botelho, Paulo José Martins / Paulo Viegas, Alexandra Pratas, Alice Magalhães, Luci, Leonel Perna, Marta Castro, Ana Lu, Suse, Bruno Boto da Cruz, José Carlos Fernandes, Nuno Murta, Serafim, Filipe Coelho.
As bd apresentadas neste número comemorativo foram criadas por: Phermad, Axel Blotevogel, Xavier Almeida, Martina Meier, João Pinto, Diogo Carvalho, Paulo D'Alva, Andreia Rechena, Paulo Montes, Carlos Rocha, Teresa Câmara Pestana, Joana Dias, Markus, Luís Guerreiro, João Mascarenhas, Oli Gfeller, Paulo Silva / Rui Alex, Marco Fraga da Silva / Rafael Antunes, Guifo, Hugo Vieira da Silva, Wittek, Inocência Dias, Inês Alecrim.
Como seria expectável numa publicação com estas características e com esta dimensão, os trabalhos são muito variados e alguns perdem alguma da sua força, devido à impressão a preto & branco, uma vez que originalmente foram elaborados a cores. Destaque especial para a excelente bd "Chocas" de Teresa C. Pestana. Com nota elevada também para "Uma Linda Quadra" de Luis Guerreiro, para "A Festa" da dupla  Marco Fraga da Silva (texto) e Rafael Antunes (desenho) e "Mandamentos Canalhas" de Guifo.
T25A, Junho de 2023, 124 págs., fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 150 exemplares. Edição: TerminalStudios. Faro.

Terminal #T24E
Esta edição compila um conjunto de bandas desenhadas anteriormente publicadas no BDjornal #27 lançado em Maio de 2011, onde o Terminal foi o fanzine convidado. Esta reedição constitui também uma homenagem ao editor Jorge Machado-Dias (1953-2020) responsável pelo 
BDjornal e editor da Pedranocharco.
São publicadas seis bd curtas de Xavier Almeida, com argumento de Kaja Sirok, sobre o Sr. Kovac e o seu estranho emprego na empresa Missed Calls Center. Filipe Coelho apresenta 'Era uma vez...' um mergulho nos mistérios edílicos e insinuantes da floresta pouco encantada. Phermad elabora uma história de cariz mais político, incidindo sobre o acesso ao ensino, os vícios do funcionalismo público e as atitudes ditatoriais. Diogo Carvalho transporta-nos para um futuro próximo onde o papel foi banido e a sua utilização criminalizada.
'Bobi' é um cão protector de uma criança, numa história de mistério e suspense composta  em 3D por Rodrigo Machado (argumento), Filipe Messias (escultura) e Luís Correia (fotografia).
A última bd é 'As Crónicas de Martim Nunes' por Nuno Sarabando, uma fábula de matriz histórica da época da fundação de Portugal.
Terminal #T24E, Outubro de 2024, 20 págs., impresso a preto & branco, 14x20cm. Tiragem: 30 exemplares. Edição: Drmakete / Terminal Studios. Faro.

07 janeiro 2026

CoopAzine

CoopAzine #1
Após a constituição da CoopA - Associação Aldeia Cooperativa de Artes em Fevereiro de 2016, é editado esto número inaugural do CoopAzine no âmbito da realização de uma Mostra Internacional de Fanzines. A publicação reflecte e regista as diversas actividades realizadas como concertos de música, encontro de estátuas vivas, mas também os gostos e as preocupações da Associação.
Neste primeiro número, surgem diversas bd curtas da autoria de Fábio Veras, André Pacheco, Tiago Pimentel, Sandra Pires e Abel Raposo. Há também textos assinados por Rui Carvalho, Fernando Ferreira sobre a publicação do livro "O Infante", de inspiração manga, da autoria de Daniela Viçoso.
Geraldes Lino, apresenta uma breve resenha sobre o fanzinato nacional e elenca uma listagem exaustiva sobre os fanzines de banda desenhada publicados em Portugal nos anos 2015 e 2016.
António Caeiro escreve sobre o Festival "Cantigas do Maio" e sobre a Orquestra Popular de Paio Pires. Thina Curtis apresenta uma resenha sobre a publicação de fanzines no Brasil. Há também textos poéticos de António Leonardo e de Paulo José Miranda.
A paisagem industrial e os problemas provocados pela poluição ressoam em muitas páginas desta publicação.
CoopAzine #1, Novembro de 2016, 52 págs,  fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: CoopA. Aldeia de Paio Pires.

