06 março 2026

Flanzine

"2013 - Portugal
Um primeiro-ministro a incentivar os jovens portugueses a pegar nas malas e a fazerem-se à oportunidade da crise económica. Estranha forma de promoção da Família.
Enquanto professor, assisti, ao desinteresse mais profundo e legítimo de uma geração que, sem voto na matéria, via a ideia de Futuro desvanecer-se. Estranha forma de promoção da Família.
A Flanzine foi a minha reacção perante a fatalidade. Criada num tempo onde as redes sociais ainda não estavam contaminadas pelo ódio, inveja, amargura. A maré era de feição. Apesar da feiura da realidade, era possível sonhar com a luta, por mais ingénua que fosse.
Hoje, já pouco estranho. Desde a falta de memória de uns, à sede de poder e protagonismo de outros. O circo dos horrores está montado sobre a ignorância de demasiados de nós. É claro que isto não vai lá com poesia. Mas sem ela, só nos resta a longa e fria noite. E, enquanto houver um filho da puta a tentar apagar a luz, hei-de lhe morder os calcanhares com esta insolência que me resta. E a gula por um mundo mais doce." (João Pedro Azul - editor de Flanzine).
Flanzine #1, Setembro de 2013, 48 págs, offset a preto & branco; páginas centrais a cores, 15,6x22,5cm. Tiragem: 300 exemplares.

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