09 outubro 2026

Maniphestus

As páginas de Maniphestus ressoam o ar do tempo, um velho mundo a ser remoído implacavelmente por um admirável mundo novo, as profecias Nostradamus do apocalipse a digladiarem-se com o 'bug' do milénio,  a globalização triunfante e a decadência do humano. As promessas de manhãs que cantam transformadas em pesadelos distópicos.
Apresentam-se imagens geradas por programas informáticos, complementadas com frases ou pequenos textos que podem ser delirantes, filosóficos ou confessionais, com o código binário a intrometer-se ininterruptamente, infectando a composição e os grafismos.  
Apesar das variadas colaborações de autores como Luís Menezes, Gonçalo Bexiga, Nuno Silva, Marcus Brendão, Rui Santos, Sérgio e Paulo Vilela, com a direcção de J. Nestor, a publicação mantém uma surpreendente coerência visual, transmitindo uma tensão inquieta pré-milénio, progredindo em velocidade escaldante rumo ao ano 2000.
Maniphestus #30, Dezembro de 1999, 24 págs, offset a cores, 18x28cm.

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