CoopAzine #2

O segundo número do CoopAzine é dedicado exclusivamente ao evento Sons na Aldeia, que levou à Aldeia de Paio Pires diversas grupos de música.
A 1.ª edição do Sons na Aldeia decorreu em 24 de Setembro de 2016 e apresentou as seguintes bandas: - A Jigsaw & The Great Moonshiners Band, de Coimbra; e - Recanto, de Almada.
A 2.ª edição do evento, contou com a presença dos belgas Coffee Or Not e dos lisboetas Alma Mater Society.
Por ocasião do lançamento deste fanzine a 09 de Dezembro de 2017, decorreu a 3.º edição do Sons na Aldeia, com as bandas nacionais LUR LUR e IAMTHESHADOW.
CoopAzine apresenta breves biografias das bandas participantes no evento Sons na Aldeia, a respetiva discografia detalhada e fotografias dos concertos realizados.
CoopAzine #2, Dezembro de 2017, 28 págs,  fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: CoopA. Aldeia de Paio Pires.

CoopAzine #4

Excelente número do CoopAzine elaborado no âmbito da Mostra de Fanzines organizada pela CoopA em Maio de 2025. São 100 páginas preenchidas com as contribuições de inúmeros participantes, com trabalhos de banda desenhada, fotografia, texto poético, ensaio, crítica e divulgação, desenho e ilustração, etc.
As primeiras páginas apresentam uma entrevista aos Ameeba, já com dois registos discográficos lançados. Mais para o final, Jorge Canadá escreve um artigo sobre a banda alternativa Alcatune, já com diversos registos lançados em edição de autor.
Na banda desenhada participam Amadeu Escórcio, Carlos Paes com "A Mosca", originalmente publicada no Diário de Lisboa em finais dos anos 80 e agora recuperada e também uma prancha de "Tó Greg" desenhada na mesma época. Paulo Buchinho, autor do desenho da capa desta edição, também recupera um conjunto heterogéneo de desenhos datados dos anos 80. Muito boa a contribuição de Pepedelrey com "O Fogo de Kümme", com música e neura tecnológica. Phermad oferece duas pranchas caninas.
Textos de Victor Moreira, António Leonardo, Miguel Leonardo, António Santos, Marcos Marado, Cláudia Carola, Carlos Raimundo, Fernando Ferreira sobre o filme "Electric Dragon 80.000V" de Gakuryu Ishii. 
Mário Lino escreve sobre o panorama heavy metal nos Açores em 2024. António Vitorino contribui com um longo texto experimental em modo copy-paste hackeado no Facebook. Publica-se a resenha ao livro "Brazineiras: O Protagonismo Feminino nos Fanzines" organizado por Thina Curtis.
Edgar Rendeiro escreve sobre o enigma da data da fundação do clube de futebol de Paio Pires, bem como sobre a origem do nome "Paio Pires".
Grafismos, composições e colagens de Abel Raposo, Paulo José Miranda e António Caeiro, Iolanda Rolo, Eurico Coelho, José Almeida, Fátima Rocha, Pedro Morgado, Sónia Nobre, Sérgio Gomes.
Há também espaço para falar sobre a actividade da CoopA, e também sobre as edições da editora independente Anti-Demos-Cracia.
CoopAzine #4, Maio de 2025, 100 págs,  fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Edição: CoopA. Aldeia de Paio Pires.

23 outubro 2025

Espaço Marginal

Espaço Marginal #0
Espaço Marginal teve a sua génese no Instituto Politécnico de Beja, organizado pelos docentes Ana Lopes e Marco Silva. Incluindo ilustração e banda desenhada de alunos, docentes e alguns autores convidados, esta edição não esteve sujeita a qualquer imposição temática ou estilística, tendo como únicas especificações o formato quadrado e arte final monocromática. 
A ilustração apresentada na capa é de Ana Lopes, com produção em serigrafia de António Inverno. Nas páginas centrais, o convidado Geraldes Lino faz uma breve apresentação da Tertúlia BD de Lisboa.
No interior, são publicados desenhos de Ana Gomes, Célia Mestre, João Alves, Viviane Soares Silva, João Mendes, Clemente Tsamba, Tiago Brito.
As ilustrações são de Ana Velhinho, Catarina Santos, Manuel Ribeiro, Catarina Sobral, Henrique Pereira, Marta Pinheiro, Sara Castanho e Daniela Viçoso.
Na banda desenhada, são apresentadas pranchas de Pedro Horta, Catarina Gil, Manuel Ribeiro, Henrique Pereira, Bruno Rafael, Phermad, Marco Silva e Ana Lopes.
Na ilustração científica, temos excelentes exemplares de Ana Lopes, Ana Rita Afonso, Catarina Lima, Miguel Azevedo, Lúcia Antunes e Aldo Passarinho.
Espaço Marginal #0, 2013, 64 págs, impresso a preto & branco; capa em serigrafia, 19,5x19cm, Tiragem: 120 exemplares. Edição: Laboratório de Arte e Comunicação Multimédia do IP Beja.

