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13 maio 2026

Revista Decadente

Revista Decadente #65
A abrir este número, Alice Geirinhas fala sobre "A Vaca que Veio do Espaço", editora de fanzines dos anos 80. Os dinamizadores da editora foram Alice Geirinhas, João Fonte Santa e José da Fonseca e entre 1986 e 1988, editaram os fanzines Facada Mortal, "Joe Indio", "Tom Sida Magazine" e "Grafpopzine".
"O Antropoceno é uma Moda?" é uma reflexão de Ana Cristina Cachola e Xavier Almeida.
Gonçalo Duarte fala dos passes sociais em Lisboa e do problema da habitação em Lisboa em "Conversas Vadias".
A perspectiva das novas amizades e o seu efeito nos velhos amigos, por Sreya em modo virtual em "Deixar a Música e Dedicar-me à Potaria".
Ana Menta aborda questões ligadas à administração da justiça e sobre o papel dos juízes.
Pete Sar avança com algumas "Ideias para a Neo-Decadência" e o uso de WC femininos por homens.
Em "Luxação", Xavier Almeida narra os primórdios da sua experiência ciclista em Lisboa.
Revista Decadente #65,
 Março de 2019, 12 págs, fotocópia a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 60 exemplares. Edição: Estrela Decadente. Lisboa.

Revista Decadente #69
Para assinalar a 69ª edição da Revista Decadente, os participantes aproveitaram para explorar a temática de cariz sexual, com especial enfoque na posição kamasutriana associada ao número. A primeira prancha, assinada por SAR, apresenta a sua fixação e predilecção pelo 69. Depois, Sreya referencia a mutação para duas pernas em vez de uma, de modo a ajustar-se à posição 69.
Na rúbrica "Mulheres na B.D.", Alice Geirinhas destaca "QCDA #2000 - 4 Cavaleiras do Apocalipse", edição que reúne trabalhos de Hetamoé, Sofia Neto, Sílvia Rodrigues e Amanda Baeza.
Depois, mais um capítulo de "Luxação" série desenvolvida por Xavier Almeida sobre andar de bicicleta em Lisboa.
"O Evangelho Segundo Santa Vulva" é uma elegia ao lesbianismo e feminismo, anti-machismo e depilação, por Carolina Elis.
Ana Cachola e Xavier Almeida baseiam a bd "Artista Sem Trabalho a Pensar no Trabalho da Arte" na obsessão de António Caramelo pelo número 69.
Ana Menta aproveita o número 69 para reflectir sobre a importância dos preliminares nas relações sexuais  e também na episiotomia, também conhecida como "O Ponto do Marido".
Este número especial conta ainda com a participação de Aimé Pedezert, João Gabriel Pereira, Filipe Felizardo e André Trindade.
Revista Decadente #69, Agosto de 2019, 16 págs, fotocópia digital a preto & branco, 21x29,7cm. Tiragem: 69 exemplares (2.ª edição). Edição: Estrela Decadente. Lisboa.

Revista Decadente #73
A primeira prancha de bd é da autoria de Odete. Depois, Rod apresenta uma cena de fist fucking.
Ana Cristina Cachola e Xavier Almeida baseiam a bd "Artista Sem Trabalho a Pensar no Trabalho da Arte", numa troca de mensagens através do Tinder, que descamba na reflexão sobre a pertinência da curadoria na Arte.
"ACAB" de Ana Menta é uma conversa de surdos sobre racismo e violência policial. Sintonizada na mesma temática, Carolina Elis comenta a afirmação "Em Portugal não há racismo". 
Na rúbrica "Mulheres na B.D.", Alice Geirinhas publica uma breve apresentação de Isabel Carvalho, fundadora do Colectivo A Língua e do Satélite Internacional e também autora e editora de muitas outras publicações.
Sreya relata as dificuldades da feitura do seu segundo disco e da catarse que representou. Difícil também está encontrar salas para apresentar o trabalho ao vivo.
Depois, o oitavo capítulo de "Luxação", série desenvolvida por Xavier Almeida sobre andar de bicicleta em Lisboa.
"Quando for Grande" novamente uma história de racismo e violência policial, escrita por Gisela Casimiro.
EU, UE, EU, um ego do tamanho do umbigo por Filipe Felizardo. A terminar, mais uma sequência de "Envuelto em Llamas" por Santi. 
Revista Decadente #73, Agosto de 2020, 12 págs, fotocópia digital a preto & branco, 21x29,7cm. Edição: Estrela Decadente. Lisboa.

