17 fevereiro 2026

O Menino Triste

O Menino Triste
João Mascarenhas dedica O Menino Triste a Peter Pan, notando que "Quando uma criança não tem a oportunidade de poder crescer nos braços da sua mãe, ou vê os seus sonhos serem interrompidos por algo que lhe é estranho, corre o risco de se tornar uma criança triste!
O Menino Triste é a história de uma dessas crianças. Um menino que, tal como Peter Pan, não tinha querido crescer. Até ao dia em que achou que o devia fazer e entrar então no mundo dos crescidos...
Contudo, o seu imaginário de criança, as suas crenças individuais, que continuava a conservar, faziam-no descrente desse mundo que um dia ele tinha decidido conhecer..." 
O Menino Triste, 2001, 20 págs, impresso a preto & branco; capa a cores, 16x24cm. Edição: Extractus.

O Menino Triste - Os Livros
José de Matos-Cruz escreve no texto de apresentação que "através do vínculo prodigalizado entre João Mascarenhas e o Menino Triste, criador e criatura, contrasta-se um subtil jogo de espelhos e de ressonâncias cujos reflexos ou retornos formatam a generosidade de uma obra aberta, a propensão de um retrato alternativo sobre cada destinatário."
O Menino Triste constrói-se e identifica-se com os livros que o acompanham desde sempre, mesmo antes de saber ler e ficar apenas encantado com as imagens e ilustrações.
Depois, com a aprendizagem da leitura, expande-se infinitamente o prazer retirado dos livros, descobrindo novas aventuras, relatos e intrigas, personagens da sua idade e que ficavam crianças para sempre.
A entrada para a escola, as aulas e os amigos, a descoberta e o maravilhamento do cinema, a catequese, o medo de crescer e de perder as memórias e recordações tão queridas. A forma de não ser apagado da memória das pessoas foi tornar-se um personagem de banda desenhada. 
Os Livros, Outubro de 2005, 24 págs, impresso a preto & branco; capa a duas cores, 16x24cm. Edição: Extractus.

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