Espaço Marginal #1
Decorrido um ano após o lançamento da edição inicial, o segundo número de Espaço Marginal mantem as suas coordenadas essenciais: compilação de trabalhos de ilustração, banda desenhada e design de diversos autores lusófonos.
São apresentados desenhos e ilustrações de Diana Marques, Catarina Santos, Célia Mestre, Cristina Dias, João Alves, Aina Bexell, Lúcia Antunes (ilustração científica), Pedro Leite, Catarina Bico, João Machado, Catarina Lima, Sebastião Peixoto, Cristina Santos, Marco Silva, Ana Lopes, Catarina Gil, Ana Velhinho, Rui Ferreira, Marta Pinheiro, Daniel Antunes, Susa Monteiro, Paulo Monteiro e Mafalda Duarte.
As bandas desenhadas são curtas, que não excedem as cinco pranchas de Cau Gomez, da dupla Kwashu e Max, Manuel Ribeiro, Pedro Horta, Bruno Rafael, Pedro Leite, Henrique Lobo e Fernando Madeira.
Geraldes Lino contribui com um texto sobre o pouco comum fanzine de tipo biográfico, referenciando a publicação de A Banda Desenhada na Obra de Carlos Botelho, editado por J. Machado-Dias.
Espaço Marginal #1, 2014, 80 págs, impresso a preto & branco; capa em serigrafia, 20x20cm, Tiragem: 120 exemplares. Edição: Laboratório de Arte e Comunicação Multimédia do IP Beja.

14 maio 2025

Espetros Livres

 
Espetros Livres apresenta-se numa folha de tamanho A3, com um corte horizontal na parte central, que permite uma dobragem engenhosa de 8 páginas em formato A6. Existem duas edições diferentes: - uma edição impressa a cores; e outra, impressa a preto e branco.
Os espetros presentes neste trabalho da autoria de Phermad são entidades misteriosas que vivem ocultas na floresta.
Trata-se de uma banda desenhada sobre banda desenhada, jogando, de forma lúdica, com os próprios códigos e linguagens, questionando a todo o tempo a sua identidade enquanto género e valorizando, acima de tudo, a liberdade de expressão.
Espetros Livres, Outubro de 2024, 8 págs., impressão a cores / preto & branco; 10,5x15cm. Tiragem: 50 exemplares. Edição: Dr. Makete.

09 abril 2025

[R]Eject Zine

[R]Eject Zine #1
[R]Eject tem como subtítulo "Os Ficheiros Esquecidos" e segundo Andreia Rechena, o fanzine "junta duas acções; o eject/ejectar e o reject/rejeitar. é então o fanzine que ejecta obras rejeitadas!". Ainda segundo a editora, o conceito "surgiu quando vasculhava as minhas gavetas de desenho conciliado com a necessidade de encontrar um tema para o projecto de paginação do curso de design gráfico na etic."
A primeira obra rejeitada, é neste caso, uma joia abandonada por João Martins, que não conseguiu concluir para participar num evento de joalharia.
Depois é apresentada a banda desenhada "Transporte", de Andreia Rechena, que foi participante no concurso realizado pelo Festival da Amadora 2004. A autora obteve uma menção honrosa com esta bd, e resolveu dar-lhe mais alguma visibilidade, uma vez que nunca chegou a ser publicada anteriormente.
Por seu lado, Daniel Maia apresenta a ilustração a preto & branco que tinha preparado para a capa do fanzine Sketchbook #3 e que acabou por recusar publicar devido a divergências com um dos coordenadores da referida publicação.
Pelo meio, há também algumas notícias avulsas sobre "má arte" e obras rejeitadas. O lançamento deste [R]Eject, ocorreu na Tertúlia BD de Lisboa.
[R]Eject Zine #1, Setembro de 2007, 16 págs, fotocópia a preto & branco; capa a cores, 14,9x21cm. Edição: Zarzanga's Comix. Lisboa.

[R]Eject Zine #2
O segundo número do [R]Eject Zine assume como tema central "Os Acidentes" e abre muito apropriadamente com uma imagem retirada do filme "Crash" de David Cronenberg, baseado no livro homónimo de J. G. Ballard.
Depois "Desastre Natural" é uma banda desenhada de Andreia Rechena sobre Milézia Kurnikova, contabilista de profissão, que segue uma rígida rotina diária há mais de uma década. No entanto, essa rigidez impede-a de conseguir reagir atempadamente a um desastre natural.
"O Problema localiza-se no estômago", uma bd em duas pranchas, da autoria de André Oliveira (desenho), Pedro Vieira (argumento).
Há outros exemplos de trabalhos rejeitados como cartazes (Hugo Teixeira), flyers (Andreia Rechena) ou ilustrações (Phermad).
O "Jornal Complementar" (4 páginas em tamanho A4) - Ano Zero - Número Zero, surge inserido no meio do [R]Eject Zine e espelha também as vicissitudes porque passou este segundo número numa sucessão acidentes como inundações, ficheiros eliminados e adiamentos consecutivos. No interior, várias imagens alusivas ao 11 de Setembro, diversas aberrações da natureza misturadas com divindades hindus e outros insólitos.
[R]Eject Zine #2, Novembro de 2008, 20 págs, fotocópia a preto & branco; capa a cores, 14,9x21cm. Tiragem: 30 exemplares. Edição: Zarzanga's Comix. Lisboa.

