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29 junho 2025

Mamoca


Mamoca foi um fanzine em tom satírico criado pelos alunos da Escola Secundária Alberto Sampaio - Braga, abordando os podres do mundo do teatro e da representação, referindo como não basta fingir ser bom para se ser um verdadeiro actor.
O primeiro texto refere a importância da utilização de Betadine no teatro, tanto para fins de cura de feridas, como para beber em caso de engano!
O segundo texto, apresenta uma modelo que se queixa das condições precárias da sua profissão, desde ter que fazer três shows por dia, recebendo pouco por isso. Lamenta também exigirem-lhe demasiado, desde não andar devagar a não sorrir, a alimentação restritiva e à invasão de privacidade.
Segue-se uma notícia sobre um encenador encontrado morto pela sua empregada, talvez por suicídio ou ataque cardíaco devido a não aguentar uma nova modelo que trabalhava com ele.
As páginas centrais são preenchidas com fotografias de jovens aos saltos, suspensos no ar, quase a gravitar.
O quarto trecho fala sobre o perigo de mascar chicletes, escrito por um ex-mascodependente, sobre as consequências do vício, desde assaltos a lojas de pastilhas, subalimentação devido à variedade de sabores, problemas nos maxilares devido às várias horas de mastigação, e por fim sobre as possibilidades de cura.
Há também uma banda desenhada sobre um “homem” cuja cabeça caiu e que consulta o médico para tentar perceber melhor o seu problema, acabando por descobrir que era um cadáver recalcitrado.
Por fim, está um texto sobre um casting para seleccionar um alce de botas para substituir uma estrela da Broadway, bem como uma lista  com os requisitos indispensáveis para o efeito.
Ao longo das páginas do Mamoca encontram-se diversos desenhos e ilustrações, bem como algumas fotografias. No final do fanzine, encontra-se um pequeno glossário de língua portuguesa. 
Os colaboradores deste fanzine foram Ana Ribeiro, Belmiro Oliveira, Guillaume LePen, Helena Carneiro, José Miguel Braga, José Costa, Júlio Gonçalves e Miguel Meira.
Mamoca, Maio de 2006, 28 págs, fotocópia a preto & branco, 14,9x21cm. Edição: TiT!. Braga.

18 março 2010

A Brasileira com Cem

A Europa é feita de cafetarias, de cafés. Estas vão da cafetaria preferida de Pessoa, em Lisboa, aos cafés de Odessa frequentados pelos gangsters de Isaac Babel. Vão dos cafés de Copenhaga, onde Kierkegaard passava nos seus passeios concentrado, aos balcões de Palermo…” - George Steiner
Com o propósito da comemoração do centenário do café A Brasileira de Braga, um grupo de frequentadores do café, tomou a iniciativa de lhe prestar um tributo, de uma forma alternativa e mais genuína. O desafio consistiu em realizar um trabalho até duas páginas, que poderia ser em forma de texto(s), fotografia(s), desenho(s), banda desenhada, etc., sobre o que a Brasileira representava para cada um, tendo como objectivo compor um possível retrato do café, pela altura do seu centésimo aniversário. A resposta surgiu através de vinte e cinco trabalhos originais e heterogéneos. Testemunho de uma forma peculiar de sentir a Brasileira, que ultrapassa a normal relação existente, num qualquer espaço comercial.
Apresentado em 10 de Novembro de 2007 o fanzine A Brasileira com Cem, assinalou o centésimo aniversário do vetusto café bracarense. O fanzine tem 44 páginas compostas por trabalhos originais em forma de texto, desenho, fotografia, ilustração, banda desenhada, poesia, etc. e teve uma tiragem inicial de 250 exemplares.
Participaram no fanzine os seguintes autores: Adriano Faria, Alexandre Gonçalves, Bento Duarte, César Taíbo, Cláudia Bueso, Esmeralda Duarte, Helena Carneiro, João Foldenfjord, Jorge Moreira, Kid, Madalena Dória, Miguel Meira, MTFields + MSunshine, Nuna Poliana, Nuno Cláudio, Nuno Gomes, Paulo Bonito, Paulo Nogueira, Paulo Trindade, Pedro Guimarães, Ricardo Fiúza, Sebastião Peixoto, Sofia Saldanha, Vítor Costa e Vítor Silva.

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