Revista Decadente #75
Em tempos de pandemia e confinamentos, a Revista Decadente ressurge com um vigor inesperado. André Lemos contribui com trabalhos da fase DEKOMIKONSTRUTIVISMUSSegue-se uma prancha de Carlos Santola, e uma sequência de Muriel Bellini recapitulando os melhores momentos musicais e outros do ano 2020.
Alice Geirinhas continua a sua saga, destacando o trabalho das mulheres na bd. Desta vez, o foco incide no fanzine Your Mouth is a Guillotine. Mais à frente, o destaque vai para Teresa Câmara Pestana, editora do excelente Gambuzine.
Por seu lado, Xavier Almeida apresenta um novo capítulo de 'Luxação' sobre andar de bicicleta em Lisboa.
Ana Margarida Matos ensaia uma nova perspectiva sobre o eu e outro (estrangeiro), decantando signos e grafismos que reconhecemos dos programas e plataformas virtuais.
Este número conta também banda desenhada de Ana Menta, Sreya, Santi Z, Carla Protozoo, Sweevill e um tutorial para confeccionar uma projéctil de arremesso por Bedbug.
Na contracapa, Nuno Saraiva é surpreendido pelo vírus.
Revista Decadente #75, Fevereiro de 2021, 20 págs, fotocópia digital a preto & branco; capa a cores, 21x29,7cm. Tiragem: 35 exemplares. Edição: Estrela Decadente. Lisboa.

Revista Decadente #77
Nas primeiras páginas deste número da Revista Decadente, Pachiclon apresenta uma banda desenhada que parte de um caçador de Pokemons para expor todo o sistema de alienação virtual. Depois vem uma história incendiária de Santi, que acaba com a sorte grande a esfumar-se entre os dedos.
Segue-se uma prancha de Bedbug e proletarização do mundo. Depois, Sar explica muito detalhadamente tudo o que precisamos de saber sobre a blockchain e os NTF.
Nas páginas centrais, um trabalho misteriosos de Hetamoé, carregado de noise, com texto em inglês, muitas vezes ilegível, mas onde os sentimentos reverberam com toda a violência.
Fazendo uma aproximação à banda desenhada em tons negros petrolíferos, André Lemos convoca as magias invertidas, sob os auspícios fantasmáticos de Julião Sarmento.
"Virus for Promotional Use Only", é uma sequência cadenciada dos efeitos do vírus mais conhecido dos últimos tempos, pela mão de Muriel Bellini.
Alice Geirinhas, apresenta "Mulheres na B.D." destacando individualmente as autoras Joana Estrela e Júlia Barata.
Para terminar uma ilustração intrincada de José Haz e a banda desenhada "Luxação" de Xavier Almeida expondo as perplexidades de um utilizador frequente de bicicleta na cidade de Lisboa.
Revista Decadente #77, Fevereiro de 2022, 16 págs, fotocópia digital a preto & branco; capa a cores, 21x29,7cm. Tiragem: 50 exemplares. Edição: Estrela Decadente. Lisboa.

Revista Decadente #79
A abrir este número, Sara Chitas reflecte sobre a incapacidade do ser humano aprender com a História e com os erros do passado. Depois temos Santi em mais um momento "Envolto em Chamas", desta vez à beira de cair no precipício.
Se Basquiat fosse vivo e fizesse banda desenhada com ferramentas digitais, certamente não seria muito diferente das duas pranchas apresentadas por Hetamoé.
Em "Positividade Above it Halls" Maria Quintas parte de um fenómeno observado no mundo animal para fazer uma analogia com a vida quotidiana.
A vida bipolar de um artista retratada por R.I.P., protagonizada por um personagem com um sorriso sempre estampado no rosto.
Xavier Almeida apresenta mais um capítulo de "Luxação" com temática ciclista citadina.
Na rúbrica "Mulheres na B.D." Alice Geirinhas destaca o trabalho de Ana Matilde Sousa (Hetamoé).
A terminar, as bestialidades de André Lemos eivadas de tons bíblicos muito negros.
Revista Decadente #79, Setembro de 2022, 20 págs, fotocópia digital a preto & branco, 21x29,7cm. Edição: Estrela Decadente. Lisboa.