[R]Eject Zine #2 e Meio
Recolha de trabalhos que ficaram excluídos do número anterior. Os acidentes continuam a dar o mote ao [R]Eject Zine. A primeira bd de Andreia Rechena inspira-se na letra da música "Goodbye Blue Sky" do álbum The Wall dos Pink Floyd. Da mesma autora, segue-se uma sequência muda e sem título, desenhada enquanto visualizava um telejornal em 2001.
Petra Marcos contribui com uma ilustração e uma prancha de bd em estilo manga.
Uma ilustração para a banda Purple Angel e a apresentação dos participantes na publicação, antecedem uma pequena bd assinada por João Joalheiro.
Inserido no meio da publicação, em jeito de encarte, surge "Desenhos Autistas II", correspondendo a uma folha de tamanho A3 dobrada ao meio, e contendo alguns desenhos de Andreia Rechena.
[R]Eject Zine #2 e Meio, Maio de 2009, 16+4 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. 
Tiragem: 50 exemplares. Edição: Zarzanga's Comix. Lisboa.

28 novembro 2023

Aconteceu

Aconteceu foi escrito por Rohke Vorne (Bruno Campos) e desenhado por Fernando Madeira (Phermad). É uma história que envolve poder, sedução, sexo, vingança e morte. Os personagens são Ank Torcido um polícia corrupto e sem moral, Mena Jurema uma ex-prostituta que agora está casada com Joka Tamankos, o chefão mafioso, e Alberto Carrapito, um capanga cheio de escrúpulos.
Alberto é assediado por Mena, mas não cede aos seus avanços e esta, despeitada e cheia de rancor, decide teatralizar uma vingança, queixando-se chorosa ao marido que foi violada por Alberto, que acaba morto pelo gangster cornudo.
A primeira edição de 50 exemplares foi lançada em Setembro de 2002.
Aconteceu, Novembro de 2002, 20 págs., fotocópia a preto & branco; capa em cartolina craft, 13,6x19,1cm. Tiragem: 200 exemplares. Edição: Dr. Makete.

01 novembro 2023

24h Volta a Portugal em BD

Projecto concebido por Fernando Madeira (fanzine Terminal), reunindo 24 histórias, em 24 horas em 24 locais diferentes. Este tipo de projecto, apesar de ter por base uma ideia interessante, raramente são bem sucedidos, e este não é excepção.
Cada autor dispõe de uma página para apresentar o seu trabalho e há algumas pranchas bastante interessantes, enquanto outros são inócuos ou descabidos, podendo estar inseridos neste volume ou em outra qualquer publicação.
Por outro lado, há alguns trabalhos que não são propriamente bd, como o apresentado por Paulo Fonseca (Ilha de Porto Santo), que se assemelha a uma apresentação virtual de um projecto arquitectónico; também Rui Alex (Braga) apresenta um trabalho mais próximo do urban sketch do que da bd; e a participação de Luís Correia / Segme (Tavira) é uma ilustração computorizada do tipo Transformers.
Apesar de tudo é um projecto meritório, juntando autores menos conhecidos a outros mais experientes e revelando algumas pranchas de boa qualidade.
Os autores publicados, por ordem de apresentação, são os seguintes: Andreia Rechena (Aldeia de Monsanto), Phermad (Serra de Monchique), Paulo D'Alva (Avanca), Leonel Perna (Faro), Alexis (Mértola), Diogo Carvalho (Coimbra), João Mascarenhas (Lisboa), Derradé (Alverca), Nuno Sarabando / Hugo Jesus (Matosinhos), Serafim (Ilha do Pico), Paulo Fonseca (Ilha de Porto Santo), Rui Alex (Braga), José Carlos Fernandes (Vilamoura), Nuno Sarabando / Alexis (Açores), Teresa Câmara Pestana (Castelo de Vide), Nuno Rodrigues / João Pereira (Belém), Xavier de Almeida (Ria de Aveiro), Luís Correia / Segme (Tavira), Diana Waldschreck (Lousã), Miguel Saial (Castro Marim), Jeffrey Ferreira (Granja), Rocha (Olhão), David Rafael Silva (Abrantes), Phermad (Serra da Estrela).

24h Volta a Portugal em BD, Maio de 2006, 32 págs., impresso a preto & branco, 14x21cm. Tiragem: 300 exemplares. Edição: I.P.J.- Delegação de Faro / Drmakete. Faro.

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