20 março 2026

Cadernos F.A.O.J.

No primeiro caderno dedicado à banda desenhada desta colecção editada pelo Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis (FAOJ) da Secretaria de Estado da Juventude e Desportos, Vitor Péon procurou enquadrar a narrativa figurativa nas expressões artísticas ancestrais. Neste segundo volume, o autor  desenvolve a análise da banda desenhada como arte autónoma.
Começa por fazer um breve enquadramento histórico, para depois comentar a técnica pessoal dos principais autores, as inovações introduzidas, procurando sempre fazer a ligação com os trabalhos publicados em Portugal.
O segundo capítulo deste volume intitula-se 'Retrato e Acção Cinética', destacando autores como Burne Hogarth, Harold Foster, Alex Raymond, José Luis Salinas e Chester Gould, cujos planos, acção das figuras, a iluminação, dramatismo, e as sequências projectam uma nova dimensão à banda desenhada.
No tocante à composição, destaca o trabalho de Milton Caniff e de Frank Robins, prosseguido por autores como Jijé, Jean Giroud, Hugo Pratt e outros.
Nas páginas seguintes, acompanha-se uma rápida digressão sobre as principais obras e autores do eixo franco-belga. Sobre os autores italianos, referências para Franco Caprioli, Guido Buzzelli, Guido Crepax e Sergio Toppi. 
A problemática da 'Difusão - Distribuição' é comentada na última parte deste volume.
Há várias referências sobre um terceiro caderno dedicado à banda desenhada e seus autores, na Península Ibérica, e mais especificamente em Portugal, mas esse prometido terceiro volume nunca chegou a ser publicado.
Cadernos F.A.O.J. #17, Setembro de 1979, 56 págs, offset a preto & branco, 14,9x21cm. Tiragem: 25000 exemplares. Edição: F.A.O.J.

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