26 fevereiro 2026

CVTHVUS

CVTHVUS #1
Fanzine realizado por Sérgio Neves, tendo a participação do convidado Tiago Martins para criarem em conjunto um mundo especial dedicado aos gatos. Neste mundo de sonhos e fantasia, os grafismos criados por Sérgio Neves são mecanizados e procedentes de uma tecnologia informática aparentemente arcaica do tipo 1-Bit, gerando imagens binárias, algumas vezes combinando imagem e texto.
É apresentada uma história curta com texto em inglês, onde a cidade dos gatos sofre uma ameaça de destruição, mas que acaba por fracassar.
Nas páginas centrais, impresso em papel de cor salmão surge uma composição mesclando os grafismos computadorizados de Sérgio Neves com o desenho mais orgânico e natural de Tiago Martins.
Surgem também algumas imagens a cores, sobressaindo uma artificialidade computadorizada. Há também uma ilustração multicolorida com uma figura humana mas com cara de gato (tipo Blacksad).
A encerrar em estilo kitsch psicadélico, surge uma ilustração de um gato rechonchudo e sorridente, com a via láctea como pano de fundo.  
CVTHVUS #1, Setembro de 2012, 24 págs., fotocópia a preto & branco e a cores, 14,9x21cm. Lisboa.

CVTHVUS #2
Este segundo número do CVTHVUS foi lançado no espaço "O das Joanas" e contou com a participação musical dos AbztrQt Sir Q e de Nѳva.
Chaz The Cat (aliás, Sérgio Neves) convidou Gonçalo Duarte e "fazem duas BDs em honra ao felino, ou melhor, à capacidade de um bicho destes ter-se transformado no Deus do século XXI. Neves tem um estilo mais digital, frio e rígido seja em desenho seja em narrativa, mas apanhou bem a psicopatologia de se amar os gatos em demasiado.
Duarte mudou o registo gráfico a que assistimos no passado nas antologias Destruição e Futuro Primitivo, está mais "felino" de acordo com a trágico-comédia que conta sobre os excessos de idolatria sobre a gataria e a tecnologia - não misturar as duas, nunca!" (Marcos Farrajota no blogue da Chili Com Carne).
CVTHVUS #2, Junho de 2013, 16 págs., impresso a preto & branco; capa a cores, 14x20cm. Lisboa.

03 fevereiro 2026

Bonkers

Bonkers reúne um conjunto de sete "episódios" sobre a estadia de Gonçalo Duarte nos Estados Unidos da América (EUA). Os títulos estão escritos em inglês, mas os diálogos estão redigidos em português. Tudo começa com "Flux Factory", designação de uma residência artística comunitária em Queens, onde o autor permaneceu com a companheira durante seis meses.
Seguem-se outras histórias do quotidiano do casal, com várias viagens de permeio, muitas idiossincrasias dos americanos e a perplexidade de quem assiste ao vivo a certas peculiaridades dos EUA.
O último episódio "Election Night", acompanha as últimas eleições presidenciais em casa de amigos em Portland, rodeados por insegurança, criminalidade e os Proud Boys nas ruas. Para variar, nova excentricidade com a vitória de Donald Trump!
Bonkers, Dezembro de 2024, 24 págs, fotocópia a preto & branco; capa em cartolina colorido, 14,9x21cm.

08 março 2025

Ressaca Monstra

Crónica de mais uma noite passada na praga da má vida, acordar ressacado na casa de uma amiga. Uma noite igual a tantas outras, digressão de bar em bar, onde a bebida é barata e as caras são todas familiares.
Uma ressaca monstra de juventude em deriva citadina, excesso de bebida e drogas, conversas sobre tudo e sobre nada, ir a todo o lado e acabar em lugar nenhum.
Gonçalo Duarte concebe uma extraordinária obra pintada com um pontilhado impressionista de tonalidades fluorescentes, que acentuam os efeitos da metilenodioximetanfetamina e do transcendental tédio juvenil.
Os exemplares de Ressaca Monstra foram impressos em risogravura com as cores azul, rosa fluorescente e amarelo, no Estúdio Arco.Ignis em Guimarães. As reproduções que aqui se apresentam não conseguem, minimamente, captar a verdadeira luminescência das cores.
Ressaca Monstra, Abril de 2023, 16 págs, impresso em risografia, 14x19,8cm. Tiragem: 100 exemplares. Edição: Edições da Ruína. Lisboa.

31 dezembro 2024

Surto

Surto foi a revista trimestral (?) do Coletivo Sarna, constituído pelos artistas multidisciplinares Alexandra Saldanha, Nuno Duarte, Diogo Costa e João Silvestre. Os três primeiros compõem igualmente o núcleo do projecto musical Unsafe Space Garden.
Entre 2017 e 2019, o Coletivo Sarna ambicionou alargar o campo de possibilidades e "trazer um foco maior às artes visuais e para a edição independente de BD e ilustração em Guimarães. Fosse através da criação de eventos em colaboração com artistas nacionais, para incitar à conexão e entreajuda destes, ou apenas colaborações nas edições trimestrais intituladas de Surto, convidando assim artistas de todo o país a partilhar um trabalho seu no que viria a ser uma série de coletâneas ecléticas de diferentes formas de expressar o ser-se criativo."
Neste segundo e derradeiro Surto, impresso em risografia azul pela Desisto, participam diversos autores com trabalhos variados de texto, desenho e banda desenhada, como Bruno Borges, Aníbal Couto, uma banda desenhada sobre corridas de carros escrita por Oliveira Martins e desenhada por Gonçalo Duarte, outra bd de Jana Rata sobre a urgência de pensar a cidade, sob os auspícios do Arq. Fernando Távora.
Os restantes participantes foram Frederic Felinn, Guru Mestre Jorge, Daniel Lima, João Silvestre, João Ferreira e Dj Pombogo.
Surto #2, Junho de 2019, 28 págs., risografia azul, 20,2x26,3cm. Edição: Coletivo sarna. Guimarães.

08 setembro 2024

Hypnotized

Misteriosa publicação da autoria de Gonçalo Duarte.... No instagram do autor não consta qualquer referência a Hypnotized. No entanto, surge a referência a outra publicação praticamente idêntica, mas com outro nome: OM.
Utilizando um desenho simples de linha clara com muitos elementos geometrizantes, Gonçalo Duarte apresenta  um processo de hipnotização para o qual são convidadas algumas vitimas (i.e. voluntários), que se apresentam muito relutantes. Não obstante, o hipnotizador vai desenvolvendo o seu procedimento para aceder às profundidades da mente de cada um, de modo a controlar as suas necessidades e emoções.
O texto escrito em inglês, utilizando um tipo de letra que parece decalcado de um escantilhão, acompanhados de desenhos com um traço claro e geométrico, permitem a Gonçalo Duarte apresentar uma sequência simultaneamente muito orgânica e hipnótica. 
Hypnotized, 2023, 20 págs, serigrafia sobre cartolina preta, 15,3x21,8cm. Edição: Edições da Ruína.

28 março 2024

Origem & Construção

Origem & Construção foi editado a 08 de Dezembro de 2018, a propósito da exposição colectiva de publicações na Galeria Senhora Presidenta no Porto.
Uma chuva de meteoros projectados sobre os cumes das montanhas, um vulcão em erupção, jorrando rios de lava incandescente, a devastação pelo fogo. A população assustada corre em fuga, alguns sucumbem prostrados no chão. Depois da devastação, reina o caos e a violência, a luta rija pela sobrevivência. Um novo recomeço, a reconstrução e reconfiguração do mundo depois da destruição.
Neste trabalho, Gonçalo Duarte explora traço e a mancha, os contrastes, criando uma figuração bastante expressiva usando recursos escassos. Os desenhos alternam entre uma linha mais orgânica e o desenho de tendência mais geometrizante, mas sempre livres e surpreendentes.
Origem & Construção, Dezembro de 2018, 16 págs, impresso a preto & branco, 21x29,7cm.

22 agosto 2023

Pentângulo

Pentângulo é uma publicação anual resultante de uma parceria entre a Escola Ar.Co e a Associação Chili Com Carne, visando publicar autores que frequentaram o curso de Ilustração e Banda Desenhada da Ar.Co, envolvendo a participação de alunos, ex-alunos e professores.
A capa do primeiro número é da autoria de Daniel Lima, a coordenação editorial é de Jorge Nesbitt e de Marcos Farrajota e o design de Joana Pires.
Participam os seguintes autores: Amanda Baeza, Anna Bouza da Costa, Cecília Silveira, Carolina Moreira, Dileydi Florez, Francisco Sousa Lobo, Gonçalo Duarte, Igor Baptista, João Carola, João Silva, Luana Saldanha, Martina Manyà, Mathieu Fleury, Pedro Moura (como argumentista e também com um ensaio intitulado Plágio!), Rafael Santos, Rodolfo Mariano, Sara Boiça, Simão Simões, Stephane Galtier, colectivo Triciclo e Vasco Ruivo.
O tema de algumas das bandas desenhadas iniciais foi o trabalho de mulheres artistas vanguardistas do início do século XX, sobretudo de nacionalidade russa.
No jornal A Batalha, Russo apresentou a seguinte resenha sobre o primeiro Pentângulo:
"A malta que faz banda desenhada é claramente o lumpenproletariado da literatura portuguesa: não têm consciência de classe e pouco contribuem para fazer mexer a economia (uns são académicos, outros são funcionários públicos; uns recebem o certificado de artista oficial do regime, outros andam à procura de chapas de zinco para o seu projecto musical pós-industrial; uns fazem zines e alimentam-se a médias no Banco, outros banqueteiam-se alarvemente à quinta-feira no Cais do Sodré), prescindiram do seu potencial revolucionário para transformar a sociedade (preferem ir a mais uma feira de edições independentes do que picar o ponto em mais uma manif pela habitação), são indisciplinados (há dois anos que anda a ser prometido um livro de bd sobre a anarqueirada do 18 de Janeiro e nem vê-lo) e, claro, são desprezados por marxistas.
Talvez por ter sido guetificada e marginalizada pelo mercado editorial em Portugal, forçada a pedinchar por um cantinho nas livrarias e nas feiras do livro generalistas, a banda desenhada é o género literário mais vivo cá no burgo. Alguns leitores atentos poderão dizer: «Companheiro Russo, que tens a dizer sobre as ilustrações que têm saído na _______ (completar com o título de qualquer revista medíocre de poesia)? Ou aquela banda desenhada que saiu no aborrecido, porém vanguardista, Le Monde Diplomatique versão tuga? E estás a esquecer-te das participações nos jornais de grande tiragem?» Compas, tudo isso são adornos e adereços que servem para enriquecer a palavra pobre, arrastando a banda desenhada para uma condição subserviente, retirando-lhe a sua legitimidade enquanto género literário autónomo. Como se os mortos-vivos quisessem comer a carne aos vivos, arrastando-os para a sua condição cadavérica.
A edição deste primeiro Pentângulo mostra que a vitalidade de um género literário passa pela sua renovação, por dar espaço à publicação da malta nova. Mas não se trata de editar os novos só porque são novos, mas principalmente porque têm um olhar sobre o mundo que é deste tempo. Isso percebe-se logo pelas bds do João Carola sobre a desconstrução estética do supermatismo e construtivismo russos ou as do Simão Simões e da Amanda Baeza que exploram a imagética do informe. Desta antologia saiu também o desdobrável «faça você mesmo o seu ditador», do Mathieu Fleury (...) Ah, e ainda levam com um bónus em forma de bd do Francisco Sousa Lobo! Quem diria que seriam os déclassés a abanar a chafarica provinciana dos literatos?"
Pentângulo #1, Fevereiro de 2018, 118 págs, impresso a 2 cores; capa em quadricromia, 16,3x22,7cm. Edição: Ar.Co e Chili Com Carne.

12 março 2023

Conger Conger Comix

A agenda alternativa açoriana Yuzin convidou a Associação Chili com Carne para ter banda desenhada nas suas páginas e os autores participantes produziram uma "BD cadáver esquisito". Começando com Gonçalo Duarte, que passa a história aos autores seguintes sem qualquer controlo da direcção que a narrativa vai seguir. Esta experiência foi realizada entre Junho e Dezembro de 2021, todos os meses com um autor diferente que saía em cada novo número da agenda Yuzin.
Participaram por esta ordem os seguintes autores: Gonçalo Duarte, Alexandra Saldanha, a dupla Francisco Afonso Lopes e Francisco Lacerda, Rodolfo Mariano, Dois Vês, Tiago da Bernarda e Mariana Pita, que faz uma recapitulação da narrativa voltando ao seu início.
A capa e o design de Conger Conger Comix, ficaram a cargo de Gregory Le Lay.
Conger Conger Comix, Junho de 2022, 36 págs, impressão a cores, 15x21cm. Tiragem: 300 exemplares. Edição: Yuzin e Chili Com Carne.

04 janeiro 2023

Visita de Estudo ao Milhões 2017

Fanzine distribuído gratuitamente durante o Festival Milhões de Festa 2017, realizado em Barcelos. Com o subtítulo: Histórias de encantar dos alunos da C+S de Corvos (Anais), cada um dos "alunos" preparou uma página de banda desenhada sobre o festival, a sua envolvente, as bandas participantes e os efeitos causados na audiência.
Os "alunos" participantes foram Ana Caspão, André Pereira, Gonçalo Duarte, João Silvestre, Joaquim Almeida, Marcos Farrajota, Rui Moura, Tiago da Bernarda, Ricardo Martins, Xavier Almeida. A capa ficou a cargo do Rudolfo. Como seria de esperar numa publicação com estas características, os estilos e as abordagens são muito diversificadas e concisas. 
Visita de Estudo ao Milhões 2017, Julho de 2017, 16 págs, impresso a preto & branco, 14,5x21cm. Edição: Chili Com Carne e Lovers & Lollypops.

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