Suicide Reporté
Suicide Reporté conjuga um manancial extraordinário de trabalhos do francês Sylvain Gérand. Os desenhos são definidos até ao mais ínfimo pormenor, impregnados de um dinamismo frenético muito devedor dos desenhos animados clássicos, cuja estética subverte, exibindo despudoradamente o reverso do maravilhamento que diverte, mas que também aliena.
O estilo visual irreverente e alucinante contrasta muita vezes com as palavras (sida), frases (va te faire foutre) ou simbologia (cruz suástica) impressas no meio de imagens, relativizando e descontextualizando os referenciais gráficos e narrativos.
As imagens e a iconografia aparentemente idílicas são sabotadas e exploradas até à irrisão demencial.
Todas as emoções e traumas reprimidos são expiados por Sylvain Gérand através de uma poção mágica saturada de humor negro, que corrompe os recalcamentos e a simbologia pop, regurgitando tudo num caldo corrosivo que não deixa pedra sobre pedra.
As imagens e a iconografia aparentemente idílicas são sabotadas e exploradas até à irrisão demencial.
Todas as emoções e traumas reprimidos são expiados por Sylvain Gérand através de uma poção mágica saturada de humor negro, que corrompe os recalcamentos e a simbologia pop, regurgitando tudo num caldo corrosivo que não deixa pedra sobre pedra.
Suicide Reporté, Março de 2007, 36 págs, capa serigrafada a duas cores sobre papel Elefantenhaut 190 g.; miolo fotocopiado a preto sobre papel branco 80 g. (4 páginas a cores fotocopiadas a laser), 15,3x21,4cm. Tiragem: 75 exemplares. Edição: Opuntia Books [OB-0